Núcleo de Psicanálise com crianças

Núcleo de Pesquisa em Psicanálise com crianças

Coordenação: Andréa Eulálio

Coordenação adjunta: Cristiane Barreto

Horário: Quartas-feiras às 20:30h

Local: online

Inscrições: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Ementa

Retomando o nosso trabalho de pesquisa e investigação no NPPcri, proposto pelo tema do XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano – “O feminino infamiliar: dizer o indizível” –, privilegiaremos, dessa vez, as incidências do feminino na clínica com crianças. O feminino é um Outro gozo como alteridade irredutível tanto para o homem como para a mulher, o que torna impossível a simetria e a reciprocidade entre os sexos. Ao tratar da sexualidade infantil como um gozo perverso polimorfo, descentrado, o qual nunca será unificado, Freud introduz uma dificuldade particular: como a criança se defende desse gozo sem um código que lhe permita nomear ou significar o que está lhe acontecendo? Como localizar e interpretar esse gozo estrangeiro, feminino, não centrado no gozo fálico? E, ainda, como podemos nos tornar parceiros nesse gozo para que o sujeito encontre sua solução singular?

Sabemos que a transmissão simbólica está marcada por um furo, o qual passa não só pelos significantes já articulados na linguagem, mas, sobretudo, pela lalíngua própria de cada um. Lacan, ao abordar o real do gozo da língua, nomeou o linguajar das crianças que ninguém entende de lalíngua. Assim, perguntamos: como ressoa lalíngua no corpo do sujeito? De que maneira poderíamos articular lalíngua e o feminino?

Dando prosseguimento à nossa pesquisa, no Cereda, sobre “A diferença sexual”, a partir da singularidade dos modos de gozo, indagamos se a criança teria ou não uma relação direta com a posição feminina da mãe. Em relação às fixações precoces da sexuação infantil, como o analista poderá ler as marcas imaginárias, simbólicas e reais de gozo que a criança recebeu e que se depositaram em seu corpo?

Hoje, mais do que nunca, o ser falante é confrontado com a discordância entre o gênero designado e a sua resposta subjetiva, que, ao fazer acontecimento de corpo, fixa um modo de gozo, insuportável devido à sua estranheza. Quais são as versões do insuportável na clínica com crianças? Se o processo de sexuação deixa diferentes marcas no corpo do parlêtre, como lê-las de acordo com o último ensino de Lacan?

 

AGOSTO: Dia 19 - Quarta às 20h30

“Incidências do feminino na clínica com crianças”.

Responsável: Andréa Eulálio

 

SETEMBRO: Dia 9 – Quarta às 20h30

“O buraco negro da diferença sexual”. Texto de Marie-Hélène Brousse (CIEN DIGITAL No 23 – Novembro de 2019) .

Responsáveis: Suzana Barroso e Maria Rita Guimarães

 

SETEMBRO: Dia 23 – Quarta às 20h30

“O insuportável da infância”.

Responsáveis: Cristina Drummond e Aparecida Farage

 

OUTUBRO: Dia 07 – Quarta às 20h30

“A invenção de um menino como defesa diante do empuxo à mulher”.

Responsáveis: Margaret Couto e Cristiana Pittella

 

OUTUBRO: Dia 21 - Quarta às 20h30

“O encontro da criança com o real do sexo”. Comentário sobre o filme “Dor e Glória” de Pedro Almodóvar.

Responsáveis: Cristiane Barreto e Lucia Mello

 

NOVEMBRO: Dia 04 – Quarta às 20h30

“O feminino e o infantil”.

Responsáveis: Tereza Facury e Patrícia Ribeiro

 

NOVEMBRO: Dia 18 – Quarta às 20h30

“O infamiliar entre a mulher e a mãe”.

Responsáveis: Inês Seabra e Alessandra Rocha

 

DEZEMBRO: Dia 02 - Quarta às 20h30

“ O que há do feminino e do (in)familiar em lalangue? ”

Responsáveis: Ana Maria Lopes e Paula Pimenta