Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Psicose

Coordenação: Fernando Casula

Coordenação adjunta: Maria de Fátima Ferreira

Horário: sextas-feiras às 10h

Local: online

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Ementa

O infamiliar, o indizível e o feminino nas psicoses

Estudamos no semestre anterior as marcas deixadas pelas possíveis incidências do infamiliar na especificidade do campo das psicoses. Lembremos que esse sentimento de estranheza como algo pertencente e derivado do mais íntimo do próprio sujeito, identificado por Freud ao Unheimliche, fora recuperado por Lacan em seu Seminário, livro 10: A angústia, para apontar aquilo que não engana da angustia: a presença do objeto a na vertente real, para além da angustia de castração. Vimos que por não ter à disposição o recurso da fantasia para lidar com o objeto em sua extimidade, o infamiliar se apresenta para os sujeitos psicóticos na vertente da certeza, no real, como signo da presença de um gozo inassimilável e invasivo.

Pois bem, nesse semestre nossa investigação terá como norte o feminino, - tal como Lacan concebe o gozo não todo fálico -, em articulação com o infamiliar. Como se dá essa articulação no campo das psicoses? Esse real inassimilável e indizível que comporta o não todo fálico do gozo feminino é da mesma ordem do real sem lei abarcado pela ausência total da função fálica? Sabemos através das elaborações do caso Schreber, feita por Lacan, que essa ausência da função fálica precipita o empuxo- à -mulher nas psicoses. Podemos correlacionar a feminização na psicose abarcada pelo termo empuxo-à-mulher ao lado feminino do quadro da sexuação lacaniano? Poderíamos localizar o empuxo-à-mulher nas psicoses ordinárias? Encontramos, na prática clínica, quadros psicóticos predominantemente femininos por excelência, dentre eles destaca-se a Erotomania. Nestes casos, de Erotomania, estaríamos diante do feminino? Em que medida a forma erotomaníaca do amor feminino[1], maneira característica de relação com o objeto - em contraposição a forma fetichista masculina – se converge com a psicose erotômana? Essas questões estão contempladas e servem de fio condutor à investigação proposta pelo programa do Núcleo para o segundo semestre. Sejam bem vindos e bom trabalho!

[1] LACAN, J. Diretrizes para um congresso sobre a sexualidade feminina. In.: Escritos, Rio de Janeiro, Zahar, 1998. P. 742

 

AGOSTO: Dia 21 – Sexta às 10h

“O infamiliar e o feminino nas psicoses”

Responsável: Fernando Casula

 

SETEMBRO: Dia 4 - Sexta às 10h

“Schreber: O empuxo à mulher não é o feminino”

Apresentação: Elisa Alvarenga

Comentários: Beatriz Espirito Santo

 

SETEMBRO: Dia 18 – Sexta às 10h

Apresentação de Pacientes de Lacan. Caso Mademoiselle “B”

Comentários: Paula Pimenta e Juliana Motta

 

OUTUBRO: Dia 9 - Sexta às 10h

“Erotomania: modo de amor feminino ou empuxo-à-mulher?”

Filme: “Um Instante de Amor” Nicole Garcia (2016) Festival Varilux de cinema francês.

Comentários: Frederico Feu e Fernando Casula

 

OUTUBRO: Dia 23 - Sexta às 10h

Psicose Ordinária, o empuxo à mulher e o feminino.

Apresentação: Rômulo Ferreira

Comentários: Laura Rubião

 

NOVEMBRO: Dia 6 - Sexta às 10h

“O infamiliar e o feminino”

Apresentação: Iordan Gurgel

Comentários: Graciela Bessa

 

NOVEMBRO: Dia 20 - Sexta às 10h

Conversação sobre o trabalho de investigação do ano 2020

Apresentação: Maria de Fátima Ferreira