ISSN 1982-5617

UMA DIFICULDADE A MAIS NA ANÁLISE DE UMA MULHER? 

LUCIANA EASTWOOD ROMAGNOLLI
Pesquisadora independente de Linguagem, Arte e Psicanálise.
Doutora em Artes Cênicas e aluna do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais.
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Resumo: Com base no debate sobre a neurose obsessiva em mulheres, o artigo indaga se a estratégia obsessiva contra o gozo feminino não simbolizável apresenta, na clínica contemporânea, uma dificuldade a mais na análise de mulheres, considerando a realidade de devastação na relação mãe-filha, de quem esta esperaria uma consistência impossível pela inexistência do significante d’A mulher. Na defesa obsessiva, a tentativa de fazer Um com o eu e a consequente fortificação do corpo; a oblatividade que assegura a consistência do Outro; o amor erotômano; além do imperativo do supereu, aparecem como pontos possíveis de agravamento da estratégia neurótica frente à devastação.

Palavras chaves: neurose obsessiva, devastação

ONE MORE DIFFICULTY IN WOMEN'S PSYCHOANALYSIS?

Abstract: Based on the debate about women’s obsessional neurosis, this essay questions if the obsessional defense against non-symbolizable female jouissance presents as one more difficulty in women’s analysis in the contemporary clinic, considering the reality of the ravage in mother-daughter relationship, since daughters seems to expect from their mothers a kind of consistency that is impossible due to the non-existence of the significant of The woman. In the obsessional defense, the attempt to make One with the self and the consequent fortification of the body; the oblativity that ensures the consistency of the Other; the erotomanic love; and the imperative of the superego, appear as possible points of aggravation of the neurotic strategy in face of the ravage.

Keywords: obsessional neurosis, ravage

 
Desali. Eis que me descubro objeto do objeto de outros objetos 
 

Indagar a incidência da neurose obsessiva em mulheres abre a questão sobre a estrutura neurótica e suas distintas estratégias de defesa frente à inexistência de significante d ‘Ⱥ mulher, ao gozo Outro sem limites e ao real sem lei. A clínica diferencial torna-se complexa quando se consideram os frequentes sintomas obsessivos em histéricas, em contraste com casos em que a estratégia obsessiva de destruir o desejo do Outro prevalece. Estabelecida a histeria como a estrutura nuclear do sujeito neurótico, tal como proposto por Freud, a neurose obsessiva pode ser entendida como uma defesa a mais à estrutura histérica, dobra que privilegia o eu em sua vertente de autoconsciência.

As defesas obsessivas comparecem na clínica psicanalítica desde Freud à atualidade, na forma exitosa do caráter obsessivo ou na formação de outros sintomas, tais como atos compulsivos (ALVARENGA, 2019). A coação de pensamento é o sintoma obsessivo por excelência, tentativa de erguer uma barragem de significantes contra o enigma do desejo e o real da angústia. A neurose obsessiva carrega a marca de um primeiro gozo experimentado como estrangeiro, que está no princípio do sentimento de infamiliar (SOLANO, 2009). O pensamento faz-se sintoma para dominar o fora do sentido desse gozo. O sofrimento assume a forma de um conflito moral e de pensamentos perturbadores que se impõem no mais íntimo do sentimento de si e são experimentados como exteriores e intrusivos.

A curiosidade da posição obsessiva de querer saber sobre a relação entre gozo e semblantes no casal parental desvela a falência do pai e o gozo sem limites da mãe (SOLANO, 2001). É contra esse empuxo a ser aspirado pelo buraco de S(Ⱥ) que responde a estratégia de reduzir-se ao Um em uma empreitada fálica que engaja corpo, imagem e pensamento. Ao privilegiar o eu, sujeito do significante, na tentativa de encobrir a divisão subjetiva e fazer o Um imaginário do corpo, fortificado, recobre o objeto “a” causa de desejo com as vestimentas do Eu ideal i(a). E transforma o desejo do Outro em demanda do pequeno outro a ser eliminada e restituída, repetidamente. A oblatividade torna-se modo de assegurar essa consistência do Outro, “ao preço de concebê-lo como invasor e mortificante (ALVARENGA, 2019, p. 94)”. Ao degradar o falo simbólico em imaginário, ataca o próprio desejo, que deve ser mantido a distância. 

Obsessivas 

Na clínica contemporânea, Lêda Guimarães constata “mulheres estruturadas em suas neuroses através de fortes defesas obsessivas” (GUIMARÃES, 2015, p. 78).  Elas se apresentam em posição de objeto-dejeto da mãe. Os esforços para reduzir a potência do Outro materno absoluto frequentemente assumem o caráter de atuação ou passagem ao ato, com consequente mortificação do próprio corpo.

A baixa operatividade do pai caracteriza estruturas “malformadas”, deixando tais mulheres com recursos simbólicos escassos para localizar o desejo nas bordas do buraco da falta do Outro. “O sujeito, preso nas defesas obsessivas, mantém uma posição fóbica central que lhe permite correr para longe desse buraco”, apoiando-se na posição da criança como objeto “a” (GUIMARÃES, 2015, p. 82). O Eu ideal i(a) e Ideal do eu I(A), sustentados na alienação aos significantes mestres, envolvem o objeto para torná-lo amável pelo Outro. O amor recobre a não relação sexual.

Esthela Solano observa que, “se o sujeito obsessivo é uma mulher, a estratégia fálica prevalece igualmente”, não por desejar ter o falo para bancar o homem, mas pelo dever de “paramentar-se de falo” para tamponar a falta no Outro, fazendo Um com ele (SOLANO, 2001, p. 35). Lêda Guimarães (2015) localiza uma distinção na neurose obsessiva em homens e mulheres: eles contam com o desmentido da castração pelo traço perverso do fetiche para fazer suplência de proteção ao desejo do Outro. Em contraponto, elas têm recorrido à construção de um script com estatuto de verdade nas parcerias amorosas, assumindo multitarefas para afirmar aptidões fálicas. Asseguram a consistência imaginária do pai e do Um corpo como anteparo ao singular do gozo inominável que as lança ao real sem lei rebaixando o objeto, o que carrega o traço de perversão, dirigindo a destruição à onipotência do Outro. 

A mancha 

No primeiro caso analisado na conferência “O sentido dos sintomas” (1916-1917), Freud apresenta uma mulher cujos sintomas obsessivos são desencadeados tardiamente, encobrindo a impotência sexual do marido. Ao repetidamente convocar o olhar da empregada para uma mancha em uma toalha de mesa, semelhante ao borrão de tinta que o marido deixara no lençol como prova do ato sexual não efetuado nas núpcias, o que essa mulher busca é uma testemunha (pequeno outro) do seu ato de exibição para fazer o Outro subsistir. O semblante da mancha tapa o furo, mantendo a distância do seu desejo e a consistência da sua imagem. 

Esse sintoma compulsivo responde à predominância da função escópica na neurose obsessiva, em seu caráter oblativo de dar a ver uma imagem de si para ser amada, que aponta para o modo de amor erotômano (ALVARENGA, 2018. p. 45). A consciência escópica estabiliza a armadura obsessiva do Um corpo imaginário, sustentando-a em um ideal de onividência que a mantém autoconsciente, fora da cena e cúmplice daquela que a observa. Oferece a imagem fálica para tampar a divisão subjetiva do Outro e em si, em defesa contra a ressonância do significante no corpo.

Sem a amarra fálica, a mulher da mancha confronta-se ao -∃x -Φx, “por onde o simbólico, por seu poder de negação, se conjuga à morte” (ALVARENGA, 2018, p.38). O sintoma vem restituir a função fálica. Elisa Alvarenga então questiona: “Sem o apoio fálico encontrado no objeto de amor, haveria um risco de aspiração pelo furo do Outro, resultando na devastação ou melancolização do sujeito?” (ALVARENGA, 2019, p. 39). Eis a emergência da pergunta sobre a devastação quando a defesa obsessiva falha em uma mulher. 

Inexistência 

A fantasia erotômana da demanda infinita dirigida ao Outro, que pode retornar como devastação, faz-se estratégia obsessiva para negação do desejo. Esse amor se distingue de uma erotomania psicótica pela imagem de si que o obsessivo empenha como não podendo faltar ao outro, garantindo a distância de si (ALVARENGA, 2019). Podemos, então, calcular os efeitos da queda dessa imagem, relativa ao i(a).

Esthela Solano (1996) relata uma demanda de análise após o passe, quando a nomeação a AE desencadeou uma angústia terrível ao fazê-la se deparar com o buraco da imagem e do significante. A neurose infantil se manifestara aos nove anos, com a destituição do pai do alto cargo que ocupava, deixando-a sem as coordenadas fálicas frente ao Outro do amor que rompeu as amarras imaginárias com que ela se identificava ao agalma do desejo. A fantasia se assenta no mandamento moral, sob o significante “anjo”, prendendo-a ao lugar de exceção do Ideal ou do dejeto. Na segunda análise, localiza o horror que se revela do amor como pulsão de morte e faz uma amarração privilegiando o gozo parasitário do sintoma.

Na análise pós-passe, destaca três sonhos. No primeiro, encontra no corpo uma marca que lê como a da morte iminente (buraco do simbólico). No segundo, vê os quantificadores x Φx, sem-razão que inscreve a falha de existência no lado feminino (o buraco no real). Do terceiro, emerge a recordação infantil de ver no quadro de melhores alunas do colégio um buraco (no imaginário) no lugar de sua foto. É o trauma que a nomeação como quadro vazio de imagem e significante reconvoca. Retorna a vertigem infantil “que se produzia como abismo quando o sujeito não encontrava apoio em nenhuma existência que a incluísse na função fálica, uma vez percebida a irremediável impostura do Outro” (SOLANO, 1996, p. 36, trad. nossa.).

A nomeação a confronta à falha de existência pela inexistência do significante d'O analista, tal como inexiste o d'A mulher. A angústia surge no real insuportável, “comparável ao de uma bomba que explode e se produz disso a deflagração desse pouco de realidade em que se sustenta o sujeito em sua representabilidade” (SOLANO, 1994, p. 33). A amarração anterior se desfaz. 

Estrago 

A angústia surge da emergência do gozo no próprio corpo, separado do Outro — que não existe —, quando confronta o sujeito com a solidão inominável (GUIMARÃES, 2015, p. 85). Podemos supor que a neurose obsessiva, na mulher, faz-se mecanismo de defesa à sem-razão desse gozo, no ponto de devastação? Essa hipótese aponta para o que Lacan observa, em O aturdito, como a “realidade de devastação que constitui, na mulher, em sua maioria, a relação com sua mãe”, de quem “parece esperar mais substância que do pai” (LACAN, 2003, p. 465). Para Esthela Solano, “podemos supor que a devastação, em uma mulher, caracteriza o imbróglio específico do real de que ela é efeito enquanto sujeito feminino” (SOLANO, 2003, p. 54).

Nos relatos de AE de Graciela Brodsky, a defesa à angústia ante o gozo do Outro fica explícita na cena infantil em que os pais chegam felizes de uma festa: ela está excluída do gozo do Outro, e o arruína com seu choro. Filha única de mãe surda, em sua fantasia deveria fazer-se ouvir e ser a única que desperta esse Outro — o que pressupõe mantê-lo mortificado. “Se fosse histérica, ficaria com o lamento de ser a que fica de fora, mas como não sou [...] dou um passo a mais: sou a que diz: que a festa termine!” (BRODSKY, 2012, p. 105).

Ainda na infância, um diagnóstico a marca: “inteligência superior à normal, graças à qual [...] sabia dos perigos que as demais crianças ignoravam” (BRODSKY, 2012, p. 107), e seu sintoma é convertido em virtude. A mãe denuncia à filha a impotência do pai. Interpretar que o gozo materno estava nessa impotência faz desaparecer a querela com a mãe. Constata que o gozo do Outro está separado dela quando vê o analista dançar em uma festa. Com a travessia da fantasia, aparece o seu corpo vivo, Um do gozo. No fim da análise, esquece o termo que o analista usara para expressar a satisfação em arruinar o gozo do Outro. Parece-lhe que começava com a letra T, mas, quando o analista elucida, não reconhece o significante “pisotear”. Fica com o buraco do significante e com a letra. 

Supermulher 

Se, na neurose obsessiva, as mulheres se apresentam vinculadas mais com a mãe do que com o pai, decaído como anteparo ao gozo sem-limite, qual é a incidência das estratégias obsessivas na devastação? Há uma sobreposição da oblatividade como evitação do desejo do Outro, transformado em demanda, com a demanda direcionada à mãe por um significante d’A mulher que não existe? O vínculo mãe-filha pode assumir o insuportável dessa dupla demanda?

Miller (2016) localiza a devastação no princípio do não-todo da inconsistência. A substância a mais que a mulher esperaria da mãe corresponderia a um corpo que se completasse à maneira fálica, ganhando consistência. De acordo com Brousse, a devastação

“concerne para o sujeito feminino o real fora do corpo do sexo, quer dizer, uma parte de gozo não reduzível à significação fálica e mobiliza ou melhor imobiliza o sujeito alternativamente no amódio da demanda absoluta e na aspiração por uma imagem do insignificável” (BROUSSE, 2017, p. 34, trad. nossa.).

Como a predominância do pensamento e a fortaleza narcísica da neurose obsessiva operam contra a inconsistência do corpo do real da mulher? Haveria um agravamento da estratégia fálica de mortificação para estancar esse gozo a mais, fazer consistir um corpo-fortaleza contra o gozo feminino “que não fixa o sujeito ao seu corpo” (EULÁLIO, 2018, p. 108)?

A questão também se lança ao supereu da mulher como ponto insuportável que se origina do Outro materno. Sérgio Campos observa que “o supereu feminino opera na própria mulher como devastação” (CAMPOS, 2015, p. 203) e, para todo sujeito inscrito na significação fálica, o lado que escapa ao simbólico na mulher poderá operar como supereu. “Logo, A mulher que está abrigada na mãe poderá surgir como Outro superegoico para a filha”, e o da filha para a mãe, resultando em mulheres devastadas (CAMPOS, 2015, p. 207).

Lêda Guimarães propõe que esse gozo devastador resulta da infiltração do imperativo mortífero do supereu no gozo feminino. Segundo ela, este último, embora vivificante, sofre os efeitos da infiltração do supereu e passa a sustentar um “goza!” mortificante (GUIMARÃES, 2015, p. 37). Na clínica contemporânea, esse imperativo se articula ao semblante de feminilidade para sustentar o Eu ideal d’A Mulher superpotente. Daí que “a patologia devastadora que invade as mulheres não é uma patologia da paixão amorosa, mas, sim, uma patologia do supereu” (GUIMARÃES, 2015, p. 39).

Quais as consequências, então, quando o gozo devastador se apresenta na neurose obsessiva, em que o pensamento é “imperativo de gozo” (SOLANO, 2009, p. 26)? Entre elas, está a maior ferocidade do supereu? Diante desses entrelaçamentos, levanta-se a hipótese de que não será sem uma dificuldade a mais que as estratégias obsessivas incidirão no momento de uma devastação na mulher.  


Referências 

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