Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Medicina

 

Coordenadora: Bernadete Carvalho

Coordenadora adjunta: Márcia Abreu Fonseca

 

Argumento:

Os temas dos trabalhos propostos pelo Núcleo de Pesquisa e Investigação em Psicanálise e Medicina neste semestre convocam sem cessar o corpo. Objeto de interesses múltiplos, o corpo responde na Psicanálise e na Medicina a questões diferentes. O corpo objetivado pela Medicina em órgãos, tecidos, células, genes, funções, disfunções, etc., se desdobra, na psicanálise, no corpo fragmentado pelas pulsões parciais, no corpo unificado pela imagem – matriz do eu e do imaginário -, no corpo traumatizado pela incorporação do significante, e no corpo que goza da marca desse encontro.  Saberes diversos se entrecruzam na abordagem dos sujeitos e de seus sintomas, fazendo da conversação a possibilidade de um trabalho onde todos têm a aprender.     

Convocando o corpo, os temas dos trabalhos propostos aqui fazem também ecoar o título das próximas Jornadas da EBP-MG – “Acontecimento de corpo: da contingência à escrita”, que destaca uma definição do sintoma proposta por Lacan em seu último ensino, quando ele investiga o real, no sem sentido do sintoma. A definição do sintoma como acontecimento de corpo vem realçar a presença do gozo sem sentido no acontecimento de discurso que toca o corpo. Conforme comenta D. Roy, um acontecimento de corpo é “um acontecimento de discurso que é ao mesmo tempo acontecimento de gozo”. [1]

Como já vínhamos trabalhando, o que orienta as interpretações no curso de um tratamento analítico é a leitura do sintoma. Em função dessa leitura as interpretações procuram fazer vacilar as fixações de gozo instaladas no encontro do corpo com a língua. Assim, a discussão dos casos clínicos parece ser a via mais fecunda para essa investigação. Como pôde a interpretação analítica fazer bascular um sentido gozado?  A interpretação que produz efeitos é sempre uma interpretação-acontecimento-de-corpo?

Também nos interessa esclarecer a respeito da especificidade dos tipos de interpretação formulados de Freud a Lacan e discernir o que se apresenta de diferente a cada vez, indicando novas facetas dos sintomas. Qual é a nova dimensão do dito escrito no corpo desvelada por Lacan em seu último ensino?[2]  

 

13/08/21

Abertura: O corpo e a dimensão libidinal da interpretação.

Apresentação: Bernadete Carvalho.

Comentário: Cristina Vidigal.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

 

27/08/21

Fenômeno ou acontecimento de corpo? Um caso de anorexia.

Apresentação: Ana Maria Lopes.

Comentário: Inês Seabra.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

 

10/09/21

O corpo estranho na velhice.

Apresentação: Roberto Assis Ferreira.

Comentário: Guilherme Ribeiro.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

 

24/09/21

Acontecimentos de corpo na pandemia.

Apresentação: Délcio Fonseca e Ana Maria Lopes.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

  

15/10/21

O corpo estranho na puberdade.

Apresentação: Cristiane F. C. Grillo.

Comentário: Fabián Fajnwaks.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

 

29/10/21 

A ausência do corpo do clínico na prática médica protocolar: um caso.

Apresentação: Márcia Abreu Fonseca e Diego Alonso Soares Dias.

Comentário: Lilany Vieira Pacheco.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

 

12/11/21

O corpo e a escrita.

Apresentação: Mar Becker.

Comentário: Cristiane F. C. Grillo.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

 

03/12/21

Conversa sobre o percurso.

Coordenação: Bernadete Carvalho.

Às 12:00 horas.

Pelo Zoom.

 

[1] ROY, D. “O que chamamos de “acontecimento de corpo”?” in Folha dos Núcleos ...

[2] LAURENT, E. “A interpretação: da verdade ao acontecimento” in Curinga, Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Minas, nº 50, Belo Horizonte, jul/dez. de 2020.