{"id":1010,"date":"2017-07-17T06:57:40","date_gmt":"2017-07-17T09:57:40","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1010"},"modified":"2025-12-01T16:28:57","modified_gmt":"2025-12-01T19:28:57","slug":"o-avesso-da-ficcao-masculina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2017\/07\/17\/o-avesso-da-ficcao-masculina\/","title":{"rendered":"O Avesso Da Fic\u00e7\u00e3o Masculina"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>ROSE-PAULE VINCIGUERRA<\/strong><\/h6>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-ROSE-Yayoi-Kusama.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"768\" data-large_image_height=\"366\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1011\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-ROSE-Yayoi-Kusama.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-ROSE-Yayoi-Kusama.jpg 768w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/7-ROSE-Yayoi-Kusama-300x143.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><strong>ROSE &#8211; YAYOI KUSAMA<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o entre os sexos, os homens sempre representaram o sexo forte em rela\u00e7\u00e3o ao desejo. Mas n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o simples. Interroguem-se!, pede Lacan. Diante de um corpo de mulher, um homem \u00e9 \u201cembara\u00e7ado\u201d, perturbado, bloqueado. N\u00e3o que ele n\u00e3o saiba demonstrar, \u00e0s vezes, brilhantemente, aquilo de que \u00e9 capaz, mas isso \u00e9 ao pre\u00e7o de ultrapassar inibi\u00e7\u00e3o ou ang\u00fastia; em todo caso \u201cembara\u00e7o\u201d, que assinala que uma barra \u00e9 colocada sobre o sujeito, h\u00e1 um excesso. Resumindo: diante de uma mulher, um homem n\u00e3o saberia, \u201cliteralmente\u201d, o que fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De onde poderia vir o mal-estar masculino? O discurso amoroso clama pela unidade dos amantes, unidade perdida que os amantes desejariam reencontrar. Engano! Plat\u00e3o percebeu bem quando criticou, no Banquete, o mito de Arist\u00f3fanes, do animal com dois troncos, cujas duas metades teriam sido para sempre separadas por Zeus e buscariam se unir novamente. Muthos no lugar onde o logos fracassa! A loucura desse mito nunca mais foi revista, dir\u00e1 Lacan; o corte irremedi\u00e1vel entre o homem e a mulher aconteceu. Mas isso n\u00e3o encerra a quest\u00e3o para Plat\u00e3o e ele resolve o embara\u00e7o do dois pelo tr\u00eas, pois \u00e9 em dire\u00e7\u00e3o ao Bem que, no amor, os dois tendem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Freud faz, ele tamb\u00e9m, refer\u00eancia a esse mito de Arist\u00f3fanes, mas se ele nomeia Eros a puls\u00e3o de vida, \u00e9 para fazer a hip\u00f3tese de que a subst\u00e2ncia viva, de in\u00edcio \u201cexplodida em part\u00edculas\u201d, foi reagrupada \u201cde maneira cada vez mais abrangente\u201d e assim \u201cmantida\u201d (FREUD, 2005, p. 282). Mas essa \u00e9 uma hip\u00f3tese especulativa, e Freud confessa n\u00e3o saber em qual medida cr\u00ea nisso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em contrapartida, quando se trata de homens e mulheres, ele n\u00e3o cr\u00ea no Um do discurso amoroso; o que n\u00e3o impede que ele o comente. Mas que haja complemento entre eles, que o feminino seja o passivo do qual o homem ser\u00e1 o ativo, nada \u00e9 menos seguro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seguramente que um homem fique embara\u00e7ado pelo corpo de uma mulher, Freud o sabe. Analisando as perturba\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o sexual masculina, ele chega a dizer que \u201ca impot\u00eancia ps\u00edquica\u201d (FREUD, 1969, p. 61) caracteriza a vida amorosa do homem civilizado atual. A press\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o certamente n\u00e3o est\u00e1 a\u00ed por acaso, mas Freud considera, nessa quest\u00e3o, sobretudo a insufici\u00eancia do interdito edipiano e a incapacidade dos fantasmas de se separar dos objetos sexuais primitivos, mesmo atrav\u00e9s da substitui\u00e7\u00e3o. A m\u00e3e contamina a mulher, seja como objeto idealizado, respeitado, mas intoc\u00e1vel, seja como um objeto rebaixado. De todo modo, a mulher vem sempre em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00fanica, \u00e0 primeira, e por isso a satisfa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1, jamais, certa. Faltar\u00e1 sempre alguma coisa! Qualquer que seja a condi\u00e7\u00e3o de desejo exigida no fantasma, ainda que narc\u00edsica! N\u00e3o \u201cestar familiarizado com a representa\u00e7\u00e3o do incesto com a m\u00e3e ou a irm\u00e3\u201d (FREUD, 1969, p. 61) permanece no horizonte dos embara\u00e7os da castra\u00e7\u00e3o para um homem, quando se trata de abordar uma mulher. Em certos aspectos, ela permanece como tabu. Sem fus\u00e3o dos sexos, portanto, mas um ideal: a converg\u00eancia em uma mulher da corrente afetiva e da corrente sensual pode existir, \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de que haja castra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lacan l\u00ea essa quest\u00e3o de modo um pouco diferente. \u00c9 a partir da falta pr\u00f3pria ao sexo feminino que o phallus se torna objeto simb\u00f3lico, mas o significante f\u00e1lico como significante do desejo n\u00e3o \u00e9 de nenhum sexo, \u00e9 um terceiro na rela\u00e7\u00e3o dos sexos. Ainda assim, o homem deve, imaginariamente, colocar que ele o tem. Entretanto, ele n\u00e3o pode assumir os atributos de seu sexo sen\u00e3o \u201catrav\u00e9s de uma amea\u00e7a, ou at\u00e9 mesmo sob o aspecto de uma priva\u00e7\u00e3o\u201d (LACAN, 1998, p. 692). \u201cAmea\u00e7a\u201d do Outro edipiano ou \u201cpriva\u00e7\u00e3o\u201d por um pai real! H\u00e1 a\u00ed uma \u201cantinomia interna\u201d. A solu\u00e7\u00e3o mais comum aos homens \u00e9, ent\u00e3o, dividir-se entre duas mulheres: aquela da demanda e aquela do desejo. Mas ser\u00e1 que isso faz do homem menos embara\u00e7ado para com uma mulher? Apegado que ele \u00e9, como Ulysse, ao mastro phallus, ele experimenta o corpo de uma mulher sempre como estrangeiro. Esse corpo, pr\u00f3ximo do ponto obscuro da Coisa, n\u00e3o fascina o desejo sen\u00e3o na medida do s\u00edmbolo f\u00e1lico que o separa desse gozo imposs\u00edvel da Coisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Retornando a essa \u201cfic\u00e7\u00e3o viril, que poderia mais ou menos traduzir-se assim: \u2018a gente \u00e9 aquele que tem\u2019\u201d, Lacan tem esta f\u00f3rmula: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada de mais satisfat\u00f3rio que um tipo que jamais enxergou al\u00e9m da ponta do nariz (\u2026). Essa fic\u00e7\u00e3o simpl\u00f3ria, devo dizer, est\u00e1 seriamente em via de revis\u00e3o. Desde algum tempo se percebeu que isso \u00e9 um pouquinho mais complicado\u201d (LACAN, 1967, p. 319). Como, ent\u00e3o, atravessar a ilus\u00e3o desse ideal de pot\u00eancia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De fato, a dificuldade de um homem, na sua abordagem no corpo de uma mulher, deve-se \u00e0 particularidade de seu gozo. Mais precisamente, \u00e0 detumesc\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o correlativa ao momento do gozo sexual, que constitui um limite em rela\u00e7\u00e3o a um gozo infinito, que seria mort\u00edfero. H\u00e1 a\u00ed, com efeito, uma perda, uma subtra\u00e7\u00e3o de gozo que se opera. Diferentemente do que ocorre com uma mulher, que, a ela, \u201cn\u00e3o lhe falta nada\u201d. E contrariamente ao que se poderia pensar at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com efeito, n\u00e3o se trata aqui de amea\u00e7a de castra\u00e7\u00e3o, mas de perda, de uma \u201cperda de vida que lhe \u00e9 pr\u00f3pria, por ele ser sexuado\u201d (LACAN, 1998, p. 863). Essa parte perdida do vivo marca a rela\u00e7\u00e3o da sexualidade com a morte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que desaparece assim, para um homem, s\u00f3 o objeto dito a, por Lacan, um objeto de \u201cseparti\u00e7\u00e3o\u201d, de parti\u00e7\u00e3o interna do corpo, pode fazer repara\u00e7\u00e3o. Esse objeto \u00e9 exterior ao campo do Outro, mas \u00e9 ele que \u00e9 eleito, positivado e deslocado sobre o corpo de uma mulher. Fazendo isso, um homem sempre \u201csatisfaz\u201d uma mulher (LACAN, 2004. p. 210).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, que uma mulher queira gozar dele, e eis a\u00ed a ang\u00fastia: \u00e9 o seu ser que ela quer, ela quer castr\u00e1-lo! (Cf. LACAN, 2004, p. 21).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, tamb\u00e9m, forjam os homens o fantasma de um masoquismo feminino (Cf. LACAN, 2004, p. 222), qual seja, o de um objeto sempre pronto a gozar de ser objeto de gozo, o que repararia a perda e lhes reasseguraria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se um homem n\u00e3o pode gozar sen\u00e3o do gozo do \u00f3rg\u00e3o, o orgasmo, enquanto tal, n\u00e3o \u00e9, entretanto, sem ang\u00fastia. Mas esse tempo de ang\u00fastia n\u00e3o est\u00e1 ausente da constitui\u00e7\u00e3o do desejo! (Cf. LACAN, 2004, p. 204). Desse gozo fechado, a ang\u00fastia pode, com efeito, produzir um objeto causa do desejo (Cf. MILLER, 2004). Mas \u00e9 necess\u00e1rio, ainda, para que um homem experimente esse desejo por uma mulher, que essa ang\u00fastia seja velada (Cf. MILLER, 2004)! E, a\u00ed, \u00e9 ao amor que \u00e9 preciso se reportar para fazer \u201ccondescender\u201d o gozo a esse desejo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa quest\u00e3o \u00e9 algo tr\u00e1gico? Ou c\u00f4mico? Lacan tende para o c\u00f4mico: \u201c\u00e9 quando um homem \u00e9 mulher que ele ama\u201d (LACAN, 1979, p. 9). Com\u00e9dia do falo, seguramente! O homem avan\u00e7a desprovido de pot\u00eancia, e isso o feminiza. Mas tamb\u00e9m com\u00e9dia da psicose! Um homem apaixonado cria e cr\u00ea em \u201cA Mulher como sendo todas as mulheres\u201d (LACAN, 1975, s\/p.). Assim fazendo, \u201cele aspira por qualquer coisa que \u00e9 o seu objeto\u201d (LACAN, 1979, p. 9) e cr\u00ea na rela\u00e7\u00e3o sexual. Infelizmente, n\u00f3s n\u00e3o sabemos o que \u00e9 a mulher, essa \u201cdesconhecida dentro da caixa\u201d (LACAN, 1967, p. 319), e, se A mulher n\u00e3o existe, n\u00e3o h\u00e1 significante para estabelecer a rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Entretanto, prossegue Lacan, \u201c\u00e9 na qualidade de homem que ele deseja, ou seja, ele se sustenta de alguma coisa que na verdade \u00e9 propriamente a ere\u00e7\u00e3o\u201d (Idem). \u00c9 que, atrav\u00e9s do seu fantasma, ele sonha com pervers\u00e3o, mas, qualquer que seja esse sonho, ele n\u00e3o pode gozar sen\u00e3o de partes do corpo do outro. Nada em seu gozo que lhe d\u00ea rela\u00e7\u00e3o ao Outro sexo e constitua o corpo do Outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, o gozo sexual faz barreira \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual, que n\u00e3o existe, ao mesmo tempo em que lhe faz supl\u00eancia. H\u00e1 dois sexos. Uma biparti\u00e7\u00e3o que escapa certamente, mas sem que haja, entre esses dois sexos, contradi\u00e7\u00e3o. Isso seria muito simples! E sem que haja, portanto, tr\u00eas! \u00c9 preciso resolver, no imposs\u00edvel, o dois dos gozos. \u00c9 assim que eles vivem e se comunicam! E \u00e9 assim que o mal-entendido continua.<\/p>\n<\/div>\n<h6><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: Let\u00edcia Soares<\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o: Luciana Andrade<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>FREUD, S. \u201cLe moi et le \u00e7a\u201d (1923), In: Essais de psychanalyse. Paris: Petite Biblioth\u00e8que Payot, 2005.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>______. \u201cSur le plus general des rabaissements de la vie amoureuse\u201d (1912), In: La vie sexuelle. Paris: PUF, 1969.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cA significa\u00e7\u00e3o do falo\u201d. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>______. Le Seminaire, livro XIV: La logique du fantasme. Aula de 9 abr. de 1967.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>______. Le S\u00e9minaire, livro X: L\u2019Angoise (1962-1963). Texto preparado por Jacques-Alain Miller. Paris: Seuil, col. Champ Freudien, 2004.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>______. Le S\u00e9minaire, livre XXV: Le moment de conclure. Aula de 15 nov. 1977, Ornicar?, n\u00ba 19, 1979.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>______. Le S\u00e9minaire, livre XXII: \u201cR.S.I\u201d. Aula de 21 jan. 1975, in\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cLa psychanalyse et l\u2019\u00e9valuation\u201d. Aula proferida em contexto do Departamento de Psican\u00e1lise da Universidade Paris VIII, em 2 de junho de 2004.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>ROSE-PAULE VINCIGUERRA<\/strong><\/h6>\n<h6>Psicanalista, membro da Escola da Causa Freudiana. AE,AME da ECF\u00a0<span id=\"cloakfc03f062d70f352ad611a80a05461b65\"><a href=\"mailto:rosepaule.vinciguerra@orange.fr\">rosepaule.vinciguerra@orange.fr<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSE-PAULE VINCIGUERRA ROSE &#8211; YAYOI KUSAMA &nbsp; Na rela\u00e7\u00e3o entre os sexos, os homens sempre representaram o sexo forte em rela\u00e7\u00e3o ao desejo. Mas n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o simples. Interroguem-se!, pede Lacan. Diante de um corpo de mulher, um homem \u00e9 \u201cembara\u00e7ado\u201d, perturbado, bloqueado. 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