{"id":1038,"date":"2021-07-17T07:16:23","date_gmt":"2021-07-17T10:16:23","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1038"},"modified":"2021-07-17T07:16:23","modified_gmt":"2021-07-17T10:16:23","slug":"eperdument","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/17\/eperdument\/","title":{"rendered":"\u00c9perdument"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>HELENICE DE CASTRO<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_4-e1533304635752.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"642\" data-large_image_height=\"1080\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1039\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_4-e1533304635752-609x1024.png\" alt=\"\" width=\"609\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_4-e1533304635752-609x1024.png 609w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_4-e1533304635752-178x300.png 178w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_4-e1533304635752.png 642w\" sizes=\"auto, (max-width: 609px) 100vw, 609px\" \/><\/a><\/p>\n<h6><strong>CAO GUIMAR\u00c3ES<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2011, a imprensa francesa divulgar\u00e1, com algum frenesi, o caso amoroso mantido por um diretor de uma penitenci\u00e1ria feminina com uma das detentas daquela institui\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s ser preso e condenado, Florent Gon\u00e7alves escreve um livro autobiogr\u00e1fico, Def\u00e8nse d\u00b4aimer. O filme \u00c9perdument, do diretor Pierre Godeau, \u00e9 baseado nesse romance e girar\u00e1 em torno de dois personagens principais: Jean Firmino, o diretor da pris\u00e3o, e Anna Amari, a jovem detenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse longa-metragem, que no Brasil ganhou o nome de Insensata paix\u00e3o, conta ent\u00e3o a hist\u00f3ria de um amor louco que causa estragos por desconhecer os limites. Portanto, assim que terminei de assistir ao filme, a quest\u00e3o que me veio foi a da devasta\u00e7\u00e3o. Sabemos que Lacan utiliza esse termo, \u2018devasta\u00e7\u00e3o\u2019, para se referir \u00e0 rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-filha, e que, em franc\u00eas, o termo correspondente \u00e9 ravage.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Numa breve pesquisa etimol\u00f3gica, ficamos sabendo que ravage deriva de ravir, que quer dizer raptar, arrebatar e encantar, que, por usa vez, \u00e9 derivado do latim popular rapire, que significa segurar violentamente. E que, no latim cl\u00e1ssico, possui o significado de ser transportado ao c\u00e9u. Como nos diz Jacques Alain-Miller, ao nos apresentar esses dados etimol\u00f3gicos da palavra ravage, \u201cser transportado ao c\u00e9u, tendo no horizonte do arrebatamento o \u00eaxtase\u201d (MILLER, 2008, p. 298).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o parece bem isso o que vemos acontecer com Jean em sua rela\u00e7\u00e3o com Anna? Desde que esse homem encontra aquela mulher, ele \u00e9, ali, arrebatado. A cena do desfile de moda organizado na cadeia pelas detentas demonstra bem esse momento de arrebatamento, pois, ali, o diretor do filme se valer\u00e1 inclusive do recurso da c\u00e2mera lenta para mostrar como o olhar de Jean \u00e9 capturado pela presen\u00e7a de Anna na passarela. Dali em diante, acompanharemos, de forma acelerada, o bem-sucedido diretor de uma penitenci\u00e1ria feminina, que tinha, at\u00e9 ent\u00e3o, uma vida organizada e bem estabelecida e, no in\u00edcio do enredo, \u00e9 apresentado como um homem feliz no casamento e um pai cuidadoso, deixar tudo para tr\u00e1s para viver esse amor proibido, passando do c\u00e9u ao inferno na velocidade de um meteoro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, se estou aqui me valendo da quest\u00e3o da devasta\u00e7\u00e3o para ler algo do que se passa com o personagem principal, uma pergunta inicial se coloca, pois, como me referi anteriormente, Lacan vai se valer da quest\u00e3o da devasta\u00e7\u00e3o para pensar o lugar da filha na rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e e tamb\u00e9m para o que dessa rela\u00e7\u00e3o se fixa e acaba por se reproduzir na liga\u00e7\u00e3o de uma mulher com um homem e n\u00e3o o seu contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 23, Lacan dir\u00e1 que, se uma mulher \u00e9, para um homem, um sintoma, em contrapartida, um homem \u00e9, para uma mulher, uma devasta\u00e7\u00e3o (LACAN, 2005, p. 98). Como equacionar esse impasse, j\u00e1 que o filme, como proponho pensar aqui, coloca um homem nessa posi\u00e7\u00e3o de devastado? Como seria poss\u00edvel fazer essa virada?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Parece-me ent\u00e3o necess\u00e1rio introduzir, nessa nossa discuss\u00e3o, outros elementos que possibilitem uma leitura mais ampla da quest\u00e3o da devasta\u00e7\u00e3o, permitindo, assim, tamb\u00e9m pens\u00e1-la do lado do homem. Esse outro ponto que introduzo aqui diz respeito ao fato de vivermos hoje num mundo j\u00e1 n\u00e3o mais comandado por um regime patriarcal e, portanto, num mundo onde, diante do decl\u00ednio do Nome-do-pai, a partilha do sexo n\u00e3o se faz mais de forma t\u00e3o n\u00edtida. Anteriormente, a diferencia\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres estava mais vinculada \u00e0 anatomia, por\u00e9m, essa distin\u00e7\u00e3o pelo real do corpo desaparece em favor do g\u00eanero, o que torna homens e mulheres apenas significantes. Temos, assim, na atualidade, uma grande fluidez entre o lado masculino e o feminino ou mesmo a abertura para uma multiplicidade de significantes nada convencionais para nomear algo relativo \u00e0 posi\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por essa via, poder\u00edamos interrogar se Jean, ao encontrar Anna, n\u00e3o acaba caindo numa posi\u00e7\u00e3o feminina, mesmo tendo anteriormente sustentado na vida uma posi\u00e7\u00e3o f\u00e1lica? Localizaria essa posi\u00e7\u00e3o f\u00e1lica de Jean, por exemplo, em sua ascens\u00e3o profissional, ao se destacar como diretor de uma casa de deten\u00e7\u00e3o ou, ainda, na maneira como ele conduzia a institui\u00e7\u00e3o, conseguindo mant\u00ea-la dentro da ordem e da disciplina, mesmo quando desafiado pelas presidi\u00e1rias mais insubordinadas?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apresento aqui ent\u00e3o uma oposi\u00e7\u00e3o entre a posi\u00e7\u00e3o f\u00e1lica e o feminino, oposi\u00e7\u00e3o que nos aproxima do tema do XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, que acontecer\u00e1 no Rio de Janeiro, em novembro deste ano de 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O argumento do XXII Encontro Brasileiro, de Marcus Andr\u00e9 Vieira, apresenta a quest\u00e3o da queda do falocentrismo, que pareceu-me cair como uma luva na leitura do filme com o qual nos ocupamos hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O texto se inicia com a pergunta \u201cQuem mandou? Quem mandou ir atr\u00e1s, trair, amar demais, dormir de menos? Quem?\u201d. Para responder com \u201calgo em mim, mais forte que eu\u201d, que Marcus Andr\u00e9 conectar\u00e1 com o gozo. O gozo, que, segundo o autor, \u201c\u00e9 esse querer que n\u00e3o costuma seguir o bom senso, que insiste e leva a um sem limite e a um estado sem descanso\u201d (VIEIRA, 2018).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse \u201cQuem mandou? Quem mandou trair, amar demais, beber demais?\u201d vem carregado de um tom de repreens\u00e3o, fazendo supor que haveria algu\u00e9m numa inst\u00e2ncia superior que determinasse ou mesmo orientasse melhor os atos de um sujeito, dando a esses atos uma justa medida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa cren\u00e7a nesse Outro, que vem no lugar de b\u00fassola, \u00e9 exatamente a fun\u00e7\u00e3o que o pai ocupava em uma sociedade patriarcal. Esse pai sustentado na tradi\u00e7\u00e3o que tinha o poder de convencer que as coisas sempre funcionaram de uma determinada maneira e assim deveria continuar sendo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A lei paterna, ancorada na tradi\u00e7\u00e3o, enunciava o que se podia ou n\u00e3o fazer, instalando ideais e censuras que definiam diretrizes para as vidas humanas, como tamb\u00e9m organizando os usos dos corpos e repartindo esse uso de forma n\u00edtida e em dois modos: \u201cde um lado o masculino, tido como localizado e vigoroso e de outro, o feminino, dito abrangente e sens\u00edvel\u201d (VIEIRA, 2018).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O falo entraria, nesse roteiro patriarcal, como o signo de uma poss\u00edvel complementaridade entre esses dois lados, ou seja, esse complemento que falta \u00e0 mulher e que pode ser encontrado no homem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas o que vemos ocorrer \u00e9 que esse Outro paterno que se constitu\u00eda como estrada principal se v\u00ea agora vertido em uma infinidade de trilhas, fazendo explodir a multiplicidade das formas de la\u00e7o social e de modos de gozo. N\u00e3o mais governado pelos ideais universais do pai, o mestre contempor\u00e2neo prop\u00f5e, em seu estilo capitalista, que cada um encontre seus objetos de consumo que possam recobrir o que do gozo surge sempre furado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O falo, assim, j\u00e1 n\u00e3o se sustenta como esse \u00edcone que orienta a partilha dos sexos, e, com sua queda, que acompanha o decl\u00ednio da tradi\u00e7\u00e3o paterna, o que vemos ocorrer \u00e9 o que Miller prop\u00f4s chamar de uma feminiza\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, mais al\u00e9m da anatomia, vamos entender um pouco melhor o que estou chamando aqui de masculino e de feminino. Pois, no filme, chama a aten\u00e7\u00e3o como a vida de Jean era rodeada de mulheres \u2013 esposa, filha, secret\u00e1ria, agente penitenci\u00e1ria e as v\u00e1rias detentas \u2013 e como, no decorrer da trama, o sujeito n\u00e3o sustenta esse lugar de exce\u00e7\u00e3o e de autoridade diante desse universo feminino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lacan, no Semin\u00e1rio 20, articular\u00e1 o gozo do lado masculino com o gozo f\u00e1lico, chamando-o de \u201cgozo do idiota\u201d (LACAN, 1982, p. 109). Idiota pelo fato de que o homem goza sozinho, j\u00e1 que ele goza de seu \u00f3rg\u00e3o e \u00e9 esse \u00f3rg\u00e3o f\u00e1lico que acaba obstaculizando a rela\u00e7\u00e3o com o Outro. O gozo f\u00e1lico enquanto Um, enquanto puls\u00e3o que consiste \u201cem se fazer Um\u201d, \u00e9 separado do Outro e se constitui, assim, como autoer\u00f3tico. Esse termo idiotia, nos diz Pierre Naveau, denuncia o fato de que o sujeito masculino se satisfaz em ser complementado pelo gozo de uma parte do pr\u00f3prio corpo (NAVEAU, 2017, p. 142-143). Segundo Naveau, temos, nessa posi\u00e7\u00e3o masculina, o \u201cvalor de uso\u201d do falo, em que se constata uma recusa do homem em transferir o gozo do corpo pr\u00f3prio ao corpo do Outro (NAVEAU apud MILLER, 2017, p. 123). Desse lado, por meio do falo, h\u00e1 uma localiza\u00e7\u00e3o do gozo e uma tentativa de se fazer um conjunto todo fechado, ou seja, um todo f\u00e1lico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando sugiro pensarmos Jean imerso no gozo feminino, sugiro pens\u00e1-lo entregue a um gozo oposto ao gozo do Um f\u00e1lico, e, portanto, mergulhado num gozo sem borda. A devasta\u00e7\u00e3o apareceria aqui como efeito rebote desse mergulho, mergulho que visa acessar um gozo absoluto e ilimitado. Desse lado, estamos diante da tentativa de fazer existir um todo fora do falo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antes de concluir esse meu breve coment\u00e1rio e passarmos \u00e0 conversa, gostaria de retomar a cita\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio 23, em que Lacan dir\u00e1 que um homem \u00e9, para uma mulher, uma devasta\u00e7\u00e3o. Para Pierre Naveau, com esse enunciado, Lacan identifica o homem como aquele que profere \u201ca fala que fere\u201d. Da\u00ed o fato de a mulher, enquanto devastada, vir a ocupar o lugar de \u201cuma mulher ferida\u201d. (LACAN, 1992, p. 69).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se a devasta\u00e7\u00e3o se equivale aqui \u00e0 ferida causada pela palavra que fura o corpo, n\u00e3o poder\u00edamos pensar na devasta\u00e7\u00e3o como algo estrutural, mais al\u00e9m de algo pr\u00f3prio da mulher? Se, como nos diz Lacan, o corpo do falasser foi feito para ser marcado pelo significante, essa ferida causada pelo traumatismo que a l\u00edngua imprime no corpo, e gera da\u00ed um gozo que escapa a localiza\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, n\u00e3o vale para todos? Ou mesmo todos os seres falantes n\u00e3o ter\u00e3o de se haver com o gozo suplementar, que Lacan chamou de feminino?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em \u00c9perdument, Jean parece querer tratar essa ferida do gozo que irrompe da incid\u00eancia da palavra sobre o corpo, n\u00e3o querendo se deparar com o furo que esse gozo comporta. Jean tenta abolir o furo tamponando-o com um amor louco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Interessante notar que, se algu\u00e9m tenta introduzir a dimens\u00e3o do n\u00e3o-todo nesse amor, esse algu\u00e9m \u00e9 Anna. Ela segue o conselho de uma detenta mais velha e aparece diante de Jean com outro rapaz, tentando, assim, colocar um ponto de basta ao desmedido daquele encontro. Ela tamb\u00e9m n\u00e3o leva a gravidez, fruto da rela\u00e7\u00e3o com Jean, adiante. E, na cena em que, pela primeira vez, o casal de amantes se encontra fora da pris\u00e3o, depois do sexo, Anna se v\u00ea incomodada, pede a Jean que se cubra, fazendo alus\u00e3o \u00e0 necessidade do v\u00e9u do pudor diante desse homem imerso no empuxo ao infinito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poder\u00edamos indagar se a verdadeira pris\u00e3o, nesse caso, n\u00e3o est\u00e1 em passar a vida, por um lado, tentando circunscrever o gozo a um regime todo f\u00e1lico, como o gozo do idiota, ou por outro lado, acreditando que pela via do todo fora do falo se alcan\u00e7ar\u00e1 o gozo absoluto?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre esses dois polos, a psican\u00e1lise prop\u00f5e que cada sujeito possa se responsabilizar pela ferida que o significante instala em seu corpo e pelo gozo da\u00ed advindo. Tal responsabiliza\u00e7\u00e3o permite que a ferida se transmute de dor e impasse \u00e0 causa do desejo, fazendo do furo a condi\u00e7\u00e3o de acesso ao gozo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1969-70) O semin\u00e1rio, Livro XVII: O avesso da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>______. (1972-73) O semin\u00e1rio, Livro XX: Mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1982.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>______. (1975-76) O semin\u00e1rio, Livro XXIII: O sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. (1997-98) El partenaire-s\u00edntoma. Buenos-Aires: Paid\u00f3s, 2008.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>NAVEAU, P. O que do encontro se escreve. Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2017.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>VIEIRA, M. A. \u201cA queda do falocentrismo: consequ\u00eancias para a psican\u00e1lise\u201d. Dispon\u00edvel em: http:\/\/encontrobrasileiro2018.com.br\/encontro\/argumento\/ Acesso em: 23 jun.2018.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<\/div>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>HELENICE DE CASTRO<\/strong><\/h6>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6>Membro da EBP\/AMP\u00a0<span id=\"cloakb7dc4d509bb92f61b2609f33facb118a\"><a href=\"mailto:hedcastro@terra.com.br\">hedcastro@terra.com.br<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HELENICE DE CASTRO &nbsp; CAO GUIMAR\u00c3ES &nbsp; Em 2011, a imprensa francesa divulgar\u00e1, com algum frenesi, o caso amoroso mantido por um diretor de uma penitenci\u00e1ria feminina com uma das detentas daquela institui\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s ser preso e condenado, Florent Gon\u00e7alves escreve um livro autobiogr\u00e1fico, Def\u00e8nse d\u00b4aimer. 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