{"id":1052,"date":"2021-07-17T07:16:23","date_gmt":"2021-07-17T10:16:23","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1052"},"modified":"2025-12-01T13:32:02","modified_gmt":"2025-12-01T16:32:02","slug":"a-arte-como-a-vida-e-cheia-de-riscos-lacan-com-lilly-e-lana-wachowski","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/17\/a-arte-como-a-vida-e-cheia-de-riscos-lacan-com-lilly-e-lana-wachowski\/","title":{"rendered":"\u201cA Arte, Como A Vida, \u00c9 Cheia De Riscos\u201d: Lacan Com Lilly E Lana Wachowski"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>GABRIEL SILVA MEDEIROS \/ JEANNINE MARIE TEIXEIRA NARCISO<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_34-1.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1440\" data-large_image_height=\"1080\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1053\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_34-1-1024x768.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_34-1-1024x768.png 1024w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_34-1-300x225.png 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_34-1-768x576.png 768w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_34-1.png 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><strong>CAO GUIMARAES<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na era da t\u00e9cnica, a arte \u00e9 um indicador aliado da psican\u00e1lise<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cl\u00ednica do contempor\u00e2neo opera mais-al\u00e9m da narrativa freudiana. Miller (2012\/2014) descreve que os discursos do capitalismo e da ci\u00eancia, lado a lado, reestruturaram a experi\u00eancia humana, outrora organizada pelo que prescrevia o Outro social. \u00c9 o advento de uma verdadeira des-ordem no real, que, no passado, disfar\u00e7ava-se de natureza e voltava sempre ao mesmo lugar. Real que funcionava como Outro do Outro, garantia mesma da ordem simb\u00f3lica (MILLER, 2012\/2014). Por\u00e9m, o \u00faltimo Lacan (1975-1976\/2007) afirmar\u00e1 que o verdadeiro real, o real como imposs\u00edvel, \u00e9 sem lei. A efra\u00e7\u00e3o no real do bin\u00e1rio ci\u00eancia-capitalismo \u00e9 desordenada, arriscada, p\u00f5e em xeque a natureza (MILLER, 2012\/2014). Prova disso \u00e9 a onipot\u00eancia dos gadgets (microsc\u00f3pio, r\u00e1dio, televis\u00e3o, etc.), artefatos do discurso cient\u00edfico que pululam e integram a exist\u00eancia do homem, que o animam, e dos quais ele pr\u00f3prio se torna sujeito: j\u00e1 \u00e9 sintom\u00e1tico (LACAN, 1975\/1985, 1975\/2009). E n\u00e3o se pode localizar a\u00ed algo de nossa rela\u00e7\u00e3o com as TV series, fen\u00f4meno contempor\u00e2neo, capaz de mesmerizar-nos por longas maratonas? Como toda arte, isso nos afeta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lacan (1975\/2009) nos lembra que o corpo se introduz na economia de gozo por meio de uma imagem corporal, que tem, no homem, grande alcance. Sua prefer\u00eancia imagin\u00e1ria decorre de que essa \u00e9 a via por onde ele antecipa sua pr\u00f3pria matura\u00e7\u00e3o. Logo, a partir do momento em que a escritura cient\u00edfica introduz mudan\u00e7as significativas no la\u00e7o que hoje sustemos com o corpo, a arte, no que evidencia disso, se aproximar\u00e1 da psican\u00e1lise. A topologia borromeana, com efeito, vai na mesma dire\u00e7\u00e3o (BROUSSE, 2014), pela via do sinthoma. Est\u00e1 em jogo um novo imagin\u00e1rio, sustentado nos restos de gozo e cont\u00edguo ao real do gozo. E a consequ\u00eancia decorrente, conforme Santiago (2016), \u00e9 que se virar com a imagem \u00e9 tamb\u00e9m se virar com o sintoma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Joyce, Lilly &amp; Lana<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lilly e Lana Wachowski s\u00e3o irm\u00e3s, cineastas, e trabalham em parceria como produtoras, diretoras e roteiristas. Entre suas produ\u00e7\u00f5es, est\u00e3o Bound, Matrix, Cloud Atlas, V for Vendetta e o seriado Sense 8 (2015-2017). Da leitura de dados biogr\u00e1ficos, articulada \u00e0 possibilidade colocada por Miller (2015), de que talvez os registros da m\u00fasica, da pintura e das Belas-Artes tiveram seu James Joyce, consideramos que o trabalho das Wachowski poderia encontrar semelhante lugar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cThe Wachowski Brothers\u201d era a nomea\u00e7\u00e3o por meio da qual Larry e Andy se faziam conhecer antes das suas transi\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, quando se tornaram, respectivamente, Lana e Lilly. Sob influ\u00eancia dos pais, amantes da s\u00e9tima arte, Larry e Andy cresceram frequentando o cinema, em \u201corgias de filmes\u201d nos drive-ins, onde assistiam a dois, tr\u00eas filmes de uma vez. Nas palavras de Andy, \u201ceu era t\u00e3o jovem que n\u00e3o sabia o que a palavra \u2018orgia\u2019 significava. Mas o que quer que fosse, eu gostava\u201d (apud HEMON, 2012, s\/p, livre tradu\u00e7\u00e3o). Larry, por sua vez, conta que sua perplexidade ante o enigm\u00e1tico mon\u00f3lito presente em 2001: A Space Odissey, suscitou de seu pai uma explica\u00e7\u00e3o: \u201ctrata-se de um s\u00edmbolo\u201d. Ali,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>[\u2026] aquela simples senten\u00e7a entrou no meu c\u00e9rebro e rearranjou as coisas de um jeito t\u00e3o inacredit\u00e1vel que eu n\u00e3o acho que fui a mesma pessoa desde ent\u00e3o. Houve um click interior. \u20182001\u2019 \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais sou cineasta (apud HEMON, 2012, s\/p, livre-tradu\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma simples senten\u00e7a produz um acontecimento! Em Joyce, o Sintoma, Lacan (1979\/2003) concebe o sintoma como um evento corporal ligado a que o temos. Subsiste a\u00ed algo de instrumental, j\u00e1 que ter \u00e9 poder fazer alguma coisa com (p. 562). O sinthoma, o sintoma do falasser, est\u00e1 ligado ao corpo; \u201c[\u2026] surge da marca escavada pela fala quando ela toma a apar\u00eancia do dizer e faz acontecimento [\u2026]\u201d (MILLER, 2015, p. 130). Ora, a \u201corgia\u201d e o \u201cs\u00edmbolo\u201d, com efeito, t\u00eam a ver com o fato de que hoje elas s\u00e3o filmmakers.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Numa entrevista de 2013, verifica-se a intensa parceria que subsiste entre Lana e Andy, que s\u00f3 anunciou seu come out como Lilly em 2016 (BAIM, 2016). Na entrevista, Andy falava de sua arte como um jeito de injetar emo\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, na filosofia e nas ideias, afirmando que esses assuntos n\u00e3o t\u00eam que ser chatos. Comenta ainda a presen\u00e7a do discurso do capitalista na arte, encarnado na figura de executivos que t\u00eam se fixado no meio cinematogr\u00e1fico ditando como as coisas devem ser (WACHOWSKI, 2013).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas o interessante do cinema \u00e9 poder subverter tal estado de coisas, por vir com a particularidade de ser uma arte social, que envolve um grupo de artistas e cuja est\u00e9tica decorre de um trabalho conjunto. N\u00e3o se fazem filmes sozinho. (WACHOWSKI; WACHOWSKI, 2013). Ora, a finalidade do discurso do mestre \u00e9 fazer as coisas marcharem no ritmo de todo mundo. Mas isso n\u00e3o \u00e9 o real. O real n\u00e3o anda, \u00e9 o que entorpece essa marcha (LACAN, 1975\/2005). E n\u00e3o \u00e9 justamente do inconsciente real que trata o ultim\u00edssimo Lacan? Aqui, entramos no campo do la\u00e7o social, cujo real \u00e9 a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual (MILLER, 2015). O sujeito n\u00e3o est\u00e1 sozinho com seu eu, e o solipsismo n\u00e3o \u00e9 a verdade de sua vida ps\u00edquica. Ele nasce do campo do Outro, o que lhe convoca a um verdadeiro trabalho de artista: \u201cFazer alguma coisa com o Nome-do-Pai: prescindir, servir-se dele\u201d (LACAN, 1975-1976\/2007, p. 125). \u00c9 a\u00ed que o la\u00e7o entre os corpos falantes, as parcerias, divergem do conceito de sociedade como inst\u00e2ncia una.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O sinthoma \u00e9 o que possibilita enla\u00e7ar o imagin\u00e1rio, o simb\u00f3lico e o real. \u00c9 a\u00ed que o pai ganha novo estatuto. \u201cO complexo de \u00c9dipo, \u00e9, como tal, um sintoma. \u00c9 na medida que o Nome-do-pai \u00e9 tamb\u00e9m o Pai do Nome, que tudo se sustenta, o que n\u00e3o torna o sintoma menos necess\u00e1rio\u201d (LACAN, 1975-1976\/2007, p. 23). Para que o pai subsista, deve ser sustentado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A topologia nodal nos permite aproximar do trabalho das Wachowski pela via do sinthoma. A partir de fragmentos biogr\u00e1ficos, autodescritivos, arriscamos a montagem de um mosaico que, de relance, parece mostrar tons de algo da ordem do acontecimento. Lilly e Lana prestam seus corpos a uma produ\u00e7\u00e3o que \u00e9 essencialmente in\u00e9dita. O manejo de outros artistas, mais os objetos que elas legam \u00e0 cultura, assinalam la\u00e7o social. Fatos que, todavia, n\u00e3o tiram o car\u00e1ter subversivo da arte ora discutida. A obra faz face ao discurso do mestre, interpelando a Matrix \u2013 a realidade? \u2013 e atacando-a em seus limites mais consolidados. Talvez, na especificidade desse caso, fazer cinema responda pelo que o sinthoma comporta de savoir-faire com a imagem corporal. \u201cSe o n\u00facleo real do sintoma n\u00e3o fala, \u00e9 mudo, algum ind\u00edcio dele pode ser fornecido pela imagem?\u201d (SANTIAGO, 2016, p. 76).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que os dramas do sexo n\u00e3o escapam ao deus-nos-acuda do real. Sobre isso, a psican\u00e1lise prop\u00f5e algo distinto das teorias s\u00f3cio-pol\u00edticas sobre g\u00eanero (que se concentrar\u00e3o nos semblantes acoplados aos modos de gozo), pois conceber\u00e1 tais identidades como respostas sintom\u00e1ticas ao imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual (SANTIAGO, 2006). As diferen\u00e7as estruturais entre os modos de gozo do homem e da mulher, conforme ensina a escritura l\u00f3gico-matem\u00e1tica da sexua\u00e7\u00e3o segundo Lacan, hoje vir\u00e3o, a posteriori, ao choque primeiro do corpo com lal\u00edngua (MILLER, 2012\/2014).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lana Wachowski (apud HEMON, 2012, livre tradu\u00e7\u00e3o) bem exemplifica isso, ao narrar que, na terceira s\u00e9rie, estudou num col\u00e9gio cat\u00f3lico em que rapazes e mo\u00e7as permaneciam em fileiras separadas antes das aulas. N\u00e3o se identificando com uma ou outra linha, Lana interpretou que ali talvez tenha percebido, inconscientemente, seu verdadeiro lugar: entre as duas. Um entre \u2013 betwixtness \u2013, que foi causa de bullying e derris\u00e3o. Sua resposta? Encontrar ref\u00fagio em livros e mundos imagin\u00e1rios, muito mais atraentes que o seu pr\u00f3prio (HEMON, 2012). Algo do sinthoma parece cintilar\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso posto, pode-se dizer que, entre os sexos, alguma coisa n\u00e3o vai: \u201c[\u2026] s\u00f3 se pode gozar de uma parte do corpo do Outro pela simples raz\u00e3o de que jamais se viu um corpo enrolar-se completamente, at\u00e9 inclu\u00ed-lo e fagocit\u00e1-lo, em torno do corpo do Outro\u201d (LACAN, 1975\/1985). Mas e se fosse poss\u00edvel?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 a ideia de que se aproxima Sense 8, em que, pela fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Lilly e Lana se aproximam das \u201cquest\u00f5es de foda\u201d (LACAN, 1975\/1985, p. 103) com um interessante conceito: oito indiv\u00edduos, os chamados homo sensorium, est\u00e3o conectados de tal modo que, sem palavras, podem comunicar pensamentos e sentimentos entre si. Um vivencia as dores, prazeres e afetos do outro, tendo a capacidade de experimentar emo\u00e7\u00f5es humanas mais intensamente que os pr\u00f3prios humanos. O mesmo vale para o coito: quando algu\u00e9m transa, os outros gozam juntos, ainda que de distintos cantos do globo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Mais, ainda, Lacan (1975\/1985) aborda a impregna\u00e7\u00e3o narc\u00edsica do amor, cuja imagem est\u00e1 sustentada no a. \u201cO amor \u00e9 impotente, ainda que seja rec\u00edproco, porque ele ignora que \u00e9 apenas o desejo de ser Um, o que nos conduz ao imposs\u00edvel de estabelecer a rela\u00e7\u00e3o dos\u2026 A rela\u00e7\u00e3o dos quem? \u2013 dois sexos\u201d (SANTIAGO, 2016, p. 14-15). O gozo sexual \u201c[\u2026] \u00e9 marcado, dominado, pela impossibilidade de estabelecer, como tal, em parte alguma do enunci\u00e1vel, esse \u00fanico Um que nos interessa, o Um da rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d (Ibid. p. 15). Mas, em Sense 8, o impasse parece sair de cena, levando-nos a indagar: poderia um dia a evolu\u00e7\u00e3o, ou ent\u00e3o a ci\u00eancia, liberar do homem o estorvo desse ex\u00edlio que lhe imp\u00f5e o instante do encontro?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para n\u00e3o concluir<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA arte, como a vida, \u00e9 cheia de riscos\u201d \u00e9 uma fala de Hernando, parceiro de Lito (um dos oito), no d\u00e9cimo epis\u00f3dio da 2\u00aa temporada da s\u00e9rie. Ora, n\u00e3o s\u00f3 dos riscos da aposta, mas dos riscos da letra, no que ela \u00e9 linguagem reduzida \u00e0 sua mat\u00e9ria significante (MILLER, 2010). A escrita joyciana e a escrita cinematogr\u00e1fica \u2013 por que n\u00e3o? \u2013 apontam para isso:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>S\u00f3 se \u00e9 respons\u00e1vel na medida de seu savoir-faire. Que \u00e9 o savoir-faire? \u00c9 a arte, o artif\u00edcio, o que d\u00e1 \u00e0 arte pela qual se \u00e9 capaz um valor not\u00e1vel, porque n\u00e3o h\u00e1 Outro do Outro para operar o Ju\u00edzo Final [\u2026]. Isso quer dizer que h\u00e1 alguma coisa da qual n\u00e3o podemos gozar (LACAN, 1975-1976\/2005, p. 59).<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>BAIM, T. 2016 Second Wachowski filmmaker sibling comes out as trans. Windy City Times, Chicago, 21 mar. 2016. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.windycitymediagroup.com\/lgbt\/Second-Wachowski-filmmaker-sibling-comes-out-as-trans-\/54509.html&gt;. Acesso em 27 fev. 2018.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>BROUSSE, M.-H. Corpos lacanianos: novidades contempor\u00e2neas sobre o Est\u00e1dio do Espelho. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie, n. 15, p. 1-17, nov. 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_15\/Corpos_lacanianos.pdf&gt;. Acesso em jun. 2017.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>HEMON, A. \u201cBeyond The Matrix\u201d, Onward and Upward With the Arts, The New Yorker, 2012 issue, dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.newyorker.com\/magazine\/2012\/09\/10\/beyond-the-matrix&gt;. Acesso em: 27 fev. 2018.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>JIMENEZ, S. No cinema com Lacan: O que os filmes nos ensinam sobre os conceitos e a topologia lacanaiana. Rio de Janeiro: Ponteio, 2014.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1975). O Semin\u00e1rio, Livro 20: mais, ainda. 2 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1975-76). O Semin\u00e1rio, Livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1979\/2003). Joyce, o Sintoma. In: ______. Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. p. 565-566.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1975\/2009). \u201cLa tercera\u201d. Lacantera Freudiana, Argentina e Chile. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.lacanterafreudiana.com.ar\/2.5.1.35%20%20LA%20TERCERA.pdf&gt;. Acesso em: 25 fev. 2018. p. 1-21.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Ler um Sintoma. Afreudite \u2013 Ano VII, 2011, n. 13\/14. Dispon\u00edvel em: &lt;revistas.ulusofona.pt\/index.php\/afreudite\/article\/view\/2483\/1942&gt;. Acesso em: 10 mar. 2018.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. O real no s\u00e9culo XXI (2012). In: MACHADO, O. RIBEIRO, V. L. A. (orgs). Um real para o s\u00e9culo XXI. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Belo Horizonte: Scriptum, 2014, p. 21-32.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cO INCONSCIENTE E O CORPO FALANTE\u201d. In: O osso de uma an\u00e1lise + o inconsciente e o corpo falante. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. p. 115-138.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. 2016. Um Esfuerzo de poesia. Cuidad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2016<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>NAVEAU, P. Po\u00e9tica do imposs\u00edvel de dizer. In: O que do encontro se escreve: estudos lacanianos. Belo Horizonte: EBP EDITORA, 2017. pp. 99-124.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>SANTIAGO, J. A \u00e9tica do solteir\u00e3o \u2013 valor aut\u00edstico do gozo para a sexua\u00e7\u00e3o masculina. aSEPHallus. Rio de Janeiro, n. 02, pp 1-7, mai.-out., 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.isepol.com\/asephallus\/numero_02\/artigo_03port_edicao02.htm&gt;. Acesso em 02 abr. 2017. pp. 1-7.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>SANTIAGO, J. O novo imagin\u00e1rio \u00e9 o corpo. In: Correio, Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n. 78, 2016, p. 73-77.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>Sense 8. Dire\u00e7\u00e3o: The Wachowskis. Estados Unidos, 2015-2017 (2 temporadas), cor.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>WACHOWSKI, A.; WACHOWSKI, L. Andy Wachowski and Lana Wachowski. DePaul University School of Cinema and Interactive Media, Chicago, 11 ago. 2013. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ARoKJ00cEZ8&gt;. Acesso em: 27 fev. 2018. Entrevista concedida a Matt Irvine.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>GABRIEL SILVA MEDEIROS \/ JEANNINE MARIE TEIXEIRA NARCISO<\/strong><\/h6>\n<h6>GABRIEL SILVA MEDEIROS Acad\u00eamico de Psicologia das Faculdades Integradas Pit\u00e1goras de Montes Claros (FIPMoc) e aluno do N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental (NIPSM)\u00a0<span id=\"cloakf5801dbf53960b3479f65787f68e92a0\"><a href=\"mailto:gabrielsmedeiros@hotmail.com\">gabrielsmedeiros@hotmail.com<\/a><\/span><br \/>\nJEANNINE MARIE TEIXEIRA NARCISO Psicanalista, psic\u00f3loga, Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise\u00a0<span id=\"cloak4e096857ef0bfe56cc770a4e62ef414e\"><a href=\"mailto:jannarciso31@gmail.com\">jannarciso31@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GABRIEL SILVA MEDEIROS \/ JEANNINE MARIE TEIXEIRA NARCISO &nbsp; CAO GUIMARAES &nbsp; Na era da t\u00e9cnica, a arte \u00e9 um indicador aliado da psican\u00e1lise &nbsp; A cl\u00ednica do contempor\u00e2neo opera mais-al\u00e9m da narrativa freudiana. Miller (2012\/2014) descreve que os discursos do capitalismo e da ci\u00eancia, lado a lado, reestruturaram a experi\u00eancia humana, outrora organizada pelo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57917,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-1052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-21","category-18","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1052"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57918,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1052\/revisions\/57918"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}