{"id":1056,"date":"2021-07-17T07:16:23","date_gmt":"2021-07-17T10:16:23","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1056"},"modified":"2025-12-01T13:32:26","modified_gmt":"2025-12-01T16:32:26","slug":"bullying-e-deslocalizacao-do-gozo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/17\/bullying-e-deslocalizacao-do-gozo\/","title":{"rendered":"Bullying E Deslocaliza\u00e7\u00e3o Do Gozo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>MARGARET PIRES DO COUTO<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_13.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"810\" data-large_image_height=\"1080\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1057\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_13-768x1024.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_13-768x1024.png 768w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_13-225x300.png 225w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_13.png 810w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><strong>CAO GUIMAR\u00c3ES<\/strong><\/h6>\n<p>Defini\u00e7\u00f5es e indefini\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de bullying tem ganhado cada vez mais destaque no discurso educacional e na m\u00eddia como refer\u00eancia para interpretar diversos acontecimentos, sendo empregada de forma cada vez mais abrangente e imprecisa. Classificado como intimida\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, quando h\u00e1 viol\u00eancia f\u00edsica ou psicol\u00f3gica em atos de humilha\u00e7\u00e3o ou discrimina\u00e7\u00e3o, no bullying incluem ataques f\u00edsicos, insultos, amea\u00e7as, coment\u00e1rios, apelidos pejorativos, entre outros. Compreende, portanto, todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motiva\u00e7\u00e3o evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro, deixando a v\u00edtima sem defesa. Representa uma forma de viol\u00eancia reiterada entre crian\u00e7as e jovens em ambiente escolar, uma forma de viol\u00eancia entre pares, entre semelhantes, que vem crescendo assustadoramente nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo das tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas, ao mesmo tempo em que se observa o crescimento dos estudos e pesquisas em torno da quest\u00e3o, assiste-se tamb\u00e9m \u00e0 ocorr\u00eancia de uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas no ambiente escolar, que s\u00e3o rapidamente assimiladas \u00e0 pr\u00e1tica do bullying.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O significante bullying faz s\u00e9rie com outros j\u00e1 ofertados pelo discurso da ci\u00eancia em sua interface com a Educa\u00e7\u00e3o, como DCM, dist\u00farbios de comportamento, d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e TDAH, que serviram para marcar o corpo das crian\u00e7as e silenciar sua subjetividade, apagando essa dimens\u00e3o dos fen\u00f4menos que buscam explicar. Trata-se de um termo muito amplo e vago que, ao servir para nomear situa\u00e7\u00f5es muito diferentes no espa\u00e7o escolar, mant\u00e9m os atores envolvidos (agressor e agredido) no anonimato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual real fica encoberto com esse novo significante? O que tem a psican\u00e1lise a dizer sobre essa nova forma de nomear o mal-estar entre crian\u00e7as e jovens no espa\u00e7o escolar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bullying: a viol\u00eancia do escolar[1]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A viol\u00eancia n\u00e3o tem um estatuto de conceito na psican\u00e1lise, apesar de Freud ter produzido elabora\u00e7\u00f5es importantes sobre ela em alguns de seus textos, principalmente em O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o (1929), abordando-a via os conceitos de puls\u00e3o de morte e tend\u00eancia \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Freud situa a viol\u00eancia no cora\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o, fazendo de um crime o pr\u00f3prio princ\u00edpio da cultura. A puls\u00e3o de morte foi a forma encontrada por Freud para dizer que o sujeito se edifica sobre um fundo que sup\u00f5e destrui\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o visa o seu pr\u00f3prio bem. Lacan, por sua vez, demonstra que o encontro com a linguagem n\u00e3o \u00e9 sem consequ\u00eancias para o homem. \u00c9 sempre traum\u00e1tico, violento, porque o pr\u00f3prio significante \u00e9 gozo, como fica evidente no caso do insulto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A viol\u00eancia se relaciona, assim, com um excesso pulsional que produz ruptura dos la\u00e7os sociais, ruptura do tecido simb\u00f3lico e com o Outro. Por isso, o ato de agredir pode surgir diante do imposs\u00edvel de dizer. O ponto de partida psicanal\u00edtico de que h\u00e1, nos atos violentos, a exist\u00eancia de um gozo, uma satisfa\u00e7\u00e3o pulsional, rompe com qualquer tentativa de vitimiza\u00e7\u00e3o e polariza\u00e7\u00e3o presente na no\u00e7\u00e3o de bullying.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No texto \u201cCrian\u00e7as violentas\u201d, Miller (2017) parte da ideia de que a viol\u00eancia na crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um sintoma, porque n\u00e3o responde \u00e0 opera\u00e7\u00e3o do recalque. Prop\u00f5e a distin\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia como resultado de um erro no processo de recalcamento ou de uma falha no estabelecimento da defesa. A viol\u00eancia poder\u00e1 se apresentar, assim, como pura irrup\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o de morte, um puro gozo no real, ou poder\u00e1 ser simbolizada ou simboliz\u00e1vel se constituindo, por exemplo, como demanda de amor. Al\u00e9m disso, podemos pensar a viol\u00eancia a partir dos tr\u00eas registros: real (como pura irrup\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o de morte); simb\u00f3lico (como viol\u00eancia simb\u00f3lica inerente ao significante que se mant\u00e9m na imposi\u00e7\u00e3o de um significante-mestre) e imagin\u00e1rio (como agressividade).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Utilizando o texto de Miller como uma b\u00fassola, Lacad\u00e9e (s\/d), ao se indagar se seria a viol\u00eancia no jovem um sintoma ou n\u00e3o, retoma a discuss\u00e3o sobre a agressividade e a diferencia\u00e7\u00e3o entre inten\u00e7\u00e3o agressiva e tend\u00eancia \u00e0 agress\u00e3o, presente no texto lacaniano \u201cAgressividade em psican\u00e1lise\u201d (1948). Para Lacan, a inten\u00e7\u00e3o agressiva \u00e9 decifr\u00e1vel, pode ser lida como sintoma e, portanto, tem a possiblidade de ser interpretada. Seu mecanismo evidencia uma nega\u00e7\u00e3o, indicando, assim, a incid\u00eancia do recalque. Nesse caso, n\u00e3o \u00e9 a foraclus\u00e3o que est\u00e1 em jogo. Ao contr\u00e1rio, na tend\u00eancia \u00e0 agress\u00e3o, encontra-se algo objetivado, algo que se apresenta de maneira bruta, sem qualquer dial\u00e9tica de sentido, e algo sobre o que a interpreta\u00e7\u00e3o permanece sem efeito. De acordo com Lacad\u00e9e, a tend\u00eancia \u00e0 agress\u00e3o esclarece n\u00e3o s\u00f3 a cl\u00ednica da psicose, mas tamb\u00e9m os acessos de viol\u00eancia dos jovens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se a viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um conceito, a agressividade \u00e9 um conceito tanto para Lacan quanto para Freud. Para ambos, ela \u00e9 constitutiva da subjetividade humana e fundamental no processo de constitui\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio eu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9ric Guillot (2014), recorrendo tamb\u00e9m a \u201cAgressividade em psican\u00e1lise\u201d, diferencia aquelas a\u00e7\u00f5es agressivas, que testemunham uma passagem ao ato destruidora, colocando em jogo a puls\u00e3o de morte, daquelas que estariam no registro da inten\u00e7\u00e3o agressiva e ficam presas na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o autor, Lacan esclarece que a agressividade \u00e9 um fen\u00f4meno que se desenvolve estritamente no registro imagin\u00e1rio. Por outro lado, a puls\u00e3o de morte deve ser pensada em seu la\u00e7o com o gozo, ou seja, no registro do real.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Lacan, n\u00e3o se pode dar conta da agressividade sem uma teoria da identifica\u00e7\u00e3o. A agressividade est\u00e1 ligada \u00e0 estrutura narc\u00edsica do eu, que, para se constituir, dever\u00e1 aceder a uma representa\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria de si mesmo ao se identificar a uma imagem. A constru\u00e7\u00e3o dessa imagem, como bem nos esclarece Lacan pelo est\u00e1gio do espelho, passar\u00e1 necessariamente pelo campo do Outro. Resultar\u00e1 disso uma ambival\u00eancia estrutural, uma tens\u00e3o conflitiva interna ao sujeito, ou seja, a rela\u00e7\u00e3o do sujeito a seu semelhante vai se desdobrar em um duplo registro, do erotismo e da agressividade. Existe um componente agressivo er\u00f3tico, porque o sujeito v\u00ea no outro uma imagem ideal, narc\u00edsica de si mesmo, que ele investe libidinalmente como sua pr\u00f3pria imagem. Existe tamb\u00e9m um componente agressivo porque, se \u201ceu \u00e9 o outro\u201d, ent\u00e3o esse outro pode tomar meu lugar. A rela\u00e7\u00e3o com o outro se desdobra ent\u00e3o em termos de \u201cou voc\u00ea ou eu\u201d. Nesse sentido, ao tentar atingir o outro, \u00e9 a si mesmo que o eu se atinge\/bate. \u00c9 um terceiro elemento, simb\u00f3lico, que pode operar uma media\u00e7\u00e3o entre o eu e seu semelhante, estabelecendo um limite, uma dist\u00e2ncia, uma alteridade nessas rela\u00e7\u00f5es conflituosas e destrutivas que se instauram no eixo imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o est\u00e1gio do espelho esclarece como o ser falante, inicialmente, n\u00e3o experimenta seu corpo como uma unidade. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel por meio da fabrica\u00e7\u00e3o de uma imagem que constitui o eu, opera\u00e7\u00e3o que enoda o I e o R. O espelho \u00e9, portanto, um aparelho para o gozo que vela o real do despeda\u00e7amento do corpo. Entretanto, para que esse enodamento ocorra e estabilize essa imagem, ser\u00e1 necess\u00e1rio que haja uma ordem simb\u00f3lica em funcionamento. \u00c9 preciso que o Outro, o olhar do Outro, confirme ao sujeito que essa imagem que ele v\u00ea lhe corresponde. A agressividade pode ser efeito de um modo de perturba\u00e7\u00e3o no enlace desses tr\u00eas registros, dessa aus\u00eancia de enquadramento do gozo operado pela imagem (DAFUNCHIO, 2013).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, trabalhamos com a hip\u00f3tese que nos \u00e9 oferecida por alguns casos em que o aumento das a\u00e7\u00f5es agressivas e violentas no espa\u00e7o escolar responde a perturba\u00e7\u00f5es no campo imagin\u00e1rio, fruto dos impasses na constitui\u00e7\u00e3o da imagem, do eu e da deslocaliza\u00e7\u00e3o do gozo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mundo contempor\u00e2neo \u00e9 marcado por um imperativo de gozo, condensado na f\u00f3rmula a &gt; I, proposta por Miller (1996). Esse imperativo promove o enfraquecimento dos la\u00e7os simb\u00f3licos, a preval\u00eancia das imagens e os funcionamentos imagin\u00e1rios favorecidos pela tecnologia. Os novos modos de subjetividade se relacionam com o decl\u00ednio do pai, com o decl\u00ednio social dos semblantes e dos ideais paternos, afetando diretamente a a\u00e7\u00e3o educativa. A educa\u00e7\u00e3o encontra seu obst\u00e1culo ao se deparar com sujeitos que n\u00e3o podem renunciar t\u00e3o facilmente ao gozo do corpo. Ao contr\u00e1rio, o mandato de nossa \u00e9poca \u00e9 que se pode gozar ilimitadamente (GOLDENBERG, 2011).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, Ubieto (2011) apresenta tr\u00eas causas para o aumento consider\u00e1vel dos casos de bullying na atualidade. O primeiro corresponde \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o no conceito de autoridade. A viol\u00eancia se situa como resposta ao decl\u00ednio da imagem social do mestre, que d\u00e1 lugar a uma l\u00f3gica de rede e vitimiza\u00e7\u00e3o horizontal. O segundo corresponde \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do olhar como fonte de gozo, multiplicado pelos objetos tecnol\u00f3gicos ofertados pelo mercado. Finalmente, encontramos as crises de identidades sexuais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra hip\u00f3tese para o aumento do n\u00famero de casos de bullying diz respeito, por um lado, ao fracasso da a\u00e7\u00e3o do supereu como civilizador (supereu freudiano), que pode fazer com que a puls\u00e3o agressiva ceda e n\u00e3o destrua tudo por medo da perda do amor do Outro. \u00c9 o amor que inibe a agressividade, o que leva a renunciar ao gozo. Assim, na aus\u00eancia do amor n\u00e3o h\u00e1 renuncia ao gozo, e a agressividade pode deslocar-se livremente ao exterior, sem culpa (GARMENDIA, 2011). Por outro lado, diante de uma sociedade marcada pelo empuxo ao gozo, encontramos sujeitos muito mais submetidos \u00e0 injun\u00e7\u00e3o superegoica do \u201cgoze!\u201d. Os corpos s\u00e3o reiteradamente colocados na cena para serem tiranizados e castigados. Assim, torna-se imposs\u00edvel defender-se n\u00e3o do outro semelhante, mas do Outro superegoico. Seria o supereu o grande agente do bullying no mundo contempor\u00e2neo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Ubieto, o bullying coloca sempre em cena o tern\u00e1rio formado pelo agressor, a v\u00edtima e o grupo de espectadores que se calam ou aplaudem para n\u00e3o se converterem em v\u00edtimas tamb\u00e9m. A viol\u00eancia \u00e9 exercida contra aqueles designados como deficit\u00e1rios ou extravagantes, que portam algum signo da falta, da diferen\u00e7a, da estranheza, e por isso provocam o \u00f3dio, a zombaria e o ass\u00e9dio do grupo. O bullying pode representar, ent\u00e3o, uma estrat\u00e9gia defensiva, ao colocar em ato o recha\u00e7o que imputam ao outro e que lhe confirmaria sua posi\u00e7\u00e3o de esc\u00f3ria e resto. Trata-se, em \u00faltima inst\u00e2ncia, de um \u00f3dio a si mesmo que o sujeito coloca em ato para defender-se do real. As condutas violentas s\u00e3o um modo de expor sua dor ao mundo, sem palavras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O psicanalista n\u00e3o deve se furtar a enfrentar os significantes mestres de sua \u00e9poca, uma vez que s\u00e3o as crian\u00e7as e os jovens os mais sens\u00edveis a eles. Para isso, ser\u00e1 preciso destrinch\u00e1-los, para esvaziar as paix\u00f5es que suscitam.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias\u00a0<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>BRODSKY, Graciela. \u201cMi cuerpo y yo\u201d. Confer\u00eancia p\u00fablica pronunciada na Universidad del Claustro de Sor Juana, M\u00e9xico DF, 20 de fev. de 2015.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>FANTE, Cl\u00e9o. \u201cBullying nas escolas\u201d. In: Carta Capital. Entrevista. 30 jul. 2010. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.cartacapital.com.br\/educacao\/carta-fundamental-arquivo\/bullying-nas-escolas. Acesso em 12 abr. 2018.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAD\u00c9E, Philippe. \u201cA viol\u00eancia no jovem: sintoma ou n\u00e3o?\u201d In: Almanaque on-line, n\u00ba 20. Dispon\u00edvel em: http:\/\/almanaquepsicanalise.com.br\/a-violencia-no-jovem-sintoma-ou-nao\/. Acesso em jun. 2018.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. \u201cAgressividade em psican\u00e1lise\u201d. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p. 104-126.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>GARMENDIA, Javier. \u201cViolencia en las escuelas\u201d In: GOLDENBERG, Mario (Org.) Violencia en las escuelas. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2011.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>GOLDENBERG, Mario (Org.) Violencia en las escuelas. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2011.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>GUILLOT, \u00c9ric. \u201cDa agressividade \u00e0 puls\u00e3o de morte\u201d In: Almanaque on-line, n\u00ba14, 2014.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>MILLER, Jacques-Alain. \u201cCrian\u00e7as violentas\u201d In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n\u00ba 77. 2017, p. 23-31.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>NIEVES, Dafunhchio Soria. Nudos del an\u00e1lisis. Buenos Aires: Soria Dafunchio Nieves, 2013.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>UBIETO, Jos\u00e9 R. \u201cViolencias escolares\u201d. In: GOLDENBERG, Mario (Org.) Violencia en las escuelas. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2011.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>[1] Esse subt\u00edtulo prop\u00f5e um contraponto ao texto freudiano Algumas reflex\u00f5es sobre a Psicologia do Escolar (1914). Nesse texto, Freud apresenta os efeitos na rela\u00e7\u00e3o com o saber do desligamento do primeiro Ideal, o pai. Discute tamb\u00e9m a consequ\u00eancia desse desligamento para a rela\u00e7\u00e3o com os mestres que tornam-se herdeiros dessa autoridade. O texto freudiano situa-se em um momento da civiliza\u00e7\u00e3o regido pelos ideais paternos, bem diferente da problem\u00e1tica que enfrentamos hoje nas escolas.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>MARGARET PIRES DO COUTO<\/strong><\/h6>\n<h6>Psicanalista, Membro da Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, Doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFMG. Professora do curso de Psicologia do Centro Universit\u00e1rio Newton Paiva. E-mail:\u00a0<span id=\"cloak58ad9eab840d550da3327ec41571f9ce\"><a href=\"mailto:coutomargaret@gmail.com\">coutomargaret@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARGARET PIRES DO COUTO &nbsp; CAO GUIMAR\u00c3ES Defini\u00e7\u00f5es e indefini\u00e7\u00f5es &nbsp; A no\u00e7\u00e3o de bullying tem ganhado cada vez mais destaque no discurso educacional e na m\u00eddia como refer\u00eancia para interpretar diversos acontecimentos, sendo empregada de forma cada vez mais abrangente e imprecisa. 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