{"id":1074,"date":"2021-07-17T07:16:23","date_gmt":"2021-07-17T10:16:23","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1074"},"modified":"2025-12-01T13:33:48","modified_gmt":"2025-12-01T16:33:48","slug":"a-cura-pelo-amor-ou-o-amor-pela-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/17\/a-cura-pelo-amor-ou-o-amor-pela-cura\/","title":{"rendered":"A Cura Pelo Amor Ou O Amor Pela Cura"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>SAMYRA ASSAD<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_1-1-1.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"812\" data-large_image_height=\"540\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1075\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_1-1-1.png\" alt=\"\" width=\"812\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_1-1-1.png 812w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_1-1-1-300x200.png 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CaoGuimaraes_Gambiarras_1-1-1-768x511.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 812px) 100vw, 812px\" \/><\/a><strong>CAO GUIMARAES<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A transfer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Podemos dizer que uma experi\u00eancia anal\u00edtica n\u00e3o acontece sem a transfer\u00eancia. Trata-se de um conceito fundamental, extra\u00eddo por Freud a partir de suas observa\u00e7\u00f5es a respeito do tratamento anal\u00edtico, que caminha, passo a passo, sob a \u00e9gide da dimens\u00e3o do amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>V\u00e1rios s\u00e3o os autores e poetas que se ocupam do amor, da escrita do amor, e, curiosamente, quase todos eles trazem a dimens\u00e3o da trag\u00e9dia ou do perigo que esse sentimento traz. Claro, n\u00e3o podemos nos esquecer do b\u00e1lsamo que muitas vezes ele oferece \u00e0 vida, mas, se o amor \u00e9 algo invocado numa experi\u00eancia anal\u00edtica, Freud bem sabe o que disse quando nos revelou algo sobre \u201cinvocar o esp\u00edrito dos infernos\u201d (FREUD, 1969, p. 213).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Roland Barthes, por exemplo, em Fragmentos de um discurso amoroso, traz a inequ\u00edvoca experi\u00eancia do endere\u00e7amento (cartas de amor) articulando o amor, a escrita e a solid\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m O banquete, de Plat\u00e3o, sobre o qual Lacan trabalhou para falar do conceito de transfer\u00eancia em O semin\u00e1rio, livro 8, intitulado \u201cA transfer\u00eancia\u201d. Em O banquete, momento regado a vinho, os convidados eram convocados, um a um, a falar sobre o amor. E, para seguir o fio do alicerce que sustenta a transfer\u00eancia, qual seja, o do endere\u00e7amento e do deslocamento, trar\u00edamos o que S\u00f3crates a\u00ed deflagrou a Alceb\u00edades, quando desvia o que este v\u00ea nele, segundo o coment\u00e1rio de Lacan: \u201cMas conv\u00e9m n\u00e3o desconhecer que, aqui, S\u00f3crates, justamente porque sabe, substitui alguma coisa por outra coisa. N\u00e3o \u00e9 a beleza, nem a ascese, nem a identifica\u00e7\u00e3o a Deus que deseja Alceb\u00edades, mas esse objeto \u00fanico, esse algo que ele viu em S\u00f3crates e do qual S\u00f3crates o desvia, porque S\u00f3crates sabe que n\u00e3o o tem\u201d (LACAN, 1992, p. 161).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De toda forma, para falarmos das incid\u00eancias cl\u00ednicas do amor sobre a transfer\u00eancia, n\u00e3o poderemos dispensar os aspectos que a\u00ed se configuram como sendo a fun\u00e7\u00e3o de deslocamento e endere\u00e7amento, alicerces freudianos do amor transferencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O amor como resist\u00eancia para o tratamento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O artigo de Freud \u201cObserva\u00e7\u00f5es sobre o amor transferencial\u201d, publicado em 1915, foi considerado por ele mesmo como o melhor da s\u00e9rie dos seus trabalhos t\u00e9cnicos. Ele nos aponta a dificuldade que o analista enfrenta (principalmente os mais jovens) quando chega a ocasi\u00e3o de \u201cinterpretar as associa\u00e7\u00f5es do paciente e lidar com a reprodu\u00e7\u00e3o do que foi reprimido\u201d (FREUD, 1969, p. 208).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 incr\u00edvel perceber, com esse texto de Freud, como a neurose e o amor possuem uma esp\u00e9cie de rela\u00e7\u00e3o org\u00e2nica; tanto que o amor dirigido ao analista pode vir a se tornar um verdadeiro empecilho para o tratamento, mostrando-nos o uso que a repress\u00e3o pode fazer do amor a favor de uma resist\u00eancia ao tratamento. Ou seja, o amor \u00e9 um terreno f\u00e9rtil para a neurose!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Longe de se pautar sobre uma quest\u00e3o moral para se recusar \u00e0 correspond\u00eancia amorosa que uma paciente reclama no processo de an\u00e1lise, Freud nos diz da import\u00e2ncia de a\u00ed haver o que chamamos de manejo da transfer\u00eancia. Por qu\u00ea? \u00c9 no amor, pois, por excel\u00eancia, que se concentra o que se acha oculto na vida er\u00f3tica infantil. Diz Freud: \u201cQuanto mais claramente o analista permite que se perceba que ele est\u00e1 \u00e0 prova de qualquer tenta\u00e7\u00e3o, mais prontamente poder\u00e1 extrair da situa\u00e7\u00e3o seu conte\u00fado anal\u00edtico\u201d (FREUD, 1969, p. 216).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desse modo, agora as cartas ficam na mesa: a precondi\u00e7\u00e3o do amor na vida adulta se localiza na \u201cescolha objetal infantil e nas fantasias tecidas ao redor dela\u201d (FREUD, 1969, p. 217). Assim, as no\u00e7\u00f5es de deslocamento e endere\u00e7amento ganham, aqui, o foco de uma luz no processo transferencial. Por esse vi\u00e9s mesmo podemos encontrar \u201co problema de como \u00e9 que uma capacidade de neurose se liga a t\u00e3o obstinada necessidade de amor\u201d (FREUD, 1969, p. 217).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Logo, a posi\u00e7\u00e3o do analista \u00e9 fundamental para se fazer superar a resist\u00eancia do paciente ao tratamento, resist\u00eancia essa que se estabelece pela via do amor ou do enamoramento do sujeito para com o analista. O amor transferencial pode, ent\u00e3o, funcionar como resist\u00eancia ou mola propulsora em uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Do tra\u00e7o ao saber<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por outro lado, isso certamente nos conduzir\u00e1 a um enunciado de Lacan, a saber, que a resist\u00eancia \u00e9 sempre do analista. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Lacan tamb\u00e9m nos diria \u201canalistas, sejam pacientes\u201d. A dupla maneira de se ler essa frase aponta para a necessidade de o analista, para n\u00e3o ceder aos encantos de um paciente e, com isso, benefici\u00e1-lo em seu tratamento, trabalhar tamb\u00e9m suas pr\u00f3prias fantasias e escolhas objetais para que n\u00e3o seja imaginariamente capturado na transfer\u00eancia, numa rela\u00e7\u00e3o dual com o paciente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso, portanto, abre outra perspectiva para abordarmos o amor transferencial: a do tra\u00e7o que imprime a escolha de um analista, que descortinar\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o libidinosa do sujeito com seu objeto de amor. Nota-se um tra\u00e7o, um s\u00edmbolo, uma conting\u00eancia que faz um sujeito dizer \u201c\u00e9 com esse que vou fazer minha an\u00e1lise\u2026\u201d. Certamente isso \u00e9 singular, nenhuma escolha passa pelo mesmo tipo de encontro. Dessa maneira, estamos dizendo tamb\u00e9m de um deslocamento: aquele do tra\u00e7o impresso pelo sujeito ao analista para se chegar ao saber, ao saber inconsciente, ou seja, S1 S2.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso nos permite ressaltar um percurso, o do tra\u00e7o que instiga uma escolha pelo analista, com tudo aquilo que este aloja em rela\u00e7\u00e3o a um aspecto libidinoso e fantasm\u00e1tico do sujeito ao saber, \u00e0 suposi\u00e7\u00e3o de saber no analista \u2013 o que chamamos de Sujeito Suposto Saber em uma leitura lacaniana. \u00c9 assim que o analista empresta o seu corpo na transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acrescentamos, assim, \u00e0 no\u00e7\u00e3o de deslocamento e endere\u00e7amento inerentes \u00e0 transfer\u00eancia, a quest\u00e3o da suposi\u00e7\u00e3o de saber no Outro, n\u00e3o sem incluir o aspecto libidinal que isso envolve \u2013 o que permite, por sua vez, a experi\u00eancia com a indetermina\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o saber que o ultrapassa, via o engano do SSS, que nos orienta em dire\u00e7\u00e3o ao real. No decorrer do tratamento, depura-se outra faceta no final desse processo: a dimens\u00e3o real da transfer\u00eancia e ao incur\u00e1vel, ou n\u00e3o simboliz\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sq \u2014\u2014\u2014\u2013&gt; Sn<\/p>\n<p>________________<\/p>\n<p>(S (s1, s2, s3, sn\u2026)\u00b9<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por esse vi\u00e9s, o ICS articulado \u00e0 transfer\u00eancia se faria pela via do tra\u00e7o que pode ser captado em um significante qualquer:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>St \u2014\u2014\u2013&gt; Sq.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Talvez isso nos permita dizer que o \u201csignificante qualquer\u201d da transfer\u00eancia teria a fun\u00e7\u00e3o de uma conex\u00e3o com a cadeia de significantes inconscientes latentes. Em outras palavras, l\u00e1 onde a marca, o tra\u00e7o, se constituiu, uma causa (ou modo de vida, ou de amar) deve advir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que se eleva a\u00ed faria parte de um funcionamento ps\u00edquico, e, seguindo o alerta de Freud, \u201cO psicanalista sabe que est\u00e1 trabalhando com for\u00e7as altamente explosivas e que precisa avan\u00e7ar com tanta cautela e escr\u00fapulo quanto um qu\u00edmico (\u2026) quando tudo est\u00e1 dito, a sociedade humana n\u00e3o tem mais uso para o furor sanandim nem para qualquer outro fanatismo\u201d (FREUD, 1969, p. 221).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 certo que, no final do texto \u201cObserva\u00e7\u00f5es sobre o amor transferencial\u201d, Freud faz alus\u00e3o ao que \u00e9 incur\u00e1vel, ainda que nosso trabalho tenha indicado a no\u00e7\u00e3o da cura pelo amor. Se a an\u00e1lise \u00e9 um processo de depura\u00e7\u00e3o, algo do incur\u00e1vel, atrav\u00e9s do amor de transfer\u00eancia mesmo, se apresenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9, se posso dizer assim, quando as figurinhas do \u00e1lbum (de fam\u00edlia[1]), de uma hist\u00f3ria de vida, se descolam, restando apenas o branco do papel das p\u00e1ginas folheadas, escutadas e, fundamentalmente, lidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Talvez, assim, se esteja mais livre para amar.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>BARTHES, R. \u2013 Fragmentos de um discurso amoroso, S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2003. Tradu\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcia Val\u00e9ria Martinez de Aguiar.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1915 [1914]). \u201cObserva\u00e7\u00f5es sobre o amor transferencial\u201d In: Obras completas de Sigmund Freud, vol. XII. Rio de Janeiro: Imago, 1969.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro VIII: a transfer\u00eancia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1992.<\/h6>\n<h6>________. \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967\u201d. In: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2003.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>PLAT\u00c3O. Di\u00e1logos: O banquete \u2013 F\u00e9don \u2013 Sofista \u2013 Pol\u00edtico (Cole\u00e7\u00e3o os Pensadores). 5\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Nova Cultural. 1991.<\/h6>\n<h6>[1] Alus\u00e3o \u00e0 obra de Nelson Rodrigues \u201c\u00c1lbum de fam\u00edlia\u201d.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>SAMYRA ASSAD<\/strong><\/h6>\n<h6><span id=\"cloak562d02412f84ba63726e7d08c0c52f4e\"><a href=\"mailto:samyra@uai.com.br\">samyra@uai.com.br<\/a><\/span>\u00a0Membro da EBP\/amp<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SAMYRA ASSAD &nbsp; CAO GUIMARAES &nbsp; A transfer\u00eancia &nbsp; Podemos dizer que uma experi\u00eancia anal\u00edtica n\u00e3o acontece sem a transfer\u00eancia. 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