{"id":1116,"date":"2019-03-17T06:58:34","date_gmt":"2019-03-17T09:58:34","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1116"},"modified":"2025-12-01T16:11:28","modified_gmt":"2025-12-01T19:11:28","slug":"para-alem-do-encanto-pelas-palavras-a-indisciplina-dos-professores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2019\/03\/17\/para-alem-do-encanto-pelas-palavras-a-indisciplina-dos-professores\/","title":{"rendered":"Para Al\u00e9m Do Encanto Pelas Palavras, A Indisciplina Dos Professores"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>VIRG\u00cdNIA CARVALHO \/ BRUNA SIM\u00d5ES DE ALBUQUERQUE \/ ANA LYDIA SANTIAGO<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-Ana-Lydia-Virginia-Bruna.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1800\" data-large_image_height=\"1200\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1117\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-Ana-Lydia-Virginia-Bruna-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-Ana-Lydia-Virginia-Bruna-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-Ana-Lydia-Virginia-Bruna-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-Ana-Lydia-Virginia-Bruna-768x512.jpg 768w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-Ana-Lydia-Virginia-Bruna-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-Ana-Lydia-Virginia-Bruna.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><strong>IMAGENS: \u00c1REA DE SERVI\u00c7O<\/strong><br \/>\n<strong>CURA &#8211; CIRCUITO URBANO DE ARTE<\/strong><br \/>\n<strong>BELO HORIZONTE<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u201cVI Manh\u00e3 de Trabalhos do CIEN Brasil\u201d prop\u00f5e pensarmos sobre \u201co que colocamos em jogo quando falamos\u201d. Tal convite encontra eco na indica\u00e7\u00e3o de Laurent, de que cabe aos Laborat\u00f3rios do CIEN testemunhar o corte que produzem ao buscar reintroduzir a dimens\u00e3o ps\u00edquica nos lugares em que foi eliminada. Ele lembra que, se em um primeiro momento de seu ensino, em 1953, Lacan privilegia o \u201cdom da palavra\u201d, posteriormente, em 1973, evidencia o \u201cgozo do bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1\u201d. Nesse deslocamento, fica evidente que \u201cn\u00e3o h\u00e1 necessidade de dar a palavra, porque o ser falante tagarela como a aranha tece seu fio e goza disso, sem necessidade de ningu\u00e9m e sem poder parar\u201d (LAURENT, 2017, p. 40). A ideia de abrir espa\u00e7o para a palavra \u2013 muito em voga na contemporaneidade \u2013 pode servir como mais uma oferta de gozo, refor\u00e7ada pelo apoio nas \u201cpalavras especializadas\u201d.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise se separa dessa \u201cpsicoterapia de massa\u201d quando faz uma aposta na Conversa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m uma pr\u00e1tica da palavra que serve para tratar o que n\u00e3o vai bem e que \u00e9 formulado por meio das queixas (SANTIAGO, 2011). A Conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma metodologia de orienta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica que se refere a uma aposta: n\u00e3o h\u00e1 sucesso garantido. Laurent destaca que a primeira aposta que se faz nessa pr\u00e1tica \u00e9 a de \u201csaber que, quando falamos, deixamos de ficar aliviados\u201d (2017, p. 42). Uma Conversa\u00e7\u00e3o ocorre quando h\u00e1 um corte que promove um desajustamento das identifica\u00e7\u00f5es nas quais os sujeitos se encontram alojados. Nesse sentido, a associa\u00e7\u00e3o livre coletivizada que se prop\u00f5e no dispositivo n\u00e3o equivale a uma roda livre para \u201cdar um suplemento de alma ao mundo t\u00e9cnico\u201d (LAURENT, 2017, p. 47).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma despatologiza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da Conversa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDocentes doentes: deixe-os falar!\u201d foi o nome dado ao Laborat\u00f3rio do CIEN que surgiu a partir da observa\u00e7\u00e3o de um professor, em uma Conversa\u00e7\u00e3o, de que os docentes est\u00e3o todos doentes e que ningu\u00e9m os deixa falar sobre suas quest\u00f5es. \u00c9 uma contradi\u00e7\u00e3o em termos, j\u00e1 que costumam se queixar muito sobre sua atividade docente. Trata-se, portanto, de uma aposta para que um corte nesse gozo do bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1 seja produzido, promovendo uma posi\u00e7\u00e3o diferente da vitimiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1, escutamos que os docentes adoecem pela indisciplina dos alunos. Assim, o Laborat\u00f3rio tomou o tema da indisciplina, trazido por um grupo de educadores como ponto de partida para uma Conversa\u00e7\u00e3o. Traziam muitas queixas, com vozes alteradas, rostos enrubescidos e pernas inquietas. Levaram casos de alunos indisciplinados e deixaram claro como essas crian\u00e7as e jovens afetavam seus corpos. O corte que se buscou nessa fala\u00e7\u00e3o adveio da pergunta proposta pela animadora: \u201calgu\u00e9m aqui j\u00e1 foi indisciplinado?\u201d<\/p>\n<p>Tal corte se constituiu como abertura para um segundo tempo nessa Conversa\u00e7\u00e3o, o de uma implica\u00e7\u00e3o subjetiva no problema coletivo. Come\u00e7aram a se lembrar de momentos em que foram indisciplinados e experimentaram um certo \u201cgosto por fazer algo errado\u201d. A revela\u00e7\u00e3o da professora de que, na inf\u00e2ncia, fora encaminhada \u00e0 dire\u00e7\u00e3o para \u201caquietar a periquita\u201d surpreendeu. Ao mesmo tempo, revelou o quanto a indisciplina tem a ver com esse \u201cfogo\u201d que cada um tem no corpo. Abriram-se para a dimens\u00e3o pulsional, chegaram \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que \u201cnem sempre a indisciplina \u00e9 para chamar a aten\u00e7\u00e3o\u201d e conclu\u00edram que \u201c\u00e9 preciso ler a indisciplina como algo que n\u00e3o est\u00e1 bem enquadrado\u201d e \u201c\u00e9 imposs\u00edvel ter o controle de tudo\u201d. Olharam para a indisciplina incluindo-se nela, o que fez uma diferen\u00e7a em sua maneira de lidar com isso que escapa ao controle disciplinar dos corpos. Ficaram interessados em ouvir seus alunos no que \u00e9 indisciplin\u00e1vel: o desejo. Ap\u00f3s a Conversa\u00e7\u00e3o, duas das professoras que haviam levado casos de seus alunos nos procuraram. Uma delas disse que o aluno melhorou sensivelmente. A outra afirmou que seu aluno ainda deixava seu corpo atormentado e nos pediu aux\u00edlio para que ela pudesse dar um tratamento \u00e0s suas quest\u00f5es subjetivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u201cprofessor tarado\u201d: n\u00e3o varrer o resto para debaixo do tapete[1]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma outra experi\u00eancia de Conversa\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o desse corte somente foi poss\u00edvel a partir do momento em que os animadores se propuseram a ir mais al\u00e9m do encanto pelo \u201cdom da palavra\u201d. Trata-se de uma interven\u00e7\u00e3o realizada com uma turma tida como o \u201cresto\u201d da escola, em que se encontravam os piores e mais indisciplinados alunos do 7\u00ba ano. Eram alunos que desrespeitavam os professores, gritavam o tempo todo e mantinham a sala imunda: \u201cnossa sala \u00e9 um lixo\u201d, diziam. Esses jovens queixavam-se de serem desrespeitados e n\u00e3o escutados por seus professores, que, sem medir as palavras, entravam na sala \u201cdando bronca\u201d. Eles \u201cdescontam problemas pessoais nos alunos, n\u00e3o ouvem e falam xingando\u201d.<\/p>\n<p>As primeiras sess\u00f5es de Conversa\u00e7\u00e3o produziram efeitos vis\u00edveis: alunos que, no discurso dos professores, eram \u201canalfabetos\u201d, passaram a escrever; \u201cfuturos bandidos\u201d demonstraram interesse por l\u00ednguas estrangeiras e elencaram desejos por profiss\u00f5es. Os alunos que, antes, expressavam com seus corpos o que era dito a respeito deles pela dire\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cessa sala \u00e9 o resto que n\u00e3o coube, juntou s\u00f3 o pior\u201d \u2013, ao tomar a palavra, puderam se separar disso, deixar de responder e atuar como restos. A partir de um deslocamento inicial em rela\u00e7\u00e3o a essa identifica\u00e7\u00e3o, se puseram, literalmente, a limpar a sala diante dos animadores. Usando vassouras e p\u00e1s, varreram o lixo, encenando uma evidente mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o. Um encanto! O ambiente ficou lindo, agrad\u00e1vel aos olhos de todos e favor\u00e1vel ao processo escolar.<\/p>\n<p>No entanto, esse lixo tinha sido varrido, sim, mas para debaixo do tapete! Foi o que se evidenciou no momento da supervis\u00e3o dessa Conversa\u00e7\u00e3o. A equipe de animadores acreditou, por um momento, que tudo estava resolvido: os alunos trataram a sujeira com a limpeza, usando da maquiagem est\u00e9tica, lan\u00e7ando m\u00e3o da ordem para a capta\u00e7\u00e3o da beleza sens\u00edvel, que \u00e9 um semblante importante da civiliza\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, esse tratamento tinha sido apenas uma encena\u00e7\u00e3o que interpretava e questionava, ao mesmo tempo, a forma como os adultos daquela institui\u00e7\u00e3o tratavam o \u201clixo\u201d. Eles o escondiam, n\u00e3o queriam saber do que n\u00e3o devia aparecer; dissimulavam o que n\u00e3o davam conta de falar; ignoravam as den\u00fancias dos alunos, dizendo que iam ver, mas n\u00e3o faziam nada a respeito. Assim, a limpeza da sala realizada no final de uma sess\u00e3o de Conversa\u00e7\u00e3o podia ser tomada tanto como um passo dado pelos alunos na dire\u00e7\u00e3o de preparar o terreno para falar como uma forma de interrogar os animadores da Conversa\u00e7\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o deles com a palavra. Um aluno afirma: \u201cDesde que voc\u00eas est\u00e3o vindo, a sala est\u00e1 bem melhor, mais quieta\u201d. Outra aluna complementa: \u201cDepois que voc\u00eas forem embora, vai acabar o respeito e continuar tudo a mesma bosta de sempre\u201d. Assim, explicita-se a necessidade de ir al\u00e9m da faxina.<\/p>\n<p>Os animadores da Conversa\u00e7\u00e3o tiveram que dar um passo a mais, a despeito da sublimidade da organiza\u00e7\u00e3o da sala de aula. Al\u00e9m do encanto, retomaram a conversa propondo novamente aos alunos o tema do \u201clixo\u201d, do resto que insistia e que se mostrava evidente nos palavr\u00f5es falados por eles. Apenas nesse momento puderam escutar e abordar o que os alunos j\u00e1 haviam dito na primeira Conversa\u00e7\u00e3o: a exist\u00eancia de um \u201cprofessor tarado\u201d, que encostava com desrespeito nas meninas. Uma aluna relata: \u201cO cabelo da menina \u00e9 grande, foi passando a m\u00e3o no cabelo dela e chegou no peito dela, passou a m\u00e3o no peito dela\u201d. Pela primeira vez, explicita-se o motivo da tanta gritaria: \u201cCom os outros professores, a gente chega na mesa deles, conversa. Com ele n\u00e3o: a gente fica gritando do nosso lugar, a gente prefere gritar do que chegar perto dele; tomamos nojo da cara dele\u201d. As alunas ficam gritando do fundo da sala para se protegerem, para ele n\u00e3o se aproximar. Uma vez que a escola n\u00e3o as escuta sobre esse ponto, restava-lhes o grito!<\/p>\n<p>A \u00faltima supervis\u00e3o foi crucial para os animadores n\u00e3o adotarem a mesma estrat\u00e9gia dos docentes da institui\u00e7\u00e3o. Temiam ser denunciados ao falar do problema, expulsos da escola ou sofrer a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia. \u201cProibir o fazer, permitir o falar\u201d. Tal orienta\u00e7\u00e3o, dada pela supervisora, j\u00e1 era conhecida, mas, naquela circunst\u00e2ncia, parecia impratic\u00e1vel. Na \u201centrevista devolutiva\u201d, contudo, ao mencionarem o problema dos alunos do 7\u00ba ano, produziu-se, de imediato, um corte temporal: todos j\u00e1 sabiam, insistiam em deixar escondido debaixo do tapete, e o professor, naquele momento, responsabilizando-se, assume sua fraqueza e pede indica\u00e7\u00e3o para se tratar.<\/p>\n<p>As duas experi\u00eancias ensinam que falar numa Conversa\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m do bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1, \u00e9 um esfor\u00e7o de dizer algo sobre o ineduc\u00e1vel da puls\u00e3o, sobre o ponto em que a sexualidade faz furo no real. Incluir o intraduz\u00edvel do gozo, o \u201cfogo do corpo\u201d que se mostra por meio da indisciplina e da falta de respeito, permitiu, em cada uma das experi\u00eancias, reintroduzir a dimens\u00e3o ps\u00edquica em jogo nessa fronteira entre o an\u00edmico e o som\u00e1tico. Dimens\u00e3o esta que o campo da educa\u00e7\u00e3o tenta eliminar calando \u2013 ainda que pelo falat\u00f3rio. A Conversa\u00e7\u00e3o se mostra, assim, uma opera\u00e7\u00e3o de palavra capaz de criar um espa\u00e7o radical, em que o irreconcili\u00e1vel pode ganhar lugar e em que se pode tocar naquilo que \u00e9 da ordem do imposs\u00edvel de tudo dizer.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LAURENT, E. (2017). \u201cRetomar a defini\u00e7\u00e3o do projeto do CIEN e examinar sua situa\u00e7\u00e3o atual\u201d. Brown, N.; Macedo, L.; Lyra, R. In: Trauma, Solid\u00e3o e La\u00e7o na Inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia. BH: EBP.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>SANTIAGO, A. L. (2011). \u201cEntre a sa\u00fade mental e a educa\u00e7\u00e3o: abordagem cl\u00ednica e pedag\u00f3gica de sintomas na escola nomeados por dificuldades de aprendizagem e dist\u00farbios de comportamento\u201d In: Santiago, A. L; Campos, R. H. de F (org). Educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens na contemporaneidade: pesquisa sobre sintomas na escola e subjetividade. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>[1] As Conversa\u00e7\u00f5es com a turma em quest\u00e3o foram animadas por Lib\u00e9ria Neves, Ana Carolina Ribeiro e Bruna Albuquerque, com supervis\u00e3o de Ana Lydia Santiago.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>VIRG\u00cdNIA CARVALHO \/ BRUNA SIM\u00d5ES DE ALBUQUERQUE \/ ANA LYDIA SANTIAGO<\/strong><\/h6>\n<h6>VIRG\u00cdNIA CARVALHO Psicanalista, mestre e doutoranda em Estudos Psicanal\u00edticos (UFMG), professora substituta da UFMG e pesquisadora do NIPSE da FaE-UFMG. Respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio \u201cDocentes doentes: deixe-os falar!\u201d, do CIEN.\u00a0<span id=\"cloaked5a4aedf57a46ef38ef290a37154749\"><a href=\"mailto:vivscarvalho@yahoo.com.br\">vivscarvalho@yahoo.com.br<\/a><\/span>\u00a0BRUNA SIM\u00d5ES DE ALBUQUERQUE Psicanalista, mestre em Psicopatologia e Estudos Psicanal\u00edticos (Universit\u00e9 de Strasbourg), doutoranda em Conhecimento e Inclus\u00e3o Social em Educa\u00e7\u00e3o (FaE-UFMG), pesquisadora do NIPSE.\u00a0<span id=\"cloaked13b2c596c3a126796407ad04fb2298\"><a href=\"mailto:bruquerque@gmail.com\">bruquerque@gmail.com<\/a><\/span>\u00a0ANA LYDIA SANTIAGO Psicanalista, AME da EBP e da AMP. DEA do Campo Freudiano\/Universidade de Paris VIII. Doutora em Psicologia Cl\u00ednica\/USP. Professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o: conhecimento e inclus\u00e3o social da FaE-UFMG. Coordenadora do NIPSE.\u00a0<span id=\"cloake7bb7af412dd1d99288fa41309e01de0\"><a href=\"mailto:analydia.ebp@gmail.com\">analydia.ebp@gmail.com<\/a><\/span>\u00a0As Conversa\u00e7\u00f5es com a turma em quest\u00e3o foram animadas por Lib\u00e9ria Neves, Ana Carolina Ribeiro e Bruna Albuquerque, com supervis\u00e3o de Ana Lydia Santiago.<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VIRG\u00cdNIA CARVALHO \/ BRUNA SIM\u00d5ES DE ALBUQUERQUE \/ ANA LYDIA SANTIAGO &nbsp; IMAGENS: \u00c1REA DE SERVI\u00c7O CURA &#8211; CIRCUITO URBANO DE ARTE BELO HORIZONTE &nbsp; A \u201cVI Manh\u00e3 de Trabalhos do CIEN Brasil\u201d prop\u00f5e pensarmos sobre \u201co que colocamos em jogo quando falamos\u201d. 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