{"id":1186,"date":"2019-07-17T06:58:57","date_gmt":"2019-07-17T09:58:57","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1186"},"modified":"2025-12-01T16:06:18","modified_gmt":"2025-12-01T19:06:18","slug":"colera-em-sua-versao-epidemica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2019\/07\/17\/colera-em-sua-versao-epidemica\/","title":{"rendered":"C\u00f3lera Em Sua Vers\u00e3o Epid\u00eamica"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong><span class=\"author\">ANDR\u00c9A EUL\u00c1LIO<\/span><\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 class=\"post-2191 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-almanaque-no-23 tag-afeto tag-colera tag-corpo tag-irrupcao tag-significante\" style=\"text-align: center;\"><strong><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-Andrea.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1280\" data-large_image_height=\"959\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1187\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-Andrea-1024x767.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"767\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-Andrea-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-Andrea-300x225.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-Andrea-768x575.jpg 768w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/5-Andrea.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a>LAMA -RICHARDSON PONTONE<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<div class=\"post-2191 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-almanaque-no-23 tag-afeto tag-colera tag-corpo tag-irrupcao tag-significante\"><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<div class=\"post-2191 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-almanaque-no-23 tag-afeto tag-colera tag-corpo tag-irrupcao tag-significante\">\n<p><em>C\u00f3lera<\/em>\u00a0(2013), curta-metragem do diretor espanhol Aritz Moreno, revela de forma cruel como a popula\u00e7\u00e3o de uma pequena vila se disp\u00f5e a erradicar o mal que amea\u00e7a contaminar todos aqueles que vivem naquela comunidade. Armados com paus, pedras e espingardas, os habitantes se dirigem a um pequeno casebre que se encontra isolado no ponto extremo de um campo. L\u00e1 se encontra o objeto hostilizado pela popula\u00e7\u00e3o, algu\u00e9m que, segundo eles, j\u00e1 teria causado \u201cproblemas demais\u201d. \u201cFinalmente uma vila limpa!\u201d \u00e9 bradado pelo l\u00edder da comunidade ap\u00f3s o linchamento daquele que propaga o mal, ato esse que n\u00e3o ser\u00e1 sem consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse sentido, o filme nos revela um duplo cont\u00e1gio ao colocar as duas c\u00f3leras frente a frente, num duelo entre a vida e a morte: homofonicamente, a c\u00f3lera representa o afeto em si, em sua vers\u00e3o epid\u00eamica que mobiliza a popula\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao linchamento; e o retorno desse ato como doen\u00e7a infecciosa grave, que poder\u00e1 contaminar toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A escolha desse curta me permitiu pensar que o significante c\u00f3lera, como met\u00e1fora do contagioso, epid\u00eamico e viral que se exprime por colocar a justi\u00e7a e a legitimidade ao seu lado, incide sobre o que se recolhe hoje como mal-estar da civiliza\u00e7\u00e3o, vigente no campo pol\u00edtico e social. Os linchamentos, o \u00f3dio \u00e9tnico e a intoler\u00e2ncia s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es do imperativo de gozo, impulsionado pela puls\u00e3o de morte, que podem ser qualificadas como irrup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Laurent, na entrevista publicada no livro\u00a0<em>A viol\u00eancia: sintoma social da \u00e9poca<\/em>, Lacan dizia que temos que estar atentos \u00e0s novas formas com as quais uma \u00e9poca vive a puls\u00e3o. Mas n\u00e3o somente vive a puls\u00e3o no sentido Eros, mas tamb\u00e9m no sentido T\u00e2natos (2013, p. 41).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na perspectiva cl\u00ednica, a c\u00f3lera, segundo Lacan, se caracteriza pela irrup\u00e7\u00e3o do real do gozo que surge quando, numa trama simb\u00f3lica bem estabelecida, os pinos deixam de entrar em seus furos. \u201cQue quer dizer isso? \u00c9 quando no n\u00edvel do Outro, do significante, ou seja, sempre, mais ou menos no n\u00edvel da f\u00e9, da boa-f\u00e9, n\u00e3o se joga o jogo\u201d (LACAN, 1962-1963, p. 23).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Lacan, a c\u00f3lera irrompe como uma certa rea\u00e7\u00e3o, por vezes, violenta, a uma \u201cdecep\u00e7\u00e3o, ao fracasso de uma correla\u00e7\u00e3o esperada entre a ordem simb\u00f3lica e a reposta do real\u201d (LACAN, 1959-60, p. 127). Sendo assim, para que haja decep\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso que haja cren\u00e7a no Outro, evidenciando uma correla\u00e7\u00e3o entre cren\u00e7a e espera (VIEIRA, 2001, p. 215). Ent\u00e3o, quanto mais o sujeito estiver firmemente plantado no encadeamento das raz\u00f5es, maior ser\u00e1 a possibilidade de que algo inexplic\u00e1vel esteja em ruptura com o universo e mais estar\u00e1 sujeito \u00e0 c\u00f3lera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Vieira, \u00e9 preciso esclarecer que nem sempre adv\u00e9m a c\u00f3lera quando as coisas n\u00e3o funcionam bem. Ela irrompe justamente quando n\u00e3o se consegue atribuir \u00e0 falha uma raz\u00e3o que a inclua, isto \u00e9, no momento da explos\u00e3o col\u00e9rica, o sentido aparece obscuro para quem o experimenta (2001, p. 215).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Freud, em \u201cEstudos sobre Histeria\u201d (1893-1895), salienta que todos os afetos intensos restringem a associa\u00e7\u00e3o \u2013 o fluxo de representa\u00e7\u00f5es. As pessoas ficam \u201cinsensatas\u201d com a raiva ou com o pavor. Somente o grupo de representa\u00e7\u00f5es que provocou o afeto persiste na consci\u00eancia e o faz com extrema intensidade. Assim, a atividade associativa n\u00e3o consegue aplacar o excitamento (p. 209). Nesse ponto, Lacan concorda inteiramente com Freud ao dizer que \u201co afeto ele se desprende, fica \u00e0 deriva. Podemos encontr\u00e1-lo deslocado, enlouquecido, invertido, metabolizado, mas ele n\u00e3o \u00e9 recalcado. O que \u00e9 recalcado s\u00e3o os significantes que o amarram\u201d (1962-63, p. 23). Portanto, essa ruptura da associa\u00e7\u00e3o livre e a perda de sentido se caracterizam por uma quebra na articula\u00e7\u00e3o entre S1 e S2 (Boletim OCI, n<sup>0\u00a0<\/sup>0, 2019).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda citando Freud, os afetos que s\u00e3o ativos aplacam a excita\u00e7\u00e3o aumentada atrav\u00e9s da descarga motora. Os gritos, o maior t\u00f4nus muscular da c\u00f3lera, as palavras raivosas e as a\u00e7\u00f5es retaliat\u00f3rias, tudo isso permite que a excita\u00e7\u00e3o se escoe em movimentos. A linguagem comprova esse fato com express\u00f5es tais como desabafar pelo pranto, desabafar atrav\u00e9s de um acesso de c\u00f3lera, esvair-se em c\u00f3lera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que o afeto seja do corpo, Lacan retoma isso tamb\u00e9m de Freud. Lacan diz que o corpo \u00e9 o \u201clugar do Outro\u201d, \u00e9 o lugar onde o simb\u00f3lico toma corpo para ali se incorporar, mas esse lugar tem por propriedade o gozo (2003, p. 405).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cCom efeito, Lacan considera que nenhum afeto e nenhuma paix\u00e3o, da ang\u00fastia \u00e0 c\u00f3lera, pode ser compreendido sem a rela\u00e7\u00e3o ao significante\u201d (Boletim OCI, n<sup>0\u00a0<\/sup>0, Argumento, 2019), portanto, ser\u00e1 s\u00f3 a partir da l\u00edngua que poderemos distinguir c\u00f3lera e \u00f3dio, c\u00f3lera e viol\u00eancia, c\u00f3lera e indigna\u00e7\u00e3o, enquanto poss\u00edveis inscri\u00e7\u00f5es de gozo e de subtra\u00e7\u00e3o de gozo, no qual a manifesta\u00e7\u00e3o de cada um deles se insere em uma rede particular e n\u00e3o antecip\u00e1vel de sentidos (VIEIRA, 2001, p. 190\/191).<\/p>\n<p><strong>C\u00f3lera e viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto a c\u00f3lera pode se diferenciar da viol\u00eancia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A c\u00f3lera pode se manifestar como desejo de vingan\u00e7a: desprezo, querela, insulto, blasf\u00eamia; passagem ao ato. Nesse caso, se tomarmos a diferencia\u00e7\u00e3o entre \u2018inten\u00e7\u00e3o agressiva\u2019 e \u2018tend\u00eancia \u00e0 agress\u00e3o\u2019, presentes no texto de Lacan \u201cAgressividade em psican\u00e1lise\u201d (1948), a c\u00f3lera se situa no registro simb\u00f3lico da \u201cinten\u00e7\u00e3o agressiva\u201d, ou seja, sup\u00f5e um querer dizer, tem a possiblidade de ser interpretada, indicando, assim, a incid\u00eancia do recalque. Ao contr\u00e1rio, na \u201ctend\u00eancia agressiva\u201d n\u00e3o h\u00e1 uma articula\u00e7\u00e3o significante, a interpreta\u00e7\u00e3o permanece sem efeito e a puls\u00e3o aparece como pura puls\u00e3o de morte (LACAD\u00c9E, 2018, s\/p).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, a c\u00f3lera como\u00a0<em>disrup\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0do real do gozo e necessariamente vinculada ao significante, ao diferenci\u00e1-la da viol\u00eancia, nos leva a constatar que a viol\u00eancia pode ser a consequ\u00eancia da c\u00f3lera, na medida \u201cem que a separa\u00e7\u00e3o com o Outro pode levar a um curto circuito onde a palavra falta ao discurso\u201d (Boletim OCI, n<sup>0\u00a0<\/sup>0, 2019).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Laurent (2018), o termo\u00a0<em>disrup\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>\u00e9 um sin\u00f4nimo da efra\u00e7\u00e3o, ou seja, o que constitui o gozo na homeostase do corpo, fundamento da repeti\u00e7\u00e3o do Um. Nos casos aos quais temos acesso pela an\u00e1lise, seu modo de entrada (do gozo) \u00e9 sempre a efra\u00e7\u00e3o, a ruptura, \u201ca\u00a0<em>disrup\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0em rela\u00e7\u00e3o a uma ordem preliminar feita da rotina do discurso pelo qual mant\u00eam as significa\u00e7\u00f5es\u201d (LAURENT, 2018, p. 52).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C\u00f3lera e \u00f3dio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se na c\u00f3lera temos a cren\u00e7a no Outro, o \u00f3dio, por sua vez, enquanto uma das tr\u00eas paix\u00f5es do ser, \u00e9 estabelecido como recha\u00e7o, expuls\u00e3o do Outro, constituindo o real como o que subsiste fora da simboliza\u00e7\u00e3o. Com efeito, o \u00f3dio, tanto quanto o amor e a ignor\u00e2ncia, \u00e9 uma via na qual o ser pode se ancorar negando o ser do outro, e, entre as tr\u00eas paix\u00f5es, o \u00f3dio \u00e9 o que se refere ao real de forma mais evidente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se o amor aspira ao desenvolvimento do ser do outro, o \u00f3dio quer o contr\u00e1rio, seja o seu rebaixamento, seja a sua desorienta\u00e7\u00e3o, seu desvio, seu del\u00edrio, sua nega\u00e7\u00e3o detalhada, sua subvers\u00e3o (LACAN, 1953-1954, p. 360). O \u00f3dio, como a forma mais primitiva de afeto, corresponde ao desejo de morte nutrido pelo sujeito em rela\u00e7\u00e3o ao rival do amor. \u201cOdeia-se no Outro sua maneira particular de gozar, justamente porque n\u00e3o \u00e9 a minha maneira, ou porque implica na subtra\u00e7\u00e3o da minha maneira de gozar\u201d (MILLER, 2016, s\/p).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C\u00f3lera e indigna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao dizermos que o sujeito est\u00e1 indignado, n\u00e3o estamos necessariamente dizendo que ele \u00e9 violento, tampouco tomado pelo \u00f3dio ou pela c\u00f3lera. Diante daquilo que vacila no simb\u00f3lico, a indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 um afeto que surge frente a uma situa\u00e7\u00e3o que parece injusta, inaceit\u00e1vel, imposs\u00edvel para o sujeito suportar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se, por um lado, a indigna\u00e7\u00e3o abala o n\u00facleo do ser diante do recha\u00e7o da singularidade do sujeito, por outro lado, a dignidade ir\u00e1 consistir em um princ\u00edpio \u00e9tico orientador de uma psican\u00e1lise. Nesse sentido, poder\u00edamos pensar na indigna\u00e7\u00e3o como um tratamento para a c\u00f3lera?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, no contexto dos afetos, sabemos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel supor qualquer distin\u00e7\u00e3o fenom\u00eanica para cada um deles. O \u00f3dio, a c\u00f3lera e a indigna\u00e7\u00e3o n\u00e3o se manifestam puramente por um ou outro correlativo org\u00e2nico ou fisiol\u00f3gico, nem por meio de um sentimento ou outro. O \u00f3dio, a c\u00f3lera e a indigna\u00e7\u00e3o, como tr\u00eas significantes e como modo de gozo do corpo desvinculado do simb\u00f3lico quando a palavra vacila, se traduzem em atos nos quais \u201cos seres falantes tentam escrever com seus corpos\u201d (PACHECO, 2019, s\/p).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<div class=\"post-2191 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-almanaque-no-23 tag-afeto tag-colera tag-corpo tag-irrupcao tag-significante\">\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h6>\n<h6><strong>C\u00d3LERA<\/strong>. Espanha, 7 min., cor, 2013. Roteiro, produ\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o de Aritz Moreno. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.kinoforum.org.br\/curtas\/2014\/filme\/39908\/colera\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.kinoforum.org.br\/curtas\/2014\/filme\/39908\/colera<\/a>.<\/h6>\n<h6><strong>BOLETIM OCI<\/strong>: \u00f3dio, c\u00f3lera, indigna\u00e7\u00e3o. Enapol 2019, n<sup>o<\/sup>\u00a00. Dispon\u00edvel em:\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/ix.enapol.org\/boletim-oci-0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/ix.enapol.org\/boletim-oci-0\/<\/a>. Acesso em jul. 2019.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1893-1895). \u201cEstudos sobre histeria\u201d. In:\u00a0<strong>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud.<\/strong>\u00a0Rio de Janeiro: Imago, 1987. vol. II, p. 209.<\/h6>\n<h6>LACAD\u00c9E, P.<strong>\u00a0\u201c<\/strong>A viol\u00eancia no jovem: sintoma ou n\u00e3o?\u201d. In:<strong>\u00a0Almanaque on-line,\u00a0<\/strong>n\u00ba 20. Revista do Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais (IPSM-MG, 2018.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1953-1954) \u201cO conceito da an\u00e1lise\u201d. In<strong>: O semin\u00e1rio, livro 1:\u00a0<\/strong>os escritos t\u00e9cnicos de Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2009. p. 360.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1959-1960) \u201cO objeto e a coisa\u201d. In:\u00a0<strong>O semin\u00e1rio, livro 7<\/strong>: a \u00e9tica da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008. p. 126.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1962-1963) \u201cA ang\u00fastia na rede dos significantes\u201d. In:\u00a0<strong>O semin\u00e1rio, livro 10<\/strong>: a ang\u00fastia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005. p. 23.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1970) \u201cRadiofonia\u201d. In:\u00a0<strong>Outros escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. p. 405.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. \u201cDisrup\u00e7\u00e3o do gozo nas loucuras sob transfer\u00eancia\u201d. In:\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Eolia, 2018, n. 79.<\/h6>\n<h6>MACHADO, O; DREZENKY, E. (Orgs). \u201cPsican\u00e1lise e viol\u00eancia: sobre as manifesta\u00e7\u00f5es da puls\u00e3o de morte\u201d. Entrevista com \u00c9ric Laurent in:\u00a0<strong>A viol\u00eancia: sintoma social da \u00e9poca<\/strong>. Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2013. p. 41.<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. \u201cRacismo e extimidade\u201d. In:\u00a0<strong>Derivas anal\u00edticas<\/strong>. mai. 2016. N\u00ba 4. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.revistaderivasanaliticas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.revistaderivasanaliticas.com.br\/<\/a>.<\/h6>\n<h6>PACHECO, L. (2018). \u201cC\u00f3lera, \u00f3dio, indigna\u00e7\u00e3o: desafios para a psican\u00e1lise\u201d. Ementa Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do Instituto de Psican\u00e1lise de Minas Gerais. mar. 2019.<\/h6>\n<h6>VIEIRA, M. A. \u201cAfetos\u201d, In:\u00a0<strong>A \u00e9tica da paix\u00e3o: uma teoria psicanal\u00edtica<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>ANDR\u00c9A EUL\u00c1LIO<\/strong><\/h6>\n<h6>Psic\u00f3loga, mestre em Psicologia (FAFICH\/UFMG) e membro da EBP e da AMP\u00a0<span id=\"cloak0a22ad89519435df2684f9b746cdbf0c\"><a href=\"mailto:andrea.eulalio@hotmail.com\">andrea.eulalio@hotmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANDR\u00c9A EUL\u00c1LIO &nbsp; LAMA -RICHARDSON PONTONE C\u00f3lera\u00a0(2013), curta-metragem do diretor espanhol Aritz Moreno, revela de forma cruel como a popula\u00e7\u00e3o de uma pequena vila se disp\u00f5e a erradicar o mal que amea\u00e7a contaminar todos aqueles que vivem naquela comunidade. 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