{"id":1192,"date":"2019-07-17T06:58:57","date_gmt":"2019-07-17T09:58:57","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1192"},"modified":"2025-12-01T16:06:46","modified_gmt":"2025-12-01T19:06:46","slug":"odio-uma-paixao-do-ser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2019\/07\/17\/odio-uma-paixao-do-ser\/","title":{"rendered":"\u00d3dio, Uma Paix\u00e3o Do Ser"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<div class=\"post-text bigger\">\n<h6><strong><span class=\"author\">TEREZA CRISTINA C\u00d4RTES FACURY<\/span><\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"post-2181\" class=\"post-2181 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-almanaque-no-23 tag-amor tag-odio tag-origem tag-paixoes-do-ser tag-tempo\" style=\"text-align: center;\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-Rosangela-foto.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1280\" data-large_image_height=\"720\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1162\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-Rosangela-foto-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-Rosangela-foto-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-Rosangela-foto-300x169.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-Rosangela-foto-768x432.jpg 768w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-Rosangela-foto.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>LAMA -RICHARDSON PONTONE<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Freud, em \u201cPuls\u00f5es e seus destinos\u201d (1915), fala sobre o amor e o \u00f3dio tendo como pontos de partida suas rela\u00e7\u00f5es com o tempo e com a origem. Eles t\u00eam origens diversas e andam em um descompasso temporal, sendo o \u00f3dio anterior ao amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Lacan, as paix\u00f5es do ser se inscrevem no momento em que ele define o sujeito do inconsciente como falta-a-ser, motor que conduz o sujeito a buscar, no outro, aquilo que pode lhe conferir um sentido diante de uma significa\u00e7\u00e3o sempre aberta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00f3dio, como uma das paix\u00f5es do ser, diz respeito \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de constitui\u00e7\u00e3o do sujeito atrav\u00e9s do mecanismo da\u00a0<em>Austossung<\/em>, a expuls\u00e3o como o ponto de partida da configura\u00e7\u00e3o do ser. Movido pelo princ\u00edpio do prazer, aquilo que \u00e9 desagrad\u00e1vel \u00e9 expulso, configurando-se de um modo radical no dito do sujeito \u201cisso n\u00e3o sou eu\u201d. Do outro lado, temos a introje\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia prazerosa que constitui o \u201cisso sou eu\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00d3dio, o mais antigo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em \u201cPuls\u00f5es e seus destinos\u201d, Freud nos diz que o amor e o \u00f3dio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>(\u2026) n\u00e3o surgiram da cis\u00e3o de uma entidade originalmente comum, mas brotaram de fontes diferentes, tendo cada um deles se desenvolvido antes que a influ\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o prazer-desprazer os transformasse em opostos\u201d e que \u201cO \u00f3dio enquanto rela\u00e7\u00e3o de objetos \u00e9 mais antigo que o amor (1915\/1976, p. 160-161).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele se refere a \u201cuma fase mais elevada da organiza\u00e7\u00e3o s\u00e1dico-anal pr\u00e9-genital, [em que] a luta pelo objeto aparece sob a forma de uma \u00e2nsia em dominar, para a qual o dano ou aniquilamento do objeto \u00e9 indiferente\u201d (<em>Ibid<\/em>.).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Freud n\u00e3o sup\u00f5e pura e simplesmente uma anterioridade do \u00f3dio em rela\u00e7\u00e3o ao amor. Ele parte do momento em que o eu s\u00f3 ama a si mesmo e permanece indiferente para com o mundo. O odiar atinge seu objetivo quando a fase puramente narcisista cede lugar \u00e0 fase objetal, assim, prazer e desprazer significam rela\u00e7\u00f5es entre o ego e o objeto, motivo de uma instabilidade essencial e sempre presente no eu, motor para uma rela\u00e7\u00e3o mais perme\u00e1vel entre dentro e fora, descrita por ele da seguinte maneira:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O mundo externo \u00e9 decomposto agora em uma parcela prazerosa, que [o sujeito] incorpora em si, e em um resto, que lhe parece estranho. Do seu pr\u00f3prio eu, ele extraiu uma parte que expeliu para o mundo externo e que passa a sentir como hostil (Ibid., p. 159).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00f3 depois de estabelecida a organiza\u00e7\u00e3o genital \u00e9 que o amor se torna o oposto do \u00f3dio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa passagem aponta para uma expuls\u00e3o fundadora, a\u00a0<em>Austossung<\/em>, primeiro interc\u00e2mbio do sujeito com o mundo, que se baseia na expuls\u00e3o de um excesso inomin\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como aproximar essa expuls\u00e3o m\u00edtica e estrutural dos fen\u00f4menos do \u00f3dio?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para melhor situar as rela\u00e7\u00f5es entre dentro e fora, Lacan insiste na import\u00e2ncia de discernir os registros imagin\u00e1rio e real. A opera\u00e7\u00e3o m\u00edtica de constitui\u00e7\u00e3o do sujeito se d\u00e1 sem a interfer\u00eancia do simb\u00f3lico. Imagin\u00e1rio e real participam da constitui\u00e7\u00e3o de um corpo que goza e, sem o alcance do simb\u00f3lico, se constitui como um gozo que n\u00e3o segue o modelo do Ideal do Eu (SILVA, 2019). Dessa forma, o imagin\u00e1rio n\u00e3o consegue estabiliz\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse corpo permanece no real, marcado por uma rela\u00e7\u00e3o entre o eu e o outro que se constitui como uma espiral em que a possibilidade de vacila\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 unidade encontra-se sempre presente. \u00c9 o que, no\u00a0<em>Semin\u00e1rio 2<\/em>, Lacan nomeia \u2018desarvoramento\u2019 (LACAN, 1954-1955). O recurso \u00e0 alteridade que o sujeito utiliza deixa como legado uma tend\u00eancia \u00e0 rivalidade e \u00e0 inveja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa tal rivalidade seria o fundamento do \u00f3dio? Lacan afirma que h\u00e1 uma dimens\u00e3o imagin\u00e1ria do \u00f3dio, uma vez que a destrui\u00e7\u00e3o do outro \u00e9 um polo da rela\u00e7\u00e3o intersubjetiva. Contudo, o \u00f3dio n\u00e3o se satisfaz com a destrui\u00e7\u00e3o do advers\u00e1rio, o que aponta para uma presen\u00e7a suplementar. Aqui, Lacan destaca uma diferen\u00e7a entre simplesmente vencer, destacar-se no eixo imagin\u00e1rio e frustrar o sujeito no seu ideal no sentido de uma forma\u00e7\u00e3o egoica, eu ideal (LACAN, 1953-1954, p. 316).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O desaparecimento do outro, objeto do \u00f3dio do sujeito, pode n\u00e3o representar uma solu\u00e7\u00e3o eficaz. Pelo contr\u00e1rio, a presen\u00e7a imaculada da sua aus\u00eancia pode eternizar o \u00f3dio. Humilhar e degradar publicamente o outro pode ser uma forma de destitui\u00e7\u00e3o mais eficaz para o sujeito do que derrotar esse outro: mais vale a sua abje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Lacan, no\u00a0<em>Semin\u00e1rio 1<\/em>, o \u00f3dio, assim como o amor, \u00e9 uma carreira sem limite (1953-1954, p. 316). H\u00e1 um ilimitado em quest\u00e3o, uma presen\u00e7a suplementar que se constitui como gozo, que estabelece uma rela\u00e7\u00e3o entre as figuras simb\u00f3licas abstratas e o campo concreto das rela\u00e7\u00f5es. O gozo tende a evocar esse ponto de alteridade interna, de presen\u00e7a \u00eaxtima, de erro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A distin\u00e7\u00e3o entre o \u00f3dio dito estrutural, constitutivo do sujeito, e o \u00f3dio manifesto no comportamento muito nos auxilia na nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Erro enquanto uma figura de linguagem<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lacan, no\u00a0<em>Semin\u00e1rio 1\u00a0<\/em>(1953-1954, p. 300-301), articula as tr\u00eas paix\u00f5es \u00e0s tr\u00eas figuras de linguagem: erro, ambiguidade e engano. Ele aproxima o \u00f3dio do erro vinculando-o \u00e0 denega\u00e7\u00e3o, a ambiguidade \u00e0 condensa\u00e7\u00e3o e o engano ao lapso. Para Lacan, \u00e9 no tecido simb\u00f3lico que a emerg\u00eancia da verdade pode ser verificada. A palavra se afirma verdadeira justamente por ser enganadora. Na emerg\u00eancia de certo tipo de contradi\u00e7\u00e3o, encontra-se uma passagem da err\u00e2ncia subjetiva habitual para a materializa\u00e7\u00e3o de um erro sem lugar e singular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A denega\u00e7\u00e3o freudiana nos ensina que, quando um significante veicula uma impropriedade, quando se apresenta como n\u00e3o podendo estar ali, algo do ser comparece nesse regime de n\u00e3o ser, de n\u00e3o poder ser.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A figura do erro constitui uma prerrogativa capaz de possibilitar uma passagem do \u00f3dio como rompante, como fen\u00f4meno, como excesso, para algo mais apreens\u00edvel na linguagem, para a ex-sist\u00eancia, que, como tal, \u00e9 sempre complicada. A ex-sist\u00eancia \u00e9 um nome para um excesso particular ou singular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marcus Andr\u00e9, em seu livro\u00a0<em>A \u00e9tica da paix\u00e3o<\/em>, trata o erro como apari\u00e7\u00e3o na fala de algo n\u00e3o planejado, de uma presen\u00e7a insensata que introduz a dimens\u00e3o da verdade. \u201cO erro diz respeito a um significante que \u00e9 o \u2018n\u00e3o pode ser\u201d (2001, p. 174). Pode provocar o desprezo, a deprecia\u00e7\u00e3o, a necessidade apaixonada de exclui-lo da s\u00e9rie, de elimin\u00e1-lo. Esse \u00e9 o fundamento do \u00f3dio. Um significante que, de alguma maneira, extrapolaria o pr\u00f3prio exerc\u00edcio corrente do simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lacan nos diz que o \u00f3dio \u00e9 um sentimento l\u00facido pressupondo, portanto, sua liga\u00e7\u00e3o com o saber, enquanto a dificuldade em reconhecer o \u00f3dio manifesto na rela\u00e7\u00e3o ao outro pode ser uma manifesta\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia, como uma das paix\u00f5es do ser. Dessa forma, o sonho do amor universal pode levar \u00e0 ignor\u00e2ncia quanto \u00e0 irredutibilidade do \u00f3dio, que nunca se reduz a zero. O trabalho de an\u00e1lise pode possibilitar ao sujeito encontrar alternativas e sa\u00eddas pr\u00f3prias.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<div class=\"post-text bigger\">\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1915)\u00a0<strong>As puls\u00f5es e seus destinos.\u00a0<\/strong>Obras completas de Sigmund Freud. v. XIV. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1976.<\/h6>\n<h6>FREUD, S.\u00a0<strong>A Negativa.\u00a0<\/strong>Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago Editora, v. XIX, 1976.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1954-1955)\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio, livro 2:<\/strong>\u00a0o eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: \u00a0Ed. Jorge Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1953-1954)\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio, livro 1<\/strong>: os escritos t\u00e9cnicos de Freud. Rio de Janeiro: \u00a0Ed. Jorge Zahar, 1986.<\/h6>\n<h6>SILVA, R. \u00a0\u201cO \u00f3dio estruturante\u201d.\u00a0<strong>Boletim Enapol:<\/strong>\u00a0OCI 1.<\/h6>\n<h6>https:\/\/IX.enapol.org\/boletim-oci-1\/<\/h6>\n<h6>VIEIRA, M. A.\u00a0<strong>A \u00e9tica da paix\u00e3o:\u00a0<\/strong>uma teoria psicanal\u00edtica do afeto. Rio de Janeiro: \u00a0Ed. Jorge Zahar, 2001.<\/h6>\n<h6>VIEIRA, M. A.; SILVA, R. (org.)<strong>\u00a0\u00d3dio, segrega\u00e7\u00e3o e gozo.<\/strong>\u00a0Subversos e ICP\/RJ. 2012.<\/h6>\n<\/div>\n<div class=\"post-text bio\">\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>TEREZA CRISTINA C\u00d4RTES FACURY<\/strong><\/h6>\n<h6>Psicanalista, mestre em Psicologia (UFMG) | Rua Teixeira de Freitas 478, sala 706 | (31) 3225-5322 | 9 9985-7888 |\u00a0<span id=\"cloakfc279d433c79af702db7729190b6a8c4\"><a href=\"mailto:terezafacury@gmail.com\">terezafacury@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEREZA CRISTINA C\u00d4RTES FACURY &nbsp; LAMA -RICHARDSON PONTONE &nbsp; Freud, em \u201cPuls\u00f5es e seus destinos\u201d (1915), fala sobre o amor e o \u00f3dio tendo como pontos de partida suas rela\u00e7\u00f5es com o tempo e com a origem. 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