{"id":1652,"date":"2020-03-19T06:39:44","date_gmt":"2020-03-19T09:39:44","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1652"},"modified":"2025-12-01T15:43:02","modified_gmt":"2025-12-01T18:43:02","slug":"entrevista-com-santuza-teixeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2020\/03\/19\/entrevista-com-santuza-teixeira\/","title":{"rendered":"Entrevista com Santuza Teixeira"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1653\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/31_-_Entrevista_-_A_cor_da_rom_I_-_Barbara_Schall-1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"800\" data-large_image_height=\"536\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1653\" class=\"wp-image-1653\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/31_-_Entrevista_-_A_cor_da_rom_I_-_Barbara_Schall-1.jpg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/31_-_Entrevista_-_A_cor_da_rom_I_-_Barbara_Schall-1.jpg 800w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/31_-_Entrevista_-_A_cor_da_rom_I_-_Barbara_Schall-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/31_-_Entrevista_-_A_cor_da_rom_I_-_Barbara_Schall-1-768x515.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1653\" class=\"wp-caption-text\">A cor da rom\u00e3 I. B\u00e1rbara Schall<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Almanaque entrevista<\/strong>\u00a0<strong>Santuza Teixeira, mineira de Belo Horizonte. Graduada e mestre em bioqu\u00edmica na Universidade de Bras\u00edlia, fez doutorado na Universidade de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a, e p\u00f3s-doutorado na Universidade de Iowa, nos EUA. Professora e pesquisadora do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFMG, atua no departamento de Bioqu\u00edmica e Imunologia coordenando pesquisas em gen\u00f4mica e parasitologia e no desenvolvimento de vacinas. Em dezembro de 2019, foi eleita membro titular da Academia Brasileira de Ci\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/santusafoto-1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"300\" data-large_image_height=\"450\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1654 alignleft\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/santusafoto-1.jpg\" alt=\"\" width=\"119\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/santusafoto-1.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/santusafoto-1-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 119px) 100vw, 119px\" \/><\/a>ALMANAQUE: Gostaria que voc\u00ea nos falasse um pouco sobre seu trabalho e de sua equipe no Centro Tecnol\u00f3gico de Vacinas da UFMG no que diz respeito \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus.<\/strong><\/p>\n<p>SANTUZA RIBEIRO TEIXEIRA: Somos uma equipe de aproximadamente 30 pessoas, entre professores, pesquisadores, t\u00e9cnicos, alunos de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, todos bolsistas com diferentes n\u00edveis de treinamento em v\u00e1rias \u00e1reas das Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas. Temos experi\u00eancia no desenvolvimento de testes de diagn\u00f3stico e vacinas, pois, ao longo de mais de 10 anos, v\u00ednhamos desenvolvendo projetos voltados para o controle de doen\u00e7as como leishmaniose, mal\u00e1ria e doen\u00e7a de Chagas e viroses como dengue e chikungunya. Com a chegada da Covid-19, todos os nossos esfor\u00e7os passaram a ser voltados para tr\u00eas frentes de trabalho que acreditamos poder contribuir para o controle desta pandemia: (i) a testagem por PCR a partir de amostras colhidas em hospitais de Belo Horizonte, para fins de diagn\u00f3stico e tamb\u00e9m para detectar pessoas assintom\u00e1ticas que t\u00eam a infec\u00e7\u00e3o ativa e que podem disseminar o v\u00edrus; (ii) o desenvolvimento e a aplica\u00e7\u00e3o de um teste de diagn\u00f3stico sorol\u00f3gico a partir de amostras de sangue de pessoas que tiveram contato com o v\u00edrus e que podem ter desenvolvido imunidade e, (iii) o desenvolvimento de uma vacina baseada na modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do v\u00edrus influenza atenuado, que seria capaz de proteger ao mesmo tempo contra a gripe comum e contra a Covid-19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A.: Esse v\u00edrus irrompeu inesperadamente e se imp\u00f4s em nossas vidas, surpreendendo e atemorizando a humanidade. Nesse contexto, a press\u00e3o por solu\u00e7\u00f5es urgentes para p\u00f4r fim \u00e0 pandemia, igualmente, se imp\u00f4s em todo o mundo, convocando, especialmente, os cientistas que trabalham no campo de pesquisas em biotecnologia. Vimos como o anseio por uma resposta r\u00e1pida levou a precipita\u00e7\u00f5es, como bem demonstrou a recente pol\u00eamica em torno do uso da cloroquina, ressaltando o impasse entre a urg\u00eancia e prud\u00eancia. Sabemos que a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico requer tempo \u2014 al\u00e9m do aporte cont\u00ednuo de recursos or\u00e7ament\u00e1rios \u2014, tornando invi\u00e1vel atender a essa expectativa de uma solu\u00e7\u00e3o a curto prazo, como a oferta de uma vacina. Como tem sido para voc\u00ea trabalhar sob essa press\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>S.R.T.: Na nossa carreira, estamos acostumados a trabalhar sob\u00a0press\u00e3o, mas, obviamente, essa press\u00e3o est\u00e1 mais evidente agora. Entretanto, essa sensa\u00e7\u00e3o de trabalhar sob\u00a0press\u00e3o \u00e9 aliviada por outros sentimentos que surgiram em fun\u00e7\u00e3o da urg\u00eancia e da relev\u00e2ncia do desafio que se imp\u00f5e. Parece que o sentimento preponderante \u2014 e penso que posso falar n\u00e3o somente por mim, mas pela equipe toda \u2014 est\u00e1 mais associado ao fato de termos pela frente uma tarefa importante, para a qual n\u00f3s fomos preparados ao longo de muitos anos de estudo e trabalho. Esse sentimento \u00e9 muito positivo e estimulante. Desde que comecei a estudar biologia na Universidade de Bras\u00edlia, minhas pesquisas sempre foram voltadas para estudos sobre pat\u00f3genos humanos. No entanto, o foco foi sempre no conhecimento b\u00e1sico, ou seja, buscando entender a biologia desses pat\u00f3genos. Esse tipo de estudo \u00e9 extremamente importante, mas \u00e9 pouco reconhecido pela sociedade, que muitas vezes tem a impress\u00e3o de que se trata de dinheiro e esfor\u00e7os jogados fora. Na realidade, esse tipo de pesquisa b\u00e1sica \u00e9 a for\u00e7a motriz da Ci\u00eancia e sabemos que os pa\u00edses que t\u00eam uma \u201cci\u00eancia avan\u00e7ada\u201d s\u00e3o aqueles que investiram em pesquisa b\u00e1sica, obviamente preocupando-se com a qualidade dos projetos que s\u00e3o financiados. Somente ap\u00f3s ter sido formada uma base cient\u00edfica s\u00f3lida, que inclui n\u00e3o somente o conhecimento, mas a exist\u00eancia de uma rede de pesquisadores muito bem treinados, \u00e9 que se pode pensar em propor um projeto de uma nova vacina, como a de Covid-19, por exemplo. Temos, portanto, hoje, na UFMG, uma equipe capaz de propor um projeto como esse acreditando que temos chances de alcan\u00e7ar bons resultados em um tempo relativamente curto, como o que se imp\u00f5e agora, tanto quanto os grupos que trabalham nos Estados Unidos ou na Inglaterra. Ou seja, gra\u00e7as aos investimentos em pesquisa que foram feitos ao longo dos \u00faltimos 30 anos no Brasil (eu mesma recebi, em 1986, uma bolsa do governo brasileiro para fazer meu doutorado no exterior), n\u00f3s somos capazes de desenvolver nossos pr\u00f3prios kits de diagn\u00f3stico e \u2014 tomara! \u2014, capazes de produzir a nossa pr\u00f3pria vacina anti-Covid19. Voltando \u00e0 pergunta, portanto, a sensa\u00e7\u00e3o de trabalhar sem ter o reconhecimento da import\u00e2ncia do seu trabalho \u00e9 muito mais dolorosa. Isso estava acontecendo at\u00e9 tr\u00eas meses atr\u00e1s, quando os cientistas brasileiros pareciam ter que implorar para continuar desenvolvendo suas pesquisas. Esse sentimento de descaso trouxe graves consequ\u00eancias, especialmente para pesquisadores jovens, alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e bolsistas em in\u00edcio de carreira, que se viram totalmente desestimulados. \u00c9 muito gratificante ver essas mesmas pessoas chegando ao laborat\u00f3rio todas as manh\u00e3s, vestindo seus jalecos e indo trabalhar com uma dedica\u00e7\u00e3o, entusiasmo e compromisso admir\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A.: N\u00f3s, psicanalistas, temos lidado, em nossa cl\u00ednica, com os desdobramentos subjetivos da pandemia, tais como aqueles provocados pelo confinamento e os modos singulares como as pessoas a ele reagem, sejam elas adultas, sejam crian\u00e7as, sejam adolescentes. Nesse sentido, voc\u00ea poderia nos dizer como tem percebido esses efeitos no seu trabalho junto \u00e0 sua equipe?<\/strong><\/p>\n<p>S.R.T.: Como disse antes, fiquei bastante surpreendida com a atitude dos alunos e jovens pesquisadores que se ofereceram para trabalhar nesses tr\u00eas projetos do laborat\u00f3rio, mesmo sabendo n\u00e3o somente do enorme desafio e do volume de trabalho, mas tamb\u00e9m dos riscos que qualquer um est\u00e1 correndo por n\u00e3o estar em isolamento nas suas casas. Lembrando que o laborat\u00f3rio recebe uma grande quantidade de amostras de pacientes, o que requer um cuidado e uma concentra\u00e7\u00e3o muito grande durante todas as etapas de manipula\u00e7\u00e3o, para se eliminar o risco de contamina\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, eles est\u00e3o l\u00e1 todos os dias e, quando nos demandam os resultados de testes no final de semana \u2014 pois os hospitais n\u00e3o podem esperar chegar segunda-feira \u2014, nunca tenho qualquer dificuldade em encontrar pessoas para irem comigo fazer os testes no s\u00e1bado ou no domingo. S\u00e3o essas as mesmas pessoas que estavam pensando em deixar a carreira cient\u00edfica porque viviam sob uma enorme sombra de d\u00favida com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas perspectivas de trabalho no Brasil. De fato, nunca tivemos uma discuss\u00e3o envolvendo essas quest\u00f5es subjetivas relacionadas ao momento que cada um est\u00e1 vivendo, mas creio que a ideia de um desafio comum, aliada \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de participar de um esfor\u00e7o t\u00e3o urgente, pode estar tendo um efeito muito positivo sobre essas pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A.: A pandemia do coronav\u00edrus est\u00e1 produzindo uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias que extrapolam o campo da ci\u00eancia e da sa\u00fade, tocando em quest\u00f5es ps\u00edquicas, pol\u00edticas e \u00e9ticas! Em algum momento voc\u00ea pensou que um v\u00edrus nos convocaria para um debate t\u00e3o extenso? Caso afirmativo, que novos contornos esse acontecimento tem apontado no seu campo de atua\u00e7\u00e3o? E que mundo voc\u00ea imagina p\u00f3s-pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>S.R.T.: N\u00f3s todos pensamos sobre isso todos os dias, cada vez que sa\u00edmos e vemos as ruas vazias em plena quarta-feira ou ficamos trancados em casa sem poder ir ao cinema na sexta. De fato, pensar que um v\u00edrus \u00e9 capaz de transformar a vida no planeta e nos convocar para um debate t\u00e3o intenso, t\u00e3o inesperado e t\u00e3o sui generis confere ainda mais poder a essa part\u00edcula impressionantemente simples, formada por uma \u00fanica mol\u00e9cula de RNA, 29 prote\u00ednas e uma fina camada de gordura! Ou, se olharmos para o outro lado, pensar como que o\u00a0<i>Homo sapiens<\/i>\u00a0vai \u00e0 Lua, descobre \u00e1gua em Marte, investiga, um a um, todos os seus 20 mil genes e cura in\u00fameros tipos de c\u00e2ncer, mas n\u00e3o consegue evitar as mortes de 400 mil indiv\u00edduos em pouco mais de 4 meses por causa de um v\u00edrus! Novamente, o principal elemento que essa part\u00edcula tem nos apontado \u00e9 a ideia de que a Ci\u00eancia n\u00e3o pode ser vista como um passatempo divertido a que algumas pessoas se dedicam, muitas delas com uma tenacidade e comprometimento impressionantes. Todos, independentemente das tend\u00eancias pol\u00edticas, religiosas ou time de futebol do cora\u00e7\u00e3o, est\u00e3o voltados para as p\u00e1ginas dos jornais, TV e outras m\u00eddias que falam de novos tratamentos e vacinas para a Covid-19. Ao mesmo tempo em que exp\u00f5e nossa fragilidade, a pandemia revela a confian\u00e7a no conhecimento cient\u00edfico como nossa \u00fanica arma. Que mundo eu imagino p\u00f3s-pandemia? Um mundo certamente melhor, que dever\u00e1 surgir como consequ\u00eancia de um esfor\u00e7o obrigatoriamente capaz de superar diverg\u00eancias para que possamos concentrar nas solu\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para viabilizar nossa sobreviv\u00eancia no planeta.<\/p>\n<p>Entrevista feita por: Giselle Moreira, Let\u00edcia Mello, Renata Mendon\u00e7a e Thiago Bellato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Almanaque entrevista\u00a0Santuza Teixeira, mineira de Belo Horizonte. Graduada e mestre em bioqu\u00edmica na Universidade de Bras\u00edlia, fez doutorado na Universidade de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a, e p\u00f3s-doutorado na Universidade de Iowa, nos EUA. 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