{"id":1665,"date":"2020-03-19T06:39:44","date_gmt":"2020-03-19T09:39:44","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1665"},"modified":"2025-12-01T15:45:14","modified_gmt":"2025-12-01T18:45:14","slug":"editorial-almanaque-no25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2020\/03\/19\/editorial-almanaque-no25\/","title":{"rendered":"EDITORIAL &#8211; ALMANAQUE N\u00ba25"},"content":{"rendered":"<h6><i>PATR\u00cdCIA RIBEIRO<\/i><\/h6>\n<div id=\"attachment_1666\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/01_-_Editorial_-_trajeto_II_-_dirio_-_Barbara_Schall-3.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1000\" data-large_image_height=\"664\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1666\" class=\"wp-image-1666\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/01_-_Editorial_-_trajeto_II_-_dirio_-_Barbara_Schall-3.jpg\" alt=\"\" width=\"547\" height=\"363\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/01_-_Editorial_-_trajeto_II_-_dirio_-_Barbara_Schall-3.jpg 1000w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/01_-_Editorial_-_trajeto_II_-_dirio_-_Barbara_Schall-3-300x199.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/01_-_Editorial_-_trajeto_II_-_dirio_-_Barbara_Schall-3-768x510.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1666\" class=\"wp-caption-text\">Trajeto II &#8211; di\u00e1rio. B\u00e1rbara Schall<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 com enorme satisfa\u00e7\u00e3o que lhes apresentamos a 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Almanaque Online, cujos trabalhos abordam um tema que nos foi inspirado pelo XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, O feminino infamiliar, dizer o indiz\u00edvel. Neste n\u00famero, trataremos do infamiliar nos la\u00e7os sociais indagando como ele se insere nessa dimens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es dos sujeitos com o Outro. Por essa raz\u00e3o, e como n\u00e3o poderia deixar de ser, esta edi\u00e7\u00e3o contempla tamb\u00e9m o momento atual, marcado por essa absoluta infamiliaridade na qual vivemos em decorr\u00eancia da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Abrimos, com a rubrica Trilhamentos, trazendo a contribui\u00e7\u00e3o de Gustavo Dessal em um texto contundente sobre o c\u00e9lebre personagem de Herman Melville, Bartleby, mostrando, com extrema fineza, o que o autor americano pode nos transmitir ao criar esse \u201cnosso inquietante irm\u00e3o de melancolia\u201d. Dessal nos desvela que o verdadeiro protagonista desta hist\u00f3ria \u00e9 a pr\u00f3pria humanidade, isto \u00e9, que o nosso pr\u00f3ximo, esse estranho, estrangeiro, nada mais \u00e9 \u201cque o n\u00facleo de n\u00f3s mesmos\u201d, do qual \u201cn\u00e3o ousamos aproximar\u201d. Ainda nessa se\u00e7\u00e3o, Marina Lusa tra\u00e7a os caminhos percorridos por Freud para apreender isso que nos surge como inapreens\u00edvel, como infamiliar e que, no entanto, tem \u201co familiar como tela de fundo (&#8230;), no qual ele faz furo\u201d, o avesso e o direito de uma mesma coisa.<\/p>\n<p>Nossa convidada da rubrica Entrevista \u00e9 a professora e pesquisadora do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFMG Santuza Teixeira, que conosco conversa sobre o trabalho que ela e sua equipe do Centro Tecnol\u00f3gico de Vacinas est\u00e3o desenvolvendo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 epidemia da Covid-19. Paralelamente, Santuza nos traz suas impress\u00f5es sobre os desdobramentos das decis\u00f5es pol\u00edticas ligadas \u00e0s pesquisas no Brasil e como, a seu ver, isso tem provocado uma fragiliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, especialmente em sua \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em Encontros, privilegiamos tratar dos efeitos da pandemia, articulando-a \u00e0 no\u00e7\u00e3o freudiana do infamiliar, trazendo a leitura que fazem as psicanalistas Mariana Schwartzman e H\u00e9l\u00e8ne Bonnaud. Mariana associa o infamiliar ao conceito lacaniano de extimidade e percebe que, no atual cen\u00e1rio, o estranho penetra a intimidade de nossas casas. H\u00e9l\u00e8ne, por sua vez, parte da investiga\u00e7\u00e3o dos efeitos desse real, \u201ccuja natureza inesperada e invasiva muda a rotina de nossas vidas\u201d. Em seu texto, ela analisa algumas consequ\u00eancias do isolamento social colocando em primeiro plano o sentimento de solid\u00e3o, que, conforme esclarece, \u00e9 diferente da sensa\u00e7\u00e3o de isolamento, tomado este \u00faltimo como um registro distinto de rela\u00e7\u00e3o ao Outro.<\/p>\n<p>Em Incurs\u00f5es, apresentamos textos dos colegas dos espa\u00e7os de investiga\u00e7\u00e3o do IPSM-MG cujo enfoque, neste semestre, foi O infamiliar e suas incid\u00eancias na pr\u00e1tica psicanal\u00edtica. Nessa perspectiva, Frederico Feu examina a rela\u00e7\u00e3o do infamiliar no \u00e2mbito das psicoses para esclarecer \u201ccomo a emerg\u00eancia do infamiliar afeta a nossa apreens\u00e3o da realidade e os la\u00e7os sociais por ela circunscritos\u201d e quais as conex\u00f5es poss\u00edveis \u201centre o infamiliar e o sentimento de estranheza que assinala a perda da realidade em algumas formas da psicose\u201d. Andrea Eul\u00e1lio localiza em seu texto como as transforma\u00e7\u00f5es ocorridas nos novos modos de organiza\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias t\u00eam deixado as crian\u00e7as mais expostas ao Um sozinho, a esse gozo desenla\u00e7ado do Outro, gozo\u00a0<em>Unheimlich<\/em>, cujas consequ\u00eancias na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia s\u00e3o retratadas em sua vinheta cl\u00ednica. O texto de Jeaninne Narciso, tamb\u00e9m fundamentado em sua leitura do texto freudiano sobre o infamiliar, indaga, a partir de sua experi\u00eancia cl\u00ednica, quais podem ser os efeitos do encontro de crian\u00e7as que se tornam imigrantes com o infamiliar da linguagem. Ivan Vitova Junqueira, em trabalho decorrente de um projeto de pesquisa com uma popula\u00e7\u00e3o encarcerada que recebe atendimento psicol\u00f3gico e psiqui\u00e1trico, coloca em discuss\u00e3o e indaga se os sentimentos de ang\u00fastia e terror que localiza nesses atendimentos, n\u00e3o estariam articulados ao infamiliar assim como ao conceito de dejeto, tal como foi proposto por Miller em seu texto \u201cA salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, temos, em nossa rubrica De uma nova gera\u00e7\u00e3o, dois interessantes textos de alunos do IPSM-MG em torno do tema do gozo feminino. Aspectos da biografia de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz s\u00e3o levantados por Rodrigo da Matta Machado para elucidar o motivo pelo qual Lacan tomou-o como \u201cum exemplo precioso na explora\u00e7\u00e3o da no\u00e7\u00e3o de gozo n\u00e3o-todo\u201d. L\u00edvia Azzi busca localizar em seu texto a disjun\u00e7\u00e3o entre histeria e feminilidade a partir das descri\u00e7\u00f5es dos personagens Henry e June no di\u00e1rio de Ana\u00efs Nin.<\/p>\n<p>Antes de convid\u00e1-los \u00e0 leitura, gostaria de agradecer a valiosa contribui\u00e7\u00e3o da artista pl\u00e1stica mineira B\u00e1rbara Schall, que nos cedeu belas imagens para ilustrar esta edi\u00e7\u00e3o. Agrade\u00e7o tamb\u00e9m aos autores e a toda a equipe de publica\u00e7\u00e3o da revista Almanaque, cuja parceria foi essencial para a sua concretiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>B\u00e1rbara Schall<\/strong>\u00a0(1984) \u00e9 bacharel em Artes Pl\u00e1sticas pela Escola Guignard, da Universidade Estadual de Minas Gerais, e possui especializa\u00e7\u00e3o em fotografia pela Akademie der Bildenden K\u00fcnste M\u00fcnchen (DAAD). Come\u00e7ou a desenvolver seu trabalho em 2010, quando passou a participar regularmente de sal\u00f5es, exposi\u00e7\u00f5es coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Seu trabalho integra cole\u00e7\u00f5es do Mac Niter\u00f3i, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Centro Cultural Dannemann e do Museu de Arte de Ribeir\u00e3o Preto. Para conhecer melhor seu trabalho de fotografias, v\u00eddeos, bordados e instala\u00e7\u00f5es, acesse https:\/\/barbaraschall.cargo.site.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PATR\u00cdCIA RIBEIRO \u00c9 com enorme satisfa\u00e7\u00e3o que lhes apresentamos a 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Almanaque Online, cujos trabalhos abordam um tema que nos foi inspirado pelo XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, O feminino infamiliar, dizer o indiz\u00edvel. 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