{"id":1763,"date":"2021-07-19T06:40:41","date_gmt":"2021-07-19T09:40:41","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1763"},"modified":"2025-12-01T13:27:12","modified_gmt":"2025-12-01T16:27:12","slug":"uma-intervencao-pouco-ortodoxa1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/19\/uma-intervencao-pouco-ortodoxa1\/","title":{"rendered":"UMA INTERVEN\u00c7\u00c3O POUCO ORTODOXA[1]\u00a0"},"content":{"rendered":"<h6>MAR\u00cdA DE LOS \u00c1NGELES C\u00d3RDOBA<br \/>\nPsicanalista membro da EOL\/AMP |<br \/>\n<span id=\"cloakac777c9fc1d315e2c06f396e48b9f1a9\"><a href=\"mailto:angelescordoba2@gmail.com\">angelescordoba2@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<blockquote><p><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>A autora faz uma leitura apurada do testemunho de Hilda Doolittle sobre a sua an\u00e1lise com Freud, presente no livro\u00a0<em>Por amor a Freud<\/em>, no qual Doolittle se esfor\u00e7a para transmitir algo da experi\u00eancia desse encontro de maneira v\u00edvida. A autora destaca a \u201catmosfera interpretativa\u201d e o efeito do impacto do gesto e das palavras do analista sobre o corpo da analisante a partir de umas das interven\u00e7\u00f5es freudianas relatadas por Doolittle \u2014 uma interven\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o, pouco ortodoxa, que seguiu ressoando por muito tempo ap\u00f3s o fim dessa an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong>\u00a0Interpreta\u00e7\u00e3o, corpo, corpo do analista, gozo.<\/p>\n<p><strong>AN UNORTHODOX INTERVENTION<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract:\u00a0<\/strong>The author makes an accurate reading of Hilda Doolittle&#8217;s testimony about her analysis with Freud present in the book\u00a0<em>For love of Freud<\/em>, in which Doolittle strives to convey something of the experience of this encounter in a vivid way. The author highlights the &#8220;interpretive atmosphere&#8221; and the effect of the impact of the analyst&#8217;s gesture and words on the analysand&#8217;s body, based on one of the Freudian interventions reported by Doolittle \u2014 an exceptional intervention, unorthodox, which continued to resonate for a long time, time after the end of this analysis.<\/p>\n<p><strong>Keywords:<\/strong>\u00a0Interpretation, body, analyst&#8217;s body, jouissance.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1764\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_6-1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"600\" data-large_image_height=\"450\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1764\" class=\"wp-image-1764 size-full\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_6-1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_6-1.jpg 600w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_6-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1764\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rio Azevedo, S\/T, 2020\/2021.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>Se n\u00e3o existisse a subst\u00e2ncia gozo, ser\u00edamos todos l\u00f3gicos, uma palavra valeria como outra, n\u00e3o haveria nada parecido com palavra justa, a palavra que ilumina, a palavra que<\/em><em>\u00a0fere, somente haveria palavras que demonstram.<br \/>\n<\/em><em>Entretanto, as palavras fazem algo muito d<\/em><em>iferente do que demonstrar, as palavras furam, emocionam, comovem, se inscrevem e s\u00e3o inesquec\u00edveis.\u00a0<\/em>(MILLER, 2009, p. 249, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hilda Doolittle, em seu livro\u00a0<em>Por amor a Freud<\/em>, quer transmitir algo da sua an\u00e1lise com ele. Podemos deduzir, da leitura de seu texto, o esfor\u00e7o para fazer passar algo da experi\u00eancia desse encontro: \u201co impacto de uma l\u00edngua, bem como o impacto de uma impress\u00e3o, pode se tornar \u2018correto\u2019, se tornar \u2018estilizado\u2019, perder sua qualidade viva\u201c (DOOLITTLE, 1956\/2012, p. 33). \u201cN\u00e3o quero me envolver na sequ\u00eancia hist\u00f3rica rigorosa. Desejo lembrar as impress\u00f5es, ou antes, desejo que as impress\u00f5es me lembrem\u201d (<em>Ibid.<\/em>).<\/p>\n<p>Escolhe come\u00e7ar por uma interven\u00e7\u00e3o cujo eco, cujo impacto sustenta sua vig\u00eancia intacta por muito tempo ap\u00f3s o fim da an\u00e1lise:\u00a0\u201cO pr\u00f3prio Professor \u00e9 pouco can\u00f4nico; ele bate com a m\u00e3o, com o punho, no alto do encosto do antiquado sof\u00e1 de crina&#8230; (&#8230;). O Professor disse: \u2018O problema \u00e9 \u2014 sou um homem velho \u2014 voc\u00ea n\u00e3o acha que valha a pena me amar\u2019\u201d (<em>Ibid<\/em>., p. 34).<\/p>\n<p>Pergunto-me de que se trata essa interven\u00e7\u00e3o. Para onde aponta?<\/p>\n<p>Trata-se da tradu\u00e7\u00e3o de uma verdade inconsciente? \u00c9 uma via pela qual a pr\u00f3pria mensagem retorna ao sujeito de forma invertida? Revela algo do imposs\u00edvel de dizer? Assinala algo do gozo que est\u00e1 ali em jogo na sess\u00e3o anal\u00edtica? A que ponto da estrutura se dirige, ao ponto de repeti\u00e7\u00e3o ou ao de evita\u00e7\u00e3o? E a batida (da m\u00e3o no encosto do sof\u00e1)? O que a batida toca? De que\u00a0batida se trata? E essas palavras, de onde brotam? Por que s\u00e3o inesquec\u00edveis para Hilda Doolittle?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O contexto da interven\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Interessa-me situar, em rela\u00e7\u00e3o ao caso e a essa interpreta\u00e7\u00e3o, o que Miller chama de \u201catmosfera interpretativa\u201d, ou seja, o meio no qual a interpreta\u00e7\u00e3o se produz e tem efeitos.<\/p>\n<p>Hilda Doolittle foi analisante de Freud nos anos de 1933 e 1934. Ela introduz a interven\u00e7\u00e3o que nos convoca relatando o que a levou, pela segunda vez, a retornar ao div\u00e3 do \u201cProfessor\u201d: soube do falecimento do analisante com quem cruzava nas escadas do consult\u00f3rio na entrada da sua sess\u00e3o. \u201cVoltei a Viena para lhe dizer que sinto muito\u201d (<em>Ibid<\/em>. p. 28). Freud lhe responde: \u201cVoc\u00ea voltou para tomar o lugar dele\u201d (<em>Ibid<\/em>.), uma interpreta\u00e7\u00e3o que parece apontar para localizar a posi\u00e7\u00e3o do sujeito, pois Hilda Doolittle nos diz que ela andava sem rumo naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 algo que antecede as palavras ditas: Hilda Doolittle relata esse dizer de Freud: \u201cEstive pensando sobre o que voc\u00ea disse, sobre n\u00e3o valer a pena amar um homem velho de 77 anos\u201d (<em>Ibid<\/em>., p. 115). Ela deixou claro que tinha dito que temia que n\u00e3o valesse a pena, ao que ele respondeu com sil\u00eancio e um sorriso ir\u00f4nico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Do efeito da interpreta\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201cConscientemente, eu n\u00e3o percebia ter dito alguma coisa que pudesse explicar a explos\u00e3o do Professor. E enquanto eu girava, encarando-o, minha mente estava distanciada o suficiente para me perguntar se aquilo era alguma ideia dele para acelerar o conte\u00fado anal\u00edtico ou redirecionar o fluxo de imagens associadas. (&#8230;).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">O impacto de suas palavras foi terr\u00edvel demais \u2014 eu simplesmente n\u00e3o senti nada. N\u00e3o disse nada. O que ele esperava que eu dissesse? Foi exatamente como se o Ser Supremo tivesse martelado com o punho no encosto do div\u00e3 onde eu estava deitada. Por que, afinal de contas, ele fez aquilo? Ele devia saber tudo, ou n\u00e3o sabia nada. Ele devia saber o que eu sentia. Talvez soubesse, talvez fosse daquilo que se tratasse. Talvez, no fim das contas, fosse apenas um ardil, algo para me chocar, para quebrar alguma coisa em mim de que eu estava parcialmente consciente \u2014 algo que n\u00e3o iria, que n\u00e3o deveria ser quebrado. Eu estava ali porque n\u00e3o deveria ser quebrada\u201d (DOOLITTLE, 1956\/2012, p. 34).<\/p>\n<p>Recorto: primeiro, um efeito de perplexidade \u201csimplesmente n\u00e3o senti nada\u201d, um vazio, o encontro com algo inesperado.<\/p>\n<p>\u00c9 em um segundo momento que aparecem as primeiras interpreta\u00e7\u00f5es da analisante, algo o chateou, era para acelerar a an\u00e1lise, um recurso para impression\u00e1-la. Tal como Freud aponta em \u201cAn\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel\u201d (1937\/1980), o analista torna-se um homem estranho que dirige propostas desagrad\u00e1veis e isso est\u00e1 em conex\u00e3o com o choque dos mecanismos de defesa.<\/p>\n<p>Algo que perturba: \u201cO impacto de suas palavras foi terr\u00edvel demais\u201d (DOOLITTLE, 1956\/2012, p. 34). Algo que impacta o corpo e, portanto, tem valor traum\u00e1tico. Por que essas palavras impactaram desse modo? Nessas palavras se fez presente, de modo contundente, o corpo do analista, \u201cele bateu no meu travesseiro, ou no suporte para cabe\u00e7a do velho div\u00e3 (&#8230;)&#8221; (<em>Ibid<\/em>., p. 99).<\/p>\n<p>Trata-se do analista-corpo que encarna algo do n\u00e3o simboliz\u00e1vel do gozo? Um impacto que a for\u00e7a a ocupar seu lugar? Ela nos diz que estava bastante afastada, que se recusava a entregar algo, e o efeito quase imediato foi deslizar-se novamente sobre o div\u00e3, \u201csorrateiramente\u201d. A for\u00e7a a ocupar o seu lugar no pr\u00f3prio tempo da sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma interpreta\u00e7\u00e3o que ressoa no corpo, que faz com que essa seja uma interven\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o. \u00c9 surpreendente o estilo dessa interven\u00e7\u00e3o, Freud acompanha com o corpo, com o golpe no div\u00e3, com um tom in\u00e9dito, o seu dizer.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o, a atitude de Freud como int\u00e9rprete, tal como Miller assinala em seu texto \u201cLa palabra que hiere\u201d (2009\/2018). \u00c9 a maneira que Freud se prop\u00f5e como\u00a0<em>parceiro\u00a0<\/em>(<em>partenaire<\/em>) na experi\u00eancia anal\u00edtica. L\u00e1 onde Hilda Doolittle se evade, se esquiva, n\u00e3o ocupa seu lugar, Freud a faz presente presentificando-se.<\/p>\n<p>E isso tem resson\u00e2ncias indel\u00e9veis. No come\u00e7o de seu texto &#8220;Escrito na parede\u201d (DOOLITTLE, 1956\/2012, p. 26), nos conta o \u00faltimo contato que teve com Freud. Umas pequenas linhas que ele lhe escreveu em agradecimento por umas flores que ela lhe mandou, mas o detalhe \u00e9 que ela n\u00e3o assinou o cart\u00e3o. Freud responde: \u201cSem assinatura. Desconfio que voc\u00ea seja a respons\u00e1vel pelo presente. (&#8230;) Em todo caso, afetuosamente\u201d (<em>Ibid<\/em>., p. 31). Essa correspond\u00eancia a remete a essa interven\u00e7\u00e3o pouco ortodoxa e aos seus efeitos; Hilda Doolittle continua a ler um aborrecimento (<em>el enojo<\/em>) na despedida, o eco do impacto daquelas palavras ressoa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Julia Bu\u00e9re<\/h6>\n<h6><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: Giselle Moreira<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1937\/1980). \u201cAn\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel\u201d.\u00a0<strong>Edi\u00e7\u0103o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/strong>. Rio de Janeiro: Imago, v. 23, p. 239-287.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. (2009) \u201cLa palabra que hiere\u201d. In:\u00a0<strong>Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis<\/strong>, n. 25, a\u00f1o XIII, Buenos Aires: Escuela de la Orientaci\u00f3n Lacaniana, 2018. p. 23-26.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A.\u00a0<strong>Sutilezas analiticas<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2009.<\/h6>\n<h6>DOOLITTLE, H. (1956)\u00a0<strong>Por amor a Freud<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2012.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/maria-cordoba#_ednref1\" name=\"_edn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>\u00a0Texto originalmente publicado na\u00a0<strong>Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis<\/strong>, n. 25, ano XIII, nov. 2018.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MAR\u00cdA DE LOS \u00c1NGELES C\u00d3RDOBA Psicanalista membro da EOL\/AMP | angelescordoba2@gmail.com Resumo:\u00a0A autora faz uma leitura apurada do testemunho de Hilda Doolittle sobre a sua an\u00e1lise com Freud, presente no livro\u00a0Por amor a Freud, no qual Doolittle se esfor\u00e7a para transmitir algo da experi\u00eancia desse encontro de maneira v\u00edvida. 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