{"id":1767,"date":"2021-07-19T06:40:41","date_gmt":"2021-07-19T09:40:41","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1767"},"modified":"2025-12-01T13:27:36","modified_gmt":"2025-12-01T16:27:36","slug":"a-interpretacao-jaculatoria1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/19\/a-interpretacao-jaculatoria1\/","title":{"rendered":"\u00a0A INTERPRETA\u00c7\u00c3O JACULAT\u00d3RIA[1]\u00a0"},"content":{"rendered":"<h6>MARISA MORETTO<br \/>\nPsicanalista, membro da EOL\/AMP<br \/>\n<span id=\"cloak5581803e6b4fd83e631098c2d35e2e63\"><a href=\"mailto:marisamoretto@fibertel.com.ar\">marisamoretto@fibertel.com.ar<\/a><\/span><\/h6>\n<blockquote><p><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>A autora traz nuances da discuss\u00e3o te\u00f3rica sobre a interpreta\u00e7\u00e3o jaculat\u00f3ria situando-a no limite da palavra quando j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel o desdobramento da cadeia significante e pergunta se tratar-se-ia de um efeito de sentido que, por sua resson\u00e2ncia, toca o corpo e incide no campo do gozo. Ali, onde a palavra se apaga, estaria o impacto, o que faz ressoar outra coisa que n\u00e3o a significa\u00e7\u00e3o. Para Miller, trata-se de uma interpreta\u00e7\u00e3o que precipita um \u201c\u00e9 assim\u201d cessando o af\u00e3 de continuar buscando a decifra\u00e7\u00e3o eterna.<\/p>\n<p><strong>Palavras chave<\/strong>: Interpreta\u00e7\u00e3o jaculat\u00f3ria, jacula\u00e7\u00e3o, resson\u00e2ncia, gozo.<\/p>\n<p><strong>JACULATORY INTERPRETATION<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract<\/strong>: The author brings nuances in the theoretical discussion about the jaculatory interpretation, placing it at the limit of the word, when the unfolding of the signifying chain is no longer possible, and asks if it would be an effect of meaning that, by its resonance, touches the body and it focuses on the field of enjoyment. There where the word is erased is the impact, which makes something other than the meaning resonate. For Miller, it is an interpretation that precipitates an \u201cit is like this\u201d ending the urge to continue seeking the eternal decipherment.<\/p>\n<p><strong>Keywords<\/strong>: Jaculatory interpretation, jaculate, resonance, enjoyment.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_1768\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_4.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"600\" data-large_image_height=\"450\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1768\" class=\"wp-image-1768\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_4.jpg\" alt=\"\" width=\"468\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_4.jpg 600w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1768\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rio Azevedo, S\/T, 2020\/2021.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O termo jaculat\u00f3rio, segundo o dicion\u00e1rio da RAE<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, designa uma ora\u00e7\u00e3o breve e fervorosa. Seus sin\u00f4nimos s\u00e3o: ora\u00e7\u00e3o, prece, reza e invoca\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 os crist\u00e3os a usam em suas preces. O Alcor\u00e3o come\u00e7a todas as suratas<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>\u00a0com uma jaculat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por que Lacan emprega esse termo, usado na cultura religiosa, para se referir \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 porque a interpreta\u00e7\u00e3o opera de maneira religiosa, ou \u00e9 uma quest\u00e3o de f\u00e9, ou, talvez, de sugest\u00e3o? \u00c9 certo que tamb\u00e9m tem usos liter\u00e1rios, aplica-se em sentido figurado a uma frase ou estribilho curto, repetitivo e sentencioso.<\/p>\n<p>Entretanto, a express\u00e3o jaculat\u00f3ria \u00e9 utilizada por Lacan n\u00e3o s\u00f3 em refer\u00eancia \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o, mas ao limite da significa\u00e7\u00e3o, quer dizer, como cadeia rompida. Assim o li pela primeira vez em \u201cDe uma quest\u00e3o Preliminar a todo tratamento poss\u00edvel das psicoses\u201d (LACAN, 1955-56\/1998). Ali Lacan situa a opacidade nas jaculat\u00f3rias do amor quando, diante da escassez do significante para chamar o objeto de seu epital\u00e2mio<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>, usa, para isso, o expediente do imagin\u00e1rio mais cru: \u201cEu te como&#8230; \u2014 chuchuzinho\u201d. \u201cEst\u00e1s todo derretido&#8230; \u2014 gato!\u201d (<em>Ibidem<\/em>, p. 541). Um significante que n\u00e3o faz cadeia expressando-se com crueza. Assim se expressam, a palavra de amor ou o insulto, diante da impossibilidade de significar de forma acabada.<\/p>\n<p>Como adjetivo ele deriva do latim\u00a0<em>jaculari<\/em>, que \u00e9: lan\u00e7ar. A jaculat\u00f3ria \u00e9 lan\u00e7ada com fervor e tem entona\u00e7\u00e3o. Recordo, em analogia, o Homem dos Ratos quando, para insultar, expressava qualquer palavra despojada do enunciado. Desde muito pequeno, nos conta Freud, ao ser castigado por seu pai, uma ira se apodera dele e, como ainda n\u00e3o conhecia as m\u00e1s palavras, recorre ent\u00e3o a nomes de objetos que iam lhe ocorrendo: \u201cEh, tu, l\u00e2mpada, len\u00e7o, prato! (FREUD, 1977, p. 208). O significante chega a um limite em que s\u00f3 \u00e9 compreens\u00edvel por sua dimens\u00e3o de ato. Ent\u00e3o, n\u00e3o se trata das palavras, mas do lan\u00e7ado. Modo que indica aquilo que n\u00e3o pode ser capturado pelo conceito, que n\u00e3o pode ser traduzido. Tamb\u00e9m em analogia em seu livro sobre o chiste, Freud se refere ao disparate, esses lan\u00e7amentos que s\u00f3 em apar\u00eancia s\u00e3o chistes, frequentes no balbucio infantil e tamb\u00e9m nas psicoses (FREUD, 1977, p. 148). Sem sentido, significantes que n\u00e3o fazem cadeia. At\u00e9 aqui consideramos a jaculat\u00f3ria express\u00e3o que exterioriza o car\u00e1ter nativo do sujeito com o significante, assim desenvolve Gorostiza em seu texto \u201cO princ\u00edpio do ininterpret\u00e1vel\u201d (2014). Em seu texto \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o-jacula\u00e7\u00e3o\u201d, Laurent (2018) toma a aula do Semin\u00e1rio RSI (LACAN, 1975), de 11 de fevereiro de 1975, e faz refer\u00eancia ao dizer do analista: \u201cEsse dizer do analista que p\u00f5e em entredito as categorias lingu\u00edsticas da enuncia\u00e7\u00e3o e do enunciado. \u00c9 a isso que Lacan p\u00f4de dar, entre outras, o nome de jacula\u00e7\u00e3o\u201d. Vamos ao Semin\u00e1rio, Lacan situa:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201cAntes de tudo se coloca a quest\u00e3o de saber se o efeito de sentido em seu real se sustenta no emprego das palavras \u2014 digo o emprego no sentido usual do termo \u2014 ou somente em sua jacula\u00e7\u00e3o. Muitas coisas, desde sempre, tem-lo feito pensar; mas deste emprego desta jacula\u00e7\u00e3o n\u00e3o se fazia a distin\u00e7\u00e3o. Acreditava-se que eram as palavras que as que produzem. Enquanto, se nos dermos ao trabalho de isolar a categoria do significante, vemos bem que a jacula\u00e7\u00e3o conserva um sentido, um sentido isol\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>A palavra se apaga, a experi\u00eancia n\u00e3o pode se traduzir, n\u00e3o obstante, o impacto est\u00e1. De que sentido isol\u00e1vel se trata a diferen\u00e7a de uma palavra? Isso que lan\u00e7a e faz ressoar outra coisa que a significa\u00e7\u00e3o. Quer dizer que n\u00e3o aponta para a continua\u00e7\u00e3o do desdobramento da cadeia significante. Tratar-se-ia de um efeito de sentido que, por sua resson\u00e2ncia, toque o corpo e incida no campo do gozo?\u00a0 Em \u201cSutilezas anal\u00edticas\u201d, Miller dir\u00e1: \u201cUma an\u00e1lise \u00e9 conceb\u00edvel onde uma jacula\u00e7\u00e3o pode retificar&#8230; o gozo, isto \u00e9, que possa ser concebido como satisfat\u00f3rio\u201d (2011, p. 268).<\/p>\n<p>Alguns anos depois, em \u201cO ser e o Um\u201d (2011), Miller n\u00e3o falar\u00e1 de jacula\u00e7\u00e3o sen\u00e3o de constata\u00e7\u00e3o ou delimita\u00e7\u00e3o a prop\u00f3sito da interpreta\u00e7\u00e3o. Assinala que, tratando-se do gozo imposs\u00edvel de negativizar e j\u00e1 havendo dado v\u00e1rias voltas sobre as verdades mentirosas que se constroem da m\u00e1 maneira diante do real que n\u00e3o enla\u00e7a com nada, trata-se de uma interpreta\u00e7\u00e3o que precipita um \u201c\u00e9 assim\u201d cessando o af\u00e3 de continuar buscando a decifra\u00e7\u00e3o eterna. Da mesma maneira que o insulto ou a palavra de amor no dizer do sujeito delimita, constata o imposs\u00edvel de seguir pondo em palavras, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 S2 que signifique adequadamente \u2014 no sentido da inadequa\u00e7\u00e3o, do n\u00e3o enlace, enfim, do real \u2014, a interpreta\u00e7\u00e3o jaculat\u00f3ria delimita, constata isso mesmo, e seu efeito \u00e9 um gozo que, ainda iterando e intraduz\u00edvel, \u00e9 satisfat\u00f3rio. Ent\u00e3o \u2014 n\u00e3o sei bem como ocorreu a Lacan a jaculat\u00f3ria que tem usos religiosos \u2014, vale a pergunta se, por acaso, essa constata\u00e7\u00e3o jaculat\u00f3ria n\u00e3o tem, dado seu alcance transferencial, um car\u00e1ter de cren\u00e7a. Se se trata do que resta, de uma marca, de um fora-de-sentido, no dizer de Laurent, isso que terminou por apagar a falsa cantoria da cren\u00e7a no sintoma, isso \u00e9, ent\u00e3o, uma quest\u00e3o de cren\u00e7a? Como transmitir uma constata\u00e7\u00e3o, como faz\u00ea-la passar de uma boa maneira, para n\u00e3o ficarmos sugestionados e repetirmos ferventemente H\u00e1Um!<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>\u00a0Cada trabalho de Escola \u00e9 instrumento para tentar, um a um, n\u00e3o obstaculizar cada descoberta incompar\u00e1vel que cerniu o analisante via sua jaculat\u00f3ria.<\/p>\n<p>No limite, ent\u00e3o, a transmiss\u00e3o ser\u00e1 compreens\u00edvel em ato, um por um e a cada vez. Parafraseando Vicente Palomera, em sua confer\u00eancia dada na noite preparat\u00f3ria das Jornadas Anuais do \u00faltimo tr\u00eas de outubro, \u201cEstes tra\u00e7os s\u00e3o estes e n\u00e3o s\u00e3o outros os que se p\u00f4de isolar, faz-se algo com eles e isso se corporifica\u201d.<\/p>\n<p>A pergunta freudiana se renova: qual \u00e9 a diferen\u00e7a essencial entre o analisado e o n\u00e3o analisado? (FREUD, 1977, p. 260). Pareceria que, naquele n\u00e3o analisado, tanto a palavra de amor quanto o insulto ou o disparate possuem o mesmo estofo que escutamos nos finais da experi\u00eancia anal\u00edtica. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 do mesmo modo que uma palavra de amor ou a inj\u00faria jaculam tentando cernir em ato um gozo opaco ao sentido, ou a crian\u00e7a que balbucia via disparate, ou o Homem dos Ratos lan\u00e7ando express\u00f5es ante a f\u00faria pelo castigo paterno, que, como em alguns testemunhos de passe, o analisante isola certa marca que se corporifica de uma boa maneira, ou de maneira satisfat\u00f3ria, via interpreta\u00e7\u00e3o jaculat\u00f3ria. Um analisado \u00e9 algu\u00e9m que passou pela cren\u00e7a no sintoma at\u00e9 apagar sua sede por esses sentidos que o faziam sofrer demais. A interpreta\u00e7\u00e3o-jacula\u00e7\u00e3o tratar\u00e1 ent\u00e3o de deixar \u201c&#8230; o analisante ter confian\u00e7a no sinthoma que ele inventou, enquanto puder\u201d (GU\u00c9GUEN, 2012). Constata\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o. Ou, melhor dizendo, \u201cdesembrulhar-se, mas sem tomar a coisa em conceito\u201d (LACAN, 1977).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o<\/strong>: Tereza Facury<\/h6>\n<h6><strong>Revis\u00e3o:<\/strong>\u00a0Beatriz Esp\u00edrito Santo<strong>\u00a0<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1909) \u201cA prop\u00f3sito de um caso de neurose obsessiva\u201d.\u00a0<em>In:<\/em>\u00a0<strong>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das Obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/strong>. v. X, Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1905) \u201cO chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d.\u00a0<em>In:<\/em>\u00a0<strong>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das Obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/strong>. v. VIII, Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1937) \u201cAn\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel\u201d.\u00a0<em>In:\u00a0<\/em><strong>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das Obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/strong>. v. XXIII, Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/h6>\n<h6>GOROSTIZA, L. \u201cEl principio de lo interpretable\u201d.\u00a0<em>In:<\/em>\u00a0<strong>Resonancias<\/strong>, Revista de Psicoan\u00e1lisis del Nuevo Cuyo N\u00b01, Grama ediciones, Buenos Aires, 2014.<\/h6>\n<h6>GU\u00c9GUEN, P-G. \u201cLa interpretaci\u00f3n lacaniana\u201d.\u00a0<em>In:\u00a0<\/em><strong>Revista Psicoanal\u00edtica publicada em Barcelona sob os ausp\u00edcios de La Escuela Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis<\/strong>. n. 64. Distribui: RBA Libros, S.A, 2012.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1955-1956) \u201cDe uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose\u201d.\u00a0<em>In:<\/em>\u00a0<strong>Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 541.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1974-1975)\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio, livro 22<\/strong>: R.S.I. Aula de 11 de fevereiro de 1975. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1976-1977)\u00a0<strong>Semin\u00e1rio 24<\/strong>, aula de 11 de janeiro de 1977. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6>LAURENT, E. \u201cLa interpretaci\u00f3n-jaculaci\u00f3n\u201d. 2018. Dispon\u00edvel em:\u00a0<strong>&lt;<\/strong><a href=\"https:\/\/psicoanalisislacaniano.com\/la-interpretacio-jaculacion\">https:\/\/psicoanalisislacaniano.com\/la-interpretacio-jaculacion<\/a>&gt;. Acesso em: 24\/05\/2021.<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. (2011)\u00a0<strong>Sutilezas anal\u00edticas<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s. 2011.<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. (2010-2011) \u201cEl ser y el Uno\u201d. Aula de 11 de maio de 2011. In\u00e9dito.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a>\u00a0Texto originalmente publicado em:\u00a0<em>Somos todos religiosos?<\/em>\u00a0GOROSTIZA, L. [et al.]. Compilado por Ruth Gorenberg; Claudia Lazaro, 1\u00aa ed.\u00a0 Olivos: Grama Ediciones, 2020.<\/h6>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a>\u00a0Dicion\u00e1rio da Real Academia Espanhola. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/dle.rae.es\/\">https:\/\/dle.rae.es\/<\/a>\u00a0(Nota do tradutor).<\/h6>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a>\u00a0N.T.: Sura,\u00a0surata\u00a0ou\u00a0surat\u00a0\u00e9 o nome dado a cada cap\u00edtulo do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alcor%C3%A3o\">Alcor\u00e3o<\/a>.<\/h6>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a>\u00a0N.T.: Epital\u00e2mio\u00a0(do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_grega\">grego<\/a>\u00a0<em>epithal\u00e1mion<\/em>\u00a0\u2013\u00a0<em>epi<\/em>, sobre +\u00a0<em>thalamium<\/em>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/T%C3%A1lamo\">t\u00e1lamo<\/a>, ou quarto nupcial) \u00e9 um c\u00e2ntico\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Casamento\">nupcial<\/a>\u00a0de natureza\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Religi%C3%A3o\">religiosa<\/a>, destinado a reivindicar para os noivos a b\u00ean\u00e7\u00e3o dos\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pante%C3%A3o_grego\">deuses<\/a>, em especial de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Himeneu\">Himeneu<\/a>, a divindade protetora dos enlaces matrimoniais.<\/h6>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/marisa-moretto#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a>\u00a0No texto original em espanhol:\u00a0<em>\u00a1Haiuno!<\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARISA MORETTO Psicanalista, membro da EOL\/AMP marisamoretto@fibertel.com.ar Resumo:\u00a0A autora traz nuances da discuss\u00e3o te\u00f3rica sobre a interpreta\u00e7\u00e3o jaculat\u00f3ria situando-a no limite da palavra quando j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel o desdobramento da cadeia significante e pergunta se tratar-se-ia de um efeito de sentido que, por sua resson\u00e2ncia, toca o corpo e incide no campo do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57901,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-1767","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-27","category-23","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1767"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1767\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57902,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1767\/revisions\/57902"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57901"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}