{"id":1776,"date":"2021-07-19T06:40:41","date_gmt":"2021-07-19T09:40:41","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1776"},"modified":"2025-12-01T13:28:47","modified_gmt":"2025-12-01T16:28:47","slug":"a-interpretacao-lacaniana-meio-dizer-poesia-estilo1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/19\/a-interpretacao-lacaniana-meio-dizer-poesia-estilo1\/","title":{"rendered":"A INTERPRETA\u00c7\u00c3O LACANIANA: MEIO-DIZER, POESIA, ESTILO[1]\u00a0"},"content":{"rendered":"<h6>JORGE ASSEF<br \/>\nPsicanalista, membro da EOL\/AMP |<br \/>\n<span id=\"cloakf91d37c53298b8d5c6382a559a61b258\"><a href=\"mailto:jorgepabloassef@hotmail.com\">jorgepabloassef@hotmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<blockquote><p>\n<strong>RESUMO:\u00a0<\/strong>O autor recorre a uma cita\u00e7\u00e3o de \u00c9ric Laurent referente a um epis\u00f3dio do in\u00edcio de sua an\u00e1lise com Lacan e, a partir desse exemplo, aborda as tr\u00eas vertentes do meio-dizer implicadas na estrutura da interpreta\u00e7\u00e3o tal como propostas por Lacan: o equ\u00edvoco, o enigma e os efeitos de estilo.<\/p>\n<p><strong>PALAVRAS-CHAVE:\u00a0<\/strong>Interpreta\u00e7\u00e3o, meio-dizer, enigma, cita\u00e7\u00e3o, efeitos de estilo.<\/p>\n<p><strong>LACANIAN INTERPRETATION: HALF-SAYING, POETRY, STYLE<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>ABSTRACT:\u00a0<\/strong>The author uses an \u00c9ric Laurent\u2019 quote in which he refers to an episode from the beginning of his analysis with Lacan and, through this example, he addresses the three aspects of the half-saying proposed by Lacan: the misunderstanding, the enigma, and the effects of style.<\/p>\n<p><strong>KEY WORDS:\u00a0<\/strong>Interpretation, half-saying; enigma, citation, style effects.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1777\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_9.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"600\" data-large_image_height=\"471\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1777\" class=\"wp-image-1777\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_9.jpg\" alt=\"\" width=\"557\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_9.jpg 600w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/caligrafias_9-300x236.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1777\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rio Azevedo, S\/T, 2020\/2021.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201cNas entrevistas preliminares, apresentei a Lacan toda uma confus\u00e3o de coisas pedindo, acima de tudo, para que n\u00e3o me aceitasse em an\u00e1lise, porque eu estava muito extraviado, era muito jovem e muito privilegiado em compara\u00e7\u00e3o com outros que n\u00e3o podiam demandar an\u00e1lise. Lacan concluiu essas entrevistas garantindo que a idade era perfeita para come\u00e7ar uma an\u00e1lise, meu extravio tamb\u00e9m, e que, quanto ao privil\u00e9gio, eu n\u00e3o tinha nenhuma ideia do que dizia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">E ele disse uma frase cuja harmonia ainda ressoa e cujos m\u00faltiplos sentidos foram pouco a pouco se esclarecendo. Hoje transcrevo essa frase assim: todos acabam sempre se tornando um personagem do romance que \u00e9 a sua pr\u00f3pria vida. Para isso n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma an\u00e1lise. O que a an\u00e1lise realiza \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o conto e o romance. A contra\u00e7\u00e3o do tempo \u2014 que permite o conto \u2014 produz efeitos de estilo. A psican\u00e1lise te permitir\u00e1 descobrir efeitos de estilo que podem resultar interessantes\u201d (LAURENT, 1995, p. 37, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>As vertentes do meio-dizer<\/em><\/p>\n<p>No\u00a0<em>Semin\u00e1rio 17<\/em>, Lacan apresenta a estrutura da interpreta\u00e7\u00e3o como um saber enquanto verdade e que, como tal, n\u00e3o pode mais que meio-dizer. Dessa forma, prop\u00f5e duas vertentes desse meio-dizer: o enigma e a cita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201cEnigma colhido, tanto quanto poss\u00edvel, na trama do discurso do psicanalisante, e que voc\u00ea, o int\u00e9rprete, de modo algum pode completar por si mesmo (&#8230;). Cita\u00e7\u00e3o, por outro lado, tomada, \u00e0s vezes tirada do mesmo texto, tal como foi enunciado. Que \u00e9 aquele que pode ser considerado uma confiss\u00e3o, desde que o ajuntem a todo o contexto. Mas est\u00e3o recorrendo, ent\u00e3o, \u00e0quele que \u00e9 seu autor\u201d (LACAN, 1969-70\/1992, p. 38).<\/p>\n<p>Lacan tamb\u00e9m adverte que a estrutura do meio-dizer est\u00e1 na figura do or\u00e1culo, o qual \u201cn\u00e3o revela nem oculta: (&#8230;) ele faz signo\u201d (LACAN, 2003, p. 555).<\/p>\n<p>Desde \u201cO aturdito\u201d em diante, o meio-dizer toca no equ\u00edvoco:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201c\u00c9 unicamente pelo equ\u00edvoco que a interpreta\u00e7\u00e3o opera. \u00c9 preciso que haja alguma coisa no significante que ressoe. (&#8230;) Esse dizer, para que ressoe, para que consoe, outra palavra do\u00a0<em>sinthoma masdaquino<\/em>, \u00e9 preciso que o corpo lhe seja sens\u00edvel\u201d (LACAN, 1975-76\/2007, p. 18).<\/p>\n<p>Nessa \u00faltima vertente da interpreta\u00e7\u00e3o como meio-dizer, al\u00e9m do corpo, Lacan remete \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do escrito, dado que a interpreta\u00e7\u00e3o que sabe jogar com o equ\u00edvoco apela ao escrito na palavra e ao uso de\u00a0<em>lal\u00edngua\u00a0<\/em>(LAURENT, 2016).<\/p>\n<p>Em 1967, \u00c9ric Laurent consulta Jacques Lacan e a primeira interven\u00e7\u00e3o de que Laurent se recorda nos permite localizar as tr\u00eas vertentes do meio-dizer que comentamos. Em primeiro lugar, encontramos uma das formas mais simples do equ\u00edvoco, quando Lacan transforma as raz\u00f5es que o analisante sup\u00f5e como contraindica\u00e7\u00f5es para seu tratamento (o extravio e a juventude) em condi\u00e7\u00f5es ideais para come\u00e7ar uma an\u00e1lise. Em segundo lugar, aparece a cita\u00e7\u00e3o quando Lacan retoma as palavras do analisante \u201cdemasiado privilegiado\u201d agregando \u201cvoc\u00ea n\u00e3o tem nenhuma ideia do que diz com isso\u201d, o que provoca um enigma. Por \u00faltimo, a interven\u00e7\u00e3o adquire um tom oracular quando Lacan anuncia ao analisante que, com a psican\u00e1lise, descobrir\u00e1 \u201cefeitos de estilo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Convocar o estilo pela via da poesia<\/em><\/p>\n<p>Quando Laurent retorna \u00e0quela primeira sess\u00e3o com Lacan, afirma que a psican\u00e1lise \u00e9 uma experi\u00eancia narrativa (o que implica a escrita), localiza as condi\u00e7\u00f5es do romance e do conto destacando a contra\u00e7\u00e3o do tempo, mas principalmente para lembrar que, em 1977, Lacan precisou que os recursos do analista prov\u00eam da poesia:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201cse o analista \u00e9 poeta, o sujeito pode se converter nesse personagem essencial que \u00e9 o vazio que circula pelo poema. A sess\u00e3o breve, que prefiro qualificar de contra\u00edda, tem esse horizonte: fazer do sujeito o vazio do haiku<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/jorge-assef#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u00a0de sua enuncia\u00e7\u00e3o\u201d (LAURENT, 1995, p. 37, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>Em uma antiga confer\u00eancia, J. A. Miller enumerava rapidamente as distintas faces da interpreta\u00e7\u00e3o lacaniana \u2014 \u201cfazer ressoar, fazer alus\u00e3o, sobre-entender, fazer sil\u00eancio, fazer de or\u00e1culo, citar, fazer enigma, meio-dizer, revelar\u201d \u2014 para explicar que \u00e9 o inconsciente mesmo quem faz essa tarefa como ningu\u00e9m e, portanto, a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica deveria oferecer outro horizonte. Miller o designa assim: \u201crevelar uma opacidade irredut\u00edvel na rela\u00e7\u00e3o do sujeito com lal\u00edngua\u201d (MILLER, 1996\u00a0<em>apud<\/em>\u00a0ASSEF).<\/p>\n<p>O que Laurent retoma da primeira interpreta\u00e7\u00e3o de sua an\u00e1lise, quando Lacan lhe diz \u201ca contra\u00e7\u00e3o do tempo que o conto permite produz efeitos de estilo\u201d, e a maneira como essas palavras o remetem \u00e0 poesia e ao vazio, nos mostra que, j\u00e1 nesse momento, Lacan tinha como meta reduzir o sentido do romance at\u00e9 chegar em uma opacidade irredut\u00edvel, porque, uma vez que o sujeito se encontra com essa opacidade, resta-lhe apenas uma sa\u00edda: o que cada um pode inventar, tamb\u00e9m gra\u00e7as \u00e0 an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Laurent destaca uma cita\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>Semin\u00e1rio 22<\/em>\u00a0em que Lacan localiza um efeito de sentido real provocado pela interpreta\u00e7\u00e3o: \u201c(&#8230;) o que, no Semin\u00e1rio 22, designando um efeito de sentido real, \u00e9 chamado de jacula\u00e7\u00e3o, torna-se, no Semin\u00e1rio 24, o significante novo\u201d (LAURENT, 2018, p. 61). A prop\u00f3sito, Miller explica: \u201cQuando se apela a um significante novo, trata-se, de fato, de um significante que poderia ter um outro uso\u201d (MILLER, 2007\/2014). Por essa via, estaria em jogo justamente a no\u00e7\u00e3o de estilo a qual Lacan apela na primeira entrevista de \u00c9ric Laurent.<\/p>\n<p>Um ano antes daquele encontro, Lacan havia publicado uma nova edi\u00e7\u00e3o dos seus\u00a0<em>Escritos<\/em>\u00a0e, no texto introdut\u00f3rio, escreveu \u201cO estilo \u00e9 o homem\u201d e logo esclareceu: \u201cQueremos, com o percurso de que estes textos s\u00e3o os marcos e com o estilo que seu endere\u00e7amento imp\u00f5e, levar o leitor a uma consequ\u00eancia em que ele precise colocar algo de si\u201d (LACAN, 1966\/1998, p. 11). Efetivamente, \u00e9 disso que se trata!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Giselle Moreira<\/h6>\n<h6><strong>Revis\u00e3o:<\/strong>\u00a0Tereza Facury<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1966) \u201cAbertura desta colet\u00e2nea\u201d.\u00a0<em>In<\/em>:<strong>\u00a0Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1969 \u2013 1970)\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio, Livro 17<\/strong>:<strong>\u00a0O avesso da psican\u00e1lise.<\/strong>\u00a0Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1975 &#8211; 1976)<strong>\u00a0O Semin\u00e1rio, Livro 23<\/strong>:\u00a0<strong>o sinthoma<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007, p. 18.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de um primeiro volume dos Escritos\u201d.\u00a0<em>In<\/em>:\u00a0<strong>Outros Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003, p. 555.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. \u201cCuatro observaciones acerca de la inquietude cient\u00edfica de Jacques Lacan\u201d.\u00a0<em>In<\/em>:<strong>\u00a0Conoce usted a Lacan?<\/strong>\u00a0Paid\u00f3s, Barcelona, 1995.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. \u201cO avesso da biopol\u00edtica. Uma escrita para o gozo\u201d.\u00a0<em>In<\/em>:\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>. S\u00e3o Paulo, n. 13, 2016.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. (2018) \u201cDisrup\u00e7\u00e3o do gozo nas loucuras sob transfer\u00eancia\u201d.\u00a0<em>In<\/em>:\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>, S\u00e3o Paulo. Tradu\u00e7\u00e3o: Sergio Laia, Revis\u00e3o: Vera Avellar Ribeiro, S\u00e3o Paulo, n. 79, julho\/2018.<\/h6>\n<h6>MILLER, J. A., \u201cEntonces Sssh&#8230;\u201d.\u00a0<em>In<\/em>:<strong>\u00a0Uno por Uno<\/strong>, Revista mundial de Psicoan\u00e1lisis, Eolia, Barcelona, 1996. p. 8-12.<\/h6>\n<h6>MILLER, J. A.\u00a0<strong>El ultim\u00edssimo Lacan<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2014, p.145.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/jorge-assef#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a>\u00a0Texto originalmente publicado na Revista Lacaniana, n. 25, ano XIII, nov. 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/jorge-assef#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a>Haiku. Breve composi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, de origem japonesa (tamb\u00e9m chamada hokku, haikai ou haicai) que se funda nas rela\u00e7\u00f5es profundas entre homem e natureza e obedece \u00e0 estrutura formal de 17 s\u00edlabas ou fonemas, distribu\u00eddos em 3 versos. Acessado em 30\/06\/2021:\u00a0<a href=\"https:\/\/edtl.fcsh.unl.pt\/\">https:\/\/edtl.fcsh.unl.pt<\/a><\/h6>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JORGE ASSEF Psicanalista, membro da EOL\/AMP | jorgepabloassef@hotmail.com RESUMO:\u00a0O autor recorre a uma cita\u00e7\u00e3o de \u00c9ric Laurent referente a um epis\u00f3dio do in\u00edcio de sua an\u00e1lise com Lacan e, a partir desse exemplo, aborda as tr\u00eas vertentes do meio-dizer implicadas na estrutura da interpreta\u00e7\u00e3o tal como propostas por Lacan: o equ\u00edvoco, o enigma e os&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57905,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-1776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-27","category-23","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1776"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57906,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1776\/revisions\/57906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}