{"id":1802,"date":"2021-07-19T06:40:41","date_gmt":"2021-07-19T09:40:41","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1802"},"modified":"2021-07-19T06:40:41","modified_gmt":"2021-07-19T09:40:41","slug":"editorial-almanaque-no27","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2021\/07\/19\/editorial-almanaque-no27\/","title":{"rendered":"EDITORIAL &#8211; ALMANAQUE N\u00ba27"},"content":{"rendered":"<h6>Cec\u00edlia Batista<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1803\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/escritas_6-2.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"600\" data-large_image_height=\"450\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1803\" class=\"wp-image-1803 size-full\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/escritas_6-2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/escritas_6-2.jpg 600w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/escritas_6-2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1803\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rio Azevedo, S\/T, 2020\/2021.<\/p><\/div>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Sejam bem-vindas e bem-vindos! \u00c9 um prazer receb\u00ea-los na 27\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Almanaque Online. Nesta edi\u00e7\u00e3o tivemos como tema, em conson\u00e2ncia com o trabalho desenvolvido pelo IPSM-MG no primeiro semestre de 2021, \u201cInterpreta\u00e7\u00e3o: da escuta do sentido \u00e0 leitura do fora de sentido\u201d. Para acompanh\u00e1-los neste percurso, do sentido ao fora de sentido, alguns textos foram cuidadosamente selecionados pela equipe de publica\u00e7\u00e3o da revista.<\/p>\n<p>Comecemos nossa caminhada pela rubrica\u00a0<em>Trilhamentos<\/em>, na qual voc\u00eas encontrar\u00e3o a confer\u00eancia \u201cDa escuta do sentido \u00e0 leitura do fora do sentido: nossa santa interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, proferida por Silvia Baudini. A autora perpassa o tema da interpreta\u00e7\u00e3o, desde a \u201ctradi\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica\u201d \u00e0 leitura e escrita, em uma constru\u00e7\u00e3o enla\u00e7ada por ricos fragmentos cl\u00ednicos. S\u00e9rgio Laia, por sua vez, em seu texto \u201cInterpreta\u00e7\u00e3o her\u00e9tica e acontecimento de corpo nas psicoses\u201d, traz um interessante percurso, apoiado nas formula\u00e7\u00f5es de Lacan e Miller, sobre uma interpreta\u00e7\u00e3o que opera na contratend\u00eancia do trabalho interpretativo infinito do inconsciente, podendo, ent\u00e3o, tocar algo do gozo, e n\u00e3o do sentido. Reflete ainda sobre como essa escolha her\u00e9tica pode indicar uma dire\u00e7\u00e3o no tratamento das psicoses. Em \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o e al\u00e9m\u201d, de Sophie Maleval, trabalha-se a no\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica anal\u00edtica situada entre a leitura e a escrita, de uma interpreta\u00e7\u00e3o regulada pelo corte no qual a palavra encontra seu limite. Finalmente, Bernard Seynhaeve nos coloca a pensar, ainda mais, sobre a presen\u00e7a dos corpos na experi\u00eancia anal\u00edtica \u2014 tema importante em tempos de an\u00e1lise online \u2014 e sustenta que a psican\u00e1lise lacaniana exige a presen\u00e7a dos corpos, tendo em vista que a interpreta\u00e7\u00e3o pretende uma perturba\u00e7\u00e3o que ressoe no corpo.<\/p>\n<p>Em\u00a0<em>Entrevista<\/em>\u00a0somos agraciados pelas palavras de Jacyntho Lins Brand\u00e3o, professor em\u00e9rito de L\u00edngua e Literatura Grega da Universidade Federal de Minas Gerais, que responde \u00e0s perguntas sobre a interpreta\u00e7\u00e3o, gentilmente elaboradas por Gilson Iannini. Para provocar a leitura, deixo aqui um trecho dessa entrevista: \u201co que os textos antigos nos ensinam sobre \u2018a ci\u00eancia e a arte da interpreta\u00e7\u00e3o\u2019 \u00e9 a dificuldade. Pelo simples fato de serem antigos, mas de um modo mais agudo ainda quando se trata de nossos antigos, como s\u00e3o os gregos. (&#8230;) Se o outro representa uma dificuldade, o outro que \u00e9 nosso imp\u00f5e dificuldades maiores\u201d.<\/p>\n<p>Seguimos, ent\u00e3o, para\u00a0<em>Encontros.\u00a0<\/em>O artigo de Jorge Assef parte de uma cita\u00e7\u00e3o de \u00c9ric Laurent sobre sua an\u00e1lise com Lacan, atrav\u00e9s da qual trabalha as vertentes do meio-dizer, a saber, o equ\u00edvoco, o enigma e os efeitos de estilo. Marisa Moretto faz a sua leitura sobre o termo \u201cjaculat\u00f3ria\u201d e considera que a interpreta\u00e7\u00e3o nesse sentido \u00e9 aquela que tem efeito de resson\u00e2ncia no corpo e no gozo. Ao operar um limite \u00e0 decifra\u00e7\u00e3o eterna, a experi\u00eancia n\u00e3o mais se traduz, mas resta o impacto. \u201cO que faz Um, marca\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do texto de Paula Husni, que trabalha a no\u00e7\u00e3o do analista traum\u00e1tico, ou seja, o que produz um intervalo fazendo existir o que n\u00e3o existe. A interven\u00e7\u00e3o, nesse sentido, pode ter um efeito de experi\u00eancia de vazio, o que a autora observa tomando como refer\u00eancia o encontro de Lilia Mahjoub-Trobas com Lacan. Ainda em\u00a0<em>Encontros<\/em>\u00a0ser\u00e1 poss\u00edvel fazer a leitura do texto de Mar\u00eda de los \u00c1ngeles C\u00f3rdoba, que utiliza o testemunho de Hilda Doolittle sobre sua an\u00e1lise com Freud, mais especificamente de uma interven\u00e7\u00e3o feita por ele, para dizer de uma interpreta\u00e7\u00e3o que ocupa o lugar de uma interven\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Partimos, em seguida, para a rubrica\u00a0<em>Incurs\u00f5es<\/em>, na qual est\u00e3o os textos trabalhados por nossos colegas nos espa\u00e7os de investiga\u00e7\u00e3o do IPSM-MG. Mauricio Tarrab retoma e comenta outro texto de sua autoria, \u201cA psicose e a m\u00e1quina de interpretar\u201d, afirmando que o real, fora do sentido, coloca em funcionamento uma m\u00e1quina de produzir fic\u00e7\u00f5es, mas que, com o ensino de Lacan, \u00e9 poss\u00edvel ir al\u00e9m do campo ficcional \u2014 e \u00e9 esse al\u00e9m que o autor desdobra em seu texto. M\u00e1rcia Mez\u00eancio examina, atrav\u00e9s do filme\u00a0<em>Inoc\u00eancia Roubada<\/em>, os efeitos, para o sujeito, de uma interpreta\u00e7\u00e3o feita pelo discurso jur\u00eddico. Margaret Couto, em \u201cPorque as m\u00e3es de hoje n\u00e3o interpretam?\u201d, coloca em quest\u00e3o, a partir de sua cl\u00ednica, a dificuldade dos pais em traduzir o mal-estar de seus filhos, dificuldade a qual ela trabalha sob a perspectiva da inexist\u00eancia do Outro. Tereza Facury discute, a partir do texto de Miller \u201cLer um sintoma\u201d, o lugar do qual a psican\u00e1lise opera, um lugar \u201centre\u201d, entre a escuta e a leitura. No texto \u201cO que cabe ao analista na interpreta\u00e7\u00e3o hoje?\u201d, Aparecida Ros\u00e2ngela Silveira trabalha a interpreta\u00e7\u00e3o no \u00faltimo ensino de Lacan abordando os deslocamentos te\u00f3ricos-cl\u00ednicos produzidos na pr\u00e1tica da interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Chegamos a\u00a0<em>De uma nova gera\u00e7\u00e3o.<\/em>\u00a0Aqui voc\u00eas encontrar\u00e3o dois textos produzidos pelos alunos do IPSM-MG. Bernardo Maranh\u00e3o, atrav\u00e9s de um trecho de \u201cTelevis\u00e3o\u201d, em que Lacan menciona o saber alegre dos trovadores, interroga se esse saber pode ser tomado como um referencial para a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. J\u00e1 Marcela Greco investiga como as apresenta\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas da neurose obsessiva podem ser comparadas \u00e0 fenomenologia dos novos sintomas que se apresentam frente ao decl\u00ednio do simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>Sua leitura ser\u00e1 ainda permeada pela beleza das imagens dos trabalhos do artista pl\u00e1stico\/visual M\u00e1rio Azevedo<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/editorial-27#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, a quem agradecemos enormemente por nos conced\u00ea-las. Agradecemos tamb\u00e9m aos autores e \u00e0 equipe de publica\u00e7\u00e3o desta revista.<\/p>\n<p>Partimos \u00e0 leitura,\u00a0<em>bon voyage<\/em>!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/editorial-27#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/editorial-27#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0M\u00e1rio Azevedo, mineiro de Ub\u00e1, formou-se na Escola de Belas Artes da UFMG, onde lecionou Pintura entre 1994 e 2020. O artista \u00e9 mestre em Po\u00e9ticas Visuais, tamb\u00e9m pela EBA-UFMG, doutor em Teoria, Hist\u00f3ria e Cr\u00edtica de Arte, pelo IA-UFRGS (Porto Alegre\/RS) complementado na Universit\u00e9 Jules Verne (Amiens\/Fran\u00e7a), e P\u00f3s-Doutor pela EBA-UFRJ. Possui trabalhos e textos publicados em revistas brasileiras e estrangeiras e produziu algumas exposi\u00e7\u00f5es curatoriais. Com mais de 35 mostras individuais e in\u00fameras exposi\u00e7\u00f5es coletivas, recebeu pr\u00eamios diversos no Brasil, al\u00e9m de alguns no exterior. Suas obras est\u00e3o ainda em importantes acervos de museus e institui\u00e7\u00f5es, dentro e fora do pa\u00eds, bem como em v\u00e1rias cole\u00e7\u00f5es particulares.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cec\u00edlia Batista &nbsp; \u00a0 Sejam bem-vindas e bem-vindos! \u00c9 um prazer receb\u00ea-los na 27\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Almanaque Online. Nesta edi\u00e7\u00e3o tivemos como tema, em conson\u00e2ncia com o trabalho desenvolvido pelo IPSM-MG no primeiro semestre de 2021, \u201cInterpreta\u00e7\u00e3o: da escuta do sentido \u00e0 leitura do fora de sentido\u201d. 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