{"id":1872,"date":"2022-07-19T06:41:42","date_gmt":"2022-07-19T09:41:42","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1872"},"modified":"2025-12-01T13:01:20","modified_gmt":"2025-12-01T16:01:20","slug":"momentos-de-virada-no-ensino-de-jacques-lacan-do-inconsciente-transferencial-ao-inconsciente-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2022\/07\/19\/momentos-de-virada-no-ensino-de-jacques-lacan-do-inconsciente-transferencial-ao-inconsciente-real\/","title":{"rendered":"MOMENTOS DE VIRADA NO ENSINO DE JACQUES LACAN:\u00a0  DO INCONSCIENTE TRANSFERENCIAL\u00a0  AO INCONSCIENTE REAL\u00a0"},"content":{"rendered":"<h6>PAULO DE SOUZA NOVAIS<br \/>\nPsic\u00f3logo<br \/>\nAluno do\u00a0 Curso de Psican\u00e1lise do IPSM-MG<br \/>\n<a href=\"mailto:paulovidanovais@hotmail.com\">paulovidanovais@hotmail.com<\/a><\/h6>\n<blockquote><p><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Este artigo busca apresentar um percurso relativo \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es sobre o conceito de inconsciente, partindo do momento em que o interesse de Lacan estava voltado para a rela\u00e7\u00e3o transferencial com o analista e para suas interpreta\u00e7\u00f5es decorrentes dos conflitos edipianos e do Nome-do-Pai, at\u00e9 chegar \u00e0s \u00faltimas teoriza\u00e7\u00f5es de que o falasser e o gozo do Um surgem na pena do psicanalista. O testemunho de passe de Alejandro Reinoso ser\u00e1 tomado como b\u00fassola para ilustrar essas conceitua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong>\u00a0inconsciente transferencial; inconsciente real; simb\u00f3lico; real; gozo.<\/p>\n<p><strong>Abstract:<\/strong>\u00a0This article presents a discussion about the elaborations on the concept of the unconscious, starting from the moment in which Lacan\u2019s interest was focused in the transference relationship with the analyst and his interpretations arising from Oedipal conflicts and the Name-of-the-Father, to his last theorizations, in which there are the notions of the speaking being (<em>parl\u00eatre<\/em>) and jouissance of the One. The pass testimony of Alejandro Reinoso will be used as a compass to illustrate these concepts.<\/p>\n<p><strong>Keywords:<\/strong>\u00a0transferential unconscious; real unconscious; symbolic; real; enjoyment.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_1873\" style=\"width: 548px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/fred_bandeira_22-3.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"538\" data-large_image_height=\"540\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1873\" class=\"wp-image-1873 \" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/fred_bandeira_22-3.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"497\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1873\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Fred Bandeira&#8230;.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Uma escrita \u00e9, portanto, um fazer&#8221;<br \/>\nJacques Lacan<\/p>\n<p>Em seu texto \u201cConfer\u00eancia de Genebra sobre o sintoma\u201d, Lacan (1975, p. 6) nos diz que \u201cA contribui\u00e7\u00e3o de Freud foi a seguinte: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de saber que se sabe para gozar de um saber\u201d. Proponho, a partir dessa constata\u00e7\u00e3o do psicanalista franc\u00eas, apresentar as elabora\u00e7\u00f5es sobre o conceito de inconsciente nas quais o interesse estava voltado para a rela\u00e7\u00e3o transferencial com o analista e para suas interpreta\u00e7\u00f5es, decorrentes dos conflitos edipianos e do Nome-do-Pai, at\u00e9 as \u00faltimas teoriza\u00e7\u00f5es, em que o falasser e o gozo do Um surgem na pena de Lacan. Busca-se, portanto, uma pesquisa sobre os momentos de virada no seu ensino que demonstram a passagem do inconsciente transferencial ao inconsciente real.<\/p>\n<p>Para ilustrar essas conceitua\u00e7\u00f5es presentes do in\u00edcio \u00e0s \u00faltimas elabora\u00e7\u00f5es do ensino de Lacan, vou me utilizar do testemunho de passe de Alejandro Reinoso (2020a; 2020b). Considero que n\u00e3o \u00e9 o objetivo aqui fazer uma resenha ou coment\u00e1rio do seu trabalho anal\u00edtico, mas uma tentativa de tornar poss\u00edvel, atrav\u00e9s de seu percurso e desfecho, uma melhor compreens\u00e3o do tema abordado.<\/p>\n<p>O relato \u00e9 que a sua escolha por aquele analista especificamente se deu pelo fato de este falar a l\u00edngua de seu av\u00f4 materno, o italiano, e pela seriedade no trabalho. H\u00e1 um significante-mestre importante: seriedade, decorrente da caracter\u00edstica marcante presente nesse av\u00f4 e, num menor grau, tamb\u00e9m no pai. Outro aspecto do analista era vivenciado no processo de an\u00e1lise, provocando no analisante uma certa inquieta\u00e7\u00e3o, nas palavras do pr\u00f3prio: \u201cseu sorriso e suas risadinhas sem sentido. Eram uma careta do real que me perturbava\u201d (REINOSO, 2020a, p.110). O que se pode inferir, a partir dessa experi\u00eancia \u00edmpar, sobre essa pesquisa do inconsciente transferencial e do inconsciente real? Por que os sintomas que tanto afligiam o analisante eram fontes de perturba\u00e7\u00e3o diante do sem sentido dessas risadinhas por parte de seu analista? Veremos, posteriormente, portanto, uma analogia entre esses tais sintomas e uma indigna\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio vivenciada por Alejandro: \u201cEra preciso, ent\u00e3o, pensar bem antes de falar, apenas olhar e escutar o sofrimento dos outros; escutar demais, ocultando-se sem aparecer e com um desejo constante de fuga\u201d (REINOSO, 2020a, p. 109).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Inconsciente transferencial<\/em><\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o do sentido do sintoma relatado por um sujeito diz respeito ao modo como a rede de significantes foi transmitida a ele. Ali, na cadeia simb\u00f3lica, est\u00e3o contidas as viv\u00eancias infantis; o modo como a crian\u00e7a foi desejada, como recebeu os cuidados destinados \u00e0 sua sobreviv\u00eancia quando ainda era muito pequena. Toda a constitui\u00e7\u00e3o das identifica\u00e7\u00f5es com seus genitores, bem como com os adultos respons\u00e1veis pela sua educa\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o, tem in\u00edcio nesse compartilhamento dos ideais paternos, nesses sintomas e segredos familiares. Enfim, ocorre a\u00ed uma esp\u00e9cie de constru\u00e7\u00e3o do Outro do sujeito. No testemunho de passe que estamos tomando como ilustra\u00e7\u00e3o, cabe aqui uma frase dita pelo av\u00f4 do sujeito com um certo grau de severidade e que vai ter um valor e um peso de uma injun\u00e7\u00e3o durante a vida: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o sabe o que \u00e9 fome\u201d (REINOSO, 2020a, p. 109). O menino havia chegado em casa da escola gritando que estava com fome. Ainda em rela\u00e7\u00e3o a essas viv\u00eancias prim\u00e1rias, Lacan (1964) ensina, em\u00a0<em>O Semin\u00e1rio<\/em>,\u00a0<em>livro 11: os quatro conceitos da psican\u00e1lise,\u00a0<\/em>que o sujeito passa pelas opera\u00e7\u00f5es de aliena\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o. Ou seja, a aliena\u00e7\u00e3o seria essa pr\u00f3pria identifica\u00e7\u00e3o a um significante-mestre vindo do Outro, o que j\u00e1 representa a divis\u00e3o do sujeito em decorr\u00eancia do recalque tamb\u00e9m presente nesse momento. J\u00e1 na opera\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o, aparece em cena o objeto perdido, o objeto\u00a0<em>a<\/em>. Jacques-Alain Miller (2012) explica, em seu brilhante trabalho \u201cOs seis paradigmas do gozo\u201d: \u201cda mesma maneira que o sujeito vale como uma falta-a-ser, sup\u00f5e-se que a puls\u00e3o seja definida como incluindo uma hi\u00e2ncia ou uma pequena cavidade\u201d (p. 19). Ou seja, a linguagem vem como uma estrutura que, em si pr\u00f3pria, j\u00e1 comporta a castra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Freud denomina realidade ps\u00edquica ou fantasia esse processo de absor\u00e7\u00e3o das influ\u00eancias da realidade externa sobre o sujeito e a consequente subjetiva\u00e7\u00e3o de tais interven\u00e7\u00f5es que v\u00eam do Outro. A demanda que aparece ao analista quando algu\u00e9m procura a an\u00e1lise est\u00e1 relacionada, portanto, a essas significa\u00e7\u00f5es primeiras, e que permaneceram no psiquismo. Algo a\u00ed provoca uma esp\u00e9cie de obst\u00e1culo, dificuldades na vida cotidiana que se traduzem em uma n\u00e3o fluidez nas diversas modalidades de rela\u00e7\u00e3o, tais como afetivas, amorosas, profissionais e tamb\u00e9m que dizem respeito \u00e0 insatisfa\u00e7\u00e3o ou a algum desconhecimento ou enigma no que tange ao pr\u00f3prio corpo. Miller, no texto acima citado, elucida o primeiro ensino de Lacan demonstrando que, para o psicanalista franc\u00eas, \u201co narcisismo envelopa as formas do desejo\u201d (MILLER, 2012, p. 5), o que \u00e9 nomeado pelo autor, em sua doutrina do gozo, como \u201cimaginariza\u00e7\u00e3o do gozo\u201d, e vemos, em seguida, no percurso desse ensino, que a puls\u00e3o foi reduzida a uma cadeia significante, o que caracteriza a significantiza\u00e7\u00e3o do gozo.<\/p>\n<p>Seja pelo imagin\u00e1rio, seja pelo simb\u00f3lico, o que prevalece na rela\u00e7\u00e3o transferencial \u00e9 o sentido atribu\u00eddo ao modo de lidar com os fatos, com as pessoas e com as complica\u00e7\u00f5es e dificuldades decorrentes da\u00ed. Trata-se de um investimento libidinal naqueles significantes-mestres que estavam presentes desde o in\u00edcio. Podemos dizer, com Lacan, que a\u00ed se encontra o sentido gozado. E, na \u201cConfer\u00eancia em Genebra sobre o sintoma\u201d, Lacan (1975) \u00e9 bem claro: \u201ccomo sustentar uma hip\u00f3tese como a do inconsciente \u2014 se n\u00e3o se v\u00ea que \u00e9 a maneira que teve o sujeito, se \u00e9 que h\u00e1 algum outro sujeito sen\u00e3o aquele que \u00e9 dividido, de estar impregnado, poder\u00edamos dizer, pela linguagem?\u201d (p. 6). J\u00e1 em\u00a0<em>O Semin\u00e1rio, livro 17: o avesso da psican\u00e1lise<\/em>, o psicanalista afirma que o saber \u00e9 um meio de gozo, ou seja, ao mesmo tempo em que h\u00e1 falta nesse saber, h\u00e1 mais-gozar (LACAN, 1969-70).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Inconsciente real<\/em><\/p>\n<p>O nome de<em>\u00a0O Semin\u00e1rio, livro 24<\/em>, de Jacques Lacan, \u00e9\u00a0<em>L\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>. Em alem\u00e3o,\u00a0<em>Unbewusste\u00a0<\/em>quer dizer inconsciente, o inconsciente tal como foi ensinado por Freud. O autor traduziu por\u00a0<em>une-b\u00e9vue<\/em>, tradu\u00e7\u00e3o essa que tem o mesmo som, pela homofonia. Da\u00ed pode-se concluir que\u00a0<em>une-b\u00e9vue<\/em>, um-equ\u00edvoco, um-lapso, um-engano vem como sendo a base do conceito de inconsciente. Em outra refer\u00eancia importante de Lacan, o \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do Semin\u00e1rio 11\u201d, ele aponta: \u201cQuando o esp de um laps \u2014 ou seja, visto que s\u00f3 escrevo em franc\u00eas, o espa\u00e7o de um lapso \u2014 j\u00e1 n\u00e3o tem nenhum impacto de sentido (ou de interpreta\u00e7\u00e3o), s\u00f3 ent\u00e3o temos certeza de estar no inconsciente. O que se sabe, consigo\u201d (LACAN, 1976, p. 567). Esse momento do ensino vem nos demonstrar que houve esse giro na cl\u00ednica lacaniana. Ou seja, o que prevalecia antes desse momento era o sentido gozado, um gozo atrelado ao significante, havendo at\u00e9 mesmo uma rela\u00e7\u00e3o primitiva entre o significante e o gozo. Uma entropia ou um desperd\u00edcio de gozo natural na linguagem era ent\u00e3o o gatilho para uma exig\u00eancia de um mais-de-gozar. Essa busca de gozo no objeto se expande at\u00e9 mesmo para os objetos da cultura, preferencialmente os\u00a0<em>gadgets<\/em>, aqueles produtos e aparelhos tecnol\u00f3gicos lan\u00e7ados a todo momento no mercado, seguindo as diretrizes do discurso capitalista e ofertados para o consumo desenfreado.<\/p>\n<p>O que ent\u00e3o vem representar essa radical mudan\u00e7a no percurso te\u00f3rico e cl\u00ednico da psican\u00e1lise lacaniana? Que elemento comportaria e influenciaria a diferen\u00e7a nos modos de interven\u00e7\u00e3o do analista nesse derradeiro ensino? A resposta \u00e9 o corpo, um corpo separado do Outro. Um-corpo.<\/p>\n<p>\u201cNo lugar do Outro, o corpo. N\u00e3o o corpo do Outro, e sim o corpo pr\u00f3prio [&#8230;]. E esse Um-Corpo [&#8230;] \u00e9 a \u00fanica consist\u00eancia do falasser. Eis que, com uma frase, ele reduz todos os reflexos oscilantes desse dep\u00f3sito que \u00e9 o Outro mai\u00fasculo. O Um-corpo como a \u00fanica consist\u00eancia\u201d (MILLER, 2009, p. 110-111).<\/p>\n<p>O significante incidindo no corpo vivo adquire um valor de trauma, pois ele \u00e9, primeiro, causa de gozo. \u00c9 o acontecimento de corpo. Constata-se, ent\u00e3o, que o falo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente para evitar a n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual para o falasser. Miller (2010) fala da extimidade para marcar o que esse resto de Coisa tem de heterog\u00eaneo em rela\u00e7\u00e3o ao Outro e, contudo, ao mesmo tempo, de localiz\u00e1vel a partir do Outro.<\/p>\n<p>O que Freud (1920) traz em\u00a0<em>Al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer,\u00a0<\/em>bem como nos seus conceitos de supereu e masoquismo, d\u00e1 a pista para uma amplia\u00e7\u00e3o e contemporaneiza\u00e7\u00e3o da no\u00e7\u00e3o de sintoma, e, com o inconsciente real, isso se consolida. N\u00e3o mais a falta no Outro, mas, no lugar do Outro, um furo. O furo remete \u00e0 exclus\u00e3o do sentido. A linguagem vem como elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre lal\u00edngua, dando ao sintoma a caracter\u00edstica de ser feito da \u201creitera\u00e7\u00e3o inextingu\u00edvel do mesmo Um\u201d (MILLER, 2015, p. 21).<\/p>\n<p>No inconsciente transferencial, o que vigora na rela\u00e7\u00e3o com o analista \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o, a decifra\u00e7\u00e3o. Enquanto, no inconsciente real, o que h\u00e1 \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o do sintoma, um fazer-uso.\u00a0<em>Savoir-y-faire<\/em>. Saber-fazer-ali-com o sintoma. Alejandro Reinoso diz em seu testemunho: \u201cFazer-se s\u00e9rio para obter uma prec\u00e1ria dignidade de vida, desprovida de vivacidade e vigor\u201d (REINOSO, 2020a, p. 110). Relata o sonho em que comia, com gosto, o arroz canton\u00eas,\u00a0<em>il riso a Lacan-tonese<\/em>, o-riso-\u00e0-la-Lacan, como interpreta o analista. \u201cEfeito imediato: ri \u00e0s gargalhadas, vibrando com todo o corpo; o analista tamb\u00e9m riu. O que era esse riso-a-la-Lacan?\u201d (REINOSO, 2020b, p. 45). Efeito: um reencontro com o riso que antes aterrorizava, que representava um \u00f3dio ao pr\u00f3prio gozo.<\/p>\n<p>Em outro sonho, imediatamente antes da demanda do passe, aparece um livro. No centro do livro estava a palavra francesa\u00a0<em>Ou\u00efr<\/em>, em mai\u00fasculas. Oui, Ou\u00efr, Huir. Sim-ouvir-fugir. Letra que nomeia o sintoma e que n\u00e3o remete a nenhum sentido. \u00c9 um saber-fazer com a fuga e com o ouvir. Um amor ao sinthoma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1920).\u00a0<strong>Al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer<\/strong>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1964).\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio, livro 11:\u00a0<\/strong>os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1969-70).\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio, livro 17:\u00a0<\/strong>o avesso da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Zahar, 1992.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cConfer\u00eancia em Genebra sobre o sintoma\u201d (1975).\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana.<\/strong>\u00a0S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, n. 23, 1998, p. 6-16.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do Semin\u00e1rio 11\u201d (1976). In: _____.\u00a0<strong>Outros escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 567-569.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A.\u00a0<strong>Perspectivas do Semin\u00e1rio 23 de Lacan. O sinthoma<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A.\u00a0<strong>Extimidad<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cOs seis paradigmas do gozo\u201d.\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana online.<\/strong>\u00a0n. 7, 2012, p.1-59. Dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"http:\/\/opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_7\/Os_seis_paradigmas_do_gozo.pdf\">http:\/\/opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_7\/Os_seis_paradigmas_do_gozo.pdf<\/a>\u00a0Acesso em: 21 set. 2021.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cLer um sintoma\u201d.\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana.<\/strong>\u00a0S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, n. 70, 2015, p. 13-22.<\/h6>\n<h6>REINOSO, A. \u201cDa indigna\u00e7\u00e3o de si \u00e0 dignidade do sinthoma\u201d.\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana.<\/strong>\u00a0S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, n. 82, 2020a, p. 109-112.<\/h6>\n<h6>REINOSO, A. \u201cUm despertar po\u00e9tico para o riso\u201d.\u00a0<strong>Papers+Um:\u00a0<\/strong>Freud-a-la-Lacan, 2020b, p. 45-46. Dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"https:\/\/congresoamp2020.com\/pt\/el-tema\/papers\/01_papers_trad.pdf\">https:\/\/congresoamp2020.com\/pt\/el-tema\/papers\/01_papers_trad.pdf<\/a>. Acesso em: 22 set. 2021.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PAULO DE SOUZA NOVAIS Psic\u00f3logo Aluno do\u00a0 Curso de Psican\u00e1lise do IPSM-MG paulovidanovais@hotmail.com Resumo:\u00a0Este artigo busca apresentar um percurso relativo \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es sobre o conceito de inconsciente, partindo do momento em que o interesse de Lacan estava voltado para a rela\u00e7\u00e3o transferencial com o analista e para suas interpreta\u00e7\u00f5es decorrentes dos conflitos edipianos e do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57809,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-1872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-29","category-25","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1872"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1872\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57810,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1872\/revisions\/57810"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}