{"id":1931,"date":"2022-07-19T06:41:42","date_gmt":"2022-07-19T09:41:42","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1931"},"modified":"2025-12-01T13:07:48","modified_gmt":"2025-12-01T16:07:48","slug":"psicanalise-e-politica-quatro-modalidades-de-uma-relacao1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2022\/07\/19\/psicanalise-e-politica-quatro-modalidades-de-uma-relacao1\/","title":{"rendered":"PSICAN\u00c1LISE E POL\u00cdTICA:  QUATRO MODALIDADES DE UMA RELA\u00c7\u00c3O[1]\u00a0"},"content":{"rendered":"<h6>ANA\u00cbLLE LEBOVITS-QUENEHEN<br \/>\nPsicanalista, AME da ECF\/AMP<br \/>\n<a href=\"mailto:anaelle.lebovits.quenehen@gmail.com\">anaelle.lebovits.quenehen@gmail.com<\/a><\/h6>\n<blockquote><p><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>A autora trata, neste artigo, da rela\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica, \u201cem particular, a forma como um psicanalista se interessa pela pol\u00edtica\u201d. Para tanto, distingue diferentes modalidades dessa rela\u00e7\u00e3o, assim como diferentes n\u00edveis de implica\u00e7\u00e3o do psicanalista com o pol\u00edtico. Ainda de acordo com a autora, a conex\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica aponta sempre \u201ca n\u00e3o impedir\u201d que o discurso anal\u00edtico continue a existir, ou seja, cabe aos analistas \u201cn\u00e3o cessar de fazer dos impasses que se encontram no mundo a ocasi\u00e3o de um avan\u00e7o epist\u00eamico sobre a base da necessidade \u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p><strong>Palavras-Chave:\u00a0<\/strong>psican\u00e1lise; pol\u00edtica; discurso anal\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Psychoanalysis and politics: four modalities of a relationship<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract:<\/strong>\u00a0In this article, the author discusses the relationship between psychoanalysis and politics, \u201cparticularly the way a psychoanalyst is interested in politics\u201d.\u00a0 In order to do so, she distinguishes different modalities of this relationship, as well as different levels of involvement of the psychoanalyst with the political. According to the author, the connection between psychoanalysis and politics always points to \u201cnot preventing\u201d the analytic discourse from continuing to exist, that is, it is up to analysts &#8220;to never cease to make the impasses found in the world the occasion for an epistemic advance on the basis of ethical necessity&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Keywords:\u00a0<\/strong>psychoanalysis; politics; analytical discourse.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Analle_Lebovits-Quenehen__Imagem_Nelson_de_Almeida-2.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"853\" data-large_image_height=\"1280\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1939 alignleft\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Analle_Lebovits-Quenehen__Imagem_Nelson_de_Almeida-2-682x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"397\" height=\"596\" \/><\/a>Pensar a rela\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica e, em particular, a forma como um psicanalista se interessa pela pol\u00edtica, quer dizer, como interv\u00e9m no campo pol\u00edtico, sem d\u00favida sup\u00f5e distinguir diferentes modalidades dessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Comecemos pela primeira, que se coloca de in\u00edcio. Um psicanalista est\u00e1 interessado, em primeiro lugar, pela pol\u00edtica no sentido em que ela \u00e9 de sua \u00e9poca, quer dizer, do tempo e do lugar em que vive e exerce a fun\u00e7\u00e3o de analista. Desde 1953, Lacan contempla a psican\u00e1lise completamente tomado, inclusive \u201carrastado\u201d, pelo redemoinho de sua \u00e9poca. Essa passagem do \u201cDiscurso de Roma\u201d \u00e9 bem conhecida: \u201cQue ele conhe\u00e7a bem a espiral a que o arrasta sua \u00e9poca na obra cont\u00ednua de Babel, e que conhe\u00e7a sua fun\u00e7\u00e3o de int\u00e9rprete na disc\u00f3rdia das l\u00ednguas\u201d (LACAN, 1953, p. 322). Sobre esse ponto, Lacan n\u00e3o variar\u00e1. Volta a encontr\u00e1-lo vinte anos mais tarde, em 1973, afirmando com a mesma \u00eanfase e, ainda mais explicitamente, que um analista deve ser absolutamente \u201ccontempor\u00e2neo\u201d. Nesse momento, faz dele um slogan:<\/p>\n<p>\u201cSomos de nosso tempo. Tive um amigo que produzia como\u00a0<em>Schlachwort<\/em>, (quer dizer) slogan: \u2018Sejamos significativamente contempor\u00e2neos\u2019. Creiam, \u00e9 um bom aforismo. Sejam significativamente contempor\u00e2neos tanto mais quanto que n\u00e3o tenham outro recurso. O que n\u00e3o \u00e9 da sua experi\u00eancia est\u00e1 perdido, perdido de uma vez por todas\u201d (LACAN, 1973, p. 237-238. trad. nossa).<\/p>\n<p>Certamente, essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9, em primeiro lugar, para nos prevenirmos contra a tenta\u00e7\u00e3o de rea\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m indica, uma vez mais, a afinidade de um analista com seu tempo, a forma em que \u00e9 tomado, da qual depende, e isso \u00e0 margem da sua vontade. O analista n\u00e3o est\u00e1 recluso em sua torre de marfim, n\u00e3o se mant\u00e9m acima da conting\u00eancia di\u00e1ria, n\u00e3o est\u00e1 ocupado mais al\u00e9m de se colocar \u00e0 altura e pensar uma t\u00e9cnica que sirva para a eternidade e para um dia de uma determinada \u00e9poca, e isso sem escapat\u00f3ria poss\u00edvel. Por outro lado, ser de seu tempo \u00e9, na verdade, ter rela\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica como componente da \u00e9poca em que se vive. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio sab\u00ea-lo e medir o que se implica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica anal\u00edtica, esta mesma comprometida com certa evolu\u00e7\u00e3o, assim como o saber que a orienta e a indexa, por sua vez.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria do mundo, na qual a pol\u00edtica \u00e9 um componente principal, por mais que n\u00e3o realize mais que revolu\u00e7\u00f5es, que se repita e veja o real voltar ao mesmo lugar, tal como a terra gira sobre si mesma (LACAN, 2017, p. 7), n\u00e3o \u00e9 menos certo que o psicanalista que o habita n\u00e3o saiba ignorar aquilo do que \u00e9 contempor\u00e2neo sem limitar o campo da sua experi\u00eancia.<\/p>\n<p>O primeiro n\u00edvel de implica\u00e7\u00e3o de um psicanalista no pol\u00edtico procede unicamente do fato que o pol\u00edtico \u00e9 um componente da \u00e9poca em que se vive.<\/p>\n<p>O segundo, o terceiro e o quarto n\u00edvel, que ser\u00e3o diferenciados, se situam de outro modo, a partir da experi\u00eancia da Escola da Causa Freudiana ao longo dos \u00faltimos 20 anos. Lacan n\u00e3o tematizou esses n\u00edveis como tais, mas a orienta\u00e7\u00e3o seguida pelos psicanalistas de sua Escola no campo pol\u00edtico \u00e9 afim \u00e0quela que oferece seu Ensino. Essa orienta\u00e7\u00e3o se pode localizar, entre outras, na men\u00e7\u00e3o decisiva do \u201cAto de Funda\u00e7\u00e3o\u201d (1971), no qual Lacan afirma que a Escola est\u00e1 feita para devolver \u201ca pr\u00e1xis original que Freud instituiu sob o nome de psican\u00e1lise ao dever que lhe compete em nosso mundo\u201d (LACAN, 1971, p. 235). O que isso quer dizer, sen\u00e3o que, em primeiro lugar, a pr\u00e1xis freudiana tem um dever no mundo, o primeiro dos quais, sem d\u00favida, \u00e9 o de se dar os meios de perdurar, de existir, e isso mantendo viva a subvers\u00e3o daquela que procede?<\/p>\n<p>Importante destacar que a responsabilidade do psicanalista est\u00e1 comprometida quando o pol\u00edtico se interessa pela psican\u00e1lise. Nesse ponto, figura o segundo tipo de rela\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica que abordaremos. N\u00e3o \u00e9, portanto, o psicanalista que se interessa aqui, em primeiro lugar, pela pol\u00edtica, mas o pol\u00edtico que, se interessando por seu campo, o convoca \u00e0s vezes a responder, ou seja, literalmente a fazer-se\u00a0<em>respons\u00e1vel<\/em>. Assim, quando o pol\u00edtico se interessa pela psican\u00e1lise, raras as vezes o faz para valoriz\u00e1-la, sen\u00e3o \u2014 e isso desde alguns anos atr\u00e1s \u2014 para impor uma ordem que se sup\u00f5e que lhe falte, frequentemente com as melhores inten\u00e7\u00f5es, mas colocando em perigo as condi\u00e7\u00f5es de sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Desse modo, vimos, por exemplo, o pol\u00edtico pretender se misturar na forma\u00e7\u00e3o dos psicanalistas. Em tal contexto, a responsabilidade do analista encontra-se convocada e comprometida, ao menos quando se at\u00e9m ao discurso anal\u00edtico. Todo o desafio est\u00e1 efetivamente em n\u00e3o deixar debilitar o progresso da psican\u00e1lise nem degradar sua utiliza\u00e7\u00e3o, para retomar as palavras de Lacan em \u201cO Ato de Funda\u00e7\u00e3o\u201d (1971). Isso \u00e9 verdade tanto no interior quanto no exterior do campo psicanal\u00edtico. Do mesmo modo que a Escola est\u00e1 feita para proteger a psican\u00e1lise da err\u00e2ncia de certos psicanalistas, tamb\u00e9m est\u00e1 feita para proteg\u00ea-la das err\u00e2ncias do pol\u00edtico quando se apresentam contra ela.<\/p>\n<p>Uma terceira forma de considerar a conex\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica consiste em destacar a depend\u00eancia da psican\u00e1lise do regime pol\u00edtico em que se pratica. O Estado de direito, especialmente, \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade do livre exerc\u00edcio da psican\u00e1lise \u2014 Judith Miller o assinala em\u00a0<em>Por que Lacan<\/em>\u00a0(MILLER, 2021, p.71). Freud e os primeiros psicanalistas vienenses o viveram bastante nos in\u00edcios do movimento anal\u00edtico, dado que, nascida em Viena, a psican\u00e1lise foi rapidamente expulsa pela interven\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica. Uma mudan\u00e7a de regime pol\u00edtico \u00e9, ent\u00e3o, suficiente para impor um pesado ex\u00edlio \u00e0 psican\u00e1lise. Lacan destaca, por sua vez, as consequ\u00eancias para o movimento anal\u00edtico e certos desvios que ent\u00e3o tomou.<\/p>\n<p>De fato, a depend\u00eancia do discurso anal\u00edtico do Estado de direito \u00e9 tal que todo ataque a esse discurso parece revelar a fragilidade do Estado de direito, ainda que o ataque ao Estado de direito seja\u00a0<em>ipso facto<\/em>\u00a0ataque ao discurso anal\u00edtico. Aqui, todavia, t\u00ea-lo em conta \u00e9 uma forma de fazer-se respons\u00e1vel quanto ao discurso anal\u00edtico e de suas condi\u00e7\u00f5es de possibilidade.<\/p>\n<p>A quarta forma de considerar a conex\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica nos \u00e9 oferecida pela observa\u00e7\u00e3o da forma como Jacques-Alain Miller interveio a prop\u00f3sito da \u201cquest\u00e3o trans\u201d, destacando a\u00ed um impasse do discurso corrente, n\u00e3o sem efeitos potenciais no discurso anal\u00edtico. Quando esse discurso corrente tende, nessa quest\u00e3o em particular, a erguer a escuta em valor supremo, inspirando-se por outro lado, para isso, no mesmo discurso anal\u00edtico e de sua propaga\u00e7\u00e3o na opini\u00e3o p\u00fablica, este pro\u00edbe nesse impulso toda interpreta\u00e7\u00e3o, faz como se interpretar se convertesse em recha\u00e7ar, como se perguntar ou interrogar fosse j\u00e1 negar, como se convidar para a elucida\u00e7\u00e3o fosse j\u00e1 trair, ou, pior ainda, humilhar. Por outro lado, um psicanalista est\u00e1 bem situado para saber que certos enunciados se interpretam e que interpretar n\u00e3o equivale nem a \u201cjulgar\u201d, nem a \u201crecha\u00e7ar\u201d, nem a \u201cnegar\u201d aquele que faz um enunciado no \u00e2mbito da rela\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. Inclusive, frequentemente se apresentam casos em que interpretar ou interrogar uma ideia \u00e9, de fato, a \u00fanica forma de acolh\u00ea-la dignamente, a fim de permitir aceder a sua pr\u00f3pria verdade e, a partir da\u00ed, cernir o real que essa verdade bordeja. Isso se faz notar especialmente com certas crian\u00e7as com sintomatologia inquietante, tanto mais inquietante quanto a acolhida que se faz a solidifica. Que os psicanalistas fa\u00e7am saber os efeitos de uma interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica \u00e9 tamb\u00e9m para eles a ocasi\u00e3o de afirmar a dignidade de sua abordagem, assim como a dos sujeitos suscet\u00edveis de fazer essa experi\u00eancia. Realizando, se aproveitam de um impasse presente na civiliza\u00e7\u00e3o para fazer progredir os pontos importantes da doutrina que orientam ou reorientam sua pr\u00e1tica. \u00c9, ent\u00e3o, a ocasi\u00e3o de um progresso \u00e0 medida daquilo que o esp\u00edrito da \u00e9poca imp\u00f5e.<\/p>\n<p>Tomar \u201co lugar que lhe corresponde neste mundo\u201d, para retomar as palavras de Lacan, \u00e9, assim, para o psicanalista, a melhor forma de n\u00e3o fixar seus princ\u00edpios, de proscrever todo dogmatismo e de n\u00e3o cessar de fazer dos impasses que se encontram no mundo a ocasi\u00e3o de um avan\u00e7o epist\u00eamico sobre a base da necessidade \u00e9tica.<\/p>\n<p>Revela-se, ent\u00e3o, que o dever que se tem de velar pela psican\u00e1lise \u00e9 tamb\u00e9m uma das vias pelas quais a psican\u00e1lise progride, aquela que n\u00e3o cessa de restaurar a \u201csega cortante de sua verdade\u201d utilizando a via que \u201cdenuncie os desvios e concess\u00f5es\u201d (LACAN, 1971, p. 235), que, sem essa, a aceitam. A conex\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica aponta sempre \u201ca n\u00e3o impedir\u201d que o discurso anal\u00edtico continue existindo. E esta \u00e9, para os psicanalistas, uma exig\u00eancia m\u00ednima.<\/p>\n<p>Cada um dos ataques mais ou menos dirigidos, cada um dos discursos que v\u00e3o contra ela, seja de forma intencional, seja por acidente, s\u00e3o, assim, ocasi\u00f5es em que os psicanalistas podem abordar para experimentar ou comprovar suas teses, inventar o que deve ser inventado, ler de outra maneira o que j\u00e1 foi lido, ou seja, manter-se vivos e no vivo. Assim, ocorre-lhe de meter-se em pol\u00edtica, sempre e quando o discurso anal\u00edtico dependa disso \u2014 nem mais nem menos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o<\/strong>: Tereza Facury e Giselle Moreira<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cFun\u00e7\u00e3o e Campo da Fala e da Linguagem\u201d (1953). In:\u00a0<strong>Escritos<\/strong>, Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 322.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cAto de funda\u00e7\u00e3o\u201d (1971). In:\u00a0<strong>Outros Escritos<\/strong>, Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 235.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cIntervenci\u00f3n hecha en las \u2018conclusiones de los grupos de trabajo\u2019 del 4 de noviembre 1973\u201d, pronunciada no Congreso de la Escuela freudiana de Paris, de 1\u00ba a 4 de nov. de 1973, no\u00a0<strong>Bulletin int\u00e9rieur de l\u2019Ecole freudienne de Paris n\u00ba 15<\/strong>.\u00a0Paris, jun. 1975. p. 237-238. (Trad. nossa).<\/h6>\n<h6>LACAN J., Ideas aportadas por Regnault Fr., \u201cSus palabras me golpearon\u2026\u201d,\u00a0<strong>La Movida Zadig<\/strong>, n\u00ba 1, jun. 2017, p. 7. (Trad. nossa).<\/h6>\n<h6>MILLER J., \u201cLa reconquista del Campo freudiano\u201d, en Lebovits-Quenehen Ana\u00eblle (subdiretora),\u00a0<strong>Pourquoi Lacan<\/strong>.\u00a0Paris:\u00a0Presses psychanalytiques de Paris, 2021, p. 71-85.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/psicanalise-e-politica#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a>\u00a0Texto originalmente publicado na revista online Zadig Espa\u00f1a, em 29 de setembro de 2021.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANA\u00cbLLE LEBOVITS-QUENEHEN Psicanalista, AME da ECF\/AMP anaelle.lebovits.quenehen@gmail.com Resumo:\u00a0A autora trata, neste artigo, da rela\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica, \u201cem particular, a forma como um psicanalista se interessa pela pol\u00edtica\u201d. Para tanto, distingue diferentes modalidades dessa rela\u00e7\u00e3o, assim como diferentes n\u00edveis de implica\u00e7\u00e3o do psicanalista com o pol\u00edtico. 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