{"id":1999,"date":"2023-08-19T06:42:44","date_gmt":"2023-08-19T09:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=1999"},"modified":"2025-12-01T12:14:48","modified_gmt":"2025-12-01T15:14:48","slug":"algoritmos-protocolos-e-conteudos-patrocinados-uma-combinacao-problematica-na-clinica-com-criancas-e-adolescentes1-silvia-reis-soares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2023\/08\/19\/algoritmos-protocolos-e-conteudos-patrocinados-uma-combinacao-problematica-na-clinica-com-criancas-e-adolescentes1-silvia-reis-soares\/","title":{"rendered":"Algoritmos, protocolos e conte\u00fados patrocinados: uma combina\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica na cl\u00ednica com crian\u00e7as e adolescentes1  S\u00edlvia Reis Soares\u00a0"},"content":{"rendered":"<h6>Psic\u00f3loga<br \/>\nCoordenadora adjunta do N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental<br \/>\n<span id=\"cloakdeb7f68dc4731effa4a85845f55be18f\"><a href=\"mailto:silvia_moc@hotmail.com\">silvia_moc@hotmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>A psican\u00e1lise com crian\u00e7as e adolescentes tem apresentado diversos atravessamentos a partir da incid\u00eancia da tecnologia, da internet e das redes sociais. Investiga-se aqui a implica\u00e7\u00e3o do analista nesse contexto, tendo em vista a mudan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o com o saber, que j\u00e1 n\u00e3o passa mais pela suposi\u00e7\u00e3o ao Outro.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b>\u00a0psican\u00e1lise; inf\u00e2ncia; adolesc\u00eancia; internet.<\/p>\n<p><b>ALGORITHMS, PROTOCOLS AND SPONSORED CONTENT: A PROBLEMATIC COMBINATION\u00a0<\/b><b>WITHIN CHILDREN AND TEENAGERS CLINIC<\/b><b>.<\/b><\/p>\n<p><b>Abstract:\u00a0<\/b>Psychoanalysis with children and teenagers has presented several crossings from the incidence of technology, the internet, and social networks. The implication of the analyst in this context is investigated here, in view of the shift in the relation with knowledge, which no longer passes through the assumption of the Other.<\/p>\n<p><b>Keywords:<\/b>\u00a0psychoanalysis; childhood; adolescence; Internet.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_2000\" style=\"width: 870px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/paradealgoritmmos.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"860\" data-large_image_height=\"1024\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2000\" class=\"wp-image-2000\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/paradealgoritmmos.jpg\" alt=\"\" width=\"687\" height=\"818\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2000\" class=\"wp-caption-text\">CAROLINA BOTURA. S\/T<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>I &#8211; Estamos na Era da Informa\u00e7\u00e3o<\/i><\/p>\n<p>A internet, criada como Arpanet em 1969, tinha como objetivo interligar laborat\u00f3rios de pesquisa americanos. Nesse mesmo ano, tivemos tamb\u00e9m o envio do primeiro e-mail da hist\u00f3ria. Com a expans\u00e3o de seu uso, dominou o \u00e2mbito acad\u00eamico e se tornou conhecida como Internet. Seu uso comercial foi liberado em 1987 e, posteriormente, empresas fornecedoras de provedores de acesso come\u00e7aram a surgir. E assim, em 1992, o Laborat\u00f3rio Europeu de F\u00edsica de Part\u00edculas (Cern) inventou a World Wide Web, o famoso www que precede os endere\u00e7os virtuais, e as informa\u00e7\u00f5es passaram a estar ao alcance de qualquer usu\u00e1rio. No Brasil, a explora\u00e7\u00e3o comercial foi liberada em 1995 e, desde ent\u00e3o, temos nos deparado com a difus\u00e3o da rede e sua multiplica\u00e7\u00e3o de formas de explora\u00e7\u00e3o (SILVA, 2001).<\/p>\n<p>Com o lan\u00e7amento do Google, em 1997, a hist\u00f3ria da internet teve um ponto de virada, disponibilizando a rede para um p\u00fablico extenso e oferecendo o uso de um navegador, tornando-se tamb\u00e9m o principal mecanismo de buscas, que conta com cerca de 1 bilh\u00e3o de p\u00e1ginas indexadas, fornecendo agilidade e facilidade ao acesso de informa\u00e7\u00f5es em decorr\u00eancia de seus algoritmos (ROCK CONTENT, 2020). Em seguida, surgiram as redes sociais, representando uma forma de contato direto, r\u00e1pido e possibilitando a troca de informa\u00e7\u00f5es e o acesso \u00e0s not\u00edcias em tempo real. Importantes servi\u00e7os foram criados, como o Facebook, o YouTube e o Instagram.<\/p>\n<p>Todas essas s\u00e3o plataformas que servem de entretenimento e s\u00e3o difusoras de informa\u00e7\u00e3o, substituindo as m\u00eddias tradicionais e trazendo tudo ao alcance das m\u00e3os. Quantas n\u00e3o foram as revistas e os jornais que deixaram de existir, uma vez que a informa\u00e7\u00e3o se encontra dispon\u00edvel de gra\u00e7a? Quantos canais de televis\u00e3o precisaram adequar seu conte\u00fado e formato ao perder espa\u00e7o para a Netflix e afins? Desse modo, a internet desencadeou a Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e o mundo passou a estar na Era da Informa\u00e7\u00e3o (ROCK CONTENT, 2020). Nesta etapa, conhecida como Internet 2.0, os usu\u00e1rios passaram de uma posi\u00e7\u00e3o passiva, de meros consumidores, para uma posi\u00e7\u00e3o ativa, na qual interagem entre si na posi\u00e7\u00e3o de criadores de conte\u00fados, confluindo para os\u00a0<i>influencers<\/i>\u00a0da atualidade, ou seja, pessoas que produzem conte\u00fado e se destacam nas redes em que se encontram. Diante desse cen\u00e1rio, as empresas logo perceberam todo o potencial envolvido e hoje j\u00e1 n\u00e3o se pode falar da internet sem a publicidade que nela encontramos.<\/p>\n<p>\u00c9 quando surgem em cena os famosos algoritmos, \u201csequ\u00eancia de racioc\u00ednios, instru\u00e7\u00f5es ou opera\u00e7\u00f5es para alcan\u00e7ar um objetivo&#8230;\u201d (ROCK CONTENT, 2020, n.p.). S\u00e3o instru\u00e7\u00f5es dadas por quem os programa para que resolvam problemas matem\u00e1ticos, executem tarefas ou realizem c\u00e1lculos. Assim, com a inser\u00e7\u00e3o da publicidade no ambiente virtual, os algoritmos foram ajustados de modo a privilegiar alguns fatores, como a temporalidade, o engajamento e o relacionamento. Organiza a\u00a0<i>timeline<\/i>\u00a0do usu\u00e1rio de modo que os conte\u00fados exibidos sejam os mais recentes e que estejam recebendo bastantes intera\u00e7\u00f5es (curtidas, coment\u00e1rios, compartilhamentos), al\u00e9m de priorizar os usu\u00e1rios com quem h\u00e1 intera\u00e7\u00f5es frequentes. Ent\u00e3o, os algoritmos destacam o que entendem ser do interesse do usu\u00e1rio e mostram conte\u00fados que avaliam como relevantes.<\/p>\n<p><i>II &#8211; Adolesc\u00eancia e atualidade: entre o ideal e o poss\u00edvel<\/i><\/p>\n<p><a id=\"ref2\"><\/a>A adolesc\u00eancia, constru\u00e7\u00e3o social acerca do que a psican\u00e1lise compreende como puberdade, \u00e9 o momento da vida em que o sujeito j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais crian\u00e7a e passa a ser tomado pelas irrup\u00e7\u00f5es do real do corpo, que est\u00e1 em constante mudan\u00e7a. Miller<sup>2<\/sup>\u00a0(<i>apud\u00a0<\/i>DRUMMOND, 2016) aponta que, tratando-se da adolesc\u00eancia, nos ocupamos de tr\u00eas aspectos: a sa\u00edda da inf\u00e2ncia, a diferen\u00e7a dos sexos e o desenvolvimento da personalidade. \u00c9, ent\u00e3o, um momento crucial, visto que \u00e9 quando o sujeito se depara em um encontro com o imposs\u00edvel e, a partir do qual, precisar\u00e1 construir uma resposta. \u201cReceber um adolescente \u00e9 receber algu\u00e9m em um impasse, pois se defronta com as mudan\u00e7as corporais, identifica\u00e7\u00f5es, a lida com os outros e com o Outro, rela\u00e7\u00e3o com o sexo. Impasses estruturais, encontros com o real, diante dos quais o sujeito se v\u00ea desamparado\u201d (STIGLITZ, 2016,\u00a0<i>apud\u00a0<\/i>MEZ\u00caNCIO, 2017, p. 78). Assim, o adolescente encontra-se, naturalmente, envolto a essas quest\u00f5es e, considerando o enfraquecimento do Nome-do-Pai e a prolifera\u00e7\u00e3o de objetos, o saber j\u00e1 n\u00e3o faz enigma, estando acess\u00edvel a qualquer momento e em qualquer lugar: ele est\u00e1 ao alcance das m\u00e3os. Ou voc\u00ea nunca pediu a algu\u00e9m que procurasse uma resposta no Google?<\/p>\n<p>Lacan nos diz em \u201cTelevis\u00e3o\u201d que, em nossos tempos, o objeto\u00a0<i>a<\/i>\u00a0foi elevado ao z\u00eanite social, ou seja, temos localizado no mais alto ponto do c\u00e9u o mais de gozar como dominante. \u201cEste primado do objeto\u00a0<i>a,<\/i>\u00a0pr\u00f3prio da \u00e9poca do Outro que n\u00e3o existe, deixa para tr\u00e1s, a identifica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica ao ideal\u201d (AMENDOLA, 2020, n.p.). Assim, a inser\u00e7\u00e3o social se faz menos por identifica\u00e7\u00e3o do que por consuma\u00e7\u00e3o, como aponta Miller.<\/p>\n<p>O celular,\u00a0<i>gadget<\/i>\u00a0que permite o acesso aos\u00a0<i>apps\u00a0<\/i>(aplicativos), est\u00e1 sempre dispon\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 incomum crian\u00e7as e adolescentes queixando-se nos consult\u00f3rios de quererem ou precisarem de um aparelho. Ou, ainda, tem sido frequente ouvir deles que o celular, e at\u00e9 especificamente o\u00a0<i>TikTok<\/i>, s\u00e3o motivo de eles viverem, s\u00e3o pontos que os ligam \u00e0 vida.<\/p>\n<p>O que tem sido percebido na cl\u00ednica \u00e9 que o uso excessivo de celulares e afins privilegia rela\u00e7\u00f5es intermediadas pelo aparelho, o que destaca a total desorienta\u00e7\u00e3o do adolescente quando privado de seu acesso. \u00c9 comum vermos um grupo de pessoas pr\u00f3ximas fisicamente, em que est\u00e1, cada uma, atenta ao conte\u00fado de seu dispositivo, e at\u00e9 mesmo relacionando entre si por meio das redes sociais, em detrimento da rela\u00e7\u00e3o vis-\u00e0-vis. Para al\u00e9m disso, frente \u00e0s frustra\u00e7\u00f5es decorrentes, pouco tem sido poss\u00edvel enquanto sa\u00edda privilegiada pelo simb\u00f3lico e frequentemente nos deparamos com atos sobre o corpo como forma de al\u00edvio ou puni\u00e7\u00e3o. Miller nos coloca que os sujeitos contempor\u00e2neos hipermodernos s\u00e3o desorientados, sem uma b\u00fassola norteadora, o que favorece a imposi\u00e7\u00e3o do objeto\u00a0<i>a<\/i>\u00a0a esses sujeitos desamparados. \u201cO mais de gozar se esgueira atrav\u00e9s das redes&#8230;\u201d e dita v\u00e1rias formas de burlar o circuito natural dos corpos e da vida (AMENDOLA, 2020, n.p.).<\/p>\n<p><i>III &#8211; Quando os algoritmos encontram sujeitos desorientados: uma ang\u00fastia infinita<\/i><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do sujeito contempor\u00e2neo com o saber j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a mesma de outrora. N\u00e3o se sup\u00f5e mais que o outro sabe, visto que ele o det\u00e9m. \u00c9 comum nos depararmos com\u00a0<i>influencers<\/i>\u00a0seguidos por milh\u00f5es de pessoas, mas de quem nunca ouvimos falar. Que conte\u00fados produzem, afinal? Muitos dan\u00e7am trechos musicais coreografados que se tornam verdadeiros virais, outros dublam cenas famosas de filmes, fazem pegadinhas, promovem desafios, etc. Os conte\u00fados em v\u00eddeo j\u00e1 s\u00e3o privilegiados quanto aos est\u00e1ticos dos textos e imagens, convocando os usu\u00e1rios a se adequarem \u00e0s regras para aumentar o engajamento.<\/p>\n<p>Uma das mais recentes redes sociais em evid\u00eancia \u00e9 o\u00a0<i>TikTok<\/i>. O aplicativo chin\u00eas mais baixado de 2021 \u00e9 uma rede de compartilhamento de v\u00eddeos curtos que monta a sua\u00a0<i>timeline<\/i>\u00a0conforme os conte\u00fados que o usu\u00e1rio se interessa por consumir. Criado em 2016, \u00e9 um dos poucos\u00a0<i>apps<\/i>\u00a0que amea\u00e7am a hegemonia da Meta, empresa detentora de\u00a0<i>Facebook, Snapchat, Instagram, WhatsApp<\/i>\u00a0e outras mais. Seu\u00a0<i>feed<\/i>\u00a0\u00e9 formado pela chamada\u00a0<i>timeline<\/i>\u00a0infinita, ou seja, o conte\u00fado selecionado \u00e9 escolhido a partir dos algoritmos e n\u00e3o h\u00e1 um fim, n\u00e3o tem momento para o conte\u00fado acabar. Essa nova configura\u00e7\u00e3o implica numa s\u00e9rie de s\u00e9rias consequ\u00eancias: a falta faz falta! E \u00e9 a\u00ed que mora a ang\u00fastia.<\/p>\n<p>Em estudos recentes, pesquisadores perceberam que os v\u00eddeos curtos de conte\u00fado agrad\u00e1vel ao usu\u00e1rio ativam \u00e1reas do c\u00e9rebro ligadas ao sistema de recompensa, o que produz sensa\u00e7\u00e3o de prazer e satisfa\u00e7\u00e3o. Assim, ao assistir a um v\u00eddeo do aplicativo, ativa-se a produ\u00e7\u00e3o de dopamina, produzindo sentimentos de felicidade e alegria. Diante do aumento do recebimento do neurotransmissor pelo c\u00e9rebro, mais ele demanda, contribuindo para sua entrada em est\u00e1gio de satura\u00e7\u00e3o e diminuindo a sua sensibilidade, de modo a necessitar de uma quantidade maior da subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p><i>IV &#8211; O discurso capitalista e o saber: fonte de parva riqueza<\/i><\/p>\n<p>\u00c9 diante de todo esse contexto que temos uma combina\u00e7\u00e3o deveras problem\u00e1tica: uso excessivo das redes sociais, aplicativos que te entregam o que te agrada, ainda que n\u00e3o solicitado, e a inexist\u00eancia da falta ou, ao menos, de um hiato que possa suscitar um questionamento, s\u00e3o imperativos de gozo: Compre! Seja! Fa\u00e7a! Nessa seara, muitos encontraram a oportunidade de se venderem enquanto produtos a serem consumidos: \u201cTe ensino a ganhar dinheiro com o\u00a0<i>Instagram<\/i>! Compre meu curso! Siga o meu perfil!\u201d. E o resultado disso \u00e9 a venda de solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas por pessoas que ocupam o lugar de mestre e que interpretam o desconhecido (vide as caixinhas de perguntas), mas privilegiando formatos standards de como fazer, vender ou tratar.<\/p>\n<p>Para que o analista esteja \u00e0 altura de sua \u00e9poca, \u00e9 preciso que esteja atento ao modo como o falasser se manifesta. M\u00e1rcia Mez\u00eancio diz que \u201co la\u00e7o transferencial \u00e9 a oferta que cabe ao analista [&#8230;] e que esse la\u00e7o \u00e9 o que pode produzir um lugar onde o sujeito possa se enganchar\u201d (2017, p. 75). E, a partir disso, cavar um amor epist\u00eamico ao inconsciente. Diante disso, ent\u00e3o, pergunto: o que faria o analista, em sua posi\u00e7\u00e3o de semblante do objeto, causa de desejo, diante do sujeito que acredita ter o objeto em suas m\u00e3os? Como convocar o sujeito a desejar, a querer saber sobre um mais-al\u00e9m desse gozo opaco?<\/p>\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:120,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h6><b>Refer\u00eancias<\/b><\/h6>\n<h6>AMENDOLA, A. F. O discurso anal\u00edtico: uma pausa vivificante.\u00a0<b>Lacan XXI \u2013 Revista FAPOL online.<\/b>\u00a02020, vol 1. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2020\/05\/26\/o-discurso-analitico-uma-pausa-vivificante\/?lang=pt-br\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2020\/05\/26\/o-discurso-analitico-uma-pausa-vivificante\/?lang=pt-br<\/a>\u00a0Acesso em 02 out. 2022.<\/h6>\n<h6>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria da Internet, sua finalidade e qual o cen\u00e1rio atual.<b>\u00a0Rock Content Blog<\/b>, 2020. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/rockcontent.com\/br\/blog\/historia-da-internet\/\">https:\/\/rockcontent.com\/br\/blog\/historia-da-internet\/<\/a>\u00a0Acesso em 02 out. 2022.<\/h6>\n<h6>DRUMMOND, C. Gide e a imiscui\u00e7\u00e3o do adulto na crian\u00e7a.\u00a0<b>Revista Curinga.<\/b>\u00a0Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas, n. 42, jul.\/dez. de 2016.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Televis\u00e3o.\u00a0<b>Outros escritos\u00a0<\/b>S\u00e3o Paulo: Zahar Editor, 1993.<\/h6>\n<h6>MEZ\u00caNCIO, M. A constitui\u00e7\u00e3o do sintoma na juventude: deriva e ruptura.\u00a0<b>Revista Curinga.<\/b>\u00a0Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas, n. 43, abr. 2017.<\/h6>\n<h6>O GLOBO, A. Como o TikTok atua no c\u00e9rebro e vicia jovens em seus v\u00eddeos curtos.\u00a0<b>EXAME<\/b>, 2022. Dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"https:\/\/exame.com\/ciencia\/como-o-tiktok-atua-no-cerebro-de-jovens-com-videos-curtos-e-personalizados\/\">https:\/\/exame.com\/ciencia\/como-o-tiktok-atua-no-cerebro-de-jovens-com-videos-curtos-e-personalizados\/<\/a>. Acesso em 04 out. 2022.<\/h6>\n<h6>Saiba como funciona um algoritmo e conhe\u00e7a os principais exemplos existentes no mercado.\u00a0<b>Rock Content Blog<\/b>, 2019. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/rockcontent.com\/br\/blog\/algoritmo\/\">https:\/\/rockcontent.com\/br\/blog\/algoritmo\/<\/a>\u00a0Acesso em 03 out. 2022.<\/h6>\n<h6>SILVA, L. W. Internet foi criada em 1969 com o nome de \u201cArpanet\u201d nos EUA.\u00a0<b>Folha de S. Paulo<\/b>, 2001. Dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/ult95u34809.shtml\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/ult95u34809.shtml<\/a>\u00a0Acesso em 02 out. 2022.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><span class=\"TextRun BlobObject DragDrop SCXW80524326 BCX8\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"Superscript SCXW80524326 BCX8\" data-fontsize=\"10\"><a id=\"i\"><\/a><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/algoritmos-protocolos-e-conteudos-patrocinados-uma-combinacao-problematica-na-clinica-com-criancas-e-adolescentes#ref1\">1<\/a><\/span><\/span><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/algoritmos-protocolos-e-conteudos-patrocinados-uma-combinacao-problematica-na-clinica-com-criancas-e-adolescentes#ref1\"><span class=\"TextRun SCXW80524326 BCX8\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW80524326 BCX8\" data-ccp-parastyle=\"endnote text\">\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW80524326 BCX8\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"none\"><span class=\"NormalTextRun SCXW80524326 BCX8\" data-ccp-parastyle=\"endnote text\">Texto apresentado no N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental da Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do IPSM-MG em 18\/10\/2022.<\/span><\/span><span class=\"EOP SCXW80524326 BCX8\" data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/a><\/h6>\n<h6><span class=\"EOP SCXW80524326 BCX8\" data-ccp-props=\"{}\"><span class=\"TextRun BlobObject DragDrop SCXW98918795 BCX8\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"Superscript SCXW98918795 BCX8\" data-fontsize=\"10\"><a id=\"ii\"><\/a><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/algoritmos-protocolos-e-conteudos-patrocinados-uma-combinacao-problematica-na-clinica-com-criancas-e-adolescentes#ref2\">2<\/a><\/span><\/span><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/algoritmos-protocolos-e-conteudos-patrocinados-uma-combinacao-problematica-na-clinica-com-criancas-e-adolescentes#ref2\"><span class=\"TextRun SCXW98918795 BCX8\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"none\"><span class=\"NormalTextRun SCXW98918795 BCX8\" data-ccp-parastyle=\"endnote text\">\u00a0Texto de encerramento da 3\u00aa Jornada do Institut de l\u2019Enfant, 2015.<\/span><\/span><span class=\"EOP SCXW98918795 BCX8\" data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/a><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Psic\u00f3loga Coordenadora adjunta do N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental silvia_moc@hotmail.com &nbsp; Resumo:\u00a0A psican\u00e1lise com crian\u00e7as e adolescentes tem apresentado diversos atravessamentos a partir da incid\u00eancia da tecnologia, da internet e das redes sociais. Investiga-se aqui a implica\u00e7\u00e3o do analista nesse contexto, tendo em vista a mudan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o com o saber, que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57736,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-1999","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-30","category-27","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1999"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1999\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57737,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1999\/revisions\/57737"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}