{"id":2004,"date":"2023-08-19T06:42:44","date_gmt":"2023-08-19T09:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=2004"},"modified":"2025-12-01T12:16:11","modified_gmt":"2025-12-01T15:16:11","slug":"um-corpo-de-angu1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2023\/08\/19\/um-corpo-de-angu1\/","title":{"rendered":"Um corpo de angu1"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Nath\u00e1lia Temponi Natal\u00a0<\/strong><br \/>\nPsiquiatra das Redes de Sa\u00fade Mental de Itabirito, Mariana e Ouro Preto<br \/>\n<span id=\"cloakadb7020cfdba9efe4d45fd3f67d69aae\"><a href=\"mailto:nathtemponi@uol.com.br\">nathtemponi@uol.com.br<\/a><\/span><\/h6>\n<h6><strong><span data-ccp-props=\"{&quot;335559738&quot;:120}\">\u00a0<\/span><\/strong><strong>Cl\u00e1udia Reis\u00a0<\/strong><br \/>\nPsicanalista, membro da EBP\/AMP<br \/>\n<span id=\"cloak5de0874363439af3852ad2b91c53a764\"><a href=\"mailto:claudia.r.reis@terra.com.br\">claudia.r.reis@terra.com.br<\/a><\/span><\/h6>\n<blockquote><p><strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Este escrito se constituiu a partir de uma apresenta\u00e7\u00e3o na Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Psican\u00e1lise nas Toxicomanias e Alcoolismo, na qual Nath\u00e1lia foi a respons\u00e1vel pela escrita do caso cl\u00ednico e ,Cl\u00e1udia, pelos coment\u00e1rios. Nosso campo de interesse foi investigar a rela\u00e7\u00e3o que um sujeito pode manter com uma subst\u00e2ncia t\u00f3xica e a posi\u00e7\u00e3o do analista na condu\u00e7\u00e3o do caso cl\u00ednico, e, em consequ\u00eancia, verificar os efeitos desse encontro.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:\u00a0<\/b>Toxicomanias; psicose; institui\u00e7\u00e3o; analista<i>.<\/i><\/p>\n<p><b>A BODY OF ANGU<\/p>\n<p><\/b><b>Abstract:\u00a0<\/b>This writing was constituted from a presentation at a Clinical Section of the N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Psican\u00e1lise nas Toxicomanias e Alcoolismo, in which Nath\u00e1lia was responsible for writing about the clinical case and ,Cl\u00e1udia, for the comments. Our field of interest was to investigate the relationship that a subject can maintain with a toxic substance and the analyst&#8217;s position in conducting the clinical case and, consequently, verify the effects of this encounter.<\/p>\n<p><b>Keywords:\u00a0<\/b>Drugaddictions; psychosis; institution; analyst.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2005\" style=\"width: 1610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/botura.jpeg\" data-dt-img-description=\"CAROLINA BOTURA. OCORPOABRIGA\" data-large_image_width=\"1600\" data-large_image_height=\"1064\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2005\" class=\" wp-image-2005\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/botura-1024x681.jpeg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"497\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2005\" class=\"wp-caption-text\">CAROLINA BOTURA. OCORPOABRIGA<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio foi acolhido na institui\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Mental em 2007, encaminhado pela Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade com relato de que havia chegado agressivo e alcoolizado. Quando lhe perguntado o motivo do encaminhamento, respondeu:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201ceu bebo desde o dia em que nasci, minha m\u00e3e colocava cerveja na mamadeira e me dava. Meu pai que mandava ela fazer isso, porque eu era muito agitado. Bebo para ver se alivia minha cabe\u00e7a e se diminui meu estresse. Acho que t\u00f4 piorando minha cabe\u00e7a; j\u00e1 tentei parar de beber v\u00e1rias vezes e n\u00e3o consigo. N\u00e3o consigo resolver meus problemas. Tem hora que eu penso que vou machucar algu\u00e9m de tanto estresse. Quando a pessoa fala que vai parar de beber, morre; todos os meus amigos que pararam morreram. Quero parar! Ningu\u00e9m gosta de cachaceiro!\u201d<\/p>\n<p>Relata que, quando crian\u00e7a, via pouco o pai; sentia sua falta e, quando o encontrava, este lhe dava cerveja.<\/p>\n<p>Assumo esse caso em 2019. A todos os plant\u00f5es, ele chegava alcoolizado, falava muito alto, entrava nos consult\u00f3rios e interrompia os outros atendimentos. Traz no corpo diversas escoria\u00e7\u00f5es, marcas de cortes e cicatrizes de suturas em sua face, por vezes fraturas de partes dos membros superiores, costelas e dentes quebrados. Sua marcha \u00e9 at\u00e1xica, devido a sequela em trauma do quadril na ocasi\u00e3o de um acidente. Observa-se uma piora de sua marcha nos dois \u00faltimos anos, provavelmente pelo consumo acentuado do \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Tem chegado cada vez mais machucado; a cada dia, um corte e uma nova sutura em alguma parte do seu corpo, geralmente no rosto e couro cabeludo, por consequ\u00eancia de quedas da pr\u00f3pria altura pelo consumo intenso de \u00e1lcool. Costuma dizer: \u201co cad\u00e1ver chegou!\u201d.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2020 eclodiu a pandemia do coronav\u00edrus e Rog\u00e9rio acentuou o uso do \u00e1lcool. Ao ser acolhido pela institui\u00e7\u00e3o, conseguia passar o dia sem beber, fazendo uso apenas quando chegava em casa e aos fins de semana. A equipe observou o quanto foi importante esse acolhimento devido \u00e0 urg\u00eancia que se apresentava nesse caso.<\/p>\n<p>Destaca-se da fala de Rog\u00e9rio sua revolta na inf\u00e2ncia por ver pouco seu pai e a afirma\u00e7\u00e3o de que, quando se encontravam, este lhe dava cerveja. Dos prontu\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o, extrai-se, j\u00e1 no acolhimento, que, em sua realidade ps\u00edquica, mamava cerveja. Quando se refere a parar de beber, nos traz uma colagem com a morte: \u201cquando a pessoa fala que vai parar de beber, morre; todos os meus amigos que pararam morreram\u201d. Mais adiante: \u201cEu j\u00e1 estou morto, quem bebe esse tanto j\u00e1 est\u00e1 morto\u201d.<\/p>\n<p>Tem-se uma queixa da falta do pai, relatos de um sentimento de abandono e desamparo e nota-se a presen\u00e7a da puls\u00e3o de morte. Esses pontos nos levaram a tomar o Lacan do in\u00edcio de seu ensino, em\u00a0<i>Complexos Familiares\u00a0<\/i>(LACAN 1938\/2003), em que relaciona a toxicomania com o desmame. Aponta que o desmame representa a forma primordial da imago materna e que \u00e9 um momento fundador dos sentimentos mais arcaicos e mais est\u00e1veis que unem o indiv\u00edduo \u00e0 fam\u00edlia. Portanto, instaura marcas importantes na forma\u00e7\u00e3o do sujeito. Segue suas elabora\u00e7\u00f5es afirmando que, traumatizante ou n\u00e3o, o desmame deixa no psiquismo a marca permanente da rela\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica que ele interrompe. O desmame \u00e9 aceito ou recusado, e a continua\u00e7\u00e3o do desenvolvimento evocar\u00e1 as marcas daquela crise. \u00c9 a recusa do desmame que tende a restabelecer esses primeiros conte\u00fados experimentados. Importante destacar que se trata de um per\u00edodo anterior ao advento do objeto. Diz ainda que esses conte\u00fados moldam as experi\u00eancias ps\u00edquicas posteriores e s\u00e3o reevocados por associa\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 imago, cito:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201ctem que ser sublimada, para que novas rela\u00e7\u00f5es se introduzam com o grupo social e para que novos complexos se integrem no psiquismo. Na medida em que resiste a essas novas exig\u00eancias [&#8230;] a imago, salutar em sua origem transforma-se num fator de morte. [&#8230;] Essa tend\u00eancia ps\u00edquica para a morte, sob a forma original que lhe d\u00e1 o desmame, revela-se nos suic\u00eddios [&#8230;] naqueles que se evidencia a forma oral do complexo: a greve de fome da anorexia nervosa, o envenenamento lento de certas toxicomanias pela boca, o regime de fome das neuroses g\u00e1stricas. A an\u00e1lise desses casos mostra que, em seu abandono \u00e0 morte, o sujeito procura reencontrar a imago da m\u00e3e\u201d (LACAN, 1938\/2003, p. 41).<\/p>\n<p>Que efeitos de sentido pode Rog\u00e9rio ter dado ao escutar que era cerveja que mamava?<\/p>\n<p>Notamos uma desordem. Trata-se de um sujeito disfuncional. A forma como leva a pr\u00f3pria vida, como n\u00e3o se conecta com o mundo que o cerca, o modo como experimenta seu corpo e o jeito de se relacionar com suas pr\u00f3prias ideias nos levam a tal afirma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o consegue ajustar-se socialmente, demonstra uma impot\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a conseguir encaixar-se num trabalho, suas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o problem\u00e1ticas. Seu corpo vagueia e tem a coordena\u00e7\u00e3o motora prejudicada. Um corpo que cai, corta, sutura, n\u00e3o se fixa; um angu, como bem nomeou a analista. Subjetivamente notamos um desenganche do Outro; a cabe\u00e7a \u00e9 ruim, porta um mal-estar, uma identifica\u00e7\u00e3o com o objeto\u00a0<i>a<\/i>\u00a0como dejeto. N\u00e3o se trata de uma identifica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, mas real: \u201co cad\u00e1ver chegou\u201d.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o encontrada para todo esse mal-estar \u00e9 beber. Poder\u00edamos construir uma hip\u00f3tese, a de que, diante da queixa da falta do pai, este lhe transmitiu esse modo de gozo? Ao aproximar a toxicomania da psicose, ter\u00edamos no gozar com o corpo uma forma de substituir o Nome-do-Pai?<\/p>\n<p>Que lugar o objeto \u00e1lcool ocupa para esse sujeito? O que essa subst\u00e2ncia representa, uma vez que sabemos que a intoxica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 da subst\u00e2ncia, mas do significante?<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio est\u00e1 intoxicado pelo que essa droga representa para ele. Qual \u00e9 o drama subjetivo que essa representa\u00e7\u00e3o vem a responder?<\/p>\n<p>Colhe-se em sua fala que se trata do encontro com o pai, o elo que os une. Desde seu nascimento (\u201ca cerveja na mamadeira\u201d), at\u00e9 a morte deste pai (\u201cmeu pai morreu bebendo comigo\u201d), temos uma trajet\u00f3ria marcada pela presen\u00e7a dessa subst\u00e2ncia. Desde a falta do pai, sentida no in\u00edcio de sua vida, at\u00e9 a morte enquanto falta, Rog\u00e9rio encontra uma solu\u00e7\u00e3o, um objeto que tampona, e at\u00e9 transborda: o \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Como fazer desconsistir a droga e trilhar nosso objetivo, que \u00e9 cavar a passagem do gozo da subst\u00e2ncia ao gozo pela palavra?<\/p>\n<p>O gozo do toxic\u00f4mano exclui o corpo do Outro, \u00e9 autoer\u00f3tico. Constitui-se como o suposto saber sobre o gozo, ou seja, tem-se uma certeza de gozo com a droga que \u00e9 um objeto causa de gozo. A aposta da psican\u00e1lise \u00e9 que existe o sujeito do gozo e o sujeito da palavra, e esta circula. Ao oferecer a escuta para que o toxic\u00f4mano fale, pode despertar algo pulsional.<\/p>\n<p>Nossa orienta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica acredita que tem um sujeito do inconsciente no doente, por isso operamos a n\u00edvel do sujeito, e n\u00e3o da droga, exigindo abstin\u00eancia, por exemplo.<\/p>\n<p>No que toca uma institui\u00e7\u00e3o para toxic\u00f4manos, sabe-se que esta precisa ser constru\u00edda a partir do real e conviver com a ideia de que n\u00e3o h\u00e1 tratamento sem reca\u00eddas, e, exatamente por isso, tem que contar com algumas estrat\u00e9gias, como pudemos ver no relato do caso. Diante das transgress\u00f5es do paciente, observa-se um v\u00ednculo, mas n\u00e3o muito apertado; um v\u00ednculo frouxo. Talvez por isso Rog\u00e9rio, aos trancos e barrancos do seu caminho, l\u00e1 coloca seu corpo h\u00e1 15 anos, e parece que ali endere\u00e7a seu desamparo.<\/p>\n<p>Tarrab (2000) fala da import\u00e2ncia de se estar advertido e n\u00e3o ser tragado pelos discursos que circulam nas institui\u00e7\u00f5es. Deixar-se surpreender e apostar, sem garantias. Uma posi\u00e7\u00e3o \u00e9tica de escutar o sujeito mais al\u00e9m do nome que traz e o marca e dar lugar a sua particularidade. Delinear a entrada na transfer\u00eancia como uma possibilidade de sa\u00edda.<\/p>\n<p>Interessante o ponto de impasse da equipe diante da condu\u00e7\u00e3o de tratamento. A solicita\u00e7\u00e3o de supervis\u00e3o cl\u00ednico-institucional foi uma sa\u00edda importante. Encaminha-se, pela linguagem, o desafio de Rog\u00e9rio ao saber da equipe, que a colocava impotente e angustiada. Esta, a partir da\u00ed, sente-se mais segura para se posicionar e fazer o que precisava ser feito. Existem momentos em que as palavras faltam, e os pacientes passam ao ato para serem atendidos. Do ponto de vista terap\u00eautico, \u00e9 necess\u00e1rio realizar a interna\u00e7\u00e3o, que muitas vezes lhes dar\u00e1 o limite corporal. As interna\u00e7\u00f5es pontuais promovem um intervalo, um respiro.<\/p>\n<p>Tivemos um dado importante que se deu durante a pandemia. Inserido como caso de exce\u00e7\u00e3o na PD, diminui o consumo. Nas enchentes deste ano, sem atendimento por duas semanas, a equipe o encontra com os cabelos e barba crescidos e humor deprimido. Poder\u00edamos ter a\u00ed um indicador de que uma estrat\u00e9gia de mant\u00ea-lo em regime mais pr\u00f3ximo poderia ser interessante?<\/p>\n<p>Parece ser esse o desafio do caso. Algo da ordem de uma escuta mais regular, da constru\u00e7\u00e3o de algum la\u00e7o que lhe desse um lugar e possibilitasse modificar a posi\u00e7\u00e3o do gozo desse sujeito, mais compat\u00edvel com um corpo com outra consist\u00eancia, que n\u00e3o a de angu.<\/p>\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:120,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h6><b>Refer\u00eancias<\/b><\/h6>\n<h6>LACAN, J.\u00a0<b>Outros Escritos<\/b>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003<\/h6>\n<h6>TARRAB, M. Las salidas de la toxicomania.\u00a0<i>In:\u00a0<\/i><b>M\u00e1s alla de las drogas: estudios psicoanal\u00edticos<\/b>. La Paz: Plural, 2000.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><a id=\"i\"><\/a><span class=\"TextRun SCXW53443907 BCX8\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"none\"><span class=\"NormalTextRun SCXW53443907 BCX8\" data-ccp-parastyle=\"endnote text\"><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/um-corpo-de-angu#ref1\">1. Texto apresentado no N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Psican\u00e1lise nas Toxicomanias e Alcoolismo da Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do IPSM-MG em 18\/10\/2022<\/a>.<\/span><\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nath\u00e1lia Temponi Natal\u00a0 Psiquiatra das Redes de Sa\u00fade Mental de Itabirito, Mariana e Ouro Preto nathtemponi@uol.com.br \u00a0Cl\u00e1udia Reis\u00a0 Psicanalista, membro da EBP\/AMP claudia.r.reis@terra.com.br Resumo:\u00a0Este escrito se constituiu a partir de uma apresenta\u00e7\u00e3o na Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Psican\u00e1lise nas Toxicomanias e Alcoolismo, na qual Nath\u00e1lia foi a respons\u00e1vel pela escrita&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57738,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-2004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-30","category-27","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57739,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2004\/revisions\/57739"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57738"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}