{"id":2069,"date":"2023-08-19T06:42:44","date_gmt":"2023-08-19T09:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=2069"},"modified":"2025-12-01T12:09:22","modified_gmt":"2025-12-01T15:09:22","slug":"almanaque-on-line-entrevista-margarida-elia-assad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2023\/08\/19\/almanaque-on-line-entrevista-margarida-elia-assad\/","title":{"rendered":"Almanaque on-line entrevista Margarida Elia Assad"},"content":{"rendered":"<div class=\"tm-header uk-visible@l\">\n<h6 class=\"uk-sticky-placeholder\">Margarida Assad<\/h6>\n<\/div>\n<div id=\"tm-main\" class=\"tm-main uk-section uk-section-default uk-padding-remove-top\" data-height-expand=\"\">\n<div class=\"uk-container uk-container-expand\">\n<article id=\"article-494\" class=\"uk-article\" data-permalink=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/elia-assad\">\n<div class=\"uk-container uk-container-small\">\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6>Psicanalista, membro da EBP\/AMP e professora aposentada da UFPB.<\/h6>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_2070\" style=\"width: 1545px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ENTREVISTA_-_MARGARIDA_ASSAD.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1535\" data-large_image_height=\"2303\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2070\" class=\"wp-image-2070\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ENTREVISTA_-_MARGARIDA_ASSAD-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"485\" height=\"727\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2070\" class=\"wp-caption-text\">CAROLINA BOTURA. CABE\u00c7A<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ALMANAQUE ON-LINE:<\/strong>\u00a0Em seu texto &#8220;O imposs\u00edvel e o la\u00e7o, o analista e a \u00e9poca&#8221; (2022), encontramos importantes contribui\u00e7\u00f5es. Ao retomar a frase de Lacan &#8220;o coletivo n\u00e3o \u00e9 nada sen\u00e3o o sujeito do individual&#8221; (LACAN, 1945\/1998, p. 213), voc\u00ea nos adverte que o coletivo n\u00e3o \u00e9 a soma dos indiv\u00edduos. Isso nos leva a indagar sobre um fen\u00f4meno de nosso tempo: a ades\u00e3o crescente a coletivos, n\u00e3o mais sob os moldes da identifica\u00e7\u00e3o a um ideal comum, mas a partir de um modo pr\u00f3prio de gozo, isto \u00e9, de um sintoma articulado ao la\u00e7o social, tal como esclareceu Miller. N\u00e3o s\u00e3o poucos os testemunhos dessa forma de la\u00e7o, como vemos, por exemplo, nos grupos terap\u00eauticos ligados \u00e0s adi\u00e7\u00f5es. Seguindo ainda com Miller, ele tamb\u00e9m destaca uma outra forma de enla\u00e7amento social presente nos chamados grupos extremistas, que, mais recentemente, surgem tamb\u00e9m no Brasil, nos quais o que estaria em jogo seria a articula\u00e7\u00e3o entre a identifica\u00e7\u00e3o e a puls\u00e3o de morte. Que leitura \u00e9 poss\u00edvel extrair dessa &#8220;psicologia de grupo&#8221; contempor\u00e2nea?<\/p>\n<p><strong>MARGARIDA ASSAD<\/strong>: A psicologia de grupo freudiana certamente est\u00e1 sendo renovada pela queda do patriarcado presente na atualidade. Mesmo na falta dos significantes para os Nomes-do-Pai, que sustentavam os ideais dos grupos, os la\u00e7os sociais se fazem demonstrando que sua causa n\u00e3o \u00e9 o amor ao Pai, mas uma falha irredut\u00edvel, causa do inconsciente. Essa falha irredut\u00edvel se introduz pela via da estrutura de linguagem, pelo Outro, tornando o corpo, objeto dessa marca, um ser destinado ao social, destinado a fazer la\u00e7os. Assim entendo o aforismo lacaniano &#8220;o inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica&#8221;, uma vez que, por pol\u00edtica, a psican\u00e1lise entende esse la\u00e7o irredut\u00edvel que o corpo falante mant\u00e9m com o social. E, por ser um la\u00e7o irredut\u00edvel, uma unidade perdida, resta ao falasser fazer, desse furo marcado em seu corpo, uma identifica\u00e7\u00e3o para si mesmo. Laurent esclarece que seria uma identifica\u00e7\u00e3o a &#8220;dar sentido&#8221; a essa &#8220;experi\u00eancia fora-de-sentido inerente a todo falasser&#8221; (2016, p. 65).<\/p>\n<p>Temos assistido no mundo uma nova configura\u00e7\u00e3o social, desenhada por grupos com diferentes identidades. Nem todos apresentam identidades de gozo articuladas \u00e0 puls\u00e3o de morte. Alguns desses grupos se re\u00fanem em torno de um significante que possa permitir que o la\u00e7o social seja mantido, impedindo que se radicalize entre eles um gozo forjado pela marca irredut\u00edvel da linguagem. Marcus Andr\u00e9 prop\u00f5e a identidade como forma de pertencimento a um grupo, o que o insere na cidade, destacando que no Brasil, em especial, a identidade salva vidas (VIEIRA, 2022, p. 65). Nesse sentido, precisamos fazer distin\u00e7\u00f5es sobre a interpreta\u00e7\u00e3o que o discurso anal\u00edtico pode fazer sobre a &#8220;psicologia de grupo contempor\u00e2nea&#8221;. Alguns grupos e coletivos certamente se constituem numa l\u00f3gica das paix\u00f5es de gozo, que se radicalizam de forma feroz sobre a sociedade. Alguns s\u00e3o nomeados terroristas, pois seu desejo se expressa pela via da destrui\u00e7\u00e3o e morte, como assistimos na depreda\u00e7\u00e3o feita aos s\u00edmbolos da Rep\u00fablica Brasileira no dia 8 de janeiro passado. Claro que nesses grupos existem diferentes identidades, das fascistas at\u00e9 os que imaginam que servem a um gozo imagin\u00e1rio, com valor de nomea\u00e7\u00e3o, como vimos no chamado grupo de &#8220;patriotas&#8221;, enrolados em bandeiras. Patriotas d\u00e1 a eles um nome, uma identifica\u00e7\u00e3o, que sustenta o vazio do\u00a0<em>n\u00e3o-saber<\/em>\u00a0quem s\u00e3o e, menos ainda, de seu desejo. H\u00e1 muito a refletir sobre a forma\u00e7\u00e3o moderna dos grupos. Nesses \u00faltimos, o que une tais indiv\u00edduos n\u00e3o \u00e9 da ordem de um semblante, mas do puro real marcado pela vontade de morte no Outro, e n\u00e3o do Outro. Podemos pensar que h\u00e1 a\u00ed uma identifica\u00e7\u00e3o constru\u00edda sobre o que h\u00e1\u00a0<em>no Outro<\/em>\u00a0de desejo de morte e que capitanearia, numa ordem de ferro, seus seguidores, satisfazendo sua vontade de gozo mort\u00edfera. Mecanismo semelhante \u00e0 histeria moderna, na qual o sintoma \u00e9 sintoma de um outro corpo, um sintoma em segundo grau (LAURENT, 2016, p. 28).<\/p>\n<p><a id=\"ref1\"><\/a>Fazer distin\u00e7\u00f5es sobre tais grupos \u00e9 fundamental. H\u00e1 grupos nos quais as identidades salvam e inserem seus participantes na cidade de forma civilizat\u00f3ria. E h\u00e1 grupos nos quais a identifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se cristaliza na identidade, como diz Lacan<a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/elia-assad#referencia\"><sup>1<\/sup><\/a>, podendo levar a um aumento da ang\u00fastia do grupo ou levar ao pior, que seria a passagem ao ato na forma de destrui\u00e7\u00e3o e morte pela absoluta identifica\u00e7\u00e3o ao desejo de morte no Outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AOL:<\/strong>\u00a0Ainda nesse tema sobre o discurso do mestre em nossa \u00e9poca, lembramos que a psican\u00e1lise aplicada \u00e9 uma tentativa de di\u00e1logo com esse discurso. Hoje, um de seus pontos fundamentais seriam as classifica\u00e7\u00f5es universalizantes pr\u00f3prias a uma psicopatologia que se apresenta como cient\u00edfica, cuja perspectiva se baseia, em \u00faltima inst\u00e2ncia, na homogeneiza\u00e7\u00e3o do sintoma, reduzindo-o a um transtorno especializado. Nesse sentido, o que parece estar em quest\u00e3o \u00e9 uma tentativa de enquadrar o gozo em um diagn\u00f3stico pr\u00eat-\u00e0-porter, ignorando, portanto, o efeito \u00fanico e irredut\u00edvel do encontro de cada sujeito com a linguagem. Diante disso, que di\u00e1logo se faz poss\u00edvel?<\/p>\n<p><strong>M.A<\/strong>: O discurso psicanal\u00edtico tem hoje uma tarefa da maior import\u00e2ncia para o mundo contempor\u00e2neo. O discurso cient\u00edfico, ao tentar homogeneizar os sintomas, de forma a classific\u00e1-los por sintomas comuns a cada classe, replica o que vem ocorrendo na prolifera\u00e7\u00e3o de grupos, em que se buscam nomea\u00e7\u00f5es que possam preencher o vazio das identifica\u00e7\u00f5es. Temos hoje uma excelente demonstra\u00e7\u00e3o dessa liquefa\u00e7\u00e3o das identifica\u00e7\u00f5es em identidades sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a singularidade do sujeito. Carolina Castelliano, da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o e secret\u00e1ria de Atua\u00e7\u00e3o no Sistema Prisional, afirmou, durante o UOL News, que muitos dos golpistas do dia 8 de janeiro em Bras\u00edlia, na maioria mulheres, apresentam sintomas de desconex\u00e3o com a realidade e que elas pr\u00f3prias n\u00e3o entendem como praticaram os atos de viol\u00eancia. Foi criada uma identidade de grupo, ela diz, que eliminava a subjetividade de cada um: ao que o grupo determina, o sujeito adere. A pessoa se tornou o grupo, diz Carolina, &#8220;elas sentem falta do grupo quando s\u00e3o mantidas isoladas&#8221;. Essas observa\u00e7\u00f5es da defensora p\u00fablica nos ajudam a interpretar o que vem acontecendo com o sujeito moderno.<\/p>\n<p>O neoliberalismo associado ao discurso capitalista vem oferecendo solu\u00e7\u00f5es \u00e0s quest\u00f5es subjetivas para todos, indiscriminadamente. As fam\u00edlias e as institui\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o esmagadas pelas novas formas de configura\u00e7\u00e3o do gozo, sem conseguir sustentar o tempo do vazio necess\u00e1rio para que cada um possa se arranjar com seu desejo. Hoje, por exemplo, temos formas diferentes de parentalidade que n\u00e3o assombram mais seus filhos, para usar um termo que Laurent isolou em Lacan:\u00a0<em>\u00e9pater\u00a0<\/em>(assombrar, chocar). Cabe ao discurso anal\u00edtico ofertar um di\u00e1logo com essas novas coordenadas do simb\u00f3lico escutando as irrup\u00e7\u00f5es, as manifesta\u00e7\u00f5es de ang\u00fastia, fazendo frente, fazendo\u00a0<em>um jud\u00f4\u00a0<\/em>(LAURENT, 2016, p. 36<em>)<\/em>\u00a0com esses novos discursos. Laurent prop\u00f5e que se investigue, nas novas formas do masculino e do feminino, &#8220;o que serve de pai na configura\u00e7\u00e3o dos gozos de hoje&#8221; (BARROS, 2022, p. 123). Podemos ficar com essa indica\u00e7\u00e3o, que pode orientar a pr\u00e1tica dos analistas nesses grupos e coletivos, escutando de que forma a sexua\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m na ordem do dia definindo os sintomas contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AOL:<\/strong>\u00a0No tocante \u00e0 cl\u00ednica, ela tem nos mostrado, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, casos que se manifestam, predominantemente, sob formas de gozo, que convocam a uma constru\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica n\u00e3o estruturalista. Na sess\u00e3o cl\u00ednica de Angers, Miller interroga se essas novas formas como as psicoses podem se apresentar na atualidade, designadas, por fim, como psicoses ordin\u00e1rias, n\u00e3o exigiriam uma nova posi\u00e7\u00e3o do analista, propondo pens\u00e1-la sob a forma de uma\u00a0<em>neotransfer\u00eancia.<\/em>\u00a0Voc\u00ea pode nos esclarecer o que a particularizaria? E poderia nos dar alguma refer\u00eancia de sua cl\u00ednica?<\/p>\n<p><strong>M.A<\/strong>: O \u00faltimo ensino de Lacan nos traz novas leituras para a transfer\u00eancia. Se a fala do analisando produz efeitos, n\u00e3o \u00e9 certo que isso se deva exclusivamente \u00e0 transfer\u00eancia, ou seja, que seria pela suposi\u00e7\u00e3o de saber em an\u00e1lise que tais efeitos tenham surgido. A extens\u00e3o feita por Lacan do significante \u00e0 letra nos permitiu ler de outra forma o inconsciente em an\u00e1lise. Lacan reenvia, cada vez mais em seu ensino, a fala \u00e0 escrita. Um escrito feito pela letra de gozo presente no acontecimento de corpo. Essa nova modalidade de leitura para o inconsciente exige que a pr\u00e1tica do analista o leve a escutar, pela sonoridade de lal\u00edngua, a fixa\u00e7\u00e3o de gozo no que se diz. Escutar deixando-se ir al\u00e9m do que se diz, escapando \u00e0 rotina de aparola<em>.\u00a0<\/em>Nesse sentido, a fineza da escuta anal\u00edtica \u00e9 estar \u00e0 altura da interpreta\u00e7\u00e3o feita pelo inconsciente sobre o trauma da linguagem. Isso promove uma nova leitura do conceito de transfer\u00eancia, levando-a ao estatuto de lal\u00edngua, fazendo do analista um parceiro do corpo-int\u00e9rprete. Podemos lembrar da paciente de Helenice Saldanha, citado em um texto recente da\u00a0<em>Correio\u00a0<\/em>(CASTRO, 2002, p. 90), quando a queixa de ser indigente ganha uma nova leitura a partir de se descobrir negra. N\u00e3o se trata de um deslizamento de um significante a outro, mas de uma ruptura entre o simb\u00f3lico e o imagin\u00e1rio, eclodindo um efeito real, um novo dizer que tem a\u00ed o estatuto de acontecimento de corpo.<\/p>\n<p>Entrevista realizada por Let\u00edcia Mello, M\u00e1rcia Bandeira, Patr\u00edcia Ribeiro e Renata Mendon\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h6>\n<h6>ASSAD, M. &#8220;O imposs\u00edvel e o la\u00e7o, o analista e a \u00e9poca&#8221;.\u00a0<strong>Boletim do XXIV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano<\/strong>\u00a0&#8211; Analista: Presente. 2022.<\/h6>\n<h6>BARROS, M. R. C. R. &#8220;Como viver a inf\u00e2ncia hoje? O que Lacan nos ensina sobre a sexua\u00e7\u00e3o na atualidade&#8221;<em>.<\/em>\u00a0<strong>Latusa<\/strong>, 26. Rio de Janeiro, 2022, p. 123.<\/h6>\n<h6>CASTRO, H. S.\u00a0&#8220;Notas Sobre a Dimens\u00e3o Pol\u00edtica do Corpo&#8221;.\u00a0<strong>Correio<\/strong>\u00a0<strong>87<\/strong>. S\u00e3o Paulo: EBP, 2022. p. 90.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1945). \u201cO tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o da certeza antecipada\u201d.\u00a0<strong>Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 213.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. &#8220;Inconsciente e acontecimento de corpo&#8221;. Entrevista \u00e0 La Cause du D\u00e9sir.\u00a0<strong>Correio 87<\/strong>. S\u00e3o Paulo: EBP, 2016. p. 28.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9.\u00a0<strong>O avesso da biopol\u00edtica: uma escrita para o gozo<\/strong>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016, p. 65.<\/h6>\n<h6>UOL. &#8220;Golpistas presos alegam que n\u00e3o sabiam objetivo do ato no DF, diz defensora&#8221;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/noticias.uol.com.br\/politica\/ultimas-noticias\/2023\/01\/19\/golpistas-presos-alegam-que-nao-sabiam-objetivo-do-ato-no-df-diz-defensora.html.<\/h6>\n<h6>VIEIRA, M. A. &#8220;O que se cristaliza em uma identidade&#8221;<em>.\u00a0<\/em><strong>Latusa<\/strong>, 26. Rio de Janeiro: 2022. Se\u00e7\u00e3o Rio-EBP.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a id=\"referencia\"><\/a>1. LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 24. Li\u00e7\u00e3o 12-11-1976. Citado por VIEIRA, 2022.<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Margarida Assad Psicanalista, membro da EBP\/AMP e professora aposentada da UFPB. \u00a0 &nbsp; ALMANAQUE ON-LINE:\u00a0Em seu texto &#8220;O imposs\u00edvel e o la\u00e7o, o analista e a \u00e9poca&#8221; (2022), encontramos importantes contribui\u00e7\u00f5es. 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