{"id":2098,"date":"2024-02-18T16:41:28","date_gmt":"2024-02-18T19:41:28","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=2098"},"modified":"2025-12-01T12:01:37","modified_gmt":"2025-12-01T15:01:37","slug":"a-clinica-no-era-do-real1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2024\/02\/18\/a-clinica-no-era-do-real1\/","title":{"rendered":"A cl\u00ednica no era do real"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #333399;\">A cl\u00ednica no era do real<a href=\"\/revista_almanaque\/#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>1<\/sup><\/a><br \/>\n<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>Esthela Solano-Su\u00e1rez<br \/>\n<\/strong>Psicanalista, A.M.E. da \u00c9cole de la Cause freudienne\/AMP<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"mailto:solano-suarez@orange.fr\">solano-suarez@orange.fr<\/a><\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong>Resumo:<\/strong> A pr\u00e1tica cl\u00ednica tem seu lugar na lacuna entre o dito e o dizer, no qual se privilegia o caso a caso e o particular sob transfer\u00eancia. Ao se orientar por uma defesa contra um real sem lei, produzido por uma desordem a partir do discurso da ci\u00eancia e do discurso capitalista, o fazer cl\u00ednico acontece a partir da leitura do singular de cada <em>falasser<\/em>. A psican\u00e1lise, numa cl\u00ednica orientada pelo real, \u00e9 capaz de transmitir algo de novo que se verifica no entusiasmo do analista praticante.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>: real; inconsciente; sintoma; transfer\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>THE CLINIC IN THE REAL MOMENT<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract:<\/strong> Clinical practice takes place between what is said and what is being said, and every single case and what is particular to it gets privileged over under transference. Clinical practice takes place guided by a defense against a lawless real, produced by a disorder from the discourse of science and that of capitalism, and from the reading of the singular part of each <em>parl\u00eatre<\/em>. In a clinic guided by the real, psychoanalysis is able to transmit something new that can be seen in the excitement of the practicing analyst.<\/p>\n<p><strong>Keywords:<\/strong> real; unconscious; symptom; transference.<\/p><\/blockquote>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CF028029-767x1024-1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"2560\" data-large_image_height=\"2155\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2693\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/CF028029-767x1024-1.jpg\" alt=\"\" width=\"363\" height=\"500\" \/><\/a><\/p>\n<p>A cl\u00ednica psicanal\u00edtica n\u00e3o \u00e9 uma cl\u00ednica do comportamento, nem de seus transtornos. Ela n\u00e3o se confunde com uma visada educativa que se declina segundo os crit\u00e9rios em conformidade com uma \u201cnorma\u201d. Ela n\u00e3o se limita a um puro formalismo pr\u00e1tico, que quer explicar aquilo que se faz ou que n\u00e3o se faz (LACAN, 1955\/1998, p. 326). A cl\u00ednica psicanal\u00edtica n\u00e3o se encontra em nenhum outro lugar a n\u00e3o ser \u201cno que se diz em uma an\u00e1lise\u201d (LACAN, 1977, p. 7, tradu\u00e7\u00e3o nossa). N\u00e3o \u00e9, portanto, uma cl\u00ednica do <em>fazer<\/em>, mas uma cl\u00ednica na qual o dito se renova n\u00e3o por uma realidade factual, mas por sua rela\u00e7\u00e3o com o <em>dizer<\/em>.<\/p>\n<p>Freud, ao dar a palavra \u00e0s hist\u00e9ricas, levou a s\u00e9rio seus ditos, revelando uma verdade que s\u00f3 pode se <em>meio-dizer <\/em>atrav\u00e9s das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. Uma verdade vari\u00e1vel, recalcada, inconfess\u00e1vel, afirmada em sua denega\u00e7\u00e3o, jorrando no desvio de um <em>lapsus<\/em>, de um <em>Witz, <\/em>de um trope\u00e7o<em>,<\/em> de um deslize, e testemunhando por seus efeitos a dimens\u00e3o na qual se cumpre para o sujeito uma secreta satisfa\u00e7\u00e3o do gozo. Assim, a descoberta freudiana inaugura o espa\u00e7o in\u00e9dito de um dizer que \u201cse infere da l\u00f3gica que toma como fonte o dito do inconsciente\u201d (LACAN, 1972\/2003, p. 453).<\/p>\n<p>Na disjun\u00e7\u00e3o entre o <em>dito<\/em> e o <em>dizer<\/em> repousa o espa\u00e7o da cl\u00ednica anal\u00edtica. Essa disjun\u00e7\u00e3o convoca a dist\u00e2ncia entre o que \u00e9 da ordem do meio-dizer da verdade e do real do gozo que <em>ex-siste <\/em>ao dito.<\/p>\n<p>A abordagem de Freud responde \u00e0 topologia da banda de Mo\u00ebbiu, em que o relato do caso e a inven\u00e7\u00e3o do conceito seguem um tra\u00e7ado que percorre uma s\u00f3 borda. Certamente isso comporta a exig\u00eancia da formaliza\u00e7\u00e3o, mas esta se enla\u00e7a \u00e0 experi\u00eancia e se infere de uma leitura dos ditos do analisante. Escutemos Freud a esse respeito:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Via de regra, contudo, a controv\u00e9rsia te\u00f3rica \u00e9 infrut\u00edfera. T\u00e3o logo o analista come\u00e7a a desviar-se do material com o qual deveria contar, corre o risco de intoxicar-se com as pr\u00f3prias afirma\u00e7\u00f5es e, no final, de apoiar opini\u00f5es que qualquer observa\u00e7\u00e3o poderia contradizer. (FREUD, 1918[1914]\/1996, p. 59)<\/p>\n<p>Essa observa\u00e7\u00e3o de Freud defende que o campo da cl\u00ednica psicanal\u00edtica se subordina ao mais particular do sujeito. \u00c9 um convite para que a teoria anal\u00edtica seja posta em quest\u00e3o na an\u00e1lise de cada caso.<\/p>\n<p><em>Uma cl\u00ednica sob transfer\u00eancia<\/em><\/p>\n<p>Se a cl\u00ednica freudiana incorpora elementos da psiquiatria cl\u00e1ssica, principalmente a distin\u00e7\u00e3o dos tipos de sintomas, longe de ser uma cl\u00ednica mecanicista, ela pretende compreender, a partir de um trabalho de decifra\u00e7\u00e3o, tanto a fun\u00e7\u00e3o do sintoma quanto suas vias de forma\u00e7\u00e3o. Ora, se se verifica que h\u00e1 tipos de sintomas identific\u00e1veis e diferenciados, isso n\u00e3o quer dizer, no entanto, que os sintomas do mesmo tipo t\u00eam o mesmo sentido. Permanecendo fiel \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de Freud, Lacan (1973\/2003, p. 554) considera que: \u201cOs sujeitos de um tipo, portanto, n\u00e3o tem utilidade para os outros do mesmo tipo\u201d. Assim, observa ele, o discurso de um sujeito obsessivo n\u00e3o se encontrar\u00e1 esclarecido a partir do que \u00e9 dito por um outro obsessivo. Essa cl\u00ednica do particular nos abre a via de uma forma\u00e7\u00e3o suscet\u00edvel de nos incentivar a saber ignorar o que n\u00f3s sabemos (LACAN, 1955\/1998, p. 355).<\/p>\n<p>Ora, o dito do analisante inclui a presen\u00e7a do analista, que n\u00e3o somente o autoriza, mas constitui seu endere\u00e7amento. A experi\u00eancia da palavra, assim acordada, s\u00f3 se desenvolve \u201cao pre\u00e7o do constituinte tern\u00e1rio, que \u00e9 o significante introduzido no discurso que se instaura, aquele que tem nome: o sujeito suposto saber\u201d (LACAN, 1967\/2003, p. 254). A transfer\u00eancia como piv\u00f4 da experi\u00eancia anal\u00edtica comporta a suposi\u00e7\u00e3o de um sujeito do saber \u201csupostamente presente, dos significantes que est\u00e3o no inconsciente\u201d (LACAN, 1967\/2003, p. 254). Desse modo, a cl\u00ednica psicanal\u00edtica \u00e9 uma <em>Cl\u00ednica-Sob-Transfer\u00eancia <\/em>(MILLER, 1984, p. 142, tradu\u00e7\u00e3o nossa). Nessas condi\u00e7\u00f5es, o la\u00e7o estabelecido entre os dois parceiros da experi\u00eancia, o analisante e o analista, responde \u00e0 estrutura in\u00e9dita do discurso anal\u00edtico. No discurso anal\u00edtico, o saber vem em posi\u00e7\u00e3o de verdade. O analisante n\u00e3o ter\u00e1 outro saber a n\u00e3o ser os efeitos de verdade produzidos por seu trabalho.<\/p>\n<p>O sujeito suposto saber \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 articula\u00e7\u00e3o significante. Ela introduz a suposi\u00e7\u00e3o <em>daquilo que quer dizer o sintoma<\/em>. Essa fun\u00e7\u00e3o suporta a cren\u00e7a no sintoma como forma\u00e7\u00e3o linguageira suscet\u00edvel de dar um sentido, um <em>Sinn<\/em>. Uma tal pressuposi\u00e7\u00e3o de sentido est\u00e1 a trabalho pelo simples fato de que o sintoma \u00e9 comunicado ao analista. Ela \u00e9 primeira, e presta contas das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da experi\u00eancia: \u201cNo come\u00e7o da psican\u00e1lise est\u00e1 a transfer\u00eancia. Ela ali est\u00e1 gra\u00e7as \u00e0quele que chamaremos, no despontar desta formula\u00e7\u00e3o: o psicanalisante\u201d (LACAN, 1967\/2003, p. 252).<\/p>\n<p>Jacques-Alain Miller (2010, p. 148) demonstra a dupla articula\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia em a\u00e7\u00e3o no texto da \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro&#8230;\u201d, de Lacan. De fato, se a rela\u00e7\u00e3o anal\u00edtica institui o sujeito suposto saber relativo aos efeitos de sentido pr\u00f3prios \u00e0 articula\u00e7\u00e3o significante \u2013 <em>der Sinn<\/em> \u2013, em seguida vir\u00e1 nesse lugar a<em> Bedeutung <\/em>enquanto \u201creferencial ainda latente\u201d (LACAN, 1967\/2003, p. 254). J.-A. Miller argumenta que se trata aqui da fun\u00e7\u00e3o do analista enquanto objeto libidinal, isto \u00e9, enquanto objeto <em>a<\/em>, referente ainda latente quando se produzem os primeiros fen\u00f4menos de interpreta\u00e7\u00e3o (MILLER, 2006\/2007, p. 149, tradu\u00e7\u00e3o nossa). A fun\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia articula assim a vertente sem\u00e2ntica e a vertente libidinal. Em consequ\u00eancia, podemos conceber o alcance da defini\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia dada por Lacan, que, por um lado, faz apelo ao sujeito suposto saber e, por outro, caracteriza a transfer\u00eancia como sendo \u201ca atua\u00e7\u00e3o da realidade do inconsciente\u201d, especificando em seguida que \u201ca realidade do inconsciente \u00e9 a realidade sexual\u201d (LACAN, 1964\/1988, p. 143).<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de suas forma\u00e7\u00f5es, o inconsciente interpreta a realidade sexual. Isso permite opor-se aos efeitos de sentido das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente \u2013 <em>lapsus<\/em>, atos falhos e sonhos \u2013 nos quais se revela \u201co estatuto fugidio do ser\u201d (MILLER, 2011, s\/p) na fulgur\u00e2ncia de um efeito de verdade contingente, surpreendente e imprevis\u00edvel, feito de furo que ex-siste aos ditos, presentificando o real do sexual.<\/p>\n<p>Se os<em> falasseres<\/em> \u2013 os seres que n\u00e3o det\u00eam seu ser sen\u00e3o pela palavra \u2013 testemunham uma rela\u00e7\u00e3o com o sexo singularmente sintom\u00e1tica, barrada pela inibi\u00e7\u00e3o e habitada pelo afeto da ang\u00fastia, isso se inscreve como consequ\u00eancia daquilo que do sexual \u201cn\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever\u201d (LACAN, 1972-73\/1985, p. 49), a t\u00edtulo de rela\u00e7\u00e3o sexual. Essa impossibilidade \u201c\u00e9 um furo do saber no real\u201d, em consequ\u00eancia, \u201cn\u00e3o h\u00e1 no dizer da exist\u00eancia rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d (LACAN,1972-73\/ 1985, p. 49).<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>O real e a cl\u00ednica<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A cl\u00ednica psicanal\u00edtica \u00e9 uma cl\u00ednica que se orienta pelo real. Se o real foi definido por Lacan como sem lei e fora de sentido, o real em jogo na psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 o real da ci\u00eancia. O real \u00e9 um peda\u00e7o, n\u00e3o um universo, \u00e9 um caro\u00e7o, n\u00e3o um todo. Ele \u00e9 suscet\u00edvel de ser isolado como o fora-de-sentido do gozo do sintoma, uma vez que este foi despido de seu aparelho de fic\u00e7\u00f5es fantasm\u00e1ticas, a t\u00edtulo de \u201cverdade mentirosa\u201d (LACAN, 1976\/2003, p. 569).<\/p>\n<p>\u00c9 o que os testemunhos dos AE informam a partir da constru\u00e7\u00e3o do percurso de sua experi\u00eancia de an\u00e1lise e da redu\u00e7\u00e3o desta a um caro\u00e7o. Por esse vi\u00e9s, a cl\u00ednica do passe \u00e9 uma transmiss\u00e3o daquilo que \u00e9 o mais singular do sujeito enquanto resto irredut\u00edvel, no sentido em que se revela ex-sistir \u201cum pobre real que se apaga como um puro encontro com <em>lalangue <\/em>e seus efeitos de gozo sobre o corpo\u201d (MILLER, 2014, p. 30).<\/p>\n<p>Ao constatar que at\u00e9 hoje \u201cnossos casos cl\u00ednicos s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas de uma cl\u00ednica sob transfer\u00eancia\u201d, J.-A. Miller (2014, p. 31) nos prop\u00f5e ent\u00e3o, como programa de trabalho, em face da desordem no real introduzida pelas consequ\u00eancias do discurso da ci\u00eancia e do discurso capitalista no s\u00e9culo XXI, seguir o caminho de uma cl\u00ednica psicanal\u00edtica orientada pela \u201cdefesa contra o real sem lei e fora de sentido\u201d (MILLER, 2014, p. 31).<\/p>\n<p>Um vasto programa que este n\u00famero de <em>Revue La cause du D\u00e9sir<\/em><a href=\"\/revista_almanaque\/#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> coloca na ordem do dia sob o tema do \u201centusiasmo pela cl\u00ednica\u201d (\u201c<em>l\u2019engouemant pour la clinique<\/em>\u201d). Com efeito, se o termo prov\u00e9m de \u201cempanturrar-se\u201d, usado no s\u00e9culo XVII no sentido de \u201csufocar ao obstruir a garganta\u201d, sabemos que n\u00e3o \u00e9 nesse sentido que vamos nos orientar, enchendo o sintoma de sentido. \u00c9, antes, uma quest\u00e3o de \u201cprivar o sintoma de sentido\u201d (MILLER, 2011, s\/p) e passar da escuta do sentido para a leitura do sem sentido, visando assim a opacidade do real. Talvez o entusiasmo tomado no sentido metaf\u00f3rico atribu\u00eddo ao termo desde o s\u00e9culo XVII, no sentido de \u201cestar cheio de, estar repleto de\u201d, seja um afeto correlato, n\u00e3o dos efeitos de sentido, mas aos efeitos de furo no qual o real ex-siste.<\/p>\n<p>Se o real n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever, ele n\u00e3o se encontra na exatid\u00e3o da rotina, nem do padr\u00e3o. \u00c9 o caminho da conting\u00eancia e da inven\u00e7\u00e3o que ele convoca. Em cada caso, se desenrola uma reinven\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise suscet\u00edvel de nos transmitir algo de novo, do entusiasmo pela cl\u00ednica.<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> M\u00e1rcia Bandeira<br \/>\n<strong>Revis\u00e3o:<\/strong> Rodrigo Almeida<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. Hist\u00f3ria de uma neurose infantil. In: <em>Edi\u00e7\u00e3o Standard das Obras Completas de Sigmund Freud<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, Vol. XXVII, 1996. (Trabalho original publicado em 1917).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Ouverture de la Section Cl\u00ednique. <em>Ornicar?,<\/em> n. 9, 1977.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 20<\/em>: Mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. (Trabalho original proferido em 1972-73).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Variantes do tratamento-padr\u00e3o. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 323-364. (Trabalho original publicado em 1955).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 248-264. (Trabalho original publicado em 1967).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 11<\/em>: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1988. (Trabalho original proferido em 1964).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O aturdito. In: <em>Outros Escritos. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. (Trabalho original publicado em 1972).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de um primeiro volume dos Escritos. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 553-556. (Trabalho original publicado em 1973).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do Semin\u00e1rio 11. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p.567-569. (Trabalho original publicado em 1976).<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. CST \u2013 Clinique Sous Transfert. <em>Ornicar?<\/em>, n. 29, 1984.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Lo real del inconciente. In:\u00a0 <em>Conferencias Porte\u00f1as: <\/em>desde Lacan. Buenos Aires: Paidos, 2010.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Ler um sintoma. <em>AMP Blog<\/em>, ago. 2011. Dispon\u00edvel em: http:\/\/ampblog2006.blogspot.com\/2011\/08\/jacques-alain-miller-ler-um-sintoma.html. Acesso em: 01 ago. 2023.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. O real no s\u00e9culo XXI. Apresenta\u00e7\u00e3o do tema do IX Congresso da AMP. In: MACHADO, O.; RIBEIRO, V. A. (Org.). <em>Scilicet<\/em>: o real no s\u00e9culo XXI. Belo Horizonte: Scriptum\/Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2014, p. 21-32.<\/h6>\n<h6>SOLANO-SU\u00c1REZ, E. La clinique \u00e0 l\u2019heure du r\u00e9el. <em>La Cause du D\u00e9sir<\/em>, n. 82, p. 21-24. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.cairn.info\/revue-la-cause-du-desir-2012-3-page-21.htm. Acesso em: 28 out. 2023.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Texto originalmente publicado em 2012 na revista<em> La Cause Du D\u00e9sir<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Cf. Nota 1.<\/h6>\n<p><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cl\u00ednica no era do real1 Esthela Solano-Su\u00e1rez Psicanalista, A.M.E. da \u00c9cole de la Cause freudienne\/AMP solano-suarez@orange.fr Resumo: A pr\u00e1tica cl\u00ednica tem seu lugar na lacuna entre o dito e o dizer, no qual se privilegia o caso a caso e o particular sob transfer\u00eancia. Ao se orientar por uma defesa contra um real sem&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57710,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-2098","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-32","category-34","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2098","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2098"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2098\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57711,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2098\/revisions\/57711"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}