{"id":2104,"date":"2024-02-18T17:14:07","date_gmt":"2024-02-18T20:14:07","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=2104"},"modified":"2025-12-01T12:01:05","modified_gmt":"2025-12-01T15:01:05","slug":"neurose-e-psicose-um-inicio-de-compreensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2024\/02\/18\/neurose-e-psicose-um-inicio-de-compreensao\/","title":{"rendered":"Neurose e psicose: um in\u00edcio de compreens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #333399;\">Neurose e psicose: um in\u00edcio de compreens\u00e3o<a href=\"\/revista_almanaque\/#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>1<\/sup><\/a><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>Luciana Silviano Brand\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Psicanalista, Membro Escola Brasileira de Psican\u00e1lise\/AMP<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"mailto:lucianasbl@gmail.com\">lucianasbl@gmail.com<\/a><\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong>Resumo<\/strong>: O presente texto visa fazer um apanhado te\u00f3rico do texto de Freud intitulado \u201cNeurose e psicose\u201d, publicado em 1924. Diante da quest\u00e3o sobre qual seria o mecanismo de defesa da psicose, a autora discorre sobre o conceito de foraclus\u00e3o em Lacan.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>: neurose; psicose; foraclus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>NEUROSIS AND PSYCHOSIS: A BEGINNING OF UNDERSTANDING<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract<\/strong>: The present text aims to make an overview of Freud&#8217;s text &#8220;Neurosis and psychosis&#8221;, published in 1924. Faced with the question of what the defense mechanism of psychosis would be, the author discusses the concept of foreclosure in Lacan.<\/p>\n<p><strong>Keywords<\/strong>: neurosis; psychosis; foreclosure.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Elisa-Alvarenga.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"886\" data-large_image_height=\"1094\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2122 aligncenter\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Elisa-Alvarenga-829x1024.png\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"512\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No pequeno texto \u201cNeurose e psicose\u201d, escrito e publicado por Freud em 1924, h\u00e1, pela primeira vez, a ocorr\u00eancia do termo \u201cpsicose\u201d em um t\u00edtulo. V\u00ea-se tamb\u00e9m a separa\u00e7\u00e3o entre duas entidades cl\u00ednicas: neurose e psicose. Vale lembrar que as concep\u00e7\u00f5es tratadas aqui s\u00e3o fruto dos avan\u00e7os do psicanalista em sua elabora\u00e7\u00e3o da segunda t\u00f3pica e, especialmente, depois de \u201cO eu e o isso\u201d, publicado no ano anterior.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre neurose e psicose ser\u00e1 pensada em termos do conflito entre as novas inst\u00e2ncias ps\u00edquicas, ou seja, entre o Eu, o Isso e o Super-Eu. Em poucas palavras, \u201ca neurose \u00e9 o resultado de um conflito entre o Eu e seu Isso, ao passo que a psicose \u00e9 o resultado an\u00e1logo de uma perturba\u00e7\u00e3o semelhante nas rela\u00e7\u00f5es entre o Eu e o mundo exterior\u201d (FREUD, 1924\/2022, p. 271).<\/p>\n<p>Para Freud, as neuroses de transfer\u00eancia se originam da seguinte forma:<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/primeira-seta.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"888\" data-large_image_height=\"517\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2107 aligncenter\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/primeira-seta.png\" alt=\"\" width=\"964\" height=\"561\" \/><\/a>O mais curioso \u00e9 que o \u201cEu, ao fazer essa opera\u00e7\u00e3o de recalcamento, est\u00e1 obedecendo as leis do Super-Eu, que, por sua vez, tem origem nas influ\u00eancias do mundo real exterior e que no Super-Eu encontraram sua representa\u00e7\u00e3o\u201d (FREUD, 1924\/2022, p. 272). O fato \u00e9 que<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">O Eu tomou partido dessas for\u00e7as, que suas exig\u00eancias s\u00e3o nele mais fortes do que as exig\u00eancias pulsionais do Isso e que o Eu \u00e9 a for\u00e7a que promove o recalcamento contra aquela parte do Isso e o fortifica atrav\u00e9s de um contrainvestimento da resist\u00eancia. A servi\u00e7o do Super-Eu e da realidade, o Eu entrou em conflito com o Isso; eis o estado de coisas em todas as neuroses de transfer\u00eancia. (FREUD, 1924\/2022, p. 272)<\/p>\n<p>V\u00ea-se, dessa forma, que o Eu se torna ref\u00e9m tanto das for\u00e7as do Isso, quanto das do Super-Eu. O aparelho ps\u00edquico n\u00e3o suporta o desprazer e faz o que pode para evit\u00e1-lo, por isso essa \u201cdan\u00e7a\u201d, para que sua economia se mantenha est\u00e1vel.<\/p>\n<p>No caso da psicose, Freud considera ser f\u00e1cil mencionar exemplos de mecanismos de defesa que apontam para a perturba\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre Eu e mundo exterior. Cita um exemplo grave, a am\u00eancia de Meynert, que se caracteriza por uma aguda confus\u00e3o alucinat\u00f3ria, na qual o mundo exterior n\u00e3o \u00e9 percebido, ou sua percep\u00e7\u00e3o permanece totalmente ineficaz.<\/p>\n<p>Na \u201cnormalidade\u201d, o mundo exterior governa o Eu de duas maneiras: \u201cprimeiro, atrav\u00e9s de percep\u00e7\u00f5es atuais e sempre renov\u00e1veis; segundo, atrav\u00e9s do repert\u00f3rio de percep\u00e7\u00f5es antigas que, como \u2018mundo interior\u2019, configuram um patrim\u00f4nio e um componente do Eu\u201d (FREUD, 1924\/2022, p. 273). J\u00e1 na am\u00eancia, a aceita\u00e7\u00e3o de novas percep\u00e7\u00f5es \u00e9 recusada, o mundo interior tem sua significa\u00e7\u00e3o retirada e o Eu cria para si um novo mundo exterior e interior.<\/p>\n<p>Em outras formas de psicose, como nas esquizofrenias, percebe-se um embotamento afetivo e uma perda de toda participa\u00e7\u00e3o no mundo exterior. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 g\u00eanese das forma\u00e7\u00f5es delirantes, a hip\u00f3tese \u00e9 que sejam uma tentativa de remendo colocado onde originariamente havia surgido uma fissura na rela\u00e7\u00e3o do Eu com o mundo exterior.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, na am\u00eancia, o mundo exterior \u00e9 completamente abolido, e, nas outras formas de psicose, o sujeito se embota afetivamente e h\u00e1 perda da participa\u00e7\u00e3o do mundo. Portanto, verifica-se a gravidade da primeira forma.<\/p>\n<p>Freud prop\u00f5e que a etiologia para o in\u00edcio de uma psiconeurose, ou psicose, continue sendo o impedimento:<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/seta-01.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"886\" data-large_image_height=\"517\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2108 aligncenter\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/seta-01.png\" alt=\"\" width=\"629\" height=\"367\" \/><\/a><\/p>\n<p>Freud afirma que o Super-Eu introduz uma complica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a unifica\u00e7\u00e3o em si tanto do Isso quanto do mundo exterior, tornando-se, de certa forma, um modelo ideal daquilo a que visa todo o anseio do Eu, ou seja, a reconcilia\u00e7\u00e3o com suas diversas depend\u00eancias.<\/p>\n<p>Continuando seu racioc\u00ednio, o psicanalista acredita haver afec\u00e7\u00f5es que t\u00eam por base um conflito entre o Eu e o Super-Eu. Em rela\u00e7\u00e3o a esse conflito espec\u00edfico, ele afirma ser o caso da melancolia o melhor exemplo dessas \u201cpsiconeuroses narc\u00edsicas\u201d (FREUD, 1924\/2022, p. 275), distinguindo-a, assim, das outras formas de psicoses.<\/p>\n<p>Ele conclui, nesse momento, que a \u201cneurose de transfer\u00eancia corresponde ao conflito entre o Eu e o Isso; a neurose narc\u00edsica, a um conflito entre o Eu e o Super-Eu; a psicose, a um conflito entre o Eu e o mundo exterior\u201d (FREUD, 1924\/2022, p. 275).<\/p>\n<p>No entanto, mesmo diante da informa\u00e7\u00e3o de que tanto a neurose, quanto a psicose, se originam do conflito entre o Eu com as v\u00e1rias inst\u00e2ncias que o controlam, a quest\u00e3o de como saber como o Eu consegue sair ileso desse conflito \u2013 que est\u00e3o sempre presentes \u2013 \u00e9 algo a ser discutido.<\/p>\n<p>Ao final de seu texto, Freud coloca uma quest\u00e3o importante: qual seria o mecanismo an\u00e1logo ao do recalcamento, pelo qual o Eu se desliga do mundo exterior, na psicose?<\/p>\n<p><em>A foraclus\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Lacan, no primeiro tempo de seu ensino, desenvolver\u00e1 a ideia da foraclus\u00e3o (<em>Verwerfung<\/em>) como o mecanismo espec\u00edfico da psicose. A <em>Verwerfung<\/em> como um mecanismo de defesa fora utilizada por Freud em seus escritos a fim de demarcar a a\u00e7\u00e3o de uma barreira, de uma rejei\u00e7\u00e3o ou uma aboli\u00e7\u00e3o. Mas Lacan (1956\/1985, p. 174), no Semin\u00e1rio 3, lhe d\u00e1 uma no\u00e7\u00e3o mais radical:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">De que se trata quando falo de <em>Verwerfung<\/em>? Trata-se da rejei\u00e7\u00e3o de um significante primordial em trevas exteriores, significante que faltar\u00e1 desde ent\u00e3o nesse n\u00edvel. Eis o mecanismo fundamental que suponho na base da paranoia. Trata-se de um processo primordial de exclus\u00e3o de um dentro primitivo, que n\u00e3o \u00e9 o dentro do corpo, mas aquele de um primeiro corpo significante.<\/p>\n<p>Na passagem, percebe-se a clara diferen\u00e7a entre <em>Verwerfung<\/em> e <em>Verdrangung <\/em>(recalque). Na <em>Verdrangung<\/em>, mecanismo cl\u00e1ssico da neurose, h\u00e1 chance de o sujeito ter acesso aos conte\u00fados recalcados atrav\u00e9s do retorno do recalcado, como os sintomas, sonhos, lapsos. J\u00e1 na <em>Verwerfung<\/em>, isso \u00e9 imposs\u00edvel, pois h\u00e1 uma \u201cexclus\u00e3o de um dentro primitivo\u201d tornando o que foi suprimido completamente inacess\u00edvel.<\/p>\n<p>No final desse Semin\u00e1rio sobre as psicoses, Lacan adotar\u00e1 o termo em franc\u00eas <em>forclusion<\/em>, em vez de <em>verwerfung<\/em>: \u201cN\u00e3o torno a voltar \u00e0 no\u00e7\u00e3o da <em>Verwerfung<\/em> de que parti, e para a qual, tudo bem refletido, proponho que voc\u00eas adotem definitivamente esta tradu\u00e7\u00e3o que creio ser melhor \u2013 a foraclus\u00e3o\u201d (LACAN, 1956\/1985, p. 360).\u00a0 Sabe-se que o psicanalista toma de empr\u00e9stimo a foraclus\u00e3o do vocabul\u00e1rio jur\u00eddico, que se refere a um processo acabado legalmente, prescrito. Ou seja, nesse primeiro tempo de seu ensino, ele se apropria desse termo para mostrar a inexist\u00eancia do Nome-do-Pai na psicose e como esse significante fica fora do simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>Percebe-se que, na primeira cl\u00ednica de Lacan, baseada na foraclus\u00e3o, h\u00e1 um acento naquilo que falta ao psic\u00f3tico, pois falta-lhe o Nome-do-Pai como o que lhe permitiria significantizar o gozo do seu corpo e o gozo do corpo do Outro.<\/p>\n<p>Como entender a foraclus\u00e3o do Nome-do-Pai? Para isso \u00e9 necess\u00e1rio compreender a no\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora paterna.<\/p>\n<p>A f\u00f3rmula da met\u00e1fora paterna deriva da no\u00e7\u00e3o de met\u00e1fora, em que um significante substitui um outro criando um efeito de significa\u00e7\u00e3o. No caso da met\u00e1fora paterna n\u00e3o se trata de um significante qualquer, mas de um especial, o do Nome-do-Pai, que deve atuar sobre outro significante, o do Desejo da M\u00e3e.<\/p>\n<p>O Desejo da M\u00e3e \u00e9 sempre uma inc\u00f3gnita, pois ningu\u00e9m sabe o que a m\u00e3e quer e um filho nunca estar\u00e1 \u00e0 altura do que ela quer. Consequentemente, isso se torna um X, um enigma que cada sujeito tentar\u00e1 dar uma significa\u00e7\u00e3o. O que acontece na psicose \u00e9 que o Nome-do-Pai falta e n\u00e3o opera sobre o Desejo da M\u00e3e \u2013 que poderia produzir a significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica. O Desejo permanece uma inc\u00f3gnita, deixando o sujeito sem condi\u00e7\u00f5es de responder como falo, pois o Nome-do-Pai n\u00e3o est\u00e1 inscrito no campo do Outro, pois foi foraclu\u00eddo.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, o psic\u00f3tico n\u00e3o consegue responder usando a significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica. A psicose seria, portanto, a consequ\u00eancia da foraclus\u00e3o do Nome-do-Pai e da aus\u00eancia da significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, levando Lacan a afirmar que o que \u00e9 foraclu\u00eddo no simb\u00f3lico reaparece no real.<\/p>\n<p><em>Jos\u00e9<\/em><\/p>\n<p>Jos\u00e9 \u00e9 um senhor de 70 anos que trabalhou a vida toda em uma grande institui\u00e7\u00e3o no campo do transporte. Veio de uma fam\u00edlia simples do interior e, com seu of\u00edcio, se destacou no seio familiar no quesito financeiro. Come\u00e7ou a trabalhar muito jovem e, mesmo depois de sua aposentadoria, continuou ativo no sindicato daquela empresa. A fun\u00e7\u00e3o desse sindicato \u00e9 auxiliar os trabalhadores em rela\u00e7\u00e3o a problemas jur\u00eddicos que tenham com a empresa, al\u00e9m de esclarecer seus direitos e deveres. Jos\u00e9 teve cargo na diretoria dessa institui\u00e7\u00e3o por longo per\u00edodo e sua chapa sa\u00eda vitoriosa por mais de 20 anos nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pode-se dizer que o trabalho e a fun\u00e7\u00e3o no sindicato lhe deram uma sustenta\u00e7\u00e3o f\u00e1lica nesse longo tempo. Entretanto, e sem que suspeitasse, sua chapa perdeu as elei\u00e7\u00f5es, for\u00e7ando-o a se aposentar definitivamente.<\/p>\n<p>Poucos meses depois dessa derrota, Jos\u00e9 entrou em um estado alucinat\u00f3rio e delirante. Acreditava que seu apartamento fosse desmoronar, al\u00e9m de ouvir gritos de pessoas pedindo socorro no elevador. Ou seja, uma cat\u00e1strofe acontecia ao seu redor. Jos\u00e9 chegou a tentar se jogar da janela de seu apartamento ao ouvir vozes alucinadas dizendo que o perigo se aproximava. N\u00e3o conseguia sair da cama e permanecia com olhar estuporado. \u00a0Depois que sua fam\u00edlia conseguiu lev\u00e1-lo para tratamento, Jos\u00e9 conseguiu se estabilizar e est\u00e1 aparentemente sem alucina\u00e7\u00f5es. No entanto, encontra-se incapaz de retomar a \u201cvivacidade\u201d dos tempos de antes do desencadeamento.<\/p>\n<p>Esse caso ilustra bem como um sujeito, ao se deparar com a aus\u00eancia da significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica \u2013 no caso de Jos\u00e9, ao se ver destitu\u00eddo do posto que lhe dava isso de forma imagin\u00e1ria \u2013, responde com o desencadeamento psic\u00f3tico. Ou seja, como afirmava Lacan em sua primeira cl\u00ednica, o que foi foraclu\u00eddo no simb\u00f3lico, retorna no real.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. Neurose e psicose. In: <em>Neurose, psicose, pervers\u00e3o<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2022, p. 271-278. (Trabalho original publicado em 1924).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 3<\/em>: As psicoses. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. (Trabalho original proferido em 1955-56).<\/h6>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Texto apresentado em Li\u00e7\u00f5es Introdut\u00f3rias \u00e0 Psican\u00e1lise, atividade da diretoria de Ensino do IPSM-MG, em 08\/08\/2023.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neurose e psicose: um in\u00edcio de compreens\u00e3o1 Luciana Silviano Brand\u00e3o Psicanalista, Membro Escola Brasileira de Psican\u00e1lise\/AMP lucianasbl@gmail.com Resumo: O presente texto visa fazer um apanhado te\u00f3rico do texto de Freud intitulado \u201cNeurose e psicose\u201d, publicado em 1924. Diante da quest\u00e3o sobre qual seria o mecanismo de defesa da psicose, a autora discorre sobre o conceito&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57708,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-2104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-32","category-34","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2104"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57709,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2104\/revisions\/57709"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57708"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}