{"id":2137,"date":"2024-02-18T18:02:53","date_gmt":"2024-02-18T21:02:53","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=2137"},"modified":"2025-12-01T11:46:17","modified_gmt":"2025-12-01T14:46:17","slug":"diferentes-usos-da-droga1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2024\/02\/18\/diferentes-usos-da-droga1\/","title":{"rendered":"Diferentes usos da droga"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #333399;\">Diferentes usos da droga<a href=\"\/revista_almanaque\/#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>1<\/sup><\/a><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>Marcelo Quint\u00e3o e Silva<br \/>\n<\/strong>Psiquiatra e psicanalista<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">E-mail: <a style=\"color: #808080;\" href=\"mailto:mquintaos@uol.com.br\">mquintaos@uol.com.br<\/a><\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong>Resumo:<\/strong> Vivemos numa \u00e9poca marcada pela invas\u00e3o dos objetos de consumo e, neste artigo, tomamos a toxicomania como seu paradigma. Quando o gozo deixa de ser localizado e se torna onipresente, como uma \u201cmet\u00e1stase\u201d, o que assistimos \u00e9 um enxame de drogas. O desafio da cl\u00ednica passa por uma abordagem que possa localizar a droga na hist\u00f3ria singular de cada sujeito, Um por Um.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> toxicomania; met\u00e1stase do gozo; sintoma; gozo onipresente.<\/p>\n<p><strong>DIFFERENT USES OF DRUGS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract: <\/strong>We live in an era marked by the invasion of consumer objects, with drug abbuse taken in this article as a paradigm. When juissance ceases to be localized and becomes omnipresent, like a &#8220;metastasis,&#8221; what we see is a swarm of drugs. The clinical challenge lies in an approach that can pinpoint the drug within the singular history of each subject, One by One.<\/p>\n<p><strong>Keywords: <\/strong>drug addiction; enjoyment metastasis; symptom; omnipresent enjoyment<strong>.<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Marcelo-Quintao.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"886\" data-large_image_height=\"1100\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2138 aligncenter\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Marcelo-Quintao-825x1024.png\" alt=\"\" width=\"535\" height=\"664\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O conceito de toxicomania \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o recente e sua import\u00e2ncia, seu lugar e seu papel est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o, na medida em que se modificam as configura\u00e7\u00f5es da subjetividade contempor\u00e2nea, a cada tempo. Trabalhamos aqui o caso de um paciente atendido na rede p\u00fablica de BH \u00e0 luz do trabalho de Fabi\u00e1n Naparstek (2015; 2018), no qual ele nos apresenta, numa articula\u00e7\u00e3o com outros conceitos, um percurso hist\u00f3rico e te\u00f3rico a respeito da presen\u00e7a das drogas em nossa civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tendo por objeto a singularidade do sujeito, o autor vai localiz\u00e1-la inserido no contexto do n\u00famero sem fim de novas drogas que atualmente invadem o mundo, acentuando que existem in\u00fameras maneiras de cada <em>falasser<\/em> fazer uso delas. Seu significado para cada um \u00e9 \u00fanico e tem uma inser\u00e7\u00e3o particularizada em sua vida, passando ent\u00e3o a compor sua hist\u00f3ria, sua singularidade. Essa rela\u00e7\u00e3o de um sujeito com uma subst\u00e2ncia pode ser diferente da de outro e diferente tamb\u00e9m em determinados momentos de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria pessoal.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da rela\u00e7\u00e3o do homem com as subst\u00e2ncias psicoativas \u00e9 milenar e praticamente universal, marcada por particularidades em cada cultura, tanto no tocante ao uso pessoal quanto a seu valor social, muitas vezes assumindo uma fun\u00e7\u00e3o ritual\u00edstica e com atribui\u00e7\u00f5es especiais para alguns sujeitos dentro do grupo. J\u00e1 a designa\u00e7\u00e3o desse uso como \u201ctoxicomania\u201d possui em torno de 150 anos, aparecendo nos primeiros registros dos hospitais. Momento crucial na hist\u00f3ria do consumo das subst\u00e2ncias \u00e9 aquele em que o uso, sob os efeitos do discurso da ci\u00eancia, se transforma em toxicomania ou alcoolismo. Esse momento inaugura um novo la\u00e7o subjetivo com a subst\u00e2ncia em quest\u00e3o, modo marcado pelo discurso da ci\u00eancia, que estabelece um la\u00e7o <em>patol\u00f3gico <\/em>(NAPARSTEK, 2018).<\/p>\n<p>O primeiro uso extenso e prolongado de opil\u00e1ceos em ambiente hospitalar ocorreu durante a Guerra Civil norte-americana (1861-1865), por aplica\u00e7\u00e3o intravenosa de morfina para acalmar a dor dos feridos, quando foi descrita a \u201cdepend\u00eancia artificial\u201d \u00e0 morfina. O mesmo ocorreu na guerra franco-prussiana, em 1870. O fato determinante nesse percurso foi a primeira descri\u00e7\u00e3o da \u201cs\u00edndrome de abstin\u00eancia\u201d, que trouxe a depend\u00eancia para o campo da medicina, o que se considera um fato cient\u00edfico. Ao se introduzir, tendo por base o discurso da ci\u00eancia, os termos \u201ctoxicomania\u201d e \u201cadi\u00e7\u00e3o\u201d, patologizando essa forma de la\u00e7o com a droga, fica estabelecido um novo campo nosol\u00f3gico (NAPARSTEK, 2018).<\/p>\n<p>Os EUA tomaram uma decis\u00e3o crucial ao responderem com a \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d, atuando em busca do apoio de outros pa\u00edses para que adotassem a mesma pol\u00edtica, tendo por base a ci\u00eancia enquanto discurso do amo. Vale dizer que o que se iniciava era uma pol\u00edtica repressiva contra as drogas, de consequ\u00eancias geopol\u00edticas.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade por sua vez se baseia na distin\u00e7\u00e3o entre as diferentes subst\u00e2ncias pelo maior ou menor risco de abuso ou de depend\u00eancia e o que est\u00e1 em jogo \u00e9 o tipo de droga e a quantidade consumida. As drogas se dividem pelo seu poder de induzir depend\u00eancia, \u201cdrogas duras\u201d, ou as de menor potencial, \u201cdrogas doces\u201d. Surge ent\u00e3o uma s\u00e9rie das assim chamadas \u201cdrogas malignas\u201d, cuja variedade inicial s\u00f3 cresce desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 um nome dado pela ci\u00eancia, que cria uma patologia, levando ao conceito de um uso \u00fanico da droga, o uso toxic\u00f4mano \u2013 conceito que n\u00e3o inclui o sujeito. A toxicomania enquanto tal est\u00e1 intimamente ligada a um discurso dominante em uma \u00e9poca bem precisa e nomeia um uso globalizado das drogas.<\/p>\n<p>Para Freud (1930\/2020), uma das maneiras de paliar o mal-estar na cultura, al\u00e9m da religi\u00e3o, das artes, e da ci\u00eancia, \u00e9 o uso dos narc\u00f3ticos, o que naquele tempo ocorria como um sintoma isolado, bem diferente do que se passa atualmente. Em nossa \u00e9poca, h\u00e1 um for\u00e7amento universal a esse enfrentamento pela via do consumo, uma tend\u00eancia que prop\u00f5e uma resposta \u00fanica e globalizada: trata-se de uma defesa \u00fanica, de acesso igual para todos contra o mal-estar, na tentativa de apagar todas as diferen\u00e7as, pela via de um modo de la\u00e7o subjetivo com a droga em dado momento da hist\u00f3ria do <em>falasser<\/em>.<\/p>\n<p>No tempo de Freud os ideais tinham sua primazia, o Nome-do-Pai preponderava. Mas se segue um segundo per\u00edodo, que Jacques-Alain Miller (2011) chama de \u201ca inexist\u00eancia do outro\u201d, caracterizado como uma \u201ctoxicomania generalizada\u201d, um modo supostamente \u00fanico e globalizado de responder ao mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje vivemos uma tend\u00eancia de queda na pol\u00edtica repressiva e abre-se o debate sobre a legaliza\u00e7\u00e3o. A \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d foi perdida, e est\u00e1 criado um fant\u00e1stico mercado paralelo, talvez incontrol\u00e1vel. A maconha \u00e9 legalizada em diversos pa\u00edses, introduzida no mercado integral, passando a ser uma mercadoria a mais no sistema de produ\u00e7\u00e3o e consumo, com cota\u00e7\u00e3o na bolsa e disputada por empresas. Estamos numa nova era no que diz respeito \u00e0s drogas. Como corol\u00e1rio, h\u00e1 uma pluraliza\u00e7\u00e3o de diferentes subst\u00e2ncias usadas como drogas e o mundo \u00e9 invadido por um e<em>nxame de drogas<\/em>, tornando ineficazes as antigas classifica\u00e7\u00f5es e a lista das drogas m\u00e1s, num movimento que tende a se generalizar.<\/p>\n<p>A \u00e9poca repressiva pretendia localizar o gozo maligno do consumo em uma lista restritiva e fora da lei, com o Nome-do-Pai operando nesse sentido. Mas, como se verifica no ensino de Lacan \u2013 assinalado por Miller (2011) \u2013, o gozo, que antes era localizado, hoje se encontra disseminado, h\u00e1 uma onipresen\u00e7a do gozo, que est\u00e1 por toda parte, o que foi chamado por Naparstek\u00a0 (2015) de <em>met\u00e1stase<\/em> do gozo.<\/p>\n<p><em>Novos desafios<\/em><\/p>\n<p>Essas transforma\u00e7\u00f5es implicam em uma nova realidade para o analista, que precisa modificar sua abordagem da cl\u00ednica. A psican\u00e1lise precisa inventar novas formas de lidar com o paciente, o que se torna poss\u00edvel pela orienta\u00e7\u00e3o do <em>ultim\u00edssimo ensino<\/em> de Lacan, especialmente na nova abordagem pelo \u201csintoma\u201d, nesta \u00e9poca da met\u00e1stase do gozo e do enxame das drogas. Vamos nos orientar pelo direito ao <em>sinthoma<\/em>, todo homem tem direito a seus sintomas (LACAN, 1975\/1997). Ali\u00e1s, foi gra\u00e7as \u00e0 import\u00e2ncia que Freud reconheceu na reivindica\u00e7\u00e3o da hist\u00e9rica que a psican\u00e1lise p\u00f4de se construir a partir desse direito.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">A abordagem orientada para o sujeito n\u00e3o tem como ponto de partida a ideia de que a droga \u00e9 nociva, mas da ideia de que ela tem uma fun\u00e7\u00e3o determinada dentro de uma conjuntura subjetiva e que conv\u00e9m ter muita prud\u00eancia para se avaliar antes de intervir. Veremos que no caso das psicoses a que ponto \u00e9 importante n\u00e3o propor uma abstin\u00eancia logo de in\u00edcio, j\u00e1 que para certos sujeitos, uma suspens\u00e3o abrupta do consumo pode resultar no desencadeamento da psicose. (NAPARSTEK, 2018, p. 23)<\/p>\n<p>Miller (2011, p. 36), por sua vez, acentua o direito \u00e0 singularidade afirmando que: \u201cA psican\u00e1lise representa justamente a reivindica\u00e7\u00e3o, a rebeli\u00e3o do <em>n\u00e3o como todo mundo <\/em>e promove o <em>direito a Um sozinho<\/em>, \u00e0 diferen\u00e7a do discurso do mestre que faz valer o direito para todos\u201d.<\/p>\n<p><em>A vida est\u00e1 boa<\/em><\/p>\n<p>Na cl\u00ednica das toxicomanias, nos deparamos diariamente com a dificuldade de fazer falar o sujeito toxic\u00f4mano, aquele que renunciou ao gozo f\u00e1lico preferindo a droga como meio de gozo, dispensando o Outro e preferindo o gozo do Um sozinho. Por\u00e9m, no caso cl\u00ednico trazido \u00e0 discuss\u00e3o, essa quest\u00e3o se coloca de outra maneira, uma vez que atualmente o sujeito n\u00e3o est\u00e1 em uso da droga. Ela aparece em sua hist\u00f3ria pregressa, quando exerceu um papel de grandes repercuss\u00f5es em sua vida. O que sabemos desse uso est\u00e1 no campo de seus efeitos, em seus relatos de fatos j\u00e1 distantes no tempo. Tentaremos localizar algumas quest\u00f5es \u00e0 luz desse caso.<\/p>\n<p>Trata-se de um homem de meia-idade que nasceu e viveu toda a sua vida at\u00e9 o presente em um contexto que bem se aplica ao que foi descrito no texto de Naparstek (2018). Um mundo invadido pelas drogas, no qual elas permeiam n\u00e3o apenas as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, mas tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es sociais e formas de exerc\u00edcio de poder. Desde a inf\u00e2ncia, esteve sempre em algum grau de proximidade com as drogas: seus irm\u00e3os, amigos e vizinhos \u201cganhavam a vida\u201d como avi\u00e3ozinho \u2013 seu primeiro nome nessa vida \u2013 e desde cedo ele tamb\u00e9m j\u00e1 conseguia um ganho razo\u00e1vel vendendo e usando drogas. Ali\u00e1s, a droga lhe permitiu alcan\u00e7ar um lugar de poder nesse ambiente, mesmo que fosse, segundo as suas palavras, com \u201cmuitos pecados\u201d.<\/p>\n<p>Cumpriu uma longa pena de pris\u00e3o, per\u00edodo em que foi apresentado a uma nova religi\u00e3o, o que lhe custou a ruptura com a parceira, mas lhe abriu caminho para outro casamento e possibilidades de se afirmar socialmente, quando em liberdade. Pela via da religi\u00e3o, conseguiu realizar enla\u00e7amentos e se defender dos excessos das subst\u00e2ncias psicoativas, embora continue vivendo no mesmo ambiente submetido ao regime da guerra \u00e0s drogas.<\/p>\n<p>Do geral ao particular, do gen\u00e9rico ao singular: h\u00e1 drogas ou uma droga? Mas que droga? Indiferente de sabermos qual foi a subst\u00e2ncia em quest\u00e3o, como neste caso, o que nos interessa aqui \u00e9 o singular desse <em>falasser<\/em>, ou seja, como ela se inseriu em sua vida e a particularidade dos seus efeitos.<\/p>\n<p>Ao se generalizar o diagn\u00f3stico de <em>toxicomania<\/em>, n\u00e3o importa qual seja a dire\u00e7\u00e3o que \u00e9 dada pelo discurso da ci\u00eancia e referendada pela OMS, o que se visa \u00e9 o objeto, em detrimento do sujeito. A tipifica\u00e7\u00e3o de um campo nosol\u00f3gico apenas pelo objeto, deixando de fora o sujeito, \u00e9 uma forma de <em>patologizar<\/em> a cultura. Esse diagn\u00f3stico <em>pr\u00eat-\u00e0-porter<\/em> j\u00e1 tem as terap\u00eauticas e rem\u00e9dios \u201cindicados\u201d, o que se agrava com a penaliza\u00e7\u00e3o dessa condi\u00e7\u00e3o. \u00c9 mais dif\u00edcil e custoso para a civiliza\u00e7\u00e3o o trabalho de descriminalizar e <em>despatologizar<\/em>. \u00c9 aqui que a psican\u00e1lise tem a contribuir, no sentido de trazer de volta para o <em>falasser<\/em> a singularidade de sua hist\u00f3ria a partir de seus ditos e de seus atos, de sua fala. Ao recolher de cada um os significantes traum\u00e1ticos que o mortificam, passamos a promover a vida, de tal modo que esses significantes possam ter um papel <em>vivificante.<\/em> Trabalho a ser feito sob transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Em seu retorno a Lacan, Miller (2011, p. 36) reafirma o direito \u00e0 singularidade: \u201cA psican\u00e1lise representa justamente a reivindica\u00e7\u00e3o, a rebeli\u00e3o do <em>n\u00e3o como todo mundo<\/em>; a psican\u00e1lise promete o direito ao Um sozinho, \u00e0 diferen\u00e7a do discurso do mestre, que est\u00e1 do lado do direito para todos.<\/p>\n<p>Ao dizer que do lado da inven\u00e7\u00e3o devemos fazer um \u201cinvestimento no sintoma\u201d, isso significa que \u201ctodo homem tem direito ao sintoma\u201d (MILLER, 2011, p. 36) com o qual possa fazer la\u00e7o. \u00c9 preciso fazer o invent\u00e1rio daquilo que vem do <em>falasser<\/em>, de seus restos sintom\u00e1ticos a partir dele mesmo, o que estaria no sentido de reafirmar sua singularidade orientando-nos assim pela via da despatologiza\u00e7\u00e3o, vivificando-o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. O mal-estar na cultura. In: <em>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/em>: Cultura, sociedade e religi\u00e3o \u2013 O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte. Aut\u00eantica, 2020, p. 305-410. (Trabalho original publicado em 1930).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Joyce, o Sintoma II. Uno por uno, n. 45, 1997. (Trabalho original proferido em 1975).<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Todo el mundo es loco. In: <em>Sutilezas anal\u00edticas. Los cursos psicoanal\u00edticos de Jacques-Alain Miller.<\/em> Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2011.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. El ultim\u00edssimo Lacan. <em>Los cursos psicoanal\u00edticos de Jacques-Alain Miller <\/em>(2006-2007) Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2014.<\/h6>\n<h6>NAPARSTEK, F. A met\u00e1stase do gozo. <em>Pharmakon<\/em>, n. 1, 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/pharmakondigital.com\/a-metastase-do-gozo1\/. Acesso em: 26 nov. 2023.<\/h6>\n<h6>NAPARSTEK, F. L\u2019essaim actuel des drogues er les m\u00e9tastases de la juissance. <em>Les Cahiers de l\u2019ASREEP-NLS\u00a0\u2013 <\/em><strong><em>Conversation du TyA<\/em><\/strong><em>: Les adictions sans substances<\/em>, n. 2, p. 13-26, 2018.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Texto elaborado a partir do coment\u00e1rio do caso apresentado por Walcymara Medeiros no N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa nas Toxicomanias e Alcoolismo no dia 03\/10\/2023.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentes usos da droga1 Marcelo Quint\u00e3o e Silva Psiquiatra e psicanalista E-mail: mquintaos@uol.com.br Resumo: Vivemos numa \u00e9poca marcada pela invas\u00e3o dos objetos de consumo e, neste artigo, tomamos a toxicomania como seu paradigma. 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