{"id":2160,"date":"2024-02-18T18:29:57","date_gmt":"2024-02-18T21:29:57","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=2160"},"modified":"2025-12-01T11:42:28","modified_gmt":"2025-12-01T14:42:28","slug":"cinco-teses-sobre-as-nupcias-do-dico-e-do-neuro12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2024\/02\/18\/cinco-teses-sobre-as-nupcias-do-dico-e-do-neuro12\/","title":{"rendered":"Cinco teses sobre as n\u00fapcias do dico e do neuro[1],[2]"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #333399;\">Cinco teses sobre as n\u00fapcias do dico e do neuro<a style=\"color: #333399;\" href=\"\/revista_almanaque\/#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>1<\/sup><\/a><sup>,<\/sup><a style=\"color: #333399;\" href=\"\/revista_almanaque\/#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>2<\/sup><\/a><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>Herv\u00e9 Castanet<br \/>\n<\/strong>Psicanalista, A.M.E. da \u00c9cole de la Cause freudienne\/AMP<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"mailto:castanet.herve@wanadoo.fr\">castanet.herve@wanadoo.fr<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong>Resumo<\/strong>: Herv\u00e9 Castanet localiza alguns pressupostos epist\u00eamicos da <em>tese neuro<\/em>, uma tese que invade hoje a discuss\u00e3o cient\u00edfica e pretende reduzir o mental ao neuronal. Por sua vez, a <em>tese dico<\/em>, isolada por J.-A. Miller, vem confirmar o procedimento neuro: \u201cEu sou o que eu digo\u201d, terreno em que o \u2018eu\u2019 faz existir sua verdade. Se a <em>tese neuro<\/em> toma a materialidade cerebral como real, o autor sinaliza, em seu texto, o papel dos analistas no combate a isso: \u201cO combate que temos que travar contra a <em>tese neuro<\/em>, como <em>dico<\/em> naturalizado, gira em torno do conceito de real\u201d.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> neuroci\u00eancia; psican\u00e1lise; inconsciente; real.<\/p>\n<p><strong>FIVE THESES ON THE NUPTIALS OF THE DICO AND THE NEURO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract:<\/strong> Herv\u00e9 Castanet locates some epistemic assumptions of the \u201c<em>neuro thesis<\/em>\u201d, a thesis that invades scientific discussion today and aims to reduce the mental to the neuronal. In turn, the \u201c<em>dico thesis<\/em>\u201d, isolated by J.-A. Miller, confirms the neuro procedure: \u201cI am what I say\u201d, the terrain in which the \u2018I\u2019 makes its truth exist. If the \u201c<em>neuro thesis<\/em>\u201d takes cerebral materiality as real, the author highlights in his text the role of analysts in this fight: \u201cThe fight we have to fight against the \u2018<em>neuro thesis<\/em><em>\u2019<\/em>, as <em>dico <\/em>naturalized, revolves around the concept of real\u201d.<\/p>\n<p><strong>Keywords:<\/strong> neuroscience; psychoanalysis; unconscious; real.<\/p><\/blockquote>\n<p><em><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/HERVE-CASTANET-.png\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"886\" data-large_image_height=\"762\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2161 aligncenter\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/HERVE-CASTANET-.png\" alt=\"\" width=\"552\" height=\"474\" \/><\/a><\/em><em>Tese 1<\/em><\/p>\n<p>Uma tese invade hoje a episteme e pretende fazer a separa\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 cl\u00ednico e o que n\u00e3o \u00e9. Orientados pela psican\u00e1lise, \u00e9 necess\u00e1rio esfregar os olhos para perceber o que tem sido bombardeado: o c\u00e9rebro \u00e9 uma m\u00e1quina \u2013 \u00e0 maneira sofisticada de Turing \u2013 de processar informa\u00e7\u00f5es. \u00c9 o \u00f3rg\u00e3o no qual reside toda causalidade dita mental.<\/p>\n<p>O mental a\u00ed se reduz ao neuronal, e o inconsciente, que nada tem a ver com aquele de Freud e de Lacan, pode ser aceito com a condi\u00e7\u00e3o de que seja provido de c\u00f3rtex.<a href=\"\/revista_almanaque\/#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> Querer enla\u00e7ar tra\u00e7o sin\u00e1ptico e tra\u00e7o ps\u00edquico, ainda que se referindo ao primeiro Freud, participa desse mesmo empreendimento de naturaliza\u00e7\u00e3o: o inconsciente, sim, mas n\u00e3o sem o neoc\u00f3rtex.<\/p>\n<p>A tese n\u00e3o \u00e9 nova e a frase frequentemente citada de Cabanis, datada de 1802, recupera seu lugar de b\u00fassola: \u201cO c\u00e9rebro secreta o pensamento, assim como o f\u00edgado secreta a bile\u201d. Assim, essas velharias neomaterialistas do tempo das t\u00e9cnicas conquistadoras recuperariam seus direitos! A Universidade, os dispositivos hospitalares, os investimentos de pesquisa etc., deveriam se curvar aos avan\u00e7os da ci\u00eancia para p\u00f4r fim \u00e0 teologia que, segundo essa tese, legitimaria os dispositivos da fala.<\/p>\n<p>Falar? Voc\u00ea est\u00e1 brincando! A transfer\u00eancia? Mostre-nos os tra\u00e7os neuronais! Essa tese tem um nome: \u00e9 a <em>tese neuro<\/em> que, em sua vontade hegem\u00f4nica, se torna a tese do <em>tudo neuro<\/em>. Ela \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o do inconsciente no sentido que lhe d\u00e1 Lacan: \u201cA novidade revelada pela psican\u00e1lise \u00e9 um saber n\u00e3o sabido por ele mesmo&#8221; (LACAN, 1971\/2011, p. 23). O dizer <em>n\u00e3o sabido<\/em> n\u00e3o o equipara ao caos \u2013 ao contr\u00e1rio: \u201cO saber n\u00e3o-sabido de que se trata na psican\u00e1lise \u00e9 um saber que efetivamente se articula, que \u00e9 estruturado como uma linguagem\u201d (LACAN, 1971\/2011, p. 23). Lacan insiste nisso em <em>O Sinthome<\/em>:<\/p>\n<p>\u201cSou isso que digo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO inconsciente \u00e9 inteiramente redut\u00edvel a um saber. \u00c9 o m\u00ednimo que sup\u00f5e o fato de ele poder ser interpretado.\u201d (LACAN, 1975-76\/2007, p. 127).<\/p>\n<p><em>Tese 2<\/em><\/p>\n<p>A ci\u00eancia dos c\u00e1lculos n\u00e3o se ocupa de tal saber, porque aloj\u00e1-lo <em>neuronalmente <\/em>revela-se v\u00e3o. Para a <em>tese neuro<\/em>, esse saber n\u00e3o sabido \u00e9 est\u00fapido, a psican\u00e1lise \u00e9 metaf\u00edsica. Apenas o c\u00e9rebro \u00e9 verdadeiro, uma vez que se interessa pelas imagens cerebrais, em que o mental \u00e9 um processo materialista: este \u00e9 o reino do homem neuronal (CHANGEUX, 1983).<\/p>\n<p>A <em>tese dico<\/em>, \u201cEu sou o que eu digo\u201d, isolada por Jacques-Alain Miller, contrariamente ao que se poderia acreditar n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0 <em>tese neuro<\/em>, mas confirma o procedimento: o <em>Eu digo<\/em> equivale \u00e0 verdade e cada um se torna o conhecedor de sua vida. Isso \u00e9 verdade, j\u00e1 que <em>Eu o digo<\/em>. Desde que o cirurgi\u00e3o pode adequar as formas do corpo com as afirma\u00e7\u00f5es do <em>Eu digo<\/em>, nada mais se op\u00f5e a que o neurocirurgi\u00e3o, ele mesmo, intervenha na arquitetura neuronal para que cada um experimente em seu corpo e em seu pensamento isso que ele diz que \u00e9. Em tal contexto, neuro e <em>dico<\/em> n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis. O dicion\u00e1rio \u00e9 naturalizado: \u201cEu sou isso que os tra\u00e7os escrevem em meu c\u00e9rebro\u201d. Fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica? Talvez n\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p><em>Tese 3 <\/em><\/p>\n<p>Estaremos presentes nesse \u201cEu sou isso que digo\u201d, reciclado pela <em>tese neuro<\/em>, para a produ\u00e7\u00e3o de um novo <em>cogito<\/em>? Certamente que sim, na condi\u00e7\u00e3o de acrescentarmos, como faz Lacan (1966\/1998, p. 60) em 1966, que a\u00ed se trata de um \u201cfalso <em>cogito<\/em>\u201d dito psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u00c9 falso porque ele \u201crepresenta o eu do <em>cogito<\/em><sup>\u201d <\/sup>(LACAN, 1966\/1998, p. 60) que exclui a d\u00favida e a certeza antecipada que Descartes constr\u00f3i como tens\u00e3o temporal. Exclus\u00e3o da escans\u00e3o temporal que o exemplo dado por Lacan desse falso <em>cogito <\/em>verifica: <em>\u201ceu penso quando sou<\/em> aquele que se veste de mulher\u201d (LACAN, 1966\/1998, p. 60), como mostram as <em>Mem\u00f3rias<\/em> do abade de Choisy.<\/p>\n<p><em>Tese 4 <\/em><\/p>\n<p>Se existe o falso <em>cogito<\/em>, existe tamb\u00e9m o&#8230; verdadeiro.<\/p>\n<p>\u00c9 com este \u00faltimo que Lacan dialoga para subvert\u00ea-lo. Os leitores de Lacan sabem: subvers\u00e3o e revolu\u00e7\u00e3o se op\u00f5em. O termo \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d associado \u00e0 descoberta freudiana \u00e9 inadequado, pois ele designa um retorno \u00e0 origem. O termo \u201csubvers\u00e3o\u201d \u00e9 prefer\u00edvel: \u201cO que n\u00e3o se aceita, com ou sem revolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma subvers\u00e3o que se produz na fun\u00e7\u00e3o, na estrutura do saber\u201d (LACAN, 1971\/2011, p. 23). Com a psican\u00e1lise, a reflexividade do \u201csabe-se que se sabe\u201d perde sua base.<\/p>\n<p>Em \u201cA Terceira\u201d, de 1974, Lacan retoma a f\u00f3rmula do <em>cogito.<\/em> Um gozo sem sujeito define o ser de uma nova maneira: o ser do sujeito n\u00e3o deve ser buscado no pensamento, mas no gozo: \u201cEu sou l\u00e1 onde isso goza\u201d. O <em>Eu<\/em> \u00e9 localizado l\u00e1 onde h\u00e1 o gozo inconsciente. O <em>cogito<\/em>, subvertido pelo isso goza, assume uma nova forma: \u201c<em>Penso, logo Se goza<\/em>\u201d (LACAN, 1974\/2022, p. 13) Criando um neologismo: Eu <em>sou <\/em>(verbo ser) + eu <em>gozo<\/em> (verbo gozar) = Eu <em>go(z)sou<\/em>.<a href=\"\/revista_almanaque\/#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> Lacan (1974\/2022, p. 13) acrescenta: \u201cIsso rejeita o \u2018<em>logo<\/em>\u2019 usual, aquele que diz <em>Eu go(z)sou.<\/em> [&#8230;] \u2018<em>Rejeitar<\/em>\u2019 deve ser entendido aqui como o que eu disse acerca da foraclus\u00e3o \u2013 rejeitado, o go(z)sou reaparece no real\u201d.<\/p>\n<p>Qual a rela\u00e7\u00e3o disso com a psican\u00e1lise, pergunta o c\u00e9tico? \u201cQue sentido tem isso, seu go(z)s<em>ou? <\/em>Exatamente o meu tema espec\u00edfico, o Eu [<em>Je<\/em>] da psican\u00e1lise\u201d (LACAN, 1974\/2022, p. 13). Como todo mundo, Descartes \u201ctem um inconsciente, e \u00e9 miser\u00e1vel\u201d (LACAN, 1974\/2022, p. 14). Assim vai o <em>cogito<\/em> do <em>parl\u00eatre<\/em> (sujeito + o gozo): \u201c<em>Penso, logo go(z)sou<\/em>\u201d (LACAN, 1974\/2022, p. 14).<\/p>\n<p>A conjuga\u00e7\u00e3o do verbo <em>go(z)sar<\/em><a href=\"\/revista_almanaque\/#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> escreve que existe \u201cum saber imposs\u00edvel de ser reintegrado pelo sujeito\u201d (LACAN, 1974\/2022, p. 14), que seja esse o <em>cogito<\/em> pr\u00f3prio da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><em>Tese 5 <\/em><\/p>\n<p>O combate que temos que travar contra a <em>tese neuro<\/em>, como <em>dico<\/em> naturalizado gira em torno do conceito de real. Caber\u00e1 a n\u00f3s afirmar que o biol\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 o real, segundo a afirma\u00e7\u00e3o de J.-A. Miller (2018a, p. 126 -127), que acrescenta: \u201cO real tornou-se o <em>neuro-real<\/em>; \u00e9 este <em>neuro-real<\/em> que \u00e9 chamado a dominar nos pr\u00f3ximos anos\u201d (MILLER, 2018b, p. 117).<\/p>\n<p>Nesse aspecto, o real dito neuronal, apesar das in\u00fameras provas da sua realidade material, \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o, com sua \u201cfilosofia espont\u00e2nea\u201d, segundo a express\u00e3o de Althusser (1974). \u00c9, portanto, sua ideologia do tipo truque de m\u00e1gica que temos de combater, por meio da qual querem nos calar. O real do <em>go(z)sou<\/em> jamais nos deixar\u00e1 tranquilos\u2026 Tanto pior para os f\u00e3s do c\u00e9rebro!<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Beatriz Esp\u00edrito Santo<br \/>\n<strong>Revis\u00e3o:<\/strong> Giselle Moreira<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/h6>\n<h6>ALTHUSSER, L. <em>Philosophie et philosophie spontan\u00e9e des savants<\/em>. Paris: Maspero, 1974.<\/h6>\n<h6>CASTANET, H. Cinq th\u00e8ses sur les noces du\u00a0dico\u00a0et du\u00a0neuro. <em>La Cause du d\u00e9sir<\/em>, n. 114, p. 177-179, 2003.<\/h6>\n<h6>CHANGEUX J.-P. <em>L\u2019Homme neuronal\u00a0<\/em>. Paris\u00a0: Fayard, 1983.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O Semin\u00e1rio sobre \u201cA carta roubada\u201d. In: <em>\u00adEscritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 13-66. (Trabalho original publicado em 1966).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23<\/em>: O sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. (Trabalho original proferido em 1975-76).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Saber, ignor\u00e2ncia, verdade e gozo. In: <em>Estou falando com as paredes<\/em>: Conversas na Capela de Saint-Anne. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2011, p. 9-38. (Trabalho original proferido em 1971).<\/h6>\n<h6>LACAN, J.\u00a0 A terceira. In: LACAN, J.; MILLER, J.-A. <em>A terceira\/ Teoria de lal\u00edngua. <\/em>Rio de Janeiro: Zahar, 2022. (Texto original publicado em 1974).<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. D\u00e9ficit ou faille. <em>La Cause du d\u00e9sir<\/em>, n. 98, mar. 2018a.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Neuro-, le nouveau r\u00e9el. <em>La Cause du d\u00e9sir<\/em>, n. 98, mar. 2018b.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Texto originalmente publicado em 2023 na revista<em> La Cause Du D\u00e9sir<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> <em>Dico<\/em>: abreviatura familiar de \u201cdicion\u00e1rio\u201d.<\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> No original, em franc\u00eas: <em>cortiqu\u00e9<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> No original, em franc\u00eas: <em>Je souis<\/em>. Ver nota da tradutora Teresinha Meirelles do Prado em \u201cA Terceira\u201d: \u201cNo original: <em>Je pense, donc je souis<\/em>. Jogo de palavras com a famosa express\u00e3o cartesiana, entre as express\u00f5es \u2018<em>je suis<\/em>\u2019 (sou) e \u2018<em>je jouis<\/em>\u2019 (gozo)\u201d (LACAN, 1974\/2022, p.13).<\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> No original, em franc\u00eas: <em>souir<\/em>.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco teses sobre as n\u00fapcias do dico e do neuro1,2 Herv\u00e9 Castanet Psicanalista, A.M.E. da \u00c9cole de la Cause freudienne\/AMP castanet.herve@wanadoo.fr &nbsp; Resumo: Herv\u00e9 Castanet localiza alguns pressupostos epist\u00eamicos da tese neuro, uma tese que invade hoje a discuss\u00e3o cient\u00edfica e pretende reduzir o mental ao neuronal. 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