{"id":2176,"date":"2024-02-18T19:03:04","date_gmt":"2024-02-18T22:03:04","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=2176"},"modified":"2025-12-01T11:39:44","modified_gmt":"2025-12-01T14:39:44","slug":"editorial-almanaque-no32","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2024\/02\/18\/editorial-almanaque-no32\/","title":{"rendered":"Editorial &#8211; ALMANAQUE N\u00ba32"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #333399;\">Editorial<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>Patr\u00edcia Ribeiro<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ESTHELA-SOLANO-SUAREZ-scaled.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"2048\" data-large_image_height=\"1152\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2100 size-large\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ESTHELA-SOLANO-SUAREZ-1024x862.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"862\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Queremos analistas que sejam analisantes, analisantes perp\u00e9tuos a arrancar incessantemente farrapos de saber do sujeito suposto saber que n\u00e3o existe, farrapos tanto mais preciosos quanto mais raros e singulares.\u00a0 Pois a via anal\u00edtica n\u00e3o \u00e9 a de um grande n\u00famero, nem a da estat\u00edstica, mas a do singular e do paradigma, do singular elevado a paradigma.<br \/>\n<\/em>(Jacques-Alain Miller, em Discurso de encerramento da Jornada da \u00c9cole de la Cause freudienne, em 2008)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>Esta edi\u00e7\u00e3o da <em>Almanaque On-line<\/em> traz um desdobramento do n\u00famero anterior, quando o foco da pesquisa do IPSM-MG, em conson\u00e2ncia com os temas do XIV Congresso da AMP e da 26\u00aa Jornada da EBP-MG, foi o de explorar o aforismo lacaniano \u201ctodo mundo \u00e9 louco, ou seja, delirante\u201d. Tal loucura se define pela cren\u00e7a em um Outro que, ainda que n\u00e3o exista, protege o ser falante daquilo que \u00e9 insuport\u00e1vel no real.<\/p>\n<p>No presente n\u00famero, tomamos como norte investigar o que seria uma cl\u00ednica orientada n\u00e3o pelo del\u00edrio, mas pelo real, definido por Lacan como sem lei e sem sentido. \u00a0Um breve recorte do artigo que aqui publicamos na rubrica <em>Trilhamentos,<\/em> de Esthela Solano-Su\u00e1rez, permite esclarecer o que a distingue de outras formas de tratamento pela palavra. Podemos dizer que a experi\u00eancia anal\u00edtica que inclui o real se orienta pelo que acontece \u201cna disjun\u00e7\u00e3o entre o <em>dito<\/em> e o <em>dizer<\/em>. [&#8230;] Esta disjun\u00e7\u00e3o convoca a dist\u00e2ncia entre o que \u00e9 da ordem do meio-dizer da verdade e do real do gozo que <em>ex-siste <\/em>ao dito\u201d. E Esthela Solano-Suarez prossegue: \u201co real em jogo na psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 o real da ci\u00eancia.\u00a0 [&#8230;] Ele \u00e9 suscet\u00edvel de ser isolado como o fora-de-sentido do gozo do sintoma uma vez que este foi despido de seu aparelho de fic\u00e7\u00f5es fantasm\u00e1ticas, a t\u00edtulo de <em>verdade mentirosa<\/em>\u201d. Em uma outra perspectiva sobre o real em jogo em uma an\u00e1lise, encontramos nessa mesma rubrica o texto da Aula Inaugural do IPSM-MG proferida por S\u00e9rgio de Mattos, que tomou como refer\u00eancia o tema do XI ENAPOL: &#8220;Come\u00e7ar a analisar-se\u201d. Seu texto permite localizar a presen\u00e7a dessa orienta\u00e7\u00e3o para o real ao afirmar, que desde o in\u00edcio, o analista deve estar atento \u201cao que levou o sujeito a procurar uma an\u00e1lise, cernir esse ponto de sofrimento, de embara\u00e7o, o que n\u00e3o anda bem\u201d, destacando a import\u00e2ncia de discriminar os \u201celementos que naquela circunst\u00e2ncia espec\u00edfica evocaram traumas, repeti\u00e7\u00f5es e algo insuport\u00e1vel que desencadeou o desejo de tratar\u201d. Ram Mandil, em <em>O ato de leitura em psican\u00e1lise<\/em>, indaga sobre a possibilidade do ato anal\u00edtico hoje, \u00e9poca \u201cdos protocolos e das diretrizes terap\u00eauticas, em que a a\u00e7\u00e3o ideal consiste em reduzir, ao m\u00ednimo, toda possibilidade de imprevisto\u201d. Sua pesquisa o conduziu a identificar no caso Dora, texto freudiano seminal sobre a histeria, como a leitura feita por Freud acerca dos sintomas dessa paciente permitiu ao autor entrever a dupla dimens\u00e3o do sintoma \u2013 \u201ca que \u00e9 apreendida pelo sentido e a que permanece opaca a toda significa\u00e7\u00e3o\u201d. Ram Mandil\u00a0 evoca ainda passagens do ensino de Lacan sobre o ato de leitura no discurso psicanal\u00edtico amparadas na obra de Joyce, nas quais se pode desvelar a \u201cpresen\u00e7a do vazio da significa\u00e7\u00e3o\u201d no que concerne \u00e0 polifonia dos sentidos dos sintomas. Do mesmo modo, em um di\u00e1logo presente em <em>O retrato do artista quando jovem <\/em>entre Stephen Dedalus e seus colegas<em>, <\/em>Mandil ressalta que dele se pode elucidar o que seria o ato de ler um sintoma sob a perspectiva do \u201cencontro material entre um significante e o corpo, o pr\u00f3prio choque da linguagem sobre o corpo\u201d.<\/p>\n<p>Em <em>Encontros<\/em>, Herv\u00e9 Castanet nos adverte sobre a onipresen\u00e7a em nossa \u00e9poca de uma <em>episteme<\/em> pr\u00f3pria \u00e0s neuroci\u00eancias, a qual nomeou <em>tese neuro. S<\/em>egundo esclarece, ela promove uma redu\u00e7\u00e3o absoluta do mental ao neuronal visando apagar a possibilidade de exist\u00eancia do saber inconsciente, postulado <em>princeps<\/em> freudiano. Castanet constata ainda que essa tese se desdobra em uma outra, que a confirma \u2013 a <em>tese dico<\/em> \u2013, isolada por J.A-Miller, que afirma: \u201cEu sou o que eu digo\u201d. Este novo \u2013 e falso \u2013 <em>cogito<\/em> centrado unicamente no eu e abolindo a enuncia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel, sublinha Castanet, com \u201cEu sou isso que os tra\u00e7os escrevem em meu c\u00e9rebro.&#8221; Em total oposi\u00e7\u00e3o, o <em>cogito<\/em> lacaniano, que o autor aqui desenvolve \u2013 \u201cPenso, logo go(z)sou\u201d \u2013, reafirma a exist\u00eancia de um real irrevog\u00e1vel, ou seja, \u201cum saber imposs\u00edvel de ser reintegrado pelo sujeito\u201d, que em nada se assemelha ao real biol\u00f3gico. Ainda nessa rubrica, contamos com um inestim\u00e1vel caso cl\u00ednico apresentado por Jacqueline Dh\u00e9ret, que coloca quest\u00f5es que atravessam a nossa \u00e9poca. Dh\u00e9ret discorre sobre a an\u00e1lise \u201csilenciosa\u201d de uma menina de sete anos que n\u00e3o sabe como fazer com seu pai transexual. Ao longo das sess\u00f5es, ela constr\u00f3i solu\u00e7\u00f5es que a ajudam a suportar um real at\u00e9 ent\u00e3o insuport\u00e1vel, que fez vacilar os semblantes nos quais se apoiava.<\/p>\n<p>Oscar Ventura, nosso entrevistado, a quem agradecemos pela generosidade em contribuir com esta edi\u00e7\u00e3o, sublinha a import\u00e2ncia dos sonhos na pr\u00e1tica cl\u00ednica no que concerne \u00e0 \u201cpossibilidade que oferecem para produzir una retifica\u00e7\u00e3o na economia de gozo\u201d. Ele evoca o c\u00e9lebre sonho da Inje\u00e7\u00e3o de Irma para demarcar sua liga\u00e7\u00e3o a um real que se encarna para Freud no mist\u00e9rio do corpo, \u201cem um furo que aspira toda a pretens\u00e3o de sentido que se lhe queira outorgar\u201d. Ventura nos ajuda ainda a esclarecer a diferen\u00e7a entre o ato de escutar e ler em psican\u00e1lise, o primeiro estando mais pr\u00f3ximo do campo do sentido, enquanto a leitura apontaria para o encontro com a materialidade da letra, isto \u00e9, para uma cifra de gozo n\u00e3o capturada na rede das representa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na rubrica <em>Prel\u00fadios<\/em>, publicamos alguns dos textos apresentados no \u00faltimo semestre das Li\u00e7\u00f5es Introdut\u00f3rias \u00e0 Psican\u00e1lise. A refer\u00eancia desta vez foram os textos basilares de Freud sobre as psicoses. Assim, em <em>Neurose e psicose<\/em>, Luciana Silviano Brand\u00e3o discorre sobre a distin\u00e7\u00e3o tra\u00e7ada por Freud entre essas estruturas para, em seguida, abordar o mecanismo pr\u00f3prio a cada uma delas frente ao conflito entre as inst\u00e2ncias ps\u00edquicas por ele postuladas: o Eu, o Isso e o Supereu. A autora sublinha a importante quest\u00e3o que Freud a\u00ed se coloca: qual seria o dispositivo an\u00e1logo ao do recalcamento, pelo qual o Eu se desliga do mundo exterior, na psicose? Diante dessa pergunta, ela elucida o conceito freudiano de <em>Verwerfgung<\/em>, bem como o de forclus\u00e3o, nova designa\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 dada por Lacan vinculada \u00e0 met\u00e1fora paterna. Elisa Alvarenga nos apresenta a sua leitura do <em>Manuscrito H, <\/em>texto freudiano do final do s\u00e9culo XIX, percorrendo esse momento da elabora\u00e7\u00e3o freudiana da concep\u00e7\u00e3o do aparelho ps\u00edquico. Nesse texto, como a autora sublinha, Freud resgata a import\u00e2ncia da sexualidade nas neuroses e nas psicoses, assim como lan\u00e7a algumas das bases da primeira t\u00f3pica freudiana (ics-pcs-cs) e da teoria da libido. <em>A perda da realidade na neurose e na psicose <\/em>\u00e9 o texto abordado por K\u00e1tia Mari\u00e1s, no qual Freud exp\u00f5e suas elabora\u00e7\u00f5es sobre o modo de constitui\u00e7\u00e3o do campo da realidade e o modo como se d\u00e1 a sua perda, relacionando-as\u00a0 ainda \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es de Lacan sobre a perda do objeto <em>a<\/em> nas neuroses e a aus\u00eancia dessa subtra\u00e7\u00e3o nas psicoses. Finalmente, Lucia Mello comenta o texto<em> Comunica\u00e7\u00e3o de um caso de paranoia que contradiz a teoria psicanal\u00edtica, <\/em>ressaltando as modifica\u00e7\u00f5es conceituais decorrentes dessa leitura freudiana que, de acordo com a autora, abrange a cl\u00ednica do sujeito, a fantasia fundamental, a puls\u00e3o e a fixa\u00e7\u00e3o. A autora destaca como, nesse relato cl\u00ednico, Freud extrai consequ\u00eancias da contradi\u00e7\u00e3o que pode advir entre a teoria, decorrente de sua \u00a0pesquisa, e o \u00a0ato de dar a palavra ao paciente.<\/p>\n<p>Iniciamos a rubrica<em>\u00a0 Incurs\u00f5es <\/em>com o texto de Marcelo Quint\u00e3o, no qual ele apresenta algumas das contribui\u00e7\u00f5es de Fabi\u00e1n Naparstek referentes \u00e0 cl\u00ednica das toxicomanias, partindo de um percurso hist\u00f3rico sobre a presen\u00e7a das drogas na civiliza\u00e7\u00e3o para, finalmente, destacar, valendo-se de uma vinheta cl\u00ednica, que a rela\u00e7\u00e3o de um\u00a0 <em>falasser <\/em>com o objeto droga \u00e9 sempre singular, assim como pode ser diferente tamb\u00e9m em determinados momentos de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. M\u00f4nica Campos, em <em>Ser\u00e1 que o racismo mata? Implica\u00e7\u00f5es de uma cl\u00ednica atravessada pelo racismo<\/em>, parte de um caso cl\u00ednico apresentado no Ateli\u00ea de Pesquisa em Psican\u00e1lise e Segrega\u00e7\u00e3o e de imediato responde positivamente \u00e0 pergunta formulada em seu t\u00edtulo. Sua leitura do caso adverte tamb\u00e9m para as pr\u00e1ticas racistas que promovem uma mortifica\u00e7\u00e3o subjetiva para concluir destacando a import\u00e2ncia de uma posi\u00e7\u00e3o radical do psicanalista em apostar nas solu\u00e7\u00f5es singulares de cada sujeito que apontem para a vida, fazendo assim um contraponto aos discursos segregativos. Lilany Pacheco, por sua vez, apresenta uma instigante leitura da pesquisa realizada no semestre pelo Ateli\u00ea, focalizando especialmente a contribui\u00e7\u00e3o de M\u00f4nica Campos, sob a baliza da interroga\u00e7\u00e3o \u201cquais as contribui\u00e7\u00f5es que a psican\u00e1lise pode oferecer ou ensinar sobre a leitura de \u00a0casos que implicam em discursos racistas e suas consequ\u00eancias para o preto\u201d. A autora prop\u00f5e tamb\u00e9m pensar como o psicanalista pode avan\u00e7ar nas suas reflex\u00f5es contra o racismo e as demais formas de segrega\u00e7\u00e3o. Araceli Teixid\u00f3 traz \u00e0 discuss\u00e3o o tema da eutan\u00e1sia a partir das mudan\u00e7as efetivadas na Espanha, pa\u00eds onde vive, a partir da lei de regulamenta\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica. Araceli focaliza especialmente a relev\u00e2ncia e a delicadeza envolvidas no ato do profissional de sa\u00fade ao responder a essa demanda, salientando que ele\u00a0 n\u00e3o pode se ater a um mero cumprimento de um protocolo. Em <em>O historiador do detalhe: articula\u00e7\u00f5es entre sonho e acontecimento de corpo<\/em>, Ana Sanders faz uma interessante leitura do caso de uma crian\u00e7a atendida por Carolina Koretsky e publicado no livro <em>La Conversaci\u00f3n Cl\u00ednica<\/em>. Mat\u00e9o, \u00e9 um menino que n\u00e3o conta com\u00a0 o recurso\u00a0 do sintoma e da fantasia como defesa ao real ligado \u00e0 sua exist\u00eancia e a um desejo de morte que o assolava. \u00c9 a partir de um sonho relatado em an\u00e1lise, no qual irrompe um acontecimento de corpo, que \u201cesse sujeito pode deslocar o desejo de morte materno\u201d permitindo-lhe \u201cuma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para a cess\u00e3o do gozo mort\u00edfero\u201d pela via do del\u00edrio. Por sua vez, Paula Pimenta tece um valioso coment\u00e1rio sobre o texto de Ana Sanders, real\u00e7ando a fun\u00e7\u00e3o do sonho na psicose, nos brindando tamb\u00e9m com sua leitura esclarecedora sobre o sintagma lacaniano, acontecimento de corpo.<\/p>\n<p>Por fim, na rubrica <em>De uma nova gera\u00e7\u00e3o<\/em>, Silvia Coutinho Lima interroga, a partir do atual cen\u00e1rio marcado pelos excessos em rela\u00e7\u00e3o aos corpos \u2013 interven\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, medicamentosas, cirurgias pl\u00e1sticas etc. \u2013, sobre o que impele os sujeitos para essas escolhas, e\u00a0 embora saiba que a amarra\u00e7\u00e3o de cada corpo \u00e9 tecida de forma radicalmente singular para cada <em>falasser<\/em>, a autora pergunta se esse investimento exacerbado no corpo poderia apontar para um modo de defesa. Ana Paula Menezes de Souza, em seu texto, \u00a0discute a interpreta\u00e7\u00e3o para, a partir desse conceito fundamental da psican\u00e1lise, explorar as suas resson\u00e2ncias no ensino de Lacan entre o inconsciente estruturado como uma linguagem e o inconsciente real, \u201cquando o espa\u00e7o de um lapso j\u00e1 n\u00e3o tem nenhum impacto de sentido\u201d. Dessa forma, a autora busca situar o lugar do analista em um tempo em que \u201ca l\u00f3gica hegem\u00f4nica de uma psicoeduca\u00e7\u00e3o prescritiva\u201d se faz cada vez mais atuante.<\/p>\n<p>Chegando ao final deste n\u00famero \u2013 que tamb\u00e9m marca a conclus\u00e3o do\u00a0 trabalho desta Diretoria \u2013, n\u00f3s, da equipe editorial da revista <em>Almanaque On-line<\/em>, desejamos a todos uma boa leitura e que os textos aqui reunidos possam conduzir \u00e0s m\u00faltiplas resson\u00e2ncias advindas de uma cl\u00ednica psicanal\u00edtica que inclui o real, que considera as inscri\u00e7\u00f5es contingentes nos corpos, habitados que s\u00e3o por uma estranha alteridade que excede as elucubra\u00e7\u00f5es de sentido.<\/p>\n<p>Uma \u00faltima palavra, ainda: gostar\u00edamos de agradecer imensamente ao artista S\u00e9rgio Machado pela generosidade com que nos cedeu as belas imagens que ilustram este n\u00famero.<\/p>\n<p>E, claro, queremos fazer tamb\u00e9m um especial agradecimento a todas as colegas da diretoria do IPSM-MG pelo apoio sempre presente, aos colegas da equipe editorial respons\u00e1veis por colocar \u201cno ar\u201d mais esta edi\u00e7\u00e3o da <em>Almanaque On-line<\/em>, assim como a todos que deram a sua preciosa contribui\u00e7\u00e3o como participantes da produ\u00e7\u00e3o da revista desde 2020. Nosso muito obrigado!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>S\u00e9rgio Machado, nascido em Belo Horizonte, estudou na Escola Guignard entre 1981 e 1985, onde conviveu com grandes desenhistas e escultores. Sua forma\u00e7\u00e3o foi com o desenho, mas ele sempre se interessou pelo objeto, sua constru\u00e7\u00e3o, seu volume. Assim, o artista desenvolveu uma forma de intera\u00e7\u00e3o entre desenho e objeto, escolhendo a madeira reaproveitada como mat\u00e9ria-prima principal. Suas cadeiras, pequenas esculturas em madeira e os tubar\u00f5es de tamanhos variados s\u00e3o marcas desse trabalho. S\u00e9rgio j\u00e1 realizou v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es ao longo de sua carreira e participou de feiras nacionais e internacionais. Atualmente, o artista desenvolve um trabalho com pedras. S\u00e3o pinturas, desenhos e esculturas que surgem a partir do estudo e da observa\u00e7\u00e3o do mineral e de suas formas, volume, texturas, impress\u00f5es e hist\u00f3rias. Essa tem\u00e1tica, como S\u00e9rgio observa, est\u00e1 muito ligada ao per\u00edodo geol\u00f3gico mais recente, o antropoceno, caracterizado pelo impacto da presen\u00e7a do homem na terra.<\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/sergiomachadoarte\/\">https:\/\/www.instagram.com\/sergiomachadoarte\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial Patr\u00edcia Ribeiro \u00a0 \u00a0 &nbsp; Queremos analistas que sejam analisantes, analisantes perp\u00e9tuos a arrancar incessantemente farrapos de saber do sujeito suposto saber que n\u00e3o existe, farrapos tanto mais preciosos quanto mais raros e singulares.\u00a0 Pois a via anal\u00edtica n\u00e3o \u00e9 a de um grande n\u00famero, nem a da estat\u00edstica, mas a do singular e&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57681,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-2176","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-32","category-34","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2176"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57682,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2176\/revisions\/57682"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}