{"id":251,"date":"2023-08-15T19:24:18","date_gmt":"2023-08-15T22:24:18","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=251"},"modified":"2023-08-15T19:24:18","modified_gmt":"2023-08-15T22:24:18","slug":"editorial-almanaque-on-line-agosto-2023-no-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2023\/08\/15\/editorial-almanaque-on-line-agosto-2023-no-30\/","title":{"rendered":"Editorial &#8211; Almanaque On-line &#8211; Agosto\/2023 &#8211; N\u00ba 31"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>Giselle Moreira<\/strong><\/h6>\n<div id=\"attachment_252\" style=\"width: 577px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/editorial31.png\" data-dt-img-description=\"Imagem: Renata Laguardia\u00a0\" data-large_image_width=\"567\" data-large_image_height=\"510\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-252\" class=\"size-full wp-image-252\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/editorial31.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"510\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/editorial31.png 567w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/editorial31-300x270.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-252\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Renata Laguardia<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros leitores,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Apresentamos a 31\u00aa edi\u00e7\u00e3o da revista Almanaque On-line, que tem como eixo tem\u00e1tico &#8220;A cl\u00ednica universal do del\u00edrio&#8221;, em conson\u00e2ncia com o argumento da pr\u00f3xima Jornada da EBP-MG \u2013 O que h\u00e1 de novo nas psicoses\u2026\u00a0<\/em><em>ainda \u2013\u00a0<\/em>e do Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise, que acontecer\u00e1 em fevereiro de 2024 sob o t\u00edtulo<em>\u00a0Todo mundo \u00e9 louco.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os textos que comp\u00f5em esta edi\u00e7\u00e3o marcam um contraponto a uma perspectiva despatologizante que busca eliminar o real do sinthoma. A cl\u00ednica universal do del\u00edrio configura, por sua vez, uma orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da psican\u00e1lise e parte da leitura lacaniana de que os discursos n\u00e3o s\u00e3o mais que defesas contra o real, o que permite deduzir que, nesse caso,\u00a0<em>de perto ningu\u00e9m \u00e9 normal<\/em><sup><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/editorial31#nota1\">[1]<\/a><a id=\"refer1\"><\/a><\/sup><em>:<\/em>\u00a0&#8220;todo mundo \u00e9 louco, ou seja, delirante&#8221; (LACAN, 1978\/2010, p. 31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O universal se coloca no centro da nossa tem\u00e1tica, mas seria essa orienta\u00e7\u00e3o um falso universal a ser lido \u00e0 luz da l\u00f3gica do n\u00e3o-todo, ou seja, do um a um?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrimos a revista com\u00a0<em>Trilhamentos<\/em>, rubrica composta por textos que tra\u00e7am uma orienta\u00e7\u00e3o epist\u00eamica para essas quest\u00f5es. De in\u00edcio, contamos com a aula inaugural, proferida por S\u00e9rgio Laia, que abriu as atividades do IPSM-MG neste \u00faltimo semestre. Seu texto procura demonstrar a contemporaneidade do relato publicado por Schreber sobre sua &#8220;doen\u00e7a dos nervos&#8221;, ao passo que localiza como a fraturada Ordem do Mundo por ele experimentada se realiza, em nossos dias, para todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, Frederico Feu desdobra, passo a passo, como a cl\u00ednica universal do del\u00edrio est\u00e1 sob o regime de S(\u023a), matema lacaniano que condensa a falta de um significante na linguagem capaz de nomear o gozo. A partir desse ponto, o autor l\u00ea o aforismo &#8220;todo mundo \u00e9 louco&#8221; como concernente a uma pol\u00edtica da psican\u00e1lise, a uma orienta\u00e7\u00e3o geral quanto aos princ\u00edpios e limites da pr\u00e1tica anal\u00edtica. Dominique Laurent localiza que a norma neur\u00f3tica, constitu\u00edda pela lei do pai, prevaleceu por muito tempo, mas que hoje as normas se multiplicam. A autora pondera que a met\u00e1fora paterna nunca \u00e9 inteiramente realizada, o que leva a uma &#8220;subvers\u00e3o&#8221; das diferen\u00e7as feitas at\u00e9 ent\u00e3o entre neurose e psicose. Nesse sentido, o<em>\u00a0troumatisme\u00a0<\/em>\u00e9 correlativo de uma nova defini\u00e7\u00e3o do sintoma que constitui um avan\u00e7o em uma cl\u00ednica do inclassific\u00e1vel. O texto de Pascale\u00a0Fari adv\u00e9m de uma discuss\u00e3o de caso em uma institui\u00e7\u00e3o e parte do sil\u00eancio embara\u00e7ado da equipe ap\u00f3s a sua interven\u00e7\u00e3o: &#8220;Ele est\u00e1 completamente louco nesse momento&#8221;. Fari interpreta esse sil\u00eancio localizando que a &#8220;loucura&#8221; n\u00e3o era mais admiss\u00edvel, nem mesmo no discurso psiqui\u00e1trico. O significante se tornara um tabu e, portanto, a autora se interroga quais seriam as consequ\u00eancias desse apagamento da loucura. Finalizando\u00a0<em>Trilhamentos<\/em>, Laurent Dupont parte das considera\u00e7\u00f5es freudianas sobre o del\u00edrio no caso Schreber e, ao longo do texto, prop\u00f5e ler o &#8220;todo mundo \u00e9 louco&#8221; lacaniano como uma tentativa de cura diante do real: &#8220;tudo o que o homem constr\u00f3i, inventa, pensa \u00e9 uma forma de lidar, de compensar este furo fundamental da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na rubrica\u00a0<em>Encontros,<\/em>\u00a0Francesca Biagi Chai opera uma oposi\u00e7\u00e3o entre o que nomeia ser uma &#8220;despatologiza\u00e7\u00e3o selvagem&#8221;, que desconhece a loucura, e a &#8220;despatologiza\u00e7\u00e3o lacaniana&#8221;. Despatologizar, no sentido lacaniano, n\u00e3o consistiria em aplanar a cl\u00ednica, mas, ao contr\u00e1rio, em dar ao gozo o seu valor, na medida em que ele sempre possa ser interrogado. Ap\u00f3s o texto de Francesca, segue a conversa\u00e7\u00e3o que ocorreu entre a autora, Jacques-Alain Miller, La Sagna e Ana\u00eblle. Por sua vez, Philippe La Sagna ir\u00e1 abordar as consequ\u00eancias da crise do DSM-V e o advento do sistema RDoC, projeto norte-americano que visa formalizar um novo sistema diagn\u00f3stico que alinha suas classifica\u00e7\u00f5es \u00e0s descobertas em gen\u00f4mica e neuroci\u00eancias. Ao texto tamb\u00e9m segue a conversa\u00e7\u00e3o, desta vez entre o autor, Herv\u00e9 Castanet e Ang\u00e8le Terrier<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como uma novidade, a partir desta edi\u00e7\u00e3o a\u00a0<em>Almanaque On-line<\/em>\u00a0contar\u00e1 com a rubrica\u00a0<em>P\u00f3lis<\/em>, destinada a, eventualmente, divulgar artigos concernentes \u00e0s quest\u00f5es \u00e9ticas e pol\u00edticas que se imp\u00f5em \u00e0s institui\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas a servi\u00e7o do discurso anal\u00edtico. Inaugurando essa proposta, contamos com a confer\u00eancia proferida por J\u00e9sus Santiago no IPSM-MG na qual ele parte da ideia de que o princ\u00edpio de orienta\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1tica institucional dedicada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do analista \u00e9 o mesmo da pr\u00e1tica cl\u00ednica: trata-se do princ\u00edpio de que n\u00e3o h\u00e1 uma teoria do inconsciente sem uma pr\u00e1tica que seja capaz de acolher a experi\u00eancia. Portanto, nos alerta sobre o risco de se assumir um vi\u00e9s especulativo e de incorporar de forma apressada os significantes-mestres que circulam como resposta ao mal-estar da civiliza\u00e7\u00e3o. J\u00e9sus encerra sua fala diferenciando a Escola em rela\u00e7\u00e3o ao Instituto, ao passo que sustenta, para ambos, a &#8220;\u00e9tica das consequ\u00eancias&#8221; em contraposi\u00e7\u00e3o a uma \u201c\u00e9tica da boa inten\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O entrevistado desta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 S\u00e9rgio de Campos, que nos traz direcionamentos sobre a pol\u00edtica e a cl\u00ednica das psicoses, ap\u00f3s recente publica\u00e7\u00e3o dos dois volumes de seu livro\u00a0<em>Investiga\u00e7\u00f5es lacanianas sobre a psicose<\/em>. A partir das quest\u00f5es a ele endere\u00e7adas, S\u00e9rgio localiza como a despatologiza\u00e7\u00e3o \u2013 sob uma \u00f3tica que espera que todo mundo possa ser normal \u2013 serve tamb\u00e9m para recobrir a experi\u00eancia da segrega\u00e7\u00e3o. No que toca \u00e0 cl\u00ednica das psicoses, recomenda a prud\u00eancia e localiza como a pr\u00e1tica da &#8220;ajuda-contra&#8221; tem a finalidade de fazer vacilar a consist\u00eancia do del\u00edrio sem a pretens\u00e3o de erradic\u00e1-lo. Por fim, o paradigma da esquizofrenia \u00e9 abordado para lan\u00e7ar luz \u00e0 \u00e9tica ir\u00f4nica que permeia a cl\u00ednica universal do del\u00edrio: &#8220;h\u00e1 algo a aprender com o esquizofr\u00eanico para que a psican\u00e1lise possa se situar para al\u00e9m do \u00c9dipo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na rubrica\u00a0<em>Prel\u00fadios<\/em>, dedicada a publicar os textos advindos das 59\u00aa Li\u00e7\u00f5es Introdut\u00f3rias, podemos percorrer o trabalho de uma leitura lacaniana e milleriana em torno dos fundamentos cl\u00ednicos de Freud. Aqui, as autoras recorrem a vinhetas cl\u00ednicas e, assim, conferem atualidade aos textos freudianos que lhes servem de base para as apresenta\u00e7\u00f5es. Iniciando a rubrica, Paula Pimenta prop\u00f5e uma interlocu\u00e7\u00e3o entre o texto freudiano &#8220;O m\u00e9todo psicanal\u00edtico&#8221;, de 1905, e as confer\u00eancias de Miller de t\u00edtulo hom\u00f4nimo proferidas em Curitiba em 1987, apresentando pontos comuns e outros d\u00edspares, demarcados pela inser\u00e7\u00e3o temporal pr\u00f3pria a cada um. O texto de Cristiana Pittella sustenta vivamente a quest\u00e3o: o que \u00e9 um psicanalista? A autora trata do ato de leitura em jogo na interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, assim como do trabalho de reescrita que compete ao analisante. M\u00e1rcia Mez\u00eancio aborda quest\u00f5es relacionadas ao come\u00e7o de uma an\u00e1lise e, em um movimento de detalhar a t\u00e9cnica, esclarece a \u00e9tica concernente \u00e0 pr\u00e1tica anal\u00edtica. Renata Mendon\u00e7a faz, em seu texto, um percurso sobre a transfer\u00eancia, destacando que &#8220;o amor est\u00e1 presente, n\u00e3o foi recha\u00e7ado ou refutado, mas inclu\u00eddo no tratamento&#8221;. L\u00facia Melo remete os tr\u00eas verbos que d\u00e3o t\u00edtulo ao texto freudiano \u2013 &#8220;Lembrar, repetir, perlaborar&#8221; \u2013 aos conceitos fundamentais formalizados por Lacan no Semin\u00e1rio 11, em uma leitura permeada pelas tr\u00eas consist\u00eancias: Simb\u00f3lico, Imagin\u00e1rio, Real. K\u00e1tia Mari\u00e1s percorre o caminho do sentido dos sintomas \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o, trajeto que revela a \u00edntima conex\u00e3o entre gozo e defesa. Finalizando a rubrica, Luciana Silviano Brand\u00e3o retoma a no\u00e7\u00e3o freudiana de &#8220;verdade hist\u00f3rica&#8221; para introduzir dois conceitos presentes na psican\u00e1lise lacaniana \u2013 a reminisc\u00eancia e a rememora\u00e7\u00e3o \u2013 e, assim, faz avan\u00e7ar quest\u00f5es pertinentes \u00e0 alucina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<em>Incurs\u00f5es<\/em>, apresentamos os trabalhos dos n\u00facleos de nossa Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica. S\u00e9rgio de Castro apresenta, com clareza, elementos da primeira cl\u00ednica de Lacan, em que se destaca o ordenamento simb\u00f3lico sustentado pelo Nome-do-Pai. \u00c9, ent\u00e3o, a partir das muta\u00e7\u00f5es desse ordenamento e do advento de uma &#8220;ordem de ferro&#8221;, que Castro ir\u00e1 indicar quest\u00f5es relativas \u00e0 &#8220;norma psic\u00f3tica&#8221; em sua extens\u00e3o contempor\u00e2nea. Alexandra Glaze pondera que se, por um lado, sempre houve algo de delirante nos assuntos familiares, por outro, recorta uma especificidade atual: um del\u00edrio ligado a um imagin\u00e1rio desenfreado. Considerando as modifica\u00e7\u00f5es da ordem familiar, a autora faz uma aposta cl\u00ednica: &#8220;construir um novo la\u00e7o que aloje aquilo que se apresenta como heterog\u00eaneo a esse mesmo la\u00e7o&#8221;. Em conson\u00e2ncia, Tereza Facury demarca qual o lugar da crian\u00e7a numa organiza\u00e7\u00e3o social atravessada por normas que se ampliam com a progress\u00e3o da ci\u00eancia, e coloca a quest\u00e3o de saber como n\u00f3s psicanalistas responderemos, ent\u00e3o, \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o trazida \u00e0 ordem do dia como efeito da universaliza\u00e7\u00e3o. Suzana Barroso trata sobre a repercuss\u00e3o do \u00faltimo ensino de Lacan, condensado no aforismo &#8220;todo mundo \u00e9 louco&#8221;, para a cl\u00ednica da psicose infantil. A partir de uma vinheta cl\u00ednica, a autora demarca orienta\u00e7\u00f5es para uma pr\u00e1tica que priorize interven\u00e7\u00f5es destinadas a promover alguma negativiza\u00e7\u00e3o do gozo, para que se possibilite o la\u00e7o social. Encerrando essa rubrica, Miguel Antunes aborda a cl\u00ednica da toxicomania, transformando a famosa frase &#8220;o supereu alco\u00f3lico \u00e9 sol\u00favel no \u00e1lcool&#8221; em interroga\u00e7\u00e3o. Para desdobrar essa quest\u00e3o, o autor far\u00e1 um percurso sobre a no\u00e7\u00e3o de supereu de Freud a Lacan, destacando, para al\u00e9m de sua face reguladora, sua vertente voraz e de imperativo de gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>De uma nova gera\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>traz os artigos de tr\u00eas alunos do Curso de Psican\u00e1lise. Paulo Rocha faz avan\u00e7ar aspectos pertinentes \u00e0 cl\u00ednica da neurose obsessiva e sua &#8220;falsa normalidade&#8221; a partir do texto liter\u00e1rio\u00a0<em>O cheiro do ralo<\/em>, de Louren\u00e7o Mutarelli, obra que tamb\u00e9m foi adaptada para o cinema. Edwiges Neves localiza mudan\u00e7as que se verificam na pr\u00e1tica anal\u00edtica no que concerne \u00e0 transfer\u00eancia e coloca como pergunta se a psicose ordin\u00e1ria poderia ser tomada como modelo paradigm\u00e1tico da cl\u00ednica contempor\u00e2nea. Fechando os textos que comp\u00f5em esta edi\u00e7\u00e3o da Almanaque, Laydiane de Matos aborda o conceito de dom na obra do antrop\u00f3logo Marcel Mauss, articulando \u00e0 no\u00e7\u00e3o de objeto em Freud e Lacan, para tratar a fun\u00e7\u00e3o do assentimento no que concerne \u00e0 hi\u00e2ncia entre o gozo e a lei do Outro. A autora, por fim, abre a quest\u00e3o sobre como podemos ler os modos de subjetividade nos tempos atuais em que o assentimento se declina, o Outro n\u00e3o existe e o aparecimento do sujeito vacila frente ao excesso de objetos ofertados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta edi\u00e7\u00e3o foi composta com as belas imagens cedidas pelas artistas Sofia Nabuco e Renata Laguardia, que n\u00e3o apenas ilustram, mas reverberam algo entre os textos, a quem muito agradecemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Renata Lagu\u00e1rdia vive e trabalha em S\u00e3o Paulo. \u00c9 graduada em Artes Visuais com habilita\u00e7\u00e3o em pintura pela UFMG e tem mestrado na \u00c9cole Europ\u00e9enne Sup\u00e9rieure de l\u2019Image. J\u00e1 participou de diversas exposi\u00e7\u00f5es individuais e coletivas no Brasil e no exterior.\u00a0Renata faz forma\u00e7\u00e3o em psican\u00e1lise no\u00a0<em>Corpo Freudiano<\/em>, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">https:\/\/www.instagram.com\/renatalaguardiaxavier\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sofia Nabuco \u00e9 t\u00e9cnica em Artes Visuais, ilustradora e tatuadora. Residente da capital mineira h\u00e1 10 anos, trabalha com aquarela e ilustra\u00e7\u00f5es digitais. Tem publica\u00e7\u00f5es nas revistas\u00a0<em>Laudelinas<\/em>\u00a0e\u00a0<em>OuroCanibal<\/em>, al\u00e9m dos livros\u00a0<em>Aleat\u00f3rias<\/em>, em coautoria com Constan\u00e7a Guimar\u00e3es, e\u00a0<em>O passeio da Larissa<\/em>, de Diogo Rufatto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">https:\/\/www.sofianabuco.com\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, agradecemos aos autores que contribu\u00edram com esta edi\u00e7\u00e3o e \u00e0 equipe de publica\u00e7\u00e3o, pela alegre parceria e pelo cuidado na pesquisa, tradu\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o dos trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos nossos leitores, fica o convite para a aprecia\u00e7\u00e3o dos textos!<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">LACAN, J. Transfer\u00eancia para Saint Denis? Di\u00e1rio Ornicar Lacan a favor de Vincennes!\u00a0<em>Correio &#8211; Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 65, 2010. (Trabalho original redigido em 1978)<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/index.php\/editorial31#refer1\">[1]<\/a><a id=\"nota1\"><\/a>\u00a0Refer\u00eancia \u00e0 m\u00fasica \u201cVaca Profana\u201d, composi\u00e7\u00e3o de Caetano Veloso<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Giselle Moreira \u00a0 Caros leitores, Apresentamos a 31\u00aa edi\u00e7\u00e3o da revista Almanaque On-line, que tem como eixo tem\u00e1tico &#8220;A cl\u00ednica universal do del\u00edrio&#8221;, em conson\u00e2ncia com o argumento da pr\u00f3xima Jornada da EBP-MG \u2013 O que h\u00e1 de novo nas psicoses\u2026\u00a0ainda \u2013\u00a0e do Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise, que acontecer\u00e1 em fevereiro de 2024&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26,4],"tags":[],"class_list":["post-251","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque-31","category-editorial","category-26","category-4","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}