{"id":2951,"date":"2024-08-05T14:35:24","date_gmt":"2024-08-05T17:35:24","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/?p=2951"},"modified":"2025-12-01T09:49:07","modified_gmt":"2025-12-01T12:49:07","slug":"o-que-e-a-psicose-ordinaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2024\/08\/05\/o-que-e-a-psicose-ordinaria\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a psicose ordin\u00e1ria?"},"content":{"rendered":"<h5><strong>Fabiana Peralva Lima<\/strong><\/h5>\n<h6>Psic\u00f3loga da rede de<br \/>\nSa\u00fade Mental de Belo Horizonte e Betim<br \/>\nfaperalvalima@gmail.com<\/h6>\n<p>Jacques-Alain Miller, prop\u00f5e em 1998 uma nova forma de pensar a cl\u00ednica das psicoses. Do binarismo neurose\/psicose, pelo qual Freud e o estruturalismo da primeira cl\u00ednica lacaniana se guiavam, Miller avan\u00e7a trazendo outras orienta\u00e7\u00f5es com o aux\u00edlio das elabora\u00e7\u00f5es da segunda cl\u00ednica de Lacan que, na perspectiva da l\u00f3gica borromeana, respalda a ideia da constitui\u00e7\u00e3o da realidade ps\u00edquica a partir das amarra\u00e7\u00f5es dos registros Real, Simb\u00f3lico e Imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Se antes o diagn\u00f3stico estrutural possu\u00eda defini\u00e7\u00f5es e contornos bem delimitados sob a refer\u00eancia do Nome-do-Pai enquanto aus\u00eancia ou presen\u00e7a desse significante fundamental, na segunda cl\u00ednica lacaniana esses contornos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o precisos e a pluraliza\u00e7\u00e3o dos Nomes-do-Pai tornou-se uma importante baliza na orienta\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n<p>Conversa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas pautadas em casos que apresentavam, para o analista, dificuldades e limita\u00e7\u00f5es na defini\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica apontavam para algo novo na cl\u00ednica psicanal\u00edtica. Casos em que n\u00e3o se reconheciam sinais claros de uma neurose e nem tampouco sinais positivos e evidentes de psicose, como alucina\u00e7\u00f5es e del\u00edrios, faziam ru\u00eddo \u00e0 \u00e9poca. Foram tr\u00eas valiosos encontros na Fran\u00e7a cujas elabora\u00e7\u00f5es culminaram na defini\u00e7\u00e3o do termo \u201cpsicose ordin\u00e1ria\u201d, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s psicoses extraordin\u00e1rias e cl\u00e1ssicas nas suas apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 1996, Miller proporcionou o Concili\u00e1bulo de Angers sobre o tema \u201cEnigma e Surpresas nas Psicoses\u201d. Em 1997, na Conversa\u00e7\u00e3o de Arcachon, o debate sobre os casos raros e inclassific\u00e1veis e, em 1998, lan\u00e7a, na Conven\u00e7\u00e3o de Antibes, o conceito de psicose ordin\u00e1ria, uma constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica a partir da pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Diferentemente das categorias cl\u00e1ssicas determinadas nos manuais de psiquiatria, o termo \u201cpsicose ordin\u00e1ria\u201d n\u00e3o pretende ser uma nova categoria nosol\u00f3gica r\u00edgida e bem definida. Al\u00e9m disso, exige uma escuta atenta do analista para os sinais e ind\u00edcios discretos que se manifestam de forma insidiosa e gradativa. \u00c9 a cl\u00ednica da tonalidade, dos detalhes, das inven\u00e7\u00f5es e da singularidade (MILLER, 2012, p. 422). Novas formas de desencadeamento, novos fen\u00f4menos corporais e novas formas de transfer\u00eancias s\u00e3o tamb\u00e9m identificadas, impactando um novo olhar sobre a dire\u00e7\u00e3o do tratamento. A aten\u00e7\u00e3o aos arranjos singulares do sujeito como defesa contra a desordem do Real e do gozo tornam-se mais relevantes.<\/p>\n<p>Miller (2012), em seu texto \u201cEfeito do retorno \u00e0 psicose ordin\u00e1ria\u201d, informa que n\u00e3o criou um conceito e nem um novo diagn\u00f3stico, mas sim uma no\u00e7\u00e3o, um significante dentro do campo vasto das psicoses, com possibilidade de constru\u00e7\u00e3o no transcorrer dos tempos. Al\u00e9m disso, adverte sobre o cuidado e o perigo para que o termo n\u00e3o se torne \u201cum asilo para ignor\u00e2ncia\u201d (MILLER, 2012, p 412-413): \u201cInventei uma palavra, inventei uma express\u00e3o, inventei um significante, dando a ele um esbo\u00e7o de defini\u00e7\u00e3o que pudesse atrair diferentes sentidos, diferentes ecos de sentido em torno deste significante (MILLER, 2012, p. 401).<\/p>\n<p>S\u00e9rgio de Campos (2022) em seu livro <em>Investiga\u00e7\u00f5es lacanianas das psicoses: As psicoses ordin\u00e1rias<\/em>, relata que a psicose ordin\u00e1ria \u00e9 um <em>diagn\u00f3stico em suspens\u00e3o <\/em>at\u00e9 que se defina o tipo cl\u00ednico da psicose em quest\u00e3o. Considera que n\u00e3o se trata rigidamente de uma psicose n\u00e3o desencadeada e nem de uma pr\u00e9-psicose. A utilidade cl\u00ednica em reconhecer um caso de psicose ordin\u00e1ria seria identificar e preservar as amarra\u00e7\u00f5es do sujeito que evitaram o desencadeamento da doen\u00e7a no sentido mais positivo do termo.<\/p>\n<p>E quando suspeitar de um caso de psicose ordin\u00e1ria? Miller elabora alguns ind\u00edcios no que se refere a rela\u00e7\u00e3o do sujeito no campo social, corporal e subjetivo.<\/p>\n<p>Lacan (1955-56\/1998, p. 565) evoca, no texto \u201cDe uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose\u201d, a c\u00e9lebre frase sobre \u201cuma desordem provocada na jun\u00e7\u00e3o mais \u00edntima do sentimento de vida no sujeito\u201d, e Miller (2012) se utiliza dela para caracterizar um ind\u00edcio presente na psicose ordin\u00e1ria. E acrescenta: \u201cA desordem se situa na maneira como voc\u00eas experimentam o mundo que os cerca, na maneira como experimentam seu corpo e no modo de se relacionarem com as pr\u00f3prias ideias\u201d (MILLER, 2012, p. 411).<\/p>\n<p>A afinidade de um estado melanc\u00f3lico \u00e0s psicoses ordin\u00e1rias no sentido do <em>sentimento de vida <\/em>do sujeito \u00e9 tratada no texto \u201cA jun\u00e7\u00e3o \u00edntima do sentimento de vida\u201d, de Sophie Marret-Maleval. Ela cita autores como Miller e Jean-Claude Maleval e considera o estado pr\u00e9-melanc\u00f3lico como uma \u201cb\u00fassola diagn\u00f3stica preciosa da psicose ordin\u00e1ria\u201d (MARRET-MALEVAL, 2017, p. 4), uma vez que tamb\u00e9m se manifestam sob \u00edndices discretos e podem, atrav\u00e9s da superidentifica\u00e7\u00e3o a uma norma social, indicar uma forma de supl\u00eancia de uma psicose ordin\u00e1ria, evitando o desencadeamento psic\u00f3tico.<\/p>\n<p>Miller traz a ideia de uma tripla externalidade. A externalidade social se refere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o do sujeito com sua realidade social. Quando essa identifica\u00e7\u00e3o social \u00e9 negativa, h\u00e1 um desenquadre em sua fun\u00e7\u00e3o social por um desligamento gradativo e progressivo em rela\u00e7\u00e3o ao Outro social. Nota-se um empobrecimento dos la\u00e7os sociais e afetivos, ocasionando um preju\u00edzo das trocas simb\u00f3licas com o mundo. O sujeito n\u00e3o consegue se estabelecer satisfatoriamente no trabalho, nas rela\u00e7\u00f5es com a fam\u00edlia e com amigos. H\u00e1 tamb\u00e9m casos de identifica\u00e7\u00e3o social positiva, ou superidentifica\u00e7\u00e3o, quando h\u00e1 um investimento r\u00edgido e intenso em sua posi\u00e7\u00e3o social, por exemplo, um trabalho, apropriando-se de uma identifica\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria como forma de supl\u00eancia.<\/p>\n<p>Na externalidade corporal, nota-se um estranhamento em rela\u00e7\u00e3o ao corpo, o Outro corporal. Em algum momento, algo do corpo se desfaz, torna-se alheio e faz-se necess\u00e1rio que o sujeito recorra a artif\u00edcios, <em>grampos <\/em>para apropriar-se do pr\u00f3prio corpo. Os sintomas e as nomea\u00e7\u00f5es podem ser suporte na constru\u00e7\u00e3o de um corpo.<\/p>\n<p>A externalidade subjetiva evoca uma experi\u00eancia de vazio, de um estado melanc\u00f3lico, de uma identifica\u00e7\u00e3o real com o objeto enquanto dejeto. H\u00e1 grande dificuldade de subjetivar a exist\u00eancia e significantizar o gozo.<\/p>\n<p>A perspectiva das novas formas de desencadeamentos, de convers\u00e3o e de transfer\u00eancia s\u00e3o tamb\u00e9m orientadores na identifica\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o do tratamento na psicose ordin\u00e1ria, sob os nomes de <em>neodesencadeamento<\/em>, <em>neoconvers\u00e3o <\/em>e <em>neotransfer\u00eancia<\/em>.<\/p>\n<p>Os desencadeamentos cl\u00e1ssicos se d\u00e3o de forma abrupta a partir do encontro com Um pai, cujo efeito, em fun\u00e7\u00e3o da foraclus\u00e3o do significante do Nome-do-Pai que inscreve a castra\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, \u00e9 a impossibilidade de responder provocando um furo. Com isso, irrompem os fen\u00f4menos psic\u00f3ticos, como as alucina\u00e7\u00f5es auditivas, as produ\u00e7\u00f5es delirantes e os fen\u00f4menos de linguagem. Lacan (1955-56\/1998, p. 584), em seu texto \u201cDe uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose\u201d, destaca:<\/p>\n<p>Para que a psicose se desencadeie, \u00e9 preciso que o Nome-do-Pai foraclu\u00eddo, isto \u00e9, jamais advindo no lugar do Outro, seja ali invocado em oposi\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica ao sujeito.<\/p>\n<p>\u00c9 a falta do Nome-do-pai nesse lugar que, pelo furo que abre no significado, d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 cascata de remanejamentos do significante de onde prov\u00e9m o desastre crescente do imagin\u00e1rio, at\u00e9 que seja alcan\u00e7ado o n\u00edvel em que significante e significado se estabiliza na met\u00e1fora delirante. [&#8230;]<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ainda que esse Um-pai venha no lugar em que o sujeito n\u00e3o p\u00f4de cham\u00e1-lo antes. Basta que esse Um-pai se situe na posi\u00e7\u00e3o terceira em alguma rela\u00e7\u00e3o que tenha por base o par imagin\u00e1rio a-a\u2019.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de neodesencadeamento prop\u00f5e um avan\u00e7o na maneira de interpretar o desencadeamento que est\u00e1 mais associada ao desligamento do sujeito com o Outro proveniente do desenodamento dos registros Real, Simb\u00f3lico e Imagin\u00e1rio. Os novos desencadeamentos n\u00e3o apontam para o surgimento de sintomas produtivos, mas de fen\u00f4menos sutis, discretos, plurais e dispersos. Conforme afirma S\u00e9rgio de Campos (2022, p. 143), \u201cemergem como descarrilamentos \u00edntimos, desconex\u00f5es entre o eu, o corpo e a puls\u00e3o\u201d. Trata-se de desencadeamentos mais referidos \u00e0 aus\u00eancia da significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, sendo esta o significante do sexo e da vida.<\/p>\n<p>A partir do conceito de convers\u00e3o como um sintoma inscrito no corpo com car\u00e1ter decifr\u00e1vel, Miller (2012) cria a no\u00e7\u00e3o de neoconvers\u00e3o para caracterizar os fen\u00f4menos corporais em cena nas psicoses ordin\u00e1rias. A neoconvers\u00e3o inscreve o gozo no corpo imposs\u00edvel de significar, portanto indecifr\u00e1vel e n\u00e3o articulado a um saber, provocando um sentimento de vacuidade. Diante disso, \u00e9 necess\u00e1rio que o sujeito encontre sa\u00eddas para constituir um corpo atrav\u00e9s de pr\u00f3teses que podem ser objetos, tatuagens, dimorfismos corporais, sintomas e outros.<\/p>\n<p>As neotransfer\u00eancias s\u00e3o novas formas de pensar a rela\u00e7\u00e3o entre o analista e o paciente no contexto da segunda cl\u00ednica lacaniana. Se, no conceito de transfer\u00eancia, no que tange \u00e0s neuroses, o analista \u00e9 um suposto saber do inconsciente, e, nas psicoses, o saber est\u00e1 do lado do sujeito psic\u00f3tico, na neotransfer\u00eancia \u00e9 proposto uma posi\u00e7\u00e3o diferente do analista, uma transfer\u00eancia apoiada em <em>lal\u00edngua<\/em>. <em>Lal\u00edngua <\/em>\u00e9 o furo e a raiz da linguagem, lugar esvaziado do sentido e aqu\u00e9m da articula\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. Trata-se de um traumatismo resultante do encontro com a linguagem. Desta forma, \u00e9 necess\u00e1rio que o analista aprenda a ler essa l\u00edngua indecifr\u00e1vel do sujeito e se habilite em saber fazer com o que \u00e9 exposto. Da sua posi\u00e7\u00e3o de nada saber atrav\u00e9s de um v\u00ednculo frouxo com o paciente, o analista tem a fun\u00e7\u00e3o de limitar o gozo invasivo do Outro, descompletando-o, al\u00e9m de favorecer a amarra\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas registros.<\/p>\n<p>E, por fim, \u00e9 importante destacar a rela\u00e7\u00e3o da contemporaneidade com a psicose ordin\u00e1ria. Na sociedade hipermoderna, em decorr\u00eancia do enfraquecimento do Nome-do-Pai, testemunhamos a fal\u00eancia dos ideais e de um significante-mestre na sua fun\u00e7\u00e3o organizadora. Se, antes, a exist\u00eancia da fun\u00e7\u00e3o m\u00edtica do Pai, enquanto exce\u00e7\u00e3o \u00e0 castra\u00e7\u00e3o, propiciava a consist\u00eancia de um conjunto de todos sujeitos castrados, hoje vivemos a era da multiplicidade, das variadas formas de gozo e do enxame de significantes-mestre, levando \u00e0 necessidade de avan\u00e7os nas elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas. Sob a perspectiva topol\u00f3gica borromeana, talvez possamos inferir sobre uma invas\u00e3o do Imagin\u00e1rio sobre o Simb\u00f3lico devido a uma inconsist\u00eancia de referenciais simb\u00f3licos na modernidade. A pluraliza\u00e7\u00e3o dos Nomes-do-Pai vem como um novo paradigma e \u00e9 nesse contexto que surge o termo psicose ordin\u00e1ria. Diante disso, os casos se apresentam de forma ordin\u00e1ria levando a considerar os ind\u00edcios singulares dos sintomas e dos modos de gozo, al\u00e9m da multiplicidade de supl\u00eancias que funcionam como se fossem um Nome-do-Pai.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Refer\u00eancias<\/h6>\n<h6>CAMPOS, S. de. <em>Investiga\u00e7\u00e3o lacaniana das psicoses<\/em>: As psicoses ordin\u00e1rias. Vol. 2. Belo Horizonte: Topol\u00f3gica, 2022.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. De uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose. In: <em>Escritos. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 537-590. (Trabalho original proferido em 1955-56).<\/h6>\n<h6>MARRET-MALEVAL, S. A jun\u00e7\u00e3o \u00edntima do sentimento de vida. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie,<\/em>\u00a0ano 8, n. 23, jul. 2017. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_23\/A_juncao_intima_do_sentimento_de_vida.pdf. Acesso em: 09 jun. 2024.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Efeito do retorno \u00e0 psicose ordin\u00e1ria. In: BATISTA, M. do C. D.; LAIA, S. (Orgs.). <em>A psicose ordin\u00e1ria<\/em>: A Conven\u00e7\u00e3o de Antibes. Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Luiz Gaglianoni et al. Belo Horizonte: Scriptum Livros\/Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2012, p. 399-428.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabiana Peralva Lima Psic\u00f3loga da rede de Sa\u00fade Mental de Belo Horizonte e Betim faperalvalima@gmail.com Jacques-Alain Miller, prop\u00f5e em 1998 uma nova forma de pensar a cl\u00ednica das psicoses. Do binarismo neurose\/psicose, pelo qual Freud e o estruturalismo da primeira cl\u00ednica lacaniana se guiavam, Miller avan\u00e7a trazendo outras orienta\u00e7\u00f5es com o aux\u00edlio das elabora\u00e7\u00f5es da&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57658,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35,36],"tags":[],"class_list":["post-2951","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-33","category-de-uma-nova-geracao","category-35","category-36","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2951"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2951\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57659,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2951\/revisions\/57659"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}