{"id":3632,"date":"2025-03-10T15:08:19","date_gmt":"2025-03-10T18:08:19","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/?p=3632"},"modified":"2025-12-01T09:39:47","modified_gmt":"2025-12-01T12:39:47","slug":"renascer-para-a-linguagem-de-um-exilio-a-outro1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2025\/03\/10\/renascer-para-a-linguagem-de-um-exilio-a-outro1\/","title":{"rendered":"Renascer para a linguagem: de um ex\u00edlio a outro<sup>1<\/sup>"},"content":{"rendered":"<h5><strong><em>Fran\u00e7ois Ansermet<a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/em><\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cOnde voc\u00ea mora?<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Na linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">E n\u00e3o posso me calar.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ao falar, eu me lan\u00e7o<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">em uma ordem desconhecida,<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">estrangeira, e eu me torno<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">subitamente respons\u00e1vel por isso.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(Jean-Luc Godard)<\/em><\/p>\n<p>No come\u00e7o, era o ex\u00edlio. A crian\u00e7a vem ao mundo estrangeira a ela mesma e aos outros. O nascimento pode assim ser visto como um primeiro ex\u00edlio.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a vem ao mundo inacabada, ela nasce marcada pela incompletude. Ela \u00e9 mesmo o mais inacabado dos seres vivos, potencialmente submetida a uma ang\u00fastia fundamental.<\/p>\n<p>No come\u00e7o, portanto, a separa\u00e7\u00e3o e o ex\u00edlio, o inacabado e a ang\u00fastia. Sozinho, sem o outro, n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda para o filhote do homem. O outro lhe \u00e9 necess\u00e1rio \u2013 necess\u00e1rio \u00e0 sua sobreviv\u00eancia \u2013, mas tamb\u00e9m para surgir em um mundo que j\u00e1 existe, que \u00e9 tamb\u00e9m o mundo da linguagem que o precede.<\/p>\n<p>A linguagem n\u00e3o tem somente uma fun\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o ou de express\u00e3o; a linguagem \u00e9 tamb\u00e9m esse operador que produz um sujeito, a cada vez diferente em seu modo de encontr\u00e1-la, de coloc\u00e1-la em jogo, de modific\u00e1-la, de reinvent\u00e1-la. Como diz Ferdinand de Saussure, cada locutor modifica o sistema da l\u00edngua, se apropriando dela sempre de forma diferente, at\u00e9 modificar a pr\u00f3pria l\u00edngua.<\/p>\n<p>Mas pode haver rupturas nesse processo, como a migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada ou mesmo escolhida. Ser\u00e1 que todo ex\u00edlio recoloca em jogo o ex\u00edlio primeiro do nascimento?<\/p>\n<p><strong>A origem irrepresent\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>O ex\u00edlio coloca para cada um a quest\u00e3o de sua origem. Mas sabemos realmente o que \u00e9 nossa origem? Percebemos a fragilidade dessa no\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a que vem ao mundo nos remete ao mist\u00e9rio de sua origem, \u00e0s origens da origem.<\/p>\n<p>At\u00e9 onde se pode voltar quanto a origem? O que precedeu a crian\u00e7a \u00e9 infinito: toda crian\u00e7a \u00e9 de fato proveniente das conting\u00eancias que precederam sua concep\u00e7\u00e3o. Ela poderia ter nascido em um outro tempo, em um outro lugar, de uma outra mulher, de um outro homem, de um outro \u00f3vulo, de um outro espermatozoide. Isso n\u00e3o impede que ela esteja aqui, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel que ela n\u00e3o esteja aqui, quaisquer que sejam o arbitr\u00e1rio e o irrepresent\u00e1vel de sua origem. A crian\u00e7a nos remete, assim, ao real (ANSERMET, 2003), no sentido de Lacan, mais do que ao origin\u00e1rio, isto \u00e9, a algo impens\u00e1vel, mais do que \u00e0 ideia de uma origem, ou mesmo de um come\u00e7o. A origem n\u00e3o \u00e9 o come\u00e7o. O come\u00e7o \u00e9 localiz\u00e1vel. Por outro lado, a origem \u00e9 infinita quanto ao passado. Potencialmente sempre a se repetir. A origem estaria, portanto, por vir. O futuro anterior poderia ser visto como o tempo da origem, uma origem que pode ser tomada tamb\u00e9m no devir.<a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><strong>Odradek<\/strong><\/p>\n<p>Em um extraordin\u00e1rio pequeno texto, \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o do pai de fam\u00edlia\u201d, Kafka (1914-17\/1994) coloca a quest\u00e3o da origem em sua dimens\u00e3o enigm\u00e1tica, estrangeira, perturbadora. Trata-se de Odradek, nome dado a um estranho objeto que, desde sempre, mora na casa do pai de fam\u00edlia: um perturbador carretel plano, em forma de estrela, feito de velhos peda\u00e7os de fios cortados, emaranhados, torcidos; ele fica como se estivesse sobre dois p\u00e9s, sempre pronto a ressurgir. Odradek percorre a casa desde o s\u00f3t\u00e3o at\u00e9 a escada, \u00e1gil e impressionante:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u00c9 natural que n\u00e3o se fa\u00e7am perguntas dif\u00edceis, mas sim que ele seja tratado \u2013 j\u00e1 o seu min\u00fasculo tamanho induz a isso \u2013 como uma crian\u00e7a. \u201cComo voc\u00ea se chama?\u201d, pergunta-se a ele. \u201cOdradek\u201d, ele responde. \u201cE onde voc\u00ea mora?\u201d \u201cDomic\u00edlio incerto\u201d, diz e ri [&#8230;]. (KAFKA, 1914-17\/1999, p. 45)<\/p>\n<p>O pai se pergunta o que Odradek vai se tornar. Pode somente morrer? Tudo o que morre conheceu antes uma esp\u00e9cie de prop\u00f3sito, atravessou uma atividade que o desgastou. N\u00e3o \u00e9 o caso de Odradek. \u201cSer\u00e1 ent\u00e3o que a seu tempo ele ainda ir\u00e1 rolar escada abaixo diante dos p\u00e9s dos meus filhos e dos filhos dos meus filhos, arrastando atr\u00e1s de si os fios do carretel?\u201d: \u00e9 o que se pergunta o pai de fam\u00edlia. Essa pergunta o preocupa no mais alto grau: \u201cEvidentemente ele n\u00e3o prejudica ningu\u00e9m, mas a ideia de que ainda por cima ele deva me sobreviver me \u00e9 quase dolorosa\u201d (KAFKA, 1914-17\/1999, p. 45).<\/p>\n<p>A origem de Odradek \u00e9 inating\u00edvel. Odradek \u00e9 uma eternidade fora da hist\u00f3ria, tornando v\u00e3 toda perspectiva de anamnese. Tudo se concentra em um objeto, resto incongruente, enigm\u00e1tico, derris\u00f3rio, sinal pontual e irredut\u00edvel da presen\u00e7a de um passado, mas sobretudo tamb\u00e9m de um mais al\u00e9m. Esse objeto veio do passado? Ele \u00e9 presente? Ou ele retorna do futuro? Produto de um tempo fora do tempo, como um resto, esse carretel, em sua corrida atrav\u00e9s da casa, prega uma pe\u00e7a na mem\u00f3ria. Odradek \u00e9 o que sobrevive a cada um, mesmo nas piores situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 o que aponta o que ultrapassa cada um dos protagonistas: por que tamb\u00e9m n\u00e3o numa hist\u00f3ria de migra\u00e7\u00e3o, de separa\u00e7\u00e3o, de ex\u00edlio, como as hist\u00f3rias vividas pelos refugiados?<\/p>\n<p><strong>Renascer para a linguagem<\/strong><\/p>\n<p>Tal como acontece com Odradek, o ex\u00edlio projeta para fora do tempo, fora do la\u00e7o social, fora da linguagem. A hist\u00f3ria do imigrante muda para o que ele pode viver como um vazio. Ele n\u00e3o consegue encontrar seus pontos de refer\u00eancia. Ele n\u00e3o representa mais para si sua situa\u00e7\u00e3o, em um mundo do qual ele est\u00e1 desatado. Como se ele devesse repetir sua entrada no mundo: em um mundo diferente, no qual ele ainda n\u00e3o est\u00e1.<\/p>\n<p>A aposta para o imigrante \u00e9 a de se fazer ouvir, de se fazer reconhecer. Ser\u00e1 ele ouvido? Ser\u00e1 ele reconhecido? Poder\u00e1 ele repetir sua entrada nesse mundo desconhecido, estrangeiro? Seu acesso pode ser barrado pela dimens\u00e3o traum\u00e1tica do ex\u00edlio. Aqueles que vivenciam traumas maiores, extremos, testemunham o fato de que eles n\u00e3o sabem como falar. Eles est\u00e3o projetados para fora da linguagem, para fora do mundo do Outro. A linguagem n\u00e3o os carrega mais, eles se sentem exclu\u00eddos dela, como se devessem repetir sua entrada no mundo da linguagem. Poder\u00e1 ele reatar com a linguagem? Ou ser\u00e1 ele reenviado \u00e0 sua solid\u00e3o, a seu desamparo?<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo Giorgio Agamben (2007), em <em>Homo sacer<\/em>, distingue dois regimes da vida: <em>zo\u00e9, <\/em>a vida nua, e <em>bios<\/em>, a vida tomada na linguagem, no mundo dos outros, tomada na sociedade. O refugiado deixou o mundo de sua origem, de sua cultura, de seus la\u00e7os: ele \u00e9 assim enviado ao estatuto da vida nua. Isso quer dizer tamb\u00e9m que ele saiu do mundo da lei. Ele perdeu todo estatuto. Como se as leis mais elementares n\u00e3o se aplicassem mais. Como se os direitos do homem desaparecessem com o ex\u00edlio e a separa\u00e7\u00e3o. Os pa\u00edses aos quais os refugiados afluem se apresentam sobrecarregados, eles dizem n\u00e3o saber mais o que fazer com eles \u2013 um modo a mais de rejeitar os exilados para estarem no registro do <em>zo\u00e9<\/em>, a n\u00e3o estarem mais em nenhum<em> bios <\/em>que lhes d\u00ea um lugar \u2013 ao risco de se encontrarem \u201csacrific\u00e1veis\u201d, de se tornarem aqueles que podemos sacrificar.<a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><strong>O ex\u00edlio interior: uma sa\u00edda?<\/strong><\/p>\n<p>Como encontrar uma sa\u00edda? Como sair do ex\u00edlio que aprisiona, como ir al\u00e9m da separa\u00e7\u00e3o, da ang\u00fastia? Da mesma forma, para aquele que deveria acolh\u00ea-lo, como estar \u00e0 altura do drama do exilado, como enfrentar sua condi\u00e7\u00e3o? Quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es para encontr\u00e1-lo, para al\u00e9m da problem\u00e1tica da identidade, para al\u00e9m do confronto de identidades diferentes?<\/p>\n<p>Paradoxalmente, a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 na separa\u00e7\u00e3o. A separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o do outro, mas a separa\u00e7\u00e3o de si mesmo. Uma separa\u00e7\u00e3o em si. Isso \u00e9, se tornar exilado de si mesmo, n\u00e3o mais acreditar demais nesse si mesmo que pensamos ser.<\/p>\n<p>Cabe a cada um encontrar um ponto de detalhe, um ponto de surpresa, um ponto de espanto, um ponto de hist\u00f3ria: o ponto de enigma que faz o pr\u00f3prio de cada um, que o faz \u00fanico e diferente.<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de colocar em jogo, em si, o ex\u00edlio e a separa\u00e7\u00e3o. Um ex\u00edlio e uma separa\u00e7\u00e3o subjetivos, para al\u00e9m do ex\u00edlio objetivo. Um ex\u00edlio na linguagem. Colocar em jogo no campo da palavra essa parte de si que nos escapa. Seja no exilado, seja naquele que o recebe.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h5><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> M\u00e1rcia Bandeira<\/h5>\n<h5><strong>Revis\u00e3o:<\/strong> Let\u00edcia Mello<\/h5>\n<h5><\/h5>\n<h5><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h5>\n<h5>AGAMBEN, G. <em>Homo sacer<\/em>: o poder soberano e a via nua. Tradu\u00e7\u00e3o de Henrique Burigo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.<\/h5>\n<h5>ANSERMET, F. <em>Cl\u00ednica da origem<\/em>: a crian\u00e7a entre a medicina e a psican\u00e1lise. Belo Horizonte: Contra Capa, 2003.<\/h5>\n<h5>KAFKA, F. A preocupa\u00e7\u00e3o do pai de fam\u00edlia.\u00a0<em>I<\/em>n:\u00a0Um m\u00e9dico rural: pequenas narrativas. Tradu\u00e7\u00e3o de Modesto Carone. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1999. (Trabalho original redigido em 1914-17).<\/h5>\n<h5>LACAN, J. Fun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise. In: <em>Escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 238-324. (Trabalho original proferido em 1953).<\/h5>\n<h5><\/h5>\n<hr \/>\n<h5><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>1 Publica\u00e7\u00e3o autorizada pelo autor, a quem manifestamos nossos sinceros agradecimentos.<\/h5>\n<h5>\u2003 Fran\u00e7ois Ansermet, psicanalista, psiquiatra de crian\u00e7as e adolescentes, professor honor\u00e1rio da Universidade de Genebra e Universidade de Lausanne, membro do Comit\u00e9 Consultatif National d\u2019Ethique em Paris, cofundador da Funda\u00e7\u00e3o Agalma em Genebra (www.agalma.ch). Publica\u00e7\u00f5es, entre outras: ANSERMET, F. Clinique de l\u2019origine. Nantes: Ed. C\u00e9cile Defaut, 2012; ANSERMET, F. La fabrication des enfants. Un vertige technologique. Paris: Odile Jacob, 2015; ANSERMET, F.; NOURRY, P. Serendipity. Arles: Acte Sud, Arles, 2018; ANSERMET, F. Pr\u00e9dire l\u2019enfant. Paris : PUF, 2019.<\/h5>\n<h5><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u2003 \u201cO que se realiza em minha hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 o passado simples daquilo que foi, uma vez que ele j\u00e1 n\u00e3o \u00e9, nem tampouco o perfeito composto do que tem sido naquilo que sou, mas o futuro anterior do que terei sido para aquilo em que me estou transformando.\u201d (LACAN, 1953\/1998, p. 301)<\/h5>\n<h5><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>\u2003 \u201cExibindo \u00e0 luz o res\u00edduo entre nascimento e na\u00e7\u00e3o, o refugiado faz surgir por um \u00e1timo na cena pol\u00edtica aquela vida nua que constitui seu secreta pressuposto.\u201d (AGAMBEN, 2007, p. 138)<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fran\u00e7ois Ansermet[1] &nbsp; \u201cOnde voc\u00ea mora? Na linguagem. E n\u00e3o posso me calar. Ao falar, eu me lan\u00e7o em uma ordem desconhecida, estrangeira, e eu me torno subitamente respons\u00e1vel por isso.\u201d (Jean-Luc Godard) No come\u00e7o, era o ex\u00edlio. A crian\u00e7a vem ao mundo estrangeira a ela mesma e aos outros. O nascimento pode assim ser&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57648,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40,39],"tags":[],"class_list":["post-3632","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-34","category-trilhamentos","category-40","category-39","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3632"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3632\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57649,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3632\/revisions\/57649"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}