{"id":3644,"date":"2025-03-10T15:18:30","date_gmt":"2025-03-10T18:18:30","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/?p=3644"},"modified":"2025-12-01T09:32:28","modified_gmt":"2025-12-01T12:32:28","slug":"o-encontro-com-o-significante-marca-o-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2025\/03\/10\/o-encontro-com-o-significante-marca-o-corpo\/","title":{"rendered":"O ENCONTRO COM O SIGNIFICANTE MARCA O CORPO"},"content":{"rendered":"<h5><strong><em>Ilka Franco Ferrari<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Psicanalista<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP)<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP)<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>E-mail: ilkafferrari@gmail.com<\/em><\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O<\/em><em>\u00a0marco para a abordagem deste tema foi encontrado no que Lacan apresentou no Semin\u00e1rio Mais, ainda (1972-73\/1985) e no que Miller (2016) ajudou a elucidar, ou seja, o mist\u00e9rio da uni\u00e3o da fala com o corpo.<\/em><\/p>\n<p><em>Tal mist\u00e9rio esbarrou em outro, que Lacan nos fez ouvir, ou seja, o impenetr\u00e1vel da ess\u00eancia do fen\u00f4meno da vida. Na impossibilidade de definir o que \u00e9 a vida, ele se perguntou o que ela quer, ofertando a resposta de que ela quer durar, n\u00e3o acabar, se transmitir. Considerou-a muda, impossibilitando que se saiba o que \u00e9 estar vivo, mas nela deixando falar o saber de que, na exist\u00eancia,<\/em><em> h\u00e1<\/em><em> corpos vivos e gozosos (LACAN, 1972-73\/1985, p. 35), mortificados e vivificados pela entrada do significante nesse circuito.<\/em><\/p>\n<p><em>A primeira tese de Lacan sobre o corpo o situa como imagin\u00e1rio, sendo que a imagem no espelho, sua forma, o distingue do organismo. No paradigma cl\u00ednico inaugurado com o n\u00f3 borromeano, orientado pelo sinthome, o corpo se estabeleceu no campo do gozo e, a partir da\u00ed, Miller destaca o imagin\u00e1rio como o pr\u00f3prio corpo, para gozar ou n\u00e3o. Mas relembra: \u201c\u00e9 no corpo imagin\u00e1rio que as palavras da l\u00edngua fazem entrar as representa\u00e7\u00f5es que nos constituem um mundo ilus\u00f3rio sob o modelo da unidade do corpo\u201d (MILLER, 2016, p. 23). O corpo simb\u00f3lico ent\u00e3o constitu\u00eddo outorga ao corpo imagin\u00e1rio sua unidade. <\/em><\/p>\n<p><em>Di Ciaccia se pergunta de qual corpo se trata nesse momento da orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. A partir de orienta\u00e7\u00f5es millerianas, ele afirma: \u201ccorpo que Arist\u00f3teles prop\u00f5e como base da defini\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduo, aquele corpo que \u2018se mant\u00e9m como uno\u2019\u2019\u2019 (DI CIACCIA, 2016, p. 75), apresentado por Lacan no Semin\u00e1rio 20. No empenho de uma defini\u00e7\u00e3o, Di Ciaccia (2016, p. 75) escreve: \u201cUm corpo \u00e9 alguma coisa que se goza \u2013 subst\u00e2ncia gozante, portanto, que se revela no indiv\u00edduo falante, por meio do acontecimento de corpo, singular para cada um, que \u00e9 o sinthoma\u201d. A palavra \u201csingular\u201d n\u00e3o pode deixar de ser aqui considerada. Ela ressalta o momento te\u00f3rico em que de fato se distanciou de concep\u00e7\u00f5es universalistas, cuidando da vida como o real de uma ex-sist\u00eancia individual.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Da carne ao corpo <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>No \u201ccorpo vivo\u201d \u2013 n\u00e3o simb\u00f3lico, ou imagin\u00e1rio \u2013, que goza de si, consequentemente acontece o afetamento do gozo advindo do que Lacan (1972-73\/1985) denominou lal\u00edngua, ou seja, atrav\u00e9s da palavra antes de seu ordenamento gramatical. Materialidade sonora do significante, anterior \u00e0 linguagem, se encaixando nesse corpo vibra\u00e7\u00e3o que \u201cserve para falar\u201d, distinto do \u201ccorpo fala\u201d proposto pela psicologia. O vivente traz em si possibilidades de eventos, de acontecimentos de corpo, a partir das resson\u00e2ncias da linguagem materna, ecos dos sons maternos \u201cafetando cada sujeito de maneira diferente, como o tom, o ritmo, a maneira, o estilo de falar\u201d (RAMIREZ, 2024). Momento estrutural em que acontece o encontro entre o corpo como vivente e lal\u00edngua, em troumatisme que esburaca (trou) o corpo, carne tatuada pelo verbo antes que ele se estruture em linguagem. A esse primeiro trauma, posteriormente somam-se outros na vida de cada qual. <\/em><\/p>\n<p><em>De acordo com Miller (2003), Lacan (1964\/1988), no Semin\u00e1rio 11, utiliza de forma exemplar a palavra \u201ccarne\u201d, possivelmente influenciado por Merleau-Ponty. Nela, haver\u00e1 a marca do signo lingu\u00edstico, em evento que separa carne e corpo, com o simb\u00f3lico tomando o corpo. E o mist\u00e9rio apresentado na uni\u00e3o da fala com o corpo, corpo agora fato de experi\u00eancia, se esclarece com o registro do real, em interven\u00e7\u00e3o que destaca a presen\u00e7a de um tra\u00e7o transformado em significante, mas apagado. Afirmou Lacan (1962-63\/2005, p. 73): \u201cO significante, disse-lhes eu a certa altura, \u00e9 um tra\u00e7o, por\u00e9m um tra\u00e7o apagado\u201d. Refer\u00eancia \u00e0 no\u00e7\u00e3o de tra\u00e7o un\u00e1rio, anterior ao sujeito e introduzido no real, primeiro significante, entalhe com o qual se marca, se tatua, na rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o Outro. Assim, o sujeito se constitui, na exig\u00eancia de busca do objeto perdido, de um n\u00e3o sabido original, e na constru\u00e7\u00e3o de rastros falsos para encontr\u00e1-lo. Nas palavras de Lacan (1962-63\/2005, p. 75), \u201cQuando um tra\u00e7o \u00e9 feito para ser tomado por um falso tra\u00e7o, sabemos que h\u00e1 a\u00ed um sujeito falante, sabemos que h\u00e1 a\u00ed um sujeito como causa\u201d. <\/em><\/p>\n<p><em>O sujeito, ali onde nasce, portanto, se dirige \u00e0 \u201cracionalidade do Outro\u201d, n\u00e3o tendo outro alcance sen\u00e3o o de posicionar-se no lugar do Outro numa cadeia significante. Em sua vida invadida pela mortifica\u00e7\u00e3o de significantes que falam entre si sem signo de presen\u00e7a de um ser, estala a morte em vida que, no entanto, assegura a sobrevida significante. Tal formaliza\u00e7\u00e3o levou Miller (2003) a ponderar que no estruturalismo lacaniano h\u00e1 co-pertencimento entre o simb\u00f3lico e a morte, excluindo o gozo que sup\u00f5e a vida biol\u00f3gica. <\/em><\/p>\n<p><em>Mas chegou o momento em que a experi\u00eancia anal\u00edtica fez com que Lacan (1972-73\/1985) ponderasse essa l\u00f3gica do inconsciente que sup\u00f5e o sujeito morto, ao considerar que o sujeito se produz no corpo. Apareceu, ent\u00e3o, o que ele chamou de indiv\u00edduo afetado pelo inconsciente, pela l\u00edngua que n\u00e3o se pode ler, palpitante e com o corpo vivo. Consequentemente, o significante n\u00e3o tem s\u00f3 efeito de significado, mas efeito de afeto \u2013 efeito do saber no corpo \u2013 perturbando, deixando marcas no corpo, agora subst\u00e2ncia gozante. O significante \u00e9 causa do gozo e a via do inconsciente real se fortalece.<\/em><\/p>\n<p><em>As investiga\u00e7\u00f5es acerca dos enlaces e desenlaces entre corpo e linguagem prosseguiram, considerando que o real do inconsciente \u00e9 o corpo falante. Agora, s\u00f3 h\u00e1 inconsciente no falasser entendido como o sujeito e seu corpo de gozo. Sujeito n\u00e3o mais na vertente do significante, mas \u201csujeito do gozo\u201d, um ser falado e falante, com fala que lhe d\u00e1 sentido. Ser que s\u00f3 o \u00e9 por falar, mas, essencialmente, fala de seu gozo, que \u00e9 a raz\u00e3o \u00faltima de seus ditos (MILLER, 2011). Seu sentido de ser \u00e9 presidir o ter, porque o falasser n\u00e3o \u00e9 o corpo, mas o tem. Nas palavras de Lacan (1975-76\/2007), ele \u00e9 ser carnal devastado pelo verbo, pois o homem fala com seu corpo, \u00e9 um corpo falante \u2013 express\u00e3o que surge no Semin\u00e1rio 20 \u2013, falasser por natureza. Tal concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o apaga o ensino sobre o inconsciente e sua rela\u00e7\u00e3o com a linguagem, mas acentua valor \u00e0 corporizar\u00e3o da imagem que d\u00e1 consist\u00eancia ao ser que fala. A fala \u00e9 o que lhe d\u00e1 sentido e, por falar, \u00e9 tamb\u00e9m falado. <\/em><\/p>\n<p><em>O estudioso das formaliza\u00e7\u00f5es lacanianas nota, portanto, que, a partir do Semin\u00e1rio 20, est\u00e1 presente o efeito corporal do significante, ou seja, n\u00e3o mais seu efeito sem\u00e2ntico (significado), n\u00e3o mais seu efeito sujeito suposto saber, n\u00e3o mais seus efeitos de verdade, mas seus efeitos de gozo. Se, antes, a cadeia significante mortificava o corpo, localizando o gozo nos objetos mais de gozar, agora o significante \u00e9 tamb\u00e9m causa de gozo. No \u00faltimo ensino, Lacan aproximou significa\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o, passando do conceito de linguagem para lal\u00edngua, expressando que o significante n\u00e3o trabalha para a significa\u00e7\u00e3o, mas para a satisfa\u00e7\u00e3o, base do que se chamou sentido gozado. Esse entrela\u00e7amento entre corpo e gozo, ao final de seu ensino, colocou Lacan novamente diante da quest\u00e3o da vida, e tamb\u00e9m da morte. Nesse momento, o real se sustenta no gozo do vivente, mas \u00e9 tamb\u00e9m a morte, um imposs\u00edvel de se pensar e de representar no campo da vida.<\/em><\/p>\n<p><em>A materialidade do significante, todavia, \u00e9 motivo de equ\u00edvocos no \u00faltimo ensino. Segundo Miller (2003), tudo indica que a \u00faltima palavra de Lacan sobre o assunto sugere equivaler o significante ao semblante, em poss\u00edvel desdobramento do que aparece no Semin\u00e1rio 3. Melhor dizendo, se o significante como tal n\u00e3o significa nada, se na natureza ningu\u00e9m se serve do significante para significar; no entanto ele est\u00e1 a\u00ed, e se n\u00e3o fosse por ele n\u00e3o encontrar\u00edamos nada na natureza. Ao manejarmos com os pequenos signos que trazemos pela vida, continua Miller, acontece a oportunidade da materializa\u00e7\u00e3o do significante naquilo que ele sustenta, suportando o sentido. O corpo oferece sua mat\u00e9ria, sua realidade, ao significante. Consequentemente, ele pode tomar sua mat\u00e9ria do som e do corpo, como bem demonstra o sintoma hist\u00e9rico. O depoimento de Jorge Assef ilumina a quest\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><strong><em>Agarre-se forte!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Na riqueza do testemunho de Jorge Assef (2024), pode-se extrair alguns relatos que auxiliam essa transmiss\u00e3o. Ele conta, por exemplo, a pergunta direta que a analista lhe fez, no in\u00edcio de sua segunda an\u00e1lise, acerca de que seu corpo gozava, e sua resposta, sem hesita\u00e7\u00e3o, foi: de abra\u00e7ar e de comer! Percorre a dramaticidade dos momentos de despedidas, os abra\u00e7os em seus parceiros, familiares e amigos, a recorda\u00e7\u00e3o dos choros na despedida do pai quando o deixava na escola, sua insaci\u00e1vel demanda de amor e uma cena traum\u00e1tica dentro de uma igreja, na qual, assustado, se agarra ao pai. Um sonho lhe trouxe, nesse contexto, importante constata\u00e7\u00e3o: \u201co ursinho carinhoso\u201d com o qual se apresentava escondia o parasita \u201ccarrapato\u201d, nome atribu\u00eddo pelo inconsciente para as distintas facetas de seu sintoma. Modo de viver agarrado no outro para devor\u00e1-lo. <\/em><\/p>\n<p><em>A lembran\u00e7a de uma cena no parque de divers\u00f5es, tal como conta, o fez encontrar o imperativo da voz materna gravada em fogo, no supereu. Quando o brinquedo ganhou velocidade, a m\u00e3e come\u00e7ou a gritar, insistentemente, \u201cagarre-se forte!\u201d. Precisaram par\u00e1-lo. Em outro momento, voltando do M\u00e9xico ap\u00f3s ouvir um testemunho de Passe em que se destacava o significante \u201csoltar\u201d e ainda comovido, em meio a uma zona de turbul\u00eancia se recordou que sua m\u00e3e lhe havia dito, v\u00e1rias vezes, que ele quase nasceu em um avi\u00e3o e que costumava falar com este filho ainda no ventre. Ela fazia tratamento em outra cidade, depois de dez abortos espont\u00e2neos. Ao aterrissar, imediatamente buscou saber o que ela lhe dizia, e a resposta foi: \u201cagarre-se forte!\u201d. Impactado, buscou um lugar para se sentar. Ao relatar o ocorrido para analista, ela lhe disse: \u201cVoc\u00ea encontrou a marca original!\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Em sua experi\u00eancia anal\u00edtica, tal como comunica, a f\u00f3rmula da fantasia se escreveu como \u201cagarre-se no Outro\u201d. A retroalimenta\u00e7\u00e3o entre o \u201csintoma carrapato\u201d e a fantasia delineava uma din\u00e2mica pulsional ordenada pelo objeto oral, presente em um dos sonhos. Perfilaram-se as declina\u00e7\u00f5es agarrar-se, fazer-se agarrar, soltar-se, n\u00e3o se deixar agarrar, que podiam ser reconhecidas nas elei\u00e7\u00f5es que fazia ao longo da vida, inclusive a da analista. E n\u00e3o foi f\u00e1cil deix\u00e1-la. Gozo e desejo se articularam no sinthoma \u201cGarra\u201d (extra\u00eddo de garrapata, em espanhol, \u201cgarra-pata\u201d), nome para seu ser de gozo, inven\u00e7\u00e3o singular que marca seu estilo de trabalho pela causa anal\u00edtica. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h5><strong><em>Refer\u00eancias<\/em><\/strong><\/h5>\n<h5><em>ASSEF, J. Testemonio 1. Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis, n. 30, 2024.<\/em><\/h5>\n<h5><em>DI CIACCIA, A. Corpo falante\/falasser. In: Scilicet: O corpo falante \u2013 Sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2016. p. 73-75.<\/em><\/h5>\n<h5><em>\u00a0LACAN, J. O Semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda. Tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. (Trabalho original proferido em 1972-73).<\/em><\/h5>\n<h5><em>LACAN, J. O Semin\u00e1rio, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1988. (Trabalho original proferido em 1964).<\/em><\/h5>\n<h5><em>LACAN, J. O Semin\u00e1rio, livro 10: A ang\u00fastia. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; vers\u00e3o final de Angelina Harari e prepara\u00e7\u00e3o de texto de Andr\u00e9 Telles; tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005. (Trabalho original proferido em 1962-63).<\/em><\/h5>\n<h5><em>LACAN, J. O Semin\u00e1rio, livro 23: O sinthoma. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Laia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. (Trabalho original proferido em 1975-76).<\/em><\/h5>\n<h5><em>MILLER, J.-A. La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2003.<\/em><\/h5>\n<h5><em>MILLER, J.-A. Sutilezas anal\u00edticas. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2011.<\/em><\/h5>\n<h5><em>MILLER, J.-A. O inconsciente e o corpo falante. In: Scilicet: O corpo falante \u2013 Sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2016. p. 19-32.<\/em><\/h5>\n<h5><em>RAMIREZ, M. E. Acontecimientos de cuerpo en una exguerrillera. Er\u00e8htyc, p. 9-16, 2024.<\/em><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilka Franco Ferrari Psicanalista Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP) E-mail: ilkafferrari@gmail.com &nbsp; O\u00a0marco para a abordagem deste tema foi encontrado no que Lacan apresentou no Semin\u00e1rio Mais, ainda (1972-73\/1985) e no que Miller (2016) ajudou a elucidar, ou seja, o mist\u00e9rio da uni\u00e3o da fala com&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57641,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40,38],"tags":[],"class_list":["post-3644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-34","category-encontros","category-40","category-38","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3644"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3644\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57642,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3644\/revisions\/57642"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}