{"id":3647,"date":"2025-03-10T15:21:15","date_gmt":"2025-03-10T18:21:15","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/?p=3647"},"modified":"2025-12-01T09:29:11","modified_gmt":"2025-12-01T12:29:11","slug":"corpos-e-discursos-as-respostas-das-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2025\/03\/10\/corpos-e-discursos-as-respostas-das-criancas\/","title":{"rendered":"Corpos e discursos: as respostas das crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<h5><strong><em>M\u00f4nica Campos Silva<br \/>\n<\/em><\/strong><em>Psicanalista<br \/>\nMembro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP)<br \/>\ne Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP)<br \/>\nE-mail: monicamposilva@hotmail.com<\/em><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cUm cristal significante \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente feita de um n\u00famero limitado de significantes, do qual a crian\u00e7a explora todas as permuta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.\u201d (MILLER, 2012, p. 5)<\/em><\/p>\n<p><em>A 30\u00aa conversa\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do IPSM-MG, ocorrida no 2\u00ba semestre de 2024, tratou das respostas das crian\u00e7as frente aos discursos. Com a participa\u00e7\u00e3o de L\u00facia Melo, Margaret Couto, Frederico Feu e M\u00e1rcia Rosa, abordou a articula\u00e7\u00e3o do saber, do gozo e da palavra da crian\u00e7a frente aos discursos que a constituem. <\/em><\/p>\n<p><em>Segundo Miller (2012, p. 6), a crian\u00e7a \u00e9 por excel\u00eancia o sujeito entregue ao discurso do mestre pelo vi\u00e9s do saber. O mestre trata \u201csempre de reduzir, de comprimir, de dominar, de manipular o gozo daquele que chamamos uma crian\u00e7a, para dela extrair um sujeito digno desse nome, quer dizer um sujeito \u2018assujeitado\u2019\u201d.\u00a0 Nesse sentido, \u00e9 importante delinear a estrutura do discurso do mestre contempor\u00e2neo e, a partir desse ponto, investigar de que modo os corpos s\u00e3o aprisionados, ou seja, como s\u00e3o constitu\u00eddos e responsivos aos significantes mestres da \u00e9poca.<\/em><\/p>\n<p><em>A crian\u00e7a tem o seu saber sobre os segredos de fam\u00edlia, sobre o desejo dos pais \u2013 sendo deste o sintoma \u2013, e \u201cn\u00e3o se enganam sobre o car\u00e1ter de semblante dos saberes que se lhes imp\u00f5e\u201d, de tal modo que \u201cO saber da crian\u00e7a \u00e9 um saber aut\u00eantico, que ele seja sabido ou n\u00e3o sabido, e \u00e9 como tal que ele se inscreve no discurso anal\u00edtico\u201d (MILLER, 2012, p. 8). Assim, a crian\u00e7a como objeto resulta em varia\u00e7\u00f5es diversas do abandono simb\u00f3lico, associadas ao lugar estranho, \u00e0 dimens\u00e3o real da fam\u00edlia, trabalho cl\u00ednico paradoxal que se serve do recurso ao apaziguamento promovido pelas fic\u00e7\u00f5es (MELLO, 2024).<\/em><\/p>\n<p><em>Observamos como os diagn\u00f3sticos, realizados por v\u00e1rios profissionais e institui\u00e7\u00f5es, se tornaram o modo de apresentar as crian\u00e7as que chegam nos consult\u00f3rios. Situa\u00e7\u00f5es em que a singularidade, as diferen\u00e7as, s\u00e3o nomeadas, categorizando a crian\u00e7a. \u00c9 preciso considerar tamb\u00e9m nesse contexto a aceita\u00e7\u00e3o e o interesse familiar por diagn\u00f3sticos de transtornos, pelo fato de a crian\u00e7a poder ser \u201cfavorecida\u201d com benef\u00edcios governamentais. <\/em><\/p>\n<p><em>No que se refere \u00e0 psican\u00e1lise, a verdade que a crian\u00e7a traz n\u00e3o \u00e9 um mal, mas um sintoma, sua subjetividade, sua posi\u00e7\u00e3o objetalizada, podendo inventar diante das vicissitudes de sua exist\u00eancia, sendo que, muitas vezes, um pouco de simb\u00f3lico pode auxiliar a deslocar o sujeito do real que o aprisiona, salvando um certo lugar, experimentando, entretanto, sem ser engolido.<\/em><\/p>\n<p><em>Nos dois casos apresentados na referida conversa\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica, vemos os efeitos para a crian\u00e7a do encontro com um psicanalista. Seguindo Miller (2012, p. 9), <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>no discurso anal\u00edtico, o saber da crian\u00e7a \u00e9 respeitado. A crian\u00e7a entra no discurso anal\u00edtico como um ser de saber e n\u00e3o somente como um ser de gozo. [&#8230;] Primeiro porque acolhemos na psican\u00e1lise sujeitos traumatizados pelo saber do Outro, por seu desejo e por seu gozo os quais, saber, desejo e gozo do Outro tomaram, para certas crian\u00e7as, valor de real.<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o, trata-se de levar as crian\u00e7as \u201cao Outro que n\u00e3o existe\u201d (MILLER, 2012, p. 9), considerando, com Lacan, que o sujeito est\u00e1 sempre n\u00e3o entre, mas hiante (LACAN, 1971-72\/2012, p. 222). Essa \u00e9 a porta aberta, a brecha que a psican\u00e1lise pode introduzir na cl\u00ednica. A crian\u00e7a ser\u00e1 escutada, sua palavra tem valor, mas n\u00e3o pesar\u00e1 sobre ela o gozo, a transgress\u00e3o do Outro. <\/em><\/p>\n<p><em>Por essa via, em uma an\u00e1lise, a crian\u00e7a poder\u00e1 apresentar o drama familiar em sua dimens\u00e3o real por convocar o sujeito na constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es diante dos discursos que a constituem. O sintoma e as hist\u00f3rias que ela traz comportam inven\u00e7\u00f5es para tratar o mal-entendido que precedeu sua vinda ao mundo, o desamparo, o traumatismo da linguagem, a constru\u00e7\u00e3o de uma fantasia, os objetos fragmentados do seu gozo, podendo dizer respeito ao pai ou \u00e0 pr\u00f3pria sexualidade.<\/em><\/p>\n<p><em>De toda forma, o analista est\u00e1 do lado do sujeito e buscar\u00e1 levar a crian\u00e7a \u201ca jogar a sua partida com as cartas que lhe foram distribu\u00eddas\u201d (MILLER, 2012, p. 9), evitando o tamponamento do intervalo, da hi\u00e2ncia, e, consequentemente, permitindo a interpreta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio sujeito e as articula\u00e7\u00f5es daquilo que \u00e9 dito,<\/em><em> n\u00e3o<\/em><em> do dizer (LACAN, 1971-72\/2012, p. 224), da enuncia\u00e7\u00e3o,<\/em><em> n\u00e3o<\/em><em> do enunciado<\/em><em>. Por tal a\u00e7\u00e3o, podemos dizer que \u201ca sess\u00e3o anal\u00edtica \u00e9 um lapso de tempo absolutamente especial, em que o sujeito \u00e9 levado a fazer a experi\u00eancia pura da revers\u00e3o temporal [&#8230;] que determina a significa\u00e7\u00e3o do inconsciente\u201d (MILLER, 2000, p. 49). <\/em><\/p>\n<p><em>Atrav\u00e9s dos casos discutidos, percebemos que a an\u00e1lise de uma crian\u00e7a permite a experi\u00eancia de um trabalho com o trauma da linguagem em seu avesso, sobre como se conectar e separar, talvez vislumbrando o que n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o. Ou seja, no tratamento de uma crian\u00e7a, \u00e9<\/em><em> preciso dar a ela a<\/em><em> chance de uma poss\u00edvel constru\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio fantasma.\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><em>No caso cl\u00ednico apresentado por Margaret Couto, podemos extrair a pergunta sobre as solu\u00e7\u00f5es de cada sujeito ao se deparar com o imposs\u00edvel de simbolizar. Aqui o recurso ao duplo \u00e9<\/em><em> oferecido como manifesta\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica, sendo necess\u00e1rio diferenciar seu uso na<\/em><em> psicose e no autismo: <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>diferentemente do que ocorre na psicose, o duplo aut\u00edstico<\/em><em> n\u00e3o<\/em><em> \u00e9<\/em><em> fundamentalmente persecut\u00f3rio. Ao contr\u00e1rio, em sua fun\u00e7\u00e3o de borda, o sujeito encontra nele um elemento pr\u00f3prio para apaziguar<\/em><em> os seus transtornos. No autismo esse duplo est\u00e1<\/em><em> no real e n\u00e3o<\/em><em> se constitui como um objeto estranho e mal\u00e9fico<\/em><em>. \u00c9<\/em><em> um objeto familiar, que pode ser controlado ou considerado como um amigo do qual o sujeito pode se utilizar para tratar o gozo pulsional, assegurar algum controle ao seu mundo e permitir uma enuncia\u00e7\u00e3o. Por outro lado, os esquizofr\u00eanicos nem sempre conservam a capacidade de se distanciar de seus duplos. Eles acabam por se tornarem persecut\u00f3rios e perdem sua fun\u00e7\u00e3o pacificadora<\/em><em>. (COUTO, 2024)<\/em><\/p>\n<p><em>Margaret indaga, ainda, como diferenciar o que seria da ordem de uma fantasia infantil e de um del\u00edrio? Segundo ela, no \u00faltimo ensino de Lacan, com suas formula\u00e7\u00f5es sobre a inexist\u00eancia do Outro e sobre a foraclus\u00e3o generalizada \u00e9<\/em><em> poss\u00edvel reler os fen\u00f4menos alucinat\u00f3rios e do del\u00edrio, indicando que todos deliram. Contudo, \u00e9 necess\u00e1rio distinguir, na condu\u00e7\u00e3o de um caso, o que seria da ordem de uma foraclus\u00e3o generalizada, posta para todo ser falante, e de uma foraclus\u00e3o espec\u00edfica, restrita aos sujeitos psic\u00f3ticos. Isso permite ao analista operar de boa maneira com uma constru\u00e7\u00e3o delirante. <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>O psicanalista segue o sujeito delirante e faz vacilar suas convic\u00e7\u00f5es sem retirar-lhe o del\u00edrio por completo, por\u00e9m retirando a consist\u00eancia do Outro. N\u00e3o se trata, portanto, de um analista guardi\u00e3o da realidade, mas sim um analista que possa seguir o paciente na constru\u00e7\u00e3o de sua defesa diante do Real. (MILLER, 2015) <\/em><\/p>\n<p><em>Em seu coment\u00e1rio, Frederico Feu nos lembra, com Freud, que \u201co inconsciente \u00e9 o infantil\u201d, lugar em que se sedimentam e se cristalizam as viv\u00eancias, percep\u00e7\u00f5es, enigmas e traumas da crian\u00e7a. S\u00e3o esses restos e fragmentos solidificados, conforme a met\u00e1fora freudiana de uma arqueologia do inconsciente, que a fala analisante depositar\u00e1<\/em><em> em filigranas a cada sess\u00e3o anal\u00edtica e que alimentam a constru\u00e7\u00e3o dessa inf\u00e2ncia perdida.<\/em><\/p>\n<p><em>Em seu coment\u00e1rio, M\u00e1rcia Rosa indica que os corpos s\u00e3o subordinados ao discurso, porque os corpos tamb\u00e9m t\u00eam discurso. O significante entra no corpo, mesmo sendo incorporal, ou seja, temos o efeito corporal do significante, seus efeitos de gozo.<\/em><\/p>\n<p><em>Para Frederico Feu, os casos apresentados nessa Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do IPSM-MG s\u00e3o como massa de argila sendo moldada. Como ocorre com o pequeno Hans, ou com o neto de Freud e o seu jogo de fort-da, a cer\u00e2mica se quebrar\u00e1 e dela n\u00e3o restar\u00e1 mem\u00f3ria que n\u00e3o sejam vest\u00edgios da inf\u00e2ncia, como pe\u00e7as avulsas e pe\u00e7as que faltam no mosaico da constru\u00e7\u00e3o anal\u00edtica.<\/em><\/p>\n<p><em>Se, para a crian\u00e7a, h\u00e1 um inconsciente a trabalho, \u00e9 a\u00ed que o desafio de construir um apoio para o corpo e para o Eu que seja menos atrelado ao objeto do fantasma materno e ao duplo caracteriza o trabalho anal\u00edtico.\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><em>Para concluir, observamos, contemporaneamente, de um lado, o mestre em sua tentativa de fazer valer o universal, com tudo que este \u00e9 capaz, valendo-se do DSM \u2013 que tenta salvar o universal da sa\u00fade mental e dos comportamentos \u2013, e, de outro lado, temos a crian\u00e7a, que com seu sintoma faz vacilar cada passo do diagn\u00f3stico.<\/em><\/p>\n<p><em>A crian\u00e7a, no discurso anal\u00edtico, \u00e9<\/em><em> o grande interpretador. Ela \u00e9 o sujeito analisando que pergunta \u201conde estou no dizer?\u201d (LACAN, 1971-72\/2012, p. 225), construindo, para essa quest\u00e3o, v\u00e1rias possibilidades, sem deixar que as conclus\u00f5es se solidifiquem. A crian\u00e7a em an\u00e1lise coloca o real em jogo, n\u00e3o deixando que o discurso do mestre o tampone, sustentando o lugar para a presen\u00e7a do sujeito na crian\u00e7a, suas fic\u00e7\u00f5es, seus impasses e suas inven\u00e7\u00f5es. \u00c9 nessa vertente que podemos dizer: quando a crian\u00e7a pode fracassar em sua certeza, o sujeito advir\u00e1.<\/em><\/p>\n<p><em>Se, para Lacan, o sintoma da crian\u00e7a se encontra na situa\u00e7\u00e3o de responder por aquilo que h\u00e1 de sintomas na estrutura familiar, definindo-se como representante da verdade do casal parental, o que constatamos \u00e9 que a crian\u00e7a revela o gozo.\u00a0 Ent\u00e3o, qual o lugar para a palavra da crian\u00e7a?<\/em><\/p>\n<p><em>Constatamos que o mestre contempor\u00e2neo tende a dispensar a interpreta\u00e7\u00e3o. E, nos casos que se apresentam, faz-se necess\u00e1rio dar lugar ao que fala al\u00e9m do que se diz. Um espa\u00e7o que permita \u00e0 crian\u00e7a uma sa\u00edda do lugar de objeto que ocupa. A psican\u00e1lise nos salva de acreditar que aquilo que digo \u00e9 uma verdade, havendo em cada sujeito uma diferen\u00e7a entre aquilo que se diz e aquilo que se \u00e9. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h5><strong><em>Refer\u00eancias<\/em><\/strong><\/h5>\n<h5><em>COUTO, M. P. Michael e seu trabalho de produzir uma defesa diante do real. 2024. (Trabalho in\u00e9dito).<\/em><\/h5>\n<h5><em>LACAN, J. O Semin\u00e1rio, livro 19: &#8230;ou pior. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro; vers\u00e3o final de Marcus Andr\u00e9 Vieira; prepara\u00e7\u00e3o de texto de Andr\u00e9 Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2012. (Trabalho original proferido em 1971-72).<\/em><\/h5>\n<h5><em>MELLO, L. M. L. O pequeno vampiro. 2024. (Trabalho in\u00e9dito).<\/em><\/h5>\n<h5><em>MILLER, J.-A. A er\u00f3tica do tempo. Rio de Janeiro: Latusa, 2000. <\/em><\/h5>\n<h5><em>MILLER, J.A. A crian\u00e7a e o saber. CIEN-Digital, n. 11, jan. 2012. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ciendigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/CIEN-Digital11.pdf. Acesso em: 01 out. 2024.<\/em><\/h5>\n<h5><em>MILLER, J.-A. Todo el mundo es loco. Los cursos psicoanaliticos de Jaques-Alain Miller. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2015.<\/em><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00f4nica Campos Silva Psicanalista Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP) e Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP) E-mail: monicamposilva@hotmail.com &nbsp; \u201cUm cristal significante \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente feita de um n\u00famero limitado de significantes, do qual a crian\u00e7a explora todas as permuta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.\u201d (MILLER, 2012, p. 5) A 30\u00aa conversa\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57638,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40,37],"tags":[],"class_list":["post-3647","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-34","category-o-que-se-conversou","category-40","category-37","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3647"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57640,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3647\/revisions\/57640"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}