{"id":3832,"date":"2025-08-05T06:35:43","date_gmt":"2025-08-05T09:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/?p=3832"},"modified":"2025-11-29T17:47:18","modified_gmt":"2025-11-29T20:47:18","slug":"sobre-a-secao-clinica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2025\/08\/05\/sobre-a-secao-clinica\/","title":{"rendered":"SOBRE A SE\u00c7\u00c3O CL\u00cdNICA"},"content":{"rendered":"<h5><strong><em>S\u00e9rgio de Campos<br \/>\n<\/em><\/strong>Psicanalista e Psiquiatra<br \/>\nAnalista Membro da Escola (AME), Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP)<br \/>\n<em>E-mail<\/em>: sergiodecampos@uol.com.br<\/h5>\n<p>Inicialmente, com a finalidade de abordar a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica, \u00e9 necess\u00e1rio realizar um pre\u00e2mbulo com o intuito de tecer algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a diferen\u00e7a entre o Instituto do Campo Freudiano e a Escola de Psican\u00e1lise. Por mais que j\u00e1 sejam conhecidas as diferen\u00e7as pelos colegas mais experientes, \u00e9 necess\u00e1rio demarcar as distin\u00e7\u00f5es entre o Instituto e a Escola, j\u00e1 que endere\u00e7o este texto aos jovens analistas.<\/p>\n<p>Inicialmente, no \u201cAto de Funda\u00e7\u00e3o\u201d, Lacan (1964\/2003, p. 237-238) divide a Escola em Se\u00e7\u00e3o de Psican\u00e1lise Pura, Se\u00e7\u00e3o de Psican\u00e1lise Aplicada e Se\u00e7\u00e3o de Recenciamento do Campo Freudiano, que t\u00eam a finalidade de cuidar das publica\u00e7\u00f5es, de articular a psican\u00e1lise com as ci\u00eancias afins e zelar pela pr\u00e1xis de sua teoria.<\/p>\n<p>Na \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 09 de outubro de 1967 sobre o psicanalista na Escola\u201d, Lacan (1967\/2003, p. 249) aprimorou os estatutos, separando a hierarquia e o <em>gradus<\/em>. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hierarquia, prop\u00f4s o princ\u00edpio da permuta\u00e7\u00e3o para a Escola e, com fins de responder a pergunta sobre o que \u00e9 o analista, inventou o dispositivo do Passe, referido ao t\u00edtulo de Analista da Escola (AE), e a Garantia, para aquele reconhecido como um analista que comprovou sua capacidade, o qual foi designado de Analista Membro da Escola (AME). Com esses dois dispositivos \u2013 Passe e Garantia \u2013 Lacan passou a operar como Di\u00f3genes: se este, com sua lanterna, estava \u00e0 procura de um homem, Lacan, com seus dispositivos, estava em busca de um analista (MILLER, 2023a, p. 227).<\/p>\n<p>Mas, se existe a Escola, para que Lacan cogitou o Instituto? Pode-se dizer que s\u00e3o duas inst\u00e2ncias com l\u00f3gicas de funcionamento separadas. Grosso modo, se, por um lado, e na medida em que n\u00e3o h\u00e1 uma identidade sobre o que \u00e9 um analista, no fundo a pergunta que sustenta a Escola \u00e9: o que \u00e9 o analista?, por outro, como existem distor\u00e7\u00f5es da psican\u00e1lise pelas outras institui\u00e7\u00f5es anal\u00edticas, e uma dilui\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise em raz\u00e3o de sua apropria\u00e7\u00e3o por diversas correntes de psicoterapias, a pergunta que engendra o Instituto \u00e9: o que \u00e9 a psican\u00e1lise?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, com o intuito de responder a pergunta sobre o que \u00e9 a psican\u00e1lise, Lacan fundou o Campo Freudiano e o estabeleceu como uma inst\u00e2ncia \u201cpara-universit\u00e1ria\u201d, constituindo-o mediante um conjunto de Institutos que funcionam totalmente independentes da Escola. O Instituto e a Escola t\u00eam suas pr\u00f3prias consist\u00eancias, constitui\u00e7\u00f5es, fun\u00e7\u00f5es, finalidades e tarefas, de sorte que n\u00e3o existem ambiguidades entre ambos.<\/p>\n<p>O Campo Freudiano det\u00e9m a miss\u00e3o, formulada por Lacan em 1974, de contribuir para a forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos psicanalistas e de todos os trabalhadores da sa\u00fade mental. \u00c9 interessante destacar a preocupa\u00e7\u00e3o de Lacan em estender o conhecimento psicanal\u00edtico aos trabalhadores da sa\u00fade mental (MILLER, 2023b, p. 62). Embora totalmente independentes do ponto de vista legal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Escola, muitos s\u00e3o os membros da Escola que ensinam nos Institutos do Campo Freudiano. Entretanto, a psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 ensinada a partir da posi\u00e7\u00e3o do mestre ou do discurso universit\u00e1rio, mas apenas a partir da posi\u00e7\u00e3o do ensinante, que evoca a condi\u00e7\u00e3o de analisante (MILLER, 2023b, p. 174). Nessa medida, apenas se ensina a psican\u00e1lise a partir de sua pr\u00f3pria falta, na posi\u00e7\u00e3o de sujeito dividido (LACAN, 1970\/2003, p. 305). Tal ensino da psican\u00e1lise, ademais, n\u00e3o pode ser transmitido de um sujeito a outro, sen\u00e3o pelos caminhos de uma transfer\u00eancia de trabalho (MILLER, 2000, p. 157).<\/p>\n<p>O Campo Freudiano abriga uma s\u00e9rie de publica\u00e7\u00f5es concernentes aos textos de Lacan e aos principais autores da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. Portanto, o Campo Freudiano n\u00e3o se define como um corpo institucional fechado, mas sim como um espa\u00e7o aberto, inconsistente e n\u00e3o-todo, que se dedica ao ensino, \u00e0 transmiss\u00e3o e \u00e0 difus\u00e3o da psican\u00e1lise mediante permanente discuss\u00e3o, interlocu\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o com outros campos do saber. Al\u00e9m disso, \u00e9 sob os ausp\u00edcios da Funda\u00e7\u00e3o do Campo Freudiano que se realizam uma s\u00e9rie de encontros nacionais e internacionais que visam discutir, de maneira pormenorizada, a cl\u00ednica psicanal\u00edtica sob o vi\u00e9s do caso cl\u00ednico (MILLER, 2023b, p. 62).<\/p>\n<p>Lacan se converteu em diretor cient\u00edfico do Departamento de Psican\u00e1lise em 1974, instituiu a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica no departamento de Psican\u00e1lise da Universidade de Paris VIII (Vincennes-Saint Denis) em 1977, criou a Funda\u00e7\u00e3o do Campo Freudiano em 1979 e a Escola da Causa Freudiana em 1981. At\u00e9 o momento de sua morte, ele ent\u00e3o presidia essas tr\u00eas inst\u00e2ncias (MILLER, 2023b, p. 63). A Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica criada por Lacan em 1974, no Departamento de Psican\u00e1lise da Universidade de Paris VIII, passou a fazer parte do Campo Freudiano, na \u00e9poca de sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enfim, a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica \u00e9 um conceito central na teoria e na pr\u00e1tica lacanianas e tem a finalidade de articular a experi\u00eancia da cl\u00ednica anal\u00edtica com o ensino e a transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise, em uma rela\u00e7\u00e3o distinta dos modelos convencionais das Universidades. Diferente da estrutura convencional do modelo universit\u00e1rio, ela foi pensada por Lacan (1973\/2003, p. 518) a partir de sua cr\u00edtica \u00e0s formas tradicionais da forma\u00e7\u00e3o do analista, institu\u00eddas pela IPA, que, ironicamente, a renomeava como Sociedade de Ajuda M\u00fatua Contra o Discurso Anal\u00edtico (SAMCDA).<\/p>\n<p>Os Institutos de Psican\u00e1lise no Brasil ligados ao Campo Freudiano funcionam de maneiras bem distintas. N\u00e3o entraremos em considera\u00e7\u00e3o sobre os demais Institutos, mas apenas sobre o Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais (IPSM-MG). Fundado em 1997, desde ent\u00e3o sua diretoria \u00e9 regida pelo princ\u00edpio da permuta\u00e7\u00e3o a cada quatro anos. O IPSMG se divide em: Diretoria de Ensino, que se ocupa das Li\u00e7\u00f5es Introdut\u00f3rias \u00e0 Psican\u00e1lise e do Curso de Psican\u00e1lise; Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica, que \u00e9 constitu\u00edda pelos N\u00facleos de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Psican\u00e1lise com Crian\u00e7as, Psican\u00e1lise e Direito, Psican\u00e1lise e Medicina, Psican\u00e1lise e Psicose, Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental, Psican\u00e1lise nas Toxicomanias e Alcoolismo, al\u00e9m do Ateli\u00ea de Psican\u00e1lise e Segrega\u00e7\u00e3o; e Diretoria de Publica\u00e7\u00e3o, que cuida das m\u00eddias digitais e da publica\u00e7\u00e3o da revista <em>Almanaque On-line<\/em> e da cole\u00e7\u00e3o &#8230;<em>com Lacan.\u00a0 <\/em><\/p>\n<p>A psican\u00e1lise aplicada ao sintoma, aplicada \u00e0 terap\u00eautica, \u00e0 pesquisa e \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvida na Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica se baseia no seguinte trip\u00e9: a \u201cApresenta\u00e7\u00e3o de pacientes\u201d, hoje renomeada de \u201cEntrevistas cl\u00ednicas\u201d, as discuss\u00f5es de casos cl\u00ednicos e os semin\u00e1rios te\u00f3ricos. Esse trip\u00e9 tem o objetivo de colocar em evid\u00eancia a experi\u00eancia pr\u00e1tica do analista, o manejo da condu\u00e7\u00e3o do caso, assim como a dire\u00e7\u00e3o do tratamento, particularmente de casos paradigm\u00e1ticos e dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Ademais, a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica promove semestralmente uma Conversa\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica com a finalidade de cogitar, ampliar, aprofundar e fundamentar o debate dos temas relevantes gerados pelo saber extra\u00eddo das apresenta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e cl\u00ednicas dos N\u00facleos de Pesquisa e Investiga\u00e7\u00e3o sob a perspectiva do mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Portanto, a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica n\u00e3o \u00e9 apenas um espa\u00e7o do saber exposto para os analistas transmitirem suas experi\u00eancias, mas, particularmente, a porta de entrada dos mais jovens que se interessam pela psican\u00e1lise e encontram nos N\u00facleos de Pesquisa e Investiga\u00e7\u00e3o um terreno f\u00e9rtil de interface com outras \u00e1reas afins. Assim, a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica n\u00e3o se constitui como mais um curso de psican\u00e1lise, como os demais. \u00c9 um espa\u00e7o vivo de trabalho, de debate, de interlocu\u00e7\u00e3o e de transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise. Portanto, a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica \u00e9 o ponto de converg\u00eancia da busca de respostas na tentativa de elucida\u00e7\u00e3o do gozo que se manifesta na repeti\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica dos casos cl\u00ednicos, de esmiu\u00e7ar os impasses da transfer\u00eancia, de despertar a capacidade reflexiva para colocar em quest\u00e3o o conhecimento <em>standard<\/em> e do desejo de saber.<\/p>\n<p>A teoria da pr\u00e1tica enquanto pr\u00e1tica \u00e9 distinta da teoria. Portanto, a psican\u00e1lise \u00e9 uma pr\u00e1tica que leva em conta o inconsciente, e n\u00e3o uma teoria do inconsciente. A psican\u00e1lise \u00e9 essencialmente uma pr\u00e1tica e sua transmiss\u00e3o apenas funciona como um saber fazer a\u00ed com sua presen\u00e7a, visto que se trata de um saber fazer da experi\u00eancia anal\u00edtica em sua transmiss\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o do analista (MILLER, 2008, p. 19).<\/p>\n<p>\u00c0 guisa de conclus\u00e3o, a forma\u00e7\u00e3o do analista \u00e9 composta pela tr\u00edade de uma experi\u00eancia de an\u00e1lise pessoal, do controle da pr\u00e1tica cl\u00ednica com supervis\u00f5es regulares e frequentes e pelo estudo da teoria psicanal\u00edtica. Portanto, pode-se dizer que a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica tem uma boa parcela de influ\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica no que concerne \u00e0 experi\u00eancia, ao ensino e \u00e0 transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise. Vale destacar que a an\u00e1lise pessoal, o controle da pr\u00e1tica e o ensino da psican\u00e1lise se articulam em um n\u00f3, permanecendo assim enla\u00e7ados de maneira borromeana.<\/p>\n<p>Sob essa perspectiva, \u00e9 poss\u00edvel que a an\u00e1lise pessoal esteja concernida ao real como \u00edndice de saber fazer com o gozo pelo trabalho anal\u00edtico; o controle da pr\u00e1tica anal\u00edtica esteja referido ao plano imagin\u00e1rio, j\u00e1 que ela visa desbastar os efeitos imagin\u00e1rios da contratransfer\u00eancia e orientar a dire\u00e7\u00e3o do tratamento dos casos supervisionados; e, por \u00faltimo, a teoria psicanal\u00edtica estaria referida ao registro do simb\u00f3lico, pois lida com as estrat\u00e9gias de transmiss\u00e3o e de ensino da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>LACAN, J<em>.\u00a0<\/em>Ato de funda\u00e7\u00e3o. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 235-247. (Trabalho original publicado em 1964).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 248-264. (Trabalho original publicado em 1967).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Alocu\u00e7\u00e3o sobre o ensino. In: <em>Outros escritos.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 297-310. (Trabalho original proferido em 1970).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Televis\u00e3o. In: <em>Outros escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 508-543. (Trabalho original publicado em 1973).<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. La ense\u00f1anza del psicoanalisis. In: <em>El Banquete de los analistas. <\/em>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2000.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. <em>El partenaire-s\u00edntoma. Los cursos psicoanal\u00edticos de Jacques-Alain Miller<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2008.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. El concepto de Escuela. In: BRODSKY, G. (Org.). <em>El Nacimiento del Campo Freudiano<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2023a.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Sobre la Escuela y el Campo Freudiano. In: BRODSKY, G. (Org.). <em>El Nacimiento del Campo Freudiano<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2023b.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio de Campos Psicanalista e Psiquiatra Analista Membro da Escola (AME), Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP) E-mail: sergiodecampos@uol.com.br Inicialmente, com a finalidade de abordar a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica, \u00e9 necess\u00e1rio realizar um pre\u00e2mbulo com o intuito de tecer algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a diferen\u00e7a entre o Instituto do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57623,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41,38],"tags":[],"class_list":["post-3832","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-35","category-encontros","category-41","category-38","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3832"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57624,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3832\/revisions\/57624"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}