{"id":3835,"date":"2025-08-05T06:35:42","date_gmt":"2025-08-05T09:35:42","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/?p=3835"},"modified":"2025-12-01T09:12:08","modified_gmt":"2025-12-01T12:12:08","slug":"falar-com-a-crianca-sob-transferencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2025\/08\/05\/falar-com-a-crianca-sob-transferencia\/","title":{"rendered":"Falar com a crian\u00e7a sob transfer\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h5><strong><em>Ludmilla F\u00e9res Faria<br \/>\n<\/em><\/strong>Psicanalista<br \/>\nMembro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP)<br \/>\ne da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP)<br \/>\n<em>E-mail: <\/em>ludffaria@gmail.com<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde seus primeiros tratamentos, Freud estimulava seus pacientes a verbalizarem seus pensamentos e lembran\u00e7as, sem nenhuma censura, na tentativa de n\u00e3o deixar escapar nada. Essa \u201cregra de ouro\u201d, nomeada mais tarde de associa\u00e7\u00e3o livre, tinha como alvo aproximar-se dos conte\u00fados recalcados. Freud percebe que, ao falar, dizemos mais do que pensamos dizer, pois revelamos, pelo material manifesto, o conte\u00fado latente inconsciente. Ou seja, desde os prim\u00f3rdios da psican\u00e1lise, ele procura encontrar a causa dos sintomas das hist\u00e9ricas, atrav\u00e9s da fala. Miller (2025, p. 127) afirma que \u201cFreud come\u00e7ou seu caminho na busca da causa, e n\u00e3o na busca do sentido\u201d, busca que segue determinante at\u00e9 os dias atuais. Mas como nos guiar nesse caminho para que a fala n\u00e3o prolifere como uma \u201cerva daninha\u201d (MILLER, 1998, p. 40)? Pois sabemos que h\u00e1 na linguagem um poder de amplia\u00e7\u00e3o no registro do sentido, do som, que faz com que tudo que se diz seja pass\u00edvel de interrogar: o que isso quer dizer? Ou seja, se tomada por esse vi\u00e9s, a fala pode prosseguir infinitamente, a \u201cpalavra bebe o sentido; ela se deleita nesse sentido como a terra demasiado seca, e jamais saciada\u201d (MILLER, 1998, p. 40).<\/p>\n<p>Miller (2019 p. 149) prop\u00f5e que, para encontrar a causalidade do sintoma, deve-se distinguir, no \u201cestatuto do trauma\u201d, o \u201cvivido como\u201d, do lado da diacronia \u2013 da hist\u00f3ria, de uma ferida que ocorreu antes e do sentido \u2013 e o que resta enigm\u00e1tico e \u00e9 puro furo, do lado da sincronia. E para isso faz-se necess\u00e1ria a presen\u00e7a do analista, encarnando o lugar de SSS, que capte a causalidade desse acontecimento passado.<\/p>\n<p>Tomar o trauma pelo vi\u00e9s da sincronia, do <em>trouma<\/em>, \u00e9 abordagem de Lacan, a partir de sua leitura de Freud que culmina com a f\u00f3rmula \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d. Isso implica que a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com a sexualidade ser\u00e1 sempre traum\u00e1tica e a linguagem ser\u00e1 uma forma de \u201cse virar\u201d com esse <em>troumatismo<\/em>, marca do encontro da linguagem com o corpo. Volto a afirmar que isso n\u00e3o se faz sem a presen\u00e7a do analista.<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise visa exatamente resgatar os efeitos desse <em>trou<\/em>ma no discurso do falasser, via interpreta\u00e7\u00e3o. A escolha do tema do XII ENAPOL vai nessa dire\u00e7\u00e3o, conforme ressalta Fernanda Otoni (2025, s.p.): \u201cvamos \u2018falar com a crian\u00e7a\u2019, porque n\u00e3o se faz outra coisa numa an\u00e1lise do que fazer falar a crian\u00e7a\u201d \u2013 ou seja, falar com isso que faz furo no encontro entre lal\u00edngua e o corpo: o trauma.<\/p>\n<p>Essa \u00eanfase no \u201cfator infantil\u201d<a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> como causalidade do sintoma, Freud (1913\/1996, p. 218) a descreve da seguinte forma:<\/p>\n<p>sabemos qu\u00e3o extraordinariamente importantes s\u00e3o as impress\u00f5es da inf\u00e2ncia e, especialmente, as da primeira inf\u00e2ncia, para todo o curso subsequente da vida de um homem. Neste ponto, deparamo-nos com um paradoxo psicol\u00f3gico, que n\u00e3o existe apenas na concep\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica, a saber, que s\u00e3o precisamente essas impress\u00f5es da maior import\u00e2ncia que n\u00e3o s\u00e3o preservadas na mem\u00f3ria dos anos posteriores. A psican\u00e1lise soube estabelecer de maneira mais evidente esse car\u00e1ter de modelo indel\u00e9vel dos primeiros acontecimentos, justamente para a vida sexual. N\u00f3s sempre voltamos aos nossos primeiros amores, essa \u00e9 a pura e simples verdade.<\/p>\n<p>O que \u00e9 indel\u00e9vel, inef\u00e1vel, o que \u00e9 atingido pelo buraco da mem\u00f3ria, \u00e9, portanto, o mais marcante. \u00c9 uma mem\u00f3ria que se forma pela aus\u00eancia, inscrita como um lugar reservado.<\/p>\n<p>O termo lal\u00edngua \u00e9 introduzido por Lacan para situar precisamente essas marcas de gozo que escapam a articula\u00e7\u00e3o significante, que apontam para uma positividade inelimin\u00e1vel. Portadora de um investimento libidinal pr\u00f3prio de cada um, lal\u00edngua se situa na jun\u00e7\u00e3o mais \u00edntima entre gozo e significante. Absolutamente particular, ela beira o inexprim\u00edvel e \u00e9 antes de tudo resultado de um caldo de mal-entendido familiar, que funciona a partir de sua pr\u00f3pria norma, o que faz com que seja em torno dela que se articulam os nossos pontos de inser\u00e7\u00e3o e de exclus\u00e3o na comunidade humana: \u201c\u00c9 com <em>lalangue<\/em> e contra ela que n\u00f3s nos inscrevemos no mundo\u201d (FARI, 2023, p. 144).<\/p>\n<p>Falar com a crian\u00e7a visa atualizar o traumatismo de lal\u00edngua, j\u00e1 que, ao querer saber mais, o analista funda um discurso apoiado nas singularidades linguageiras de cada <em>parl\u00eatre<\/em>. Busca-se transferir para o significante o que \u00e9 incompat\u00edvel com ele, at\u00e9 o osso, o resto. Ou seja, nas voltas do significante em torno desse furo, o que resta do sujeito \u00e9 seu <em>status<\/em> de objeto <em>a<\/em>, revelando-se, nesse momento, que ele n\u00e3o foi outra coisa sen\u00e3o o que o Outro desejou, isto \u00e9, que foi o produto do desejo do Outro.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da experi\u00eancia anal\u00edtica, o analisante fala a partir da cren\u00e7a no sujeito suposto saber, do qual o analista \u00e9 suporte, via transfer\u00eancia. Se o paciente se presta a dizer tudo o que vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 porque ele sup\u00f5e um Outro que sabe sobre a causa de seu sintoma, suas verdades escondidas. Mas se a cren\u00e7a no SSS constitui o motor da transfer\u00eancia, n\u00e3o se trata, do lado do analista, de partilhar essa cren\u00e7a, mas de se servir dela. Portanto, \u00e9 preciso que ele coloque em jogo, na transfer\u00eancia, um ato que possibilite ao sujeito separar-se desse lugar de objeto que ele se fez ser para esse Outro, em seu fantasma. A interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, como ato de corte na cadeia significante produtora de sentido, visa desconsistir o Outro, desnudando assim o furo de estrutura.\u00a0 Como nos lembra Miller, uma an\u00e1lise avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o a isso de que n\u00e3o se pode falar e \u201ctem de suar para chegar ao singular\u201d (BRISSET, 2025, s.p.).<\/p>\n<p>Nesse caminho, as defesas se levantam e podem se manifestar de variadas formas: nas retic\u00eancias, no mutismo, na verborreia e, tamb\u00e9m, nas passagens ao ato ou no <em>acting out <\/em>(KUPERWAJS, 2025). Nesse momento, face ao que pode se apresentar como uma urg\u00eancia subjetiva, ali onde a palavra \u00e9 curto-circuitada, a prioridade imediata do analista \u00e9 a de encontrar como ser um interlocutor para o sujeito, como \u201cfazer par\u201d (BRIOLE, 2019).\u00a0\u00a0 O psicanalista \u00e9 aquele que ocupa um lugar no ato. Um ato que n\u00e3o \u00e9 um rito, nem protocolo, nem c\u00e1lculo, mas \u00e9 isso que surge num instante, e que verifica seus efeitos <em>apr\u00e9s-coup<\/em> .<\/p>\n<p>Rosine Lefort (2013, p. 129, tradu\u00e7\u00e3o nossa), em uma entrevista dada a Judith Miller<a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> na qual conta fragmentos de seu percurso em an\u00e1lise com Lacan, destaca como foi marcante para ela a forma com que Lacan se implicava em seu ato: \u201cme ensinou o rigor e ao mesmo tempo a total n\u00e3o ritualiza\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise: o ato anal\u00edtico pode fazer-se em qualquer parte\u201d.<\/p>\n<p>Foi Jenny Aubry que a indicou para an\u00e1lise com Lacan, e assim que Rosine Lefort (2013, p. 130) o encontrou foi logo falando que era um \u201cdejeto irremedi\u00e1vel\u201d. Passou os tr\u00eas primeiros meses de tratamento falando tudo que sabia dessa sua posi\u00e7\u00e3o de dejeto. Na sua fam\u00edlia, era tratada como uma \u201cmulher d\u00e9bil\u201d: sofria de fobias, de fugas, de sonambulismos \u2013 tudo isto em oposi\u00e7\u00e3o a um irm\u00e3o brilhante. Sua m\u00e3e era uma mulher muito humana, desde que n\u00e3o se tratasse de seus filhos. Seu pai era t\u00e3o maternal que, quando ela tinha nove meses, ele quebrou sua perna de tanto apert\u00e1-la. Como ela chorou muito, foi deixada num canto da sala sozinha, e s\u00f3 mais tarde se deram conta de que ela estava machucada. Ela afirma que o pr\u00f3prio Lacan custou a acreditar nisso, chegando a pedir que ela mostrasse a marca (LEFORT, 2013).<\/p>\n<p>Mas, ap\u00f3s esse primeiro tempo, \u201cPouco a pouco o sil\u00eancio se instalou. Todos os dias, vinte minutos, meia hora, [eu ficava] em sil\u00eancio\u201d (LEFORT, 2013, p. 131, tradu\u00e7\u00e3o nossa). Para que ela sa\u00edsse desse mutismo, Lacan tentou de tudo: falava ou se calava, fazia com que ela o acompanhasse no trabalho, corria atr\u00e1s dela na sa\u00edda, entre outras coisas. Confirma que \u201cele manteve sua press\u00e3o e eu toquei o que jamais verdadeiramente articulei, sen\u00e3o em eco, o outro lado de todas as palavras de meus pais que me haviam calado e das institui\u00e7\u00f5es que me insultaram\u201d (LEFORT, 2013, p. 131, tradu\u00e7\u00e3o nossa). Rosine afirma que, se Lacan n\u00e3o tivesse infiltrado o simb\u00f3lico, mediante palavras, nem o vivo nas sess\u00f5es, ela jamais teria voltado.<\/p>\n<p>Durante oito meses que passou com Lacan, ela voltou a experimentar o terror frente ao furo da linguagem, e foi quando ele insistiu para que ela falasse das crian\u00e7as, n\u00e3o s\u00f3 pelo que traziam \u00e0 psican\u00e1lise, mas tamb\u00e9m como testemunho das curas efetuadas no passe, a partir desse lugar horr\u00edvel que ela havia conhecido: \u201cEsse mesmo furo encontrei nas crian\u00e7as\u201d (LEFORT, 2013, p. 132, tradu\u00e7\u00e3o nossa). De sua experi\u00eancia com as crian\u00e7as e de sua an\u00e1lise, ela p\u00f4de dizer mais tarde que \u201cO lugar imagin\u00e1rio no qual eu estava, enquanto<em> a<\/em>, resto, na an\u00e1lise com Lacan se inverteu: eu assumi esse lugar na an\u00e1lise [das crian\u00e7as]\u201d (LEFORT, 2013, p. 132, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>Dois sonhos v\u00e3o delimitando a passagem desse lugar de dejeto para lugar de objeto causa. Aos dezessete anos, sonhou que era \u201csucessivamente um passarinho, um peixe vivo e um fogo f\u00e1tuo<a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. [&#8230;] eu seguia os passos, as pegadas, sem saber quem os fazia\u201d (LEFORT, 2013, p. 132, tradu\u00e7\u00e3o nossa). Ao final dessa sess\u00e3o, Lacan lhe disse: \u201cAdeus ao fogo f\u00e1tuo\u201d; e ela afirma: \u201cDepois de muitos anos, achei isso extraordin\u00e1rio porque, de fato, era isso o que eu devia reter, do ponto de vista da marca\u201d (LEFORT, 2013, p. 132, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>No segundo sonho, Rosine Lefort (2013, p. 132, tradu\u00e7\u00e3o nossa) \u201cestava no topo de uma duna extremamente afiada, em cujo extremo se encontrava Lacan, com seu olhar extraordin\u00e1rio\u201d, e um precip\u00edcio de cada lado: em um, encontrava-se \u201cum carrinho [de beb\u00ea] despeda\u00e7ado\u201d; no outro, \u201cabsolutamente nada\u201d. Para ela, esse foi o caminho percorrido em sua an\u00e1lise:<\/p>\n<p>O lugar de resto e de dejeto foi a ferramenta e o g\u00e9rmen do meu trabalho como analista. Dizer que me desembaracei disso na vida, \u00e9 outro assunto. [&#8230;] Lacan lutou contra minha debilidade e meu horror, e eu devia continuar nessa via. [&#8230;] Ele manteve com rigor e vontade o fogo f\u00e1tuo da marca, em uma via que desembocou na possibilidade de estar no lugar de <em>a<\/em> para as crian\u00e7as. [&#8230;] Essa \u00e9 para mim a diferen\u00e7a entre um saber e meu desejo de saber. [&#8230;] Falar em an\u00e1lise \u00e9 falar, ou n\u00e3o, do ato, e \u00e9 por isso que digo que luto tratando de escrever e de falar contra um resto d\u00e9bil. (LEFORT, 2013, p. 133-134, tradu\u00e7\u00e3o nossa)<\/p>\n<p>Se queremos nos fazer destinat\u00e1rios do que o falasser diz \u00e9 preciso colocar em jogo uma cl\u00ednica que se singularize no la\u00e7o transferencial.\u00a0 Ali encontramos o ponto que orienta nosso trabalho: para falar com a crian\u00e7a, sem se perder no sentido, \u00e9 preciso que o analista fa\u00e7a ressoar no corpo do <em>parl\u00eatre <\/em>um dizer, um sil\u00eancio, um gesto que singularize sua rela\u00e7\u00e3o particular com o gozo.\u00a0 Nesse sentido, Lacan (1971-72\/2011, p. 84) dir\u00e1, a respeito dos pacientes do Hospital Sainte-Anne, que \u201ctodos s\u00e3o capazes de se fazerem ouvir , desde que existam ouvidos apropriados\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>BRISSET, F. O. Falar com a crian\u00e7a!. In: <em>XII ENAPOL \u2013 Argumento<\/em>, fev. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/enapol.com\/xii\/argumento\/. Acesso em: 04 jun. 2025.<\/h6>\n<h6>BRIOLE, G. Hacer el par, en situaciones de urg\u00eancia. In: <em>Cinco conferencias en PAUSA<\/em>. Buenos Aires: ICdeBA\/Campo Freudiano, 2019.<\/h6>\n<h6>FARI, P. Parler est um trouble du langage. <em>La Cause du D\u00e9sir<\/em>, n. 115, p. 140-147. dez. 2023.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. O interesse da psican\u00e1lise de um ponto de vista de desenvolvimento. In: <em>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/em>.\u00a0 Rio de Janeiro: Imago, Vol. XIII, 1996. (Trabalho original publicado em 1913).<\/h6>\n<h6>KUPERWAJS, I. Aprender a falar com isso. In: <em>XII ENAPOL \u2013 Textos preparat\u00f3rios<\/em>, mar. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/enapol.com\/xii\/aprender-a-falar-com-isso1\/. Acesso em: 04 jun. 2025.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>Estou falando com as paredes<\/em>: Conversas na Capela de Saint-Anne. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2011. (Trabalho original publicado em 1971-72).<\/h6>\n<h6>LEFORT, R. El camino de cresta sobre la duna. Freudiana: <em>Revista Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis<\/em>, n 14. p.129-136, 2013.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. <em>O osso de uma an\u00e1lise<\/em>. Salvador: Agente, 1998.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. <em>Causa y consentimiento<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2019. Li\u00e7\u00e3o de 10\/06\/1980.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. O estatuto do trauma. In: <em>XII ENAPOL \u2013 Boletim Tambor \u201cFora de s\u00e9rie\u201d<\/em>, mar. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/enapol.com\/xii\/o-estatuto-do-trauma\/. Acesso em: 04 jun. 2025.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> \u00a0\u201cEl factor infantil\u201d foi o nome da segunda Preparat\u00f3ria ao XII ENAPOL, ocorrida em 15\/05\/25, sob responsabilidade da EOL.<\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u00a0 \u00a0Agrade\u00e7o a Laura Rubi\u00e3o pela generosa indica\u00e7\u00e3o da entrevista de Judith Miller com Rosine Lefort.<\/h6>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>\u00a0 \u00a0\u201cFogo f\u00e1tuo\u201d \u00e9 um fen\u00f4meno da natureza em que gases inflam\u00e1veis produzem uma luz azulada semelhante ao fogo; aqui, remete a algo ilus\u00f3rio e ef\u00eamero, a um brilho falso.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ludmilla F\u00e9res Faria Psicanalista Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP) E-mail: ludffaria@gmail.com &nbsp; Desde seus primeiros tratamentos, Freud estimulava seus pacientes a verbalizarem seus pensamentos e lembran\u00e7as, sem nenhuma censura, na tentativa de n\u00e3o deixar escapar nada. 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