{"id":3841,"date":"2025-08-05T06:35:42","date_gmt":"2025-08-05T09:35:42","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/?p=3841"},"modified":"2025-12-14T07:14:50","modified_gmt":"2025-12-14T10:14:50","slug":"o-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2025\/08\/05\/o-infantil\/","title":{"rendered":"O INFANTIL"},"content":{"rendered":"<h5><strong><em>H\u00e9l\u00e8ne Bonnaud<a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><br \/>\n<\/em><\/strong>Psicanalista em Paris<br \/>\nAnalista Membro da Escola (AME), Membro da \u00c9cole de la Cause Freudienne (ECF) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP)<br \/>\n<em>E-mail: <\/em>helene.bonnaud4@orange.fr<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde Freud, a crian\u00e7a \u00e9 um sujeito que aloja um inconsciente. Dizemos que h\u00e1 inconsciente desde que haja discurso do Outro. O beb\u00ea, desde seu nascimento, \u00e9 tomado na fala do Outro. Sua depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos pais \u00e9 dupla: \u00e9 vital\u00a0nos primeiros anos de vida, pois, como diz Lacan (1949\/1998, p. 429), o beb\u00ea vem ao mundo em uma\u00a0\u201c<em>prematura\u00e7\u00e3o do nascimento<\/em>\u201d. Sua sobreviv\u00eancia depende inteiramente dos cuidados do Outro. Essa\u00a0depend\u00eancia total\u00a0n\u00e3o deve ser subestimada. Ela funda elementos cruciais que se inscrever\u00e3o no destino da crian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Isso fala<\/strong><\/p>\n<p>Em latim, chama-se\u00a0infans\u00a0aquele que n\u00e3o fala, aquele que \u00e9 dependente do Outro, que ainda n\u00e3o adquiriu a linguagem. O infantil refere-se justamente a esse estatuto singular do sujeito. A crian\u00e7a que n\u00e3o fala era aquela cuja palavra n\u00e3o tinha estatuto jur\u00eddico reconhecido. N\u00e3o faz muito tempo que a fala da crian\u00e7a passou a ser escutada, levada em conta e protegida por direitos \u2013 aqueles estabelecidos pela <em>Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a<\/em> em 1989, que regulamenta essas quest\u00f5es. Sua palavra conta enquanto sujeito \u2013 n\u00e3o a advir, mas enquanto sujeito falante. Isso se conecta com o fato de que, para a psican\u00e1lise, mesmo aquele que n\u00e3o fala, n\u00e3o deixa de ser um corpo falante. Lacan destacou com precis\u00e3o que a crian\u00e7a \u00e9 falada pelo Outro muito antes de vir ao mundo. E essa palavra, ao mesmo tempo em que \u00e9 recebida do Outro, a aprisiona. O fato de ser tomada pela linguagem antes mesmo de seu nascimento levanta quest\u00f5es fundamentais: O que \u00e9 o sujeito do inconsciente? Ele existe antes do nascimento? O que \u00e9 o nascimento sen\u00e3o essa captura pela linguagem do\u00a0infans\u00a0concebido por um par de <em>falasseres<\/em>? Sua \u201c<em>prematuridade<\/em>\u201d n\u00e3o o impede de ter acesso ao que lhe \u00e9 dito, mesmo que n\u00e3o o compreenda. \u00c9 isso que Freud chamou de <em>inconsciente<\/em>, um lugar de onde isso fala,\u00a0 sem que o sujeito saiba. Lacan (1954\/1998, p. 381) o formalizou em seu aforismo \u201co inconsciente \u00e9 o discurso do Outro\u201d, que indica que o Outro precede o sujeito e que o inconsciente \u00e9 seu resultado<em>. <\/em>\u201cDe seu encontro com a linguagem, o sujeito sai esmagado, soterrado sob o significante que o oprime [&#8230;]. Eis o entre-dois, recalcado, deslizante, <em>ek-sistente<\/em>, sujeito barrado e que se barra\u201d, escreve Jacques-Alain Miller (2013, p. 10). Esse encontro faz um trauma. \u00c9 tanto aquele que remete ao fato de que \u201cas puls\u00f5es s\u00e3o, no corpo, o eco do fato de que h\u00e1 um dizer\u201d, como fala Lacan (1975-76\/2007, p. 18) ao teorizar o fim da an\u00e1lise, quanto aquele que provoca o fato de o autista n\u00e3o falar. O fato dele n\u00e3o falar n\u00e3o significa que ele n\u00e3o escute. Ali\u00e1s, Lacan (1975\/1998) surpreendeu seu p\u00fablico em 1975 ao afirmar que autistas s\u00e3o\u00a0\u201csobretudo verbosos\u201d<em>.<\/em> Isso indica que o autista, assim como o\u00a0infans que ainda n\u00e3o fala, est\u00e1 capturado pela linguagem. A diferen\u00e7a reside no fato de que a crian\u00e7a, ao ouvir os significantes invadindo seu corpo, os utilizar\u00e1 para fazer apelo ao Outro e demandar sua presen\u00e7a. O autista, por sua vez, n\u00e3o faz apelo ao Outro. O homem<em>\u00a0<\/em>\u201c\u00e9 prisioneiro da linguagem, e seu estatuto primordial \u00e9 o de ser objeto. Causa do desejo de seus pais, se tiver sorte. Se n\u00e3o tiver, resto de seus gozos\u201d (MILLER, 2013, p. 11). Causa do desejo de um lado, resto de seus gozos de outro,\u00a0\u201cA crian\u00e7a realiza a presen\u00e7a do que Jacques Lacan designa como objeto <em>a<\/em> na fantasia\u201d (LACAN, 1969\/2003, p. 370)<em>.<\/em> Ela \u00e9 o objeto <em>a<\/em> que n\u00e3o conseguiu agarrar-se a um S<sub>1<\/sub> que o representaria na cadeia significante. Ela permanece fora da cadeia.<\/p>\n<p><strong>Isso goza<\/strong><\/p>\n<p>O infantil caracteriza tanto a neurose, quanto a psicose. Encontramos o tra\u00e7o do infantil em ambas as estruturas. Da mesma forma, a pervers\u00e3o \u2013 considerando a predisposi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a \u00e0 pervers\u00e3o polimorfa descrita por Freud (1905\/2020, p. 70) \u2013 revela a precocidade do gozo sexual na crian\u00e7a. O que se nomeia \u201cinfantil\u201d n\u00e3o designa a crian\u00e7a como pessoa, mas seu conceito enquanto aquilo que concerne ao real do sintoma na experi\u00eancia anal\u00edtica. A sexualidade \u00e9 esse real descoberto por Freud. O esc\u00e2ndalo que essa descoberta provocou \u2013 e continua a provocar \u2013 relaciona-se com o imposs\u00edvel do qual ele faz sintoma. \u00c9 um imposs\u00edvel mesmo que hoje em dia se apreenda a sexualidade infantil pelo trauma do abuso. Se a sexualidade infantil n\u00e3o \u00e9 mais negada, ela tende hoje a ser estigmatizada como abusiva quando manifesta nos atos dos adultos (incesto, viola\u00e7\u00e3o) ou nas intera\u00e7\u00f5es entre crian\u00e7as (car\u00edcias precoces). Esses abusos, hoje reconhecidos pela justi\u00e7a, n\u00e3o devem ocultar a exist\u00eancia de uma sexualidade infantil que \u00e9\u00a0estrutural. A crian\u00e7a descobre a sexualidade primeiro em seu pr\u00f3prio corpo, antes de se interessar pelo corpo do outro. Para Freud, o traumatismo \u00e9 sexual<em>.<\/em> No in\u00edcio de sua pr\u00e1tica com as hist\u00e9ricas, Freud se surpreendeu ao identificar que os primeiros sintomas que organizam a neurose do adulto se situam na primeira inf\u00e2ncia. Ele descobre o v\u00ednculo primordial entre sintoma hist\u00e9rico e trauma infantil<em>.<\/em> A inf\u00e2ncia \u00e9 marcada por cenas que deixaram\u00a0tra\u00e7os indel\u00e9veis. O recalque \u00e9 o mecanismo que permite uma preserva\u00e7\u00e3o desses\u00a0conte\u00fados de gozo, que s\u00e3o as cenas traum\u00e1ticas. \u00c9 nessa articula\u00e7\u00e3o que se situa a\u00a0jun\u00e7\u00e3o\u00a0entre os tempos da inf\u00e2ncia e da vida adulta. N\u00e3o h\u00e1 continuidade temporal, mas, ao contr\u00e1rio, uma descontinuidade, que\u00a0revela que o sintoma do adulto se constr\u00f3i simultaneamente a partir da\u00a0neurose infantil e atrav\u00e9s da\u00a0conting\u00eancia<em>\u00a0<\/em>dos eventos vividos pelo sujeito. O recalque serve para proteg\u00ea-lo, mas ele \u00e9 tamb\u00e9m o guardi\u00e3o do tra\u00e7o traum\u00e1tico. Nesse sentido, a cena sexual \u00e9 sempre um acontecimento que guarda a excita\u00e7\u00e3o experimentada durante o ato. Rememor\u00e1-la significa recuperar uma parte do gozo que se produziu nela e que serviu para a constru\u00e7\u00e3o do sintoma.<\/p>\n<p>Se, para Dora, o trauma gira em torno da chamada \u201ccena do lago\u201d, para o Homem dos Lobos trata-se de uma lembran\u00e7a que deixar\u00e1 marcas indel\u00e9veis, as quais Freud utiliza para interrogar o conceito de castra\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a nem sempre permanece no adulto \u2013 f\u00f3rmula que n\u00e3o quer dizer muita coisa \u2013, mas aquilo que persiste e permanece ativo da inf\u00e2ncia ressoa no sintoma de um corpo falante. O que dizer, por exemplo, do sintoma de Dora de chupar o dedo, que marca a fixa\u00e7\u00e3o em um gozo oral que decorre do autoerotismo (sugar o polegar), mas que tamb\u00e9m envolvia a a\u00e7\u00e3o de puxar a orelha de seu irm\u00e3o, sentado tranquilamente ao seu lado? Freud (1905[1901]\/2020) observa que \u201ctrata-se de um modo completo de satisfa\u00e7\u00e3o de si mesmo atrav\u00e9s da suc\u00e7\u00e3o\u201d. O polegar, por um lado, e a orelha do irm\u00e3o, por outro, constituem um gozo oral cuja manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 ilustrada em seu sintoma de afonia e posteriormente no de tosse. Lacan (1951\/1998, p. 356) identifica essa cena como \u201ca matriz imagin\u00e1ria em que vieram desaguar todas as situa\u00e7\u00f5es que Dora desenvolveu em sua vida\u201d \u2013 no que diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre homem e mulher. Evidencia-se, assim, o ind\u00edcio de uma escolha de objeto determinante, desde que ela p\u00f4de recuperar essa primeira lembran\u00e7a em sua an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O infantil escreve a import\u00e2ncia daquilo que permaneceu fora de sentido para o sujeito e que ressurge na an\u00e1lise do adulto como um acontecimento de gozo. O infantil \u00e9 um nome do real na experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: Let\u00edcia Mello<\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o: Cristina Drummond<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. Tr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade, an\u00e1lise fragment\u00e1ria de uma histeria (\u201cO caso Dora\u201d) e outros textos. In: <em>Obras Completas<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, Vol. 6, 2016, p. 13-172. (Trabalho original publicado em 1905).<\/h6>\n<h6>FREUD, S. Fragmento de uma an\u00e1lise de um caso de histeria (Caso Dora). In: <em>Hist\u00f3rias cl\u00ednicas<\/em>: cinco casos paradigm\u00e1ticos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. p. 29-172. (Trabalho original publicado em 1905 [1901]).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O est\u00e1dio do espelho como formador da fun\u00e7\u00e3o do eu. In: <em>Escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. p. 96-103. (Trabalho original proferido em 1949).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Interven\u00e7\u00e3o sobre a transfer\u00eancia. In: <em>Escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 214-225. (Trabalho original proferido em 1951).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Introdu\u00e7\u00e3o ao coment\u00e1rio de Jean Hyppolite sobre a \u201cVerneinung\u201d de Freud. In: <em>Escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 370-382. (Trabalho original publicado em 1954).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Confer\u00eancia em Genebra sobre o sintoma. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n. 23, p. 6-16, dez. 1998. (Trabalho original proferido em 1975).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Nota sobre a crian\u00e7a. In: <em>Outros escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 369-370. (Trabalho original proferido em 1969).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23<\/em>: O sinthoma. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Laia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. (Trabalho original proferido em 1975-76).<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Pr\u00e9face. In: BONNNAUD, H<em>.\u00a0L\u2019Inconscient de l\u2019enfant. Du sympt\u00f4me au d\u00e9sir de savoir.<\/em> Paris: Navarin \u00c9diteur, 2013.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"\/revista_almanaque\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> \u00a0Agradecemos a H\u00e9l\u00e8ne Bonnaud pela gentil autoriza\u00e7\u00e3o para traduzirmos e publicarmos seu texto nesta edi\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e9l\u00e8ne Bonnaud[1] Psicanalista em Paris Analista Membro da Escola (AME), Membro da \u00c9cole de la Cause Freudienne (ECF) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP) E-mail: helene.bonnaud4@orange.fr &nbsp; Desde Freud, a crian\u00e7a \u00e9 um sujeito que aloja um inconsciente. Dizemos que h\u00e1 inconsciente desde que haja discurso do Outro. 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