{"id":421,"date":"2011-07-15T07:41:51","date_gmt":"2011-07-15T10:41:51","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=421"},"modified":"2025-12-01T17:34:26","modified_gmt":"2025-12-01T20:34:26","slug":"uma-questao-para-a-amp-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2011\/07\/15\/uma-questao-para-a-amp-america\/","title":{"rendered":"Uma Quest\u00e3o Para A AMP-Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: justify;\">ELISA ALVARENGA<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-para-almanaque-9-Autor-da-ilustracao-Laurindo-Feliciano-Nome-da-imagem-Une-autre-mondialisation-1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"700\" data-large_image_height=\"532\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-422\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-para-almanaque-9-Autor-da-ilustracao-Laurindo-Feliciano-Nome-da-imagem-Une-autre-mondialisation-1.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"532\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-para-almanaque-9-Autor-da-ilustracao-Laurindo-Feliciano-Nome-da-imagem-Une-autre-mondialisation-1.jpg 700w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-para-almanaque-9-Autor-da-ilustracao-Laurindo-Feliciano-Nome-da-imagem-Une-autre-mondialisation-1-300x228.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Almanaque:<\/em><\/strong>\u00a0A AMP foi reconhecida pela ONU como ONG e prop\u00f5e, para 2012, uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana no sentido de contribuir com o debate pol\u00edtico contra a segrega\u00e7\u00e3o. Por que a ideia de uma discuss\u00e3o no \u00e2mbito da AMP-Am\u00e9rica sobre o tema do \u00e1lcool e drogas? De que forma a psican\u00e1lise pode contribuir com esse debate?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Elisa Alvarenga:<\/strong>\u00a0A psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana est\u00e1 presente de maneira significativa nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, que parecem ter v\u00e1rios pontos e problemas sociais em comum. Por isso, levei \u00e0 \u00faltima reuni\u00e3o do Conselho AMP-Am\u00e9rica \u2014 que inclui os Presidentes e Diretores das tr\u00eas Escolas da Am\u00e9rica, a EOL, a NEL e a EBP \u2014 uma proposta de trabalho em torno de um tema comum \u00e0s tr\u00eas Escolas, j\u00e1 na perspectiva da AMP como ONG reconhecida pela ONU: \u00e9 poss\u00edvel pensarmos, a partir da psican\u00e1lise, uma pol\u00edtica para abordar os usu\u00e1rios de drogas? Essa ideia surgiu a partir da leitura de um texto de \u00c9ric Laurent: \u201cPost-war on drugs? Como a psican\u00e1lise pode contribuir para um debate pol\u00edtico sobre as drogas\u201d, [1] em que ele se refere a um informe realizado a partir dos trabalhos da Comiss\u00e3o Latino-Americana sobre as drogas na democracia, composta por ex-Presidentes do Brasil, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e El Salvador, da qual Fernando Henrique Cardoso \u00e9 membro. Fernando Henrique realizou um interessante document\u00e1rio sobre as drogas, com entrevistas a autoridades pol\u00edticas, sanit\u00e1rias e a pacientes de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, visando a uma pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de danos, intitulado: \u201cQuebrando o tabu\u201d. No Brasil, como em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, as drogas s\u00e3o um problema da m\u00e1xima import\u00e2ncia social, ligadas \u00e0 viol\u00eancia que foi e \u00e9 tamb\u00e9m not\u00edcia no M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, etc. E, em alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica, autoridades buscam interlocu\u00e7\u00e3o com os psicanalistas em sua luta pela cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas antissegregativas, tendo em vista as abordagens dos usu\u00e1rios de drogas realizadas pelas correntes cognitivo-comportamentais ou de orienta\u00e7\u00e3o religiosa, que prop\u00f5em interna\u00e7\u00f5es de longa perman\u00eancia. Em Belo Horizonte, o Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais realizou, no \u00faltimo semestre, uma interessante Conversa\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica com a coordenadora de Sa\u00fade Mental do Munic\u00edpio sobre o tema: \u201cUma pol\u00edtica para \u00e1lcool e drogas \u2014 Como podemos contribuir?\u201d. [2]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pergunta que levei ent\u00e3o ao Conselho AMP-Am\u00e9rica foi se n\u00e3o poder\u00edamos contribuir para um debate pol\u00edtico sobre as drogas e a viol\u00eancia nos pa\u00edses da Am\u00e9rica onde a psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana est\u00e1 presente. Pensou-se, na reuni\u00e3o, que esse seria um tema para a rede TyA e os Institutos, a partir da pergunta colocada por Leonardo Gorostiza: de que maneira a AMP e suas Escolas, assim como o Campo Freudiano, podem abrir perspectivas para a psican\u00e1lise como for\u00e7a pol\u00edtica no s\u00e9culo XXI?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Almanaque:<\/em><\/strong>\u00a0O tema de trabalho do Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais, neste semestre, \u00e9 \u201cA insist\u00eancia da puls\u00e3o e o fracasso em psican\u00e1lise\u201d. Partindo dessa perspectiva, a do fracasso, o que podemos pensar como contribui\u00e7\u00e3o no campo da pol\u00edtica de \u00e1lcool e drogas, considerando que o campo das pol\u00edticas \u00e9, como afirma Milner (2007), [3] o campo da solu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Elisa Alvarenga:<\/strong>\u00a0Lacan, no Semin\u00e1rio 17, \u00e9 claro: \u201cn\u00e3o esperem de meu discurso nada de mais subversivo do que n\u00e3o pretender a solu\u00e7\u00e3o\u201d (LACAN, 1992, p.66). Falando do discurso do mestre como avesso da psican\u00e1lise, Lacan coloca a quest\u00e3o do lugar da psican\u00e1lise na pol\u00edtica: \u201ca intrus\u00e3o na pol\u00edtica, ele diz, s\u00f3 pode ser feita reconhecendo-se que n\u00e3o h\u00e1 discurso \u2014 e n\u00e3o apenas o anal\u00edtico \u2014 que n\u00e3o seja do gozo. (\u2026) Tudo gira em torno do insucesso\u201d (LACAN, 1992, p.74, 78).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para \u00c9ric Laurent, a droga n\u00e3o \u00e9 um produto solucion\u00e1vel e nos confronta com os limites do paradigma problema-solu\u00e7\u00e3o, introduzindo a passagem a certa humildade. Se n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o universal, teremos que passar ao m\u00faltiplo, a uma toler\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o ao imposs\u00edvel, o que implica uma mod\u00e9stia ativa dos pol\u00edticos, terapeutas, analistas, etc. Tentamos dar lugar \u00e0 dimens\u00e3o subjetiva e ao gozo da palavra, e seria interessante constituir um f\u00f3rum no Brasil e, penso, em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica, para influenciar os pol\u00edticos nas decis\u00f5es que t\u00eam import\u00e2ncia. Laurent d\u00e1 \u00eanfase \u00e0 possibilidade de se falar com os usu\u00e1rios, um por um, visando a cingir o sofrimento de cada um, bem como modos singulares de se responder a\u00ed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se, portanto, de pensar uma pol\u00edtica da mod\u00e9stia, antiuniversal, pois a universaliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode engendrar mais segrega\u00e7\u00e3o (MILLER, 2003). Se Lacan, na \u201cProposi\u00e7\u00e3o sobre o analista da Escola\u201d, aponta que nosso futuro de mercados comuns ampliar\u00e1 os processos de segrega\u00e7\u00e3o, ele prop\u00f5e como miss\u00e3o \u00e0 Escola, estar atenta \u00e0s derivas universalizantes da ci\u00eancia (LAURENT, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Almanaque:<\/strong><\/em>\u00a0Na perspectiva de uma maior presen\u00e7a dos analistas da AMP nas discuss\u00f5es sobre esse tema, podemos pensar que se trata do que Lacan chama de uma psican\u00e1lise em extens\u00e3o. De que forma podemos articular essa posi\u00e7\u00e3o com a psican\u00e1lise em intens\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Elisa Alvarenga:<\/strong>\u00a0Parece-me interessante pensar uma pol\u00edtica que alie o f\u00f3rum \u2014 tomando, por exemplo, a pergunta: Como contribuir para um debate sobre as drogas? \u2014 e o passe, na medida em que ele foi feito para apontar o mais singular de cada um. Como observa Leonardo Gorostiza, os f\u00f3runs pertencem ao Campo Freudiano, enquanto o passe pertence \u00e0s Escolas da AMP. O passe sem os f\u00f3runs como espa\u00e7o de conversa\u00e7\u00e3o com o exterior da Escola poderia levar ao esoterismo, ao passo que os f\u00f3runs sem o passe podem levar a um ativismo pol\u00edtico sem princ\u00edpios. Temos, nos Institutos, os instrumentos, os semblantes, que podem ser usados para abordar diversas situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e sociais pela AMP, que deve, no entanto, cuidar do real em jogo na forma\u00e7\u00e3o dos praticantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece-me tamb\u00e9m interessante notar que foi depois de apresentar \u00e0 sua Escola a \u201cProposi\u00e7\u00e3o sobre o analista da Escola\u201d, em 1967, que Lacan fundou o Departamento de Psican\u00e1lise da Universidade de Paris VIII, em 1969, criando, em 1977, a Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica. O Instituto do Campo Freudiano, fundado por Miller, em 1987, para desenvolver a tarefa de ensino e investiga\u00e7\u00e3o, levando-a a outros pa\u00edses, parece vir a abranger as duas Se\u00e7\u00f5es inicialmente previstas no Ato de Funda\u00e7\u00e3o da Escola, a Se\u00e7\u00e3o de Psican\u00e1lise Aplicada e a Se\u00e7\u00e3o de Recenseamento do Campo Freudiano. Entre o Instituto e a Escola, deve, portanto, haver intervalo e articula\u00e7\u00e3o. Embora o Instituto tente ser o mesmo nos diferentes lugares, uma vez que ele prioriza o matema como forma de transmiss\u00e3o, cada Instituto trabalhar\u00e1 com as possibilidades de articula\u00e7\u00e3o com as Institui\u00e7\u00f5es e as quest\u00f5es sociais de sua cidade, onde est\u00e3o lotados os membros da Escola que fazem parte do seu corpo docente. \u00c9 a libido dos membros da Escola que alimenta, conforme os interesses de investiga\u00e7\u00e3o de cada um, a produ\u00e7\u00e3o de saber no Instituto, ao mesmo tempo em que o Instituto estimula, com o saber exposto, a suposi\u00e7\u00e3o de saber nos membros da Escola, aos quais os analisantes se endere\u00e7am para sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">LACAN, J. O avesso da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Zahar, 1992.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">LAURENT, \u00c9. Racismo en el siglo XXI? Coloquio de la Extimidad, Buenos Aires, EOL-Grama, p.65, 2011.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">MILLER, J.-A. Le neveu de Lacan. Paris: Verdier, 2003.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">MILNER, J. C. Las inclinaciones criminales de la Europa democr\u00e1tica. Bs.As.: Manantial, 2007.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">[1] Videoconfer\u00eancia realizada em 5 de novembro de 2010 e publicada em LAURENT, \u00c9. Loucuras, sintomas e fantasias na vida cotidiana. Belo Horizonte: Scriptum, 2011. p.57-68.<br \/>\n[2] Tamb\u00e9m publicada nesta edi\u00e7\u00e3o do Almanaque on-line.<br \/>\n[3] Ele afirma que \u201ca sociedade \u00e9 o lugar dos problemas, e a pol\u00edtica, o lugar das solu\u00e7\u00f5es, esta \u00e9 a m\u00e1xima.\u201d<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>Elisa Alvarenga<\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Diretora Geral do IPSM-MG e Presidente da FAPOL (Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana). E-mail:\u00a0<span id=\"cloak4f14ef6912e4b8a59df3828db684fa53\"><a href=\"mailto:elisalvarenga@gmail.com\">elisalvarenga@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ELISA ALVARENGA Almanaque:\u00a0A AMP foi reconhecida pela ONU como ONG e prop\u00f5e, para 2012, uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana no sentido de contribuir com o debate pol\u00edtico contra a segrega\u00e7\u00e3o. Por que a ideia de uma discuss\u00e3o no \u00e2mbito da AMP-Am\u00e9rica sobre o tema do \u00e1lcool e drogas? 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