{"id":475,"date":"2012-03-15T06:50:50","date_gmt":"2012-03-15T09:50:50","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=475"},"modified":"2012-03-15T06:50:50","modified_gmt":"2012-03-15T09:50:50","slug":"apontamentos-acerca-da-transferencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2012\/03\/15\/apontamentos-acerca-da-transferencia\/","title":{"rendered":"Apontamentos Acerca Da Transfer\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\" style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"font-size: 14px;\">ALEX KEINE DE ALMEIDA SEBASTI\u00c3O<\/strong><\/h6>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A transfer\u00eancia foi tomada por Lacan como um dos conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Enquanto a import\u00e2ncia da transfer\u00eancia sempre foi reconhecida ao longo da hist\u00f3ria da psican\u00e1lise, seu significado foi objeto de controv\u00e9rsias entre linhas te\u00f3ricas diversas. H\u00e1 autores que defendem um conceito restrito de transfer\u00eancia, enquanto outros tendem a faz\u00ea-la coincidir com o pr\u00f3prio tratamento psicanal\u00edtico. Um repert\u00f3rio das teorias da transfer\u00eancia formuladas a partir da obra de Freud pode ser encontrado em \u201cLe probl\u00e8me du transfert\u201d (1952\/1975), de Daniel Lagache. Lacan observa que o referido trabalho evidencia a parcialidade dos debates em torno da transfer\u00eancia, bem como a predomin\u00e2ncia de sua abordagem mais discut\u00edvel, em que \u00e9 tomada como \u201ca sucess\u00e3o ou a soma dos sentimentos positivos ou negativos que o paciente vota a seu analista\u201d (LACAN, 1958\/1998, p.608).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 de se observar, entretanto, que n\u00e3o se trata exclusivamente de construir um conceito te\u00f3rico da transfer\u00eancia, mas tamb\u00e9m de delinear o seu manejo. Na verdade, o \u201cmanejo da transfer\u00eancia \u00e9 id\u00eantico \u00e0 no\u00e7\u00e3o dela\u201d (LACAN, 1958\/1998, p.609). Ou seja, sustentar uma determinada no\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia implica j\u00e1 o modo de manej\u00e1-la, revelando um posicionamento do analista frente \u00e0 pr\u00e1tica da psican\u00e1lise. Se a psican\u00e1lise \u00e9 marcada por uma rela\u00e7\u00e3o de m\u00e3o dupla entre teoria e pr\u00e1tica, isso se torna muito mais evidente no que concerne ao conceito de transfer\u00eancia. Como nota Lacan, \u201ceste conceito \u00e9 determinado pela fun\u00e7\u00e3o que tem numa pr\u00e1xis. Este conceito dirige o modo de tratar os pacientes. Inversamente, o modo de trat\u00e1-los comanda o conceito\u201d (LACAN, 1964\/1998, p.120).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Lacan, \u201ca transfer\u00eancia \u00e9 um fen\u00f4meno em que est\u00e3o inclu\u00eddos, juntos, o sujeito e o psicanalista\u201d. Por consequ\u00eancia, n\u00e3o faria sentido distinguir a transfer\u00eancia, atribu\u00edda ao analisante, e a contratransfer\u00eancia, atribu\u00edda ao analista. Nesse sentido, \u201caquilo que se nos apresenta [\u2026] como contratransfer\u00eancia, normal ou n\u00e3o, n\u00e3o tem, realmente, qualquer raz\u00e3o de ser especialmente qualificada como tal. Trata-se a\u00ed apenas de um efeito irredut\u00edvel da situa\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia, simplesmente, por si mesma\u201d (LACAN, 1961\/1992, p.194).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizer que a transfer\u00eancia inclui tanto o sujeito quanto o analista n\u00e3o implica que eles a\u00ed estejam inclu\u00eddos do mesmo modo. A assimetria se faz evidente. Lacan utiliza a express\u00e3o \u201cdisparidade subjetiva\u201d e esclarece: \u201centendo com isso que a posi\u00e7\u00e3o dos dois sujeitos em presen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 de modo algum equivalente\u201d (LACAN, 1961\/1992, p.197). Ainda assim, a transfer\u00eancia se estabelece a partir do encontro do desejo do sujeito em an\u00e1lise com o desejo do analista. Na base da transfer\u00eancia, Lacan aponta para o desejo do analista. A presen\u00e7a fundamental do desejo do analista na transfer\u00eancia se faz sob duas perspectivas. Da perspectiva do pr\u00f3prio analista, o que se chama desejo do analista \u00e9 algo que se produziu nele a partir da experi\u00eancia de seu pr\u00f3prio inconsciente, como resultado de \u201cuma muta\u00e7\u00e3o na economia de seu desejo\u201d (LACAN, 1961\/1992, p.187). O analista \u00e9 \u201cpossu\u00eddo por um desejo mais forte que os desejos que poderiam estar em causa, a saber, de chegar \u00e0s vias de fato com seu paciente, de tom\u00e1-lo nos bra\u00e7os ou atir\u00e1-lo pela janela\u201d (LACAN, 1961\/1992, p.187). Da perspectiva do analisante, o desejo do analista aparece como o desejo do Outro, sob o modo da interroga\u00e7\u00e3o \u201cO que ele quer?\u201d. As duas perspectivas est\u00e3o diretamente conectadas, visto que a presen\u00e7a do desejo do analista como resultado de sua pr\u00f3pria an\u00e1lise \u00e9 condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para que o analisante possa interrogar-se sobre o que quer o analista, ou seja, sobre o desejo do Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A an\u00e1lise busca permitir a emerg\u00eancia do desejo do sujeito. Considerando que \u201co desejo do homem \u00e9 o desejo do Outro\u201d (LACAN, 1964\/1998, p.223), o analisante dever\u00e1 passar pela quest\u00e3o do desejo do Outro, enquanto condi\u00e7\u00e3o constitutiva de seu pr\u00f3prio desejo. A assun\u00e7\u00e3o pelo analista do lugar desse Outro requer que ele seja capaz de deixar fora da cena seu desejo enquanto sujeito, criando uma certa vac\u00e2ncia nesse lugar e remetendo o analisante a seu pr\u00f3prio desejo. \u00c9 justamente o desejo do analista que permite essa opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma importante contribui\u00e7\u00e3o lacaniana ao conceito de transfer\u00eancia \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de sujeito suposto saber. Segundo Lacan: \u201cA transfer\u00eancia \u00e9 impens\u00e1vel, a n\u00e3o ser tomando-se partida do sujeito suposto saber\u201d (LACAN, 1964\/1998, p.239). Al\u00e9m do la\u00e7o propriamente libidinal que envolve analisante e analista, h\u00e1 um la\u00e7o epist\u00eamico que marca a rela\u00e7\u00e3o entre eles. Ao lado da quest\u00e3o \u201co que ele quer?\u201d, estaria a convic\u00e7\u00e3o \u201cele sabe\u201d, em que ao analista seria atribu\u00eddo pelo analisante o papel de sujeito suposto saber. O que ele seria suposto saber? Segundo Lacan, \u201cpura e simplesmente, a significa\u00e7\u00e3o\u201d. Qual significa\u00e7\u00e3o? A significa\u00e7\u00e3o da fala, dos sintomas, enfim, do pr\u00f3prio ser do analisante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como nota Jacques-Alain Miller, \u201co sujeito suposto saber s\u00f3 interv\u00e9m na teoria de Lacan em uma data relativamente tardia, pelos anos de 1964-1965\u201d (MILLER, 1984a\/1999, p.56). Ele destaca que Lacan atribu\u00eda ao sujeito suposto saber o papel de piv\u00f4 da transfer\u00eancia. Sobre o sentido comumente dado \u00e0 express\u00e3o, Miller afirma: \u201cPensou-se que o analisante come\u00e7a supondo que o analista est\u00e1 de posse do saber que lhe concerne, e progressivamente descobre que n\u00e3o \u00e9 assim, mas que a an\u00e1lise se estabelece sobre a base dessa suposi\u00e7\u00e3o\u201d (MILLER, 1984a\/1999, p.56-57). Mas, na verdade, n\u00e3o \u00e9 bem isso, aponta Miller:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSujeito suposto saber n\u00e3o \u00e9 de modo algum, como se imagina, que o psicanalisante, aquele que vem pedir uma psican\u00e1lise, imagine que o psicanalista sabe tudo. [\u2026] Pode at\u00e9 desconfiar de seu psicanalista e, em vez de sup\u00f4-lo t\u00e3o s\u00e1bio, colocar sua capacidade em d\u00favida\u201d (MILLER, 1984a\/1999, p.69).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na origem do sujeito suposto saber, est\u00e1 o convite que se faz ao paciente para dizer tudo o que lhe vem \u00e0 mente, o convite a se entregar \u00e0 associa\u00e7\u00e3o livre. Seria algo que se liga menos \u00e0 pessoa do analista e mais ao dispositivo do tratamento. Isso que se diz sempre quer dizer alguma coisa, mesmo que n\u00e3o saibamos o qu\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o pr\u00f3prio analista faz parte do dispositivo do tratamento, e ele o faz, oferecendo-se para ocupar o lugar de sujeito suposto saber. A suposi\u00e7\u00e3o do saber no analista s\u00f3 ocorre na medida em que o analisante est\u00e1 em busca da verdade sobre si mesmo, sobre seu desejo. Como observa Miller,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c[\u2026] o ouvinte, sua resposta, seu aval, sua interpreta\u00e7\u00e3o decidem o sentido do que \u00e9 dito e, ainda mais [\u2026], a pr\u00f3pria identidade de quem fala. A esse respeito, existe o que Lacan n\u00e3o vacila em chamar de um poder, o poder do analista sobre o sentido\u201d (MILLER, 1984b\/1999, p.73).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse poder invoca uma responsabilidade correlata do analista que \u00e9 a de se pautar pelo sil\u00eancio e de n\u00e3o se \u201cprecipitar a satisfazer a demanda do paciente, que \u00e9 a demanda de: quem sou? qual \u00e9 meu desejo? que quero de verdade?\u201d (MILLER, 1984b\/1999, p.73).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante destacar que oferecer-se para ocupar o lugar de sujeito suposto saber n\u00e3o \u00e9 o mesmo que identificar-se com esse lugar. A an\u00e1lise progressiva da transfer\u00eancia deve desembocar na descoberta do que Lacan designa no t\u00edtulo mesmo de um de seus escritos: \u201cO engano do sujeito suposto saber\u201d (1967\/2003). \u00c9 ent\u00e3o fundamental a presen\u00e7a do desejo do analista, na medida em que ele \u00e9 desejo de \u201cn\u00e3o se identificar com o Outro, de respeitar o que Freud em sua linguagem chama de individualidade do paciente, n\u00e3o ser um ideal, um modelo, um educador, e sim deixar espa\u00e7o para a emerg\u00eancia do desejo do paciente\u201d (MILLER, 1984b\/1999, p.89).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 comum haver no decurso de uma an\u00e1lise varia\u00e7\u00f5es na economia da transfer\u00eancia tomada em seus dois vieses: o libidinal e o epist\u00eamico. Em primeiro plano, est\u00e1 ora o analista como sujeito suposto saber, ora o analista como objeto libidinal. Na pr\u00e1tica, o analista \u00e9 um s\u00f3, mas, dependendo do analisante e do momento que ele vive, a combina\u00e7\u00e3o entre a busca de amor e a busca de saber se apresentar\u00e1 de modo distinto. Miller aponta para uma varia\u00e7\u00e3o no ensino de Lacan no que concerne a essa quest\u00e3o. Se, inicialmente, tinha-se o sujeito suposto saber como piv\u00f4 da transfer\u00eancia, no \u00faltimo Lacan, tem-se a transfer\u00eancia como piv\u00f4 do sujeito suposto saber, ou seja, \u201co que faz existir o inconsciente como saber \u00e9 o amor\u201d (MILLER, 2005, p.18). Em outras palavras, sem o investimento libidinal do analista pelo analisante, n\u00e3o se pode falar em transfer\u00eancia, tampouco se pode produzir a suposi\u00e7\u00e3o de saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 an\u00e1lises em que, j\u00e1 de in\u00edcio, observa-se uma emerg\u00eancia da transfer\u00eancia em seu vi\u00e9s epist\u00eamico. A infla\u00e7\u00e3o do sujeito suposto saber corresponde a uma preemin\u00eancia da interpreta\u00e7\u00e3o e da busca pelo sentido como sendo a chave que permitir\u00e1 o acesso do sujeito \u00e0 sua verdade mais \u00edntima, ao seu desejo. \u00c9 como se ali se tratasse somente de uma decifra\u00e7\u00e3o ou de uma pesquisa cujo termo garantiria a conquista da verdade do sujeito e a solu\u00e7\u00e3o de seus sintomas. Com o decurso do tratamento, por vezes, ocorre uma defla\u00e7\u00e3o do sentido e surge a possibilidade de se reservar um lugar para o sem sentido ou para algo que n\u00e3o se sabe, nem se saber\u00e1. Tem-se, ent\u00e3o, o reconhecimento de um papel maior \u00e0 transfer\u00eancia em seu vi\u00e9s libidinal. \u00c9 porque o analisante investe o analista como objeto libidinal que seu inconsciente se atualiza ali, na sess\u00e3o de an\u00e1lise. E ainda que o significado de muita coisa possa escapar a ambos, essa atualiza\u00e7\u00e3o do inconsciente e o tratamento que lhe \u00e9 dado pelo analista geram efeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se tra\u00e7ar um paralelo entre essas an\u00e1lises em que a busca pelo significado assume inicialmente um papel predominante e a evolu\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica psicanal\u00edtica, descrita por Freud, no Cap\u00edtulo III de \u201cAl\u00e9m do princ\u00edpio de prazer\u201d. Inicialmente, a psican\u00e1lise era, sobretudo, uma arte interpretativa. Visava-se a descobrir representa\u00e7\u00f5es inconscientes e torn\u00e1-las conscientes. Visto que, em muitos casos, isso era insuficiente para produzir a cura, a an\u00e1lise passou a cuidar n\u00e3o s\u00f3 da rememora\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m da repeti\u00e7\u00e3o do material reprimido. O trabalho do analista envolve n\u00e3o s\u00f3 buscar o sentido oculto na fala do analisante, mas tamb\u00e9m manejar a neurose de transfer\u00eancia e a atua\u00e7\u00e3o do analisante, tomado pela compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o. Na verdade, desde o relato do tratamento de Anna O. por Breuer, sabemos que o desafio maior que se apresenta ao analista n\u00e3o est\u00e1 no trabalho interpretativo, e sim no manejo da transfer\u00eancia como investimento libidinal do analista pelo analisante. Mais do que escutar, o analista deve estar preparado para suportar ser objeto do amor e do \u00f3dio que lhe poder\u00e1 dirigir o analisante. \u00c9 somente o percurso efetuado em sua an\u00e1lise pessoal que possibilitar\u00e1 ao analista n\u00e3o se precipitar nos desfiladeiros da transfer\u00eancia, manejando-a de modo a fazer o analisante deparar-se com a quest\u00e3o em jogo no seu desejo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">LACAN, Jacques. (1958) \u201cA dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder\u201d, In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999. p.591-652.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">______. (1961) O Semin\u00e1rio, livro 8: a transfer\u00eancia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">______. (1964) O Semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">______. (1967) \u201cO engano do sujeito suposto saber\u201d, In: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. p.329-340.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">LAGACHE, Daniel. (1952) La teoria de la transferencia. Buenos Aires: Ediciones Nueva Visi\u00f3n, 1975.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">MILLER, Jacques-Alain. (1984a) \u201cA transfer\u00eancia de Freud a Lacan\u201d, In: Percurso de Lacan: uma introdu\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999. p.55-71.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">______. (1984b) \u201cA transfer\u00eancia: o sujeito suposto saber\u201d, In: Percurso de Lacan: uma introdu\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999. p.72-89.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">______. \u201cUma fantasia\u201d, Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, n.42, 2005, p.7-18.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">i Este trabalho come\u00e7ou a ser produzido ao t\u00e9rmino da Unidade I \u2013 O tratamento psicanal\u00edtico \u2013 do Curso de Psican\u00e1lise do IPSM-MG, ministrada por Helenice de Castro e Lilany Pacheco, no segundo semestre de 2010. Agrade\u00e7o a S\u00e9rgio Laia pela orienta\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><\/h6>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>Alex Keine De Almeida Sebasti\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Mestre em Filosofia, aluno do Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais. E-mail:\u00a0<span id=\"cloak7184baf243a67c0037aaf4ad2740413f\"><a href=\"mailto:keine74@uol.com.br\">keine74@uol.com.br<\/a><\/span>.<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALEX KEINE DE ALMEIDA SEBASTI\u00c3O A transfer\u00eancia foi tomada por Lacan como um dos conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Enquanto a import\u00e2ncia da transfer\u00eancia sempre foi reconhecida ao longo da hist\u00f3ria da psican\u00e1lise, seu significado foi objeto de controv\u00e9rsias entre linhas te\u00f3ricas diversas. 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