{"id":53,"date":"2024-02-01T08:03:38","date_gmt":"2024-02-01T10:03:38","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=53"},"modified":"2024-02-01T08:03:38","modified_gmt":"2024-02-01T10:03:38","slug":"porque-instituto-de-psicanalise-e-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2024\/02\/01\/porque-instituto-de-psicanalise-e-saude-mental\/","title":{"rendered":"Porque Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental"},"content":{"rendered":"<p>ANTONIO BENETI<\/p>\n<p>A sa\u00fade mental tem se constitu\u00eddo em um campo no qual o analista teria que intervir, a partir de sua \u00e9tica, e frequentar, como um imperativo \u00e9tico da orienta\u00e7\u00e3o lacaniana \u2014 sobretudo nestes tempos de globaliza\u00e7\u00e3o e discurso da ci\u00eancia. N\u00e3o se trata mais da quest\u00e3o colocada h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, a de trabalhar nas institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade mental para ir ao encontro da cl\u00ednica da psicose, em um \u201cn\u00e3o-recuo diante da psicose\u201d, nem pela quest\u00e3o da cl\u00ednica psicanal\u00edtica com crian\u00e7as. Estamos em um outro tempo. Devemos ter clareza sobre nossa posi\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o a partir de diretrizes que essa orienta\u00e7\u00e3o nos permite tra\u00e7ar. No Brasil, tivemos o tempo da difus\u00e3o do ensino de Lacan, de estabelecimento de uma cl\u00ednica lacaniana, da cria\u00e7\u00e3o da Escola e, agora, da cria\u00e7\u00e3o dos Institutos e de uma inser\u00e7\u00e3o dos analistas lacanianos no campo da sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, desde que esta est\u00e1 exclu\u00edda dos antecedentes do analista na sua forma\u00e7\u00e3o pr\u00e9via universit\u00e1ria, vamos nos deter no tempo do analista em forma\u00e7\u00e3o e de sua participa\u00e7\u00e3o nesse campo como \u201canalista praticante\u201d.<\/p>\n<p>Alguns textos a que pudemos ter acesso, tais como\u00a0\u201c<a href=\"http:\/\/ebpmg.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/edicao_13.pdf\">O analista cidad\u00e3o<\/a>\u201d\u00a0(LAURENT) e\u00a0\u201c<a href=\"http:\/\/ebpmg.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/edicao_13.pdf\">Sa\u00fade mental e ordem p\u00fablica<\/a>\u201d\u00a0(MILLER), al\u00e9m de nosso pr\u00f3prio percurso nesse campo, nos d\u00e3o, aqui, a orienta\u00e7\u00e3o lacaniana e nossa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses dois textos nos trazem com clareza a defini\u00e7\u00e3o, a partir da psican\u00e1lise, do campo da sa\u00fade mental e da posi\u00e7\u00e3o do analista de hoje, lacaniano, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com Miller, encontramos a defini\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental como ordem p\u00fablica. O desenvolvimento que encontramos dessa conceitua\u00e7\u00e3o em seu texto, a partir de nossa leitura, se inicia com a no\u00e7\u00e3o de responsabilidade e o sujeito resposta, sujeito de pleno direito. O psicanalista, desde que n\u00e3o seja um trabalhador da sa\u00fade mental, n\u00e3o pode prometer, dar nem garantir a sa\u00fade mental definida como ordem p\u00fablica. \u00c0 ordem p\u00fablica interessa saber, desses trabalhadores, quais indiv\u00edduos podem circular livremente pelo espa\u00e7o do social e quais n\u00e3o podem se responsabilizar por seus atos nesse espa\u00e7o, tendo de ser definidos como sujeitos de n\u00e3o-pleno direito a partir de seu comportamento.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise se endere\u00e7a aos doentes mentais, em que h\u00e1 um sujeito de pleno direito, j\u00e1 nos colocando a primeira quest\u00e3o sobre o lugar e a fun\u00e7\u00e3o do analista na institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental, quando nos lembramos da \u201cmoral lacaniana\u201d proposta por J-A.Miller, que afirma \u201ctem um sujeito no doente\u201d sem definir, a\u00ed, se o sujeito em quest\u00e3o seria de pleno direito ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais adiante, no texto, encontramos a sa\u00fade mental como uma perturba\u00e7\u00e3o estrutural do f\u00edsico, do mental e do social. Ter\u00edamos, a\u00ed, um retorno ao doente como um ser biopsicosocial? N\u00e3o, desde que, como analistas, ter\u00edamos que pensar essa tr\u00edade considerando-a corpo-sujeito do inconsciente, Outro do social, da cultura. Miller, com Lacan, colocar\u00e1 o mental como um \u00f3rg\u00e3o que se interp\u00f5e entre a realidade e o real: um \u201cguia de vida\u201d, dizendo que o mental est\u00e1 em n\u00f3s desde o in\u00edcio e ressaltando que o inconsciente n\u00e3o \u00e9 o mental. O texto termina afirmando a sa\u00fade como o \u201csil\u00eancio dos \u00f3rg\u00e3os\u201d e que a psican\u00e1lise tem uma grande efic\u00e1cia para colocar em desordem o mental e o f\u00edsico, desde que o inconsciente, campo de a\u00e7\u00e3o do analista, se difira radicalmente do mental como psique.<\/p>\n<p>Essa \u00faltima afirma\u00e7\u00e3o nos coloca a quest\u00e3o de sabermos qual \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do analista nesse campo do mental: coloc\u00e1-lo em desordem? Se a psican\u00e1lise tem essa efic\u00e1cia, ter\u00edamos uma posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 ordem social e n\u00e3o haveria raz\u00e3o alguma para o Estado, atrav\u00e9s dos gestores de Sa\u00fade nos servi\u00e7os p\u00fablicos, abrir as portas para os analistas ou suport\u00e1-los no seu espa\u00e7o quando sua presen\u00e7a fosse detectada.<\/p>\n<p>No outro texto, \u201canalista-cidad\u00e3o\u201d \u00e9 o significante que ordena a posi\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea do analista no campo da sa\u00fade mental sob orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, no mundo globalizado movido pelos discursos da ci\u00eancia e do capitalismo, nestes tempos de decl\u00ednio do pai, dos ideais que comandavam o sujeito na sua rela\u00e7\u00e3o com o Outro da cultura. O que nos traz \u00c9ric Laurent?<\/p>\n<p>Houve uma \u00e9poca em que o analista, como \u201cm\u00e1quina de desidentifica\u00e7\u00e3o\u201d, exce\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a todos os outros cidad\u00e3os, construiu um ideal de marginaliza\u00e7\u00e3o social da psican\u00e1lise \u2014 um ideal de analista concebido como o marginal, o in\u00fatil, que n\u00e3o serve para nada \u2014 somente para uma posi\u00e7\u00e3o de den\u00fancia de todos os que servem para algo. O analista vazio, desprovido das identifica\u00e7\u00f5es, apagado, morto. Quase como um toxic\u00f4mano da psican\u00e1lise, dir\u00edamos n\u00f3s, a se sustentar num gozo c\u00ednico, ou numa posi\u00e7\u00e3o c\u00ednica, a exemplo do toxic\u00f4mano em sua rela\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o ao discurso capitalista. O analista contempor\u00e2neo deve intervir nos sintomas de seu tempo saindo da posi\u00e7\u00e3o do analista especialista da desidentifica\u00e7\u00e3o para a posi\u00e7\u00e3o do analista-cidad\u00e3o, o que implica o trabalho conjunto com outros cidad\u00e3os, profissionais conectados ao campo da sa\u00fade mental, numa posi\u00e7\u00e3o de \u201cajuda\u201d \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o com respeito \u00e0 articula\u00e7\u00e3o entre o universal das normas e o singular, o \u201cmenos-um\u201d das particularidades do sujeito.<\/p>\n<p>O analista, mais al\u00e9m das paix\u00f5es narcisistas da diferen\u00e7a, tem que ajudar, por\u00e9m com outros, sem pensar que \u00e9 o \u00fanico nessa posi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 lugar para analistas independentes ou \u201cautistas\u201d. No nosso mundo contempor\u00e2neo, os analistas s\u00e3o os \u00fanicos que escutam e, portanto, devem saber transmitir a particularidade, o \u201cmenos-um\u201d de cada cura, o caso-a-caso. Torna-se, ent\u00e3o, necess\u00e1rio pedir, trabalhar, lutar por uma rede assistencial sustentada pelo matema da cl\u00ednica (U-1). Consideramos ainda que, no mundo de hoje, s\u00f3 resta, diante da queda dos ideais, o debate democr\u00e1tico, do qual o analista deve participar ativamente, sempre a partir de sua \u00e9tica.<\/p>\n<p>A cultura mudou com a globaliza\u00e7\u00e3o. Devemos participar dos comit\u00eas de \u00e9tica e das equipes multidisciplinares, no campo da sa\u00fade mental, bem como nos posicionar no campo da cultura e das opini\u00f5es, refutando, por sua vez, as cr\u00edticas \u00e0 psican\u00e1lise demonstrando a experi\u00eancia e enfrentando o fantasma das avalia\u00e7\u00f5es, efic\u00e1cias e estat\u00edsticas, sobretudo nos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade mental, sempre considerando que a ci\u00eancia modifica os ideais.<\/p>\n<p>Trata-se de demonstrar que a boa lei, a boa regra, ser\u00e1 sempre furada pelo real, pela falta no campo do Outro. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m n\u00e3o perder tempo com a quest\u00e3o da distin\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e psicoterapia: a psicoterapia n\u00e3o tem consist\u00eancia te\u00f3rica nem pr\u00e1tica. Se as institui\u00e7\u00f5es se referem aos analistas como psicoterapeutas, que se aceite isso e se trabalhe como analistas. A quest\u00e3o \u00e9 trabalhar no sentido de instalar a transfer\u00eancia e manej\u00e1-la utilizando os efeitos terap\u00eauticos dessa instala\u00e7\u00e3o com a interpreta\u00e7\u00e3o. A psicoterapia, de qualquer forma, \u00e9 uma maneira de se manter a dimens\u00e3o subjetiva no campo da sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Temos de se fazer reconhecer a validade do discurso anal\u00edtico tanto no n\u00edvel te\u00f3rico quanto no pr\u00e1tico. O te\u00f3rico, n\u00f3s o reservamos \u00e0 Escola, na valida\u00e7\u00e3o dos efeitos de uma an\u00e1lise no n\u00edvel do passe, dando-os a conhecer aos nossos interlocutores. H\u00e1 um segundo modo, o da validade terap\u00eautica dos tratamentos que se praticam nas institui\u00e7\u00f5es, fazendo os seus seguimentos. No n\u00edvel dos Institutos, com seus conv\u00eanios com as universidades e outras institui\u00e7\u00f5es, fazemos valorizar e reconhecer essa forma\u00e7\u00e3o com a distribui\u00e7\u00e3o dos diplomas, divulgando e introduzindo nossos pr\u00f3prios programas. Some-se a esses tr\u00eas n\u00edveis as alian\u00e7as que devemos fazer contra a segrega\u00e7\u00e3o, o discurso da exclus\u00e3o. \u00c9 assim que, em Minas Gerais, participamos das iniciativas culturais, como o F\u00f3rum de Sa\u00fade Mental. Uma verdadeira frente de reflex\u00e3o contra o discurso da exclus\u00e3o e seus estragos, sem perder tempo em pelejas contra psiquiatras, psicoterapeutas, trabalhadores da sa\u00fade mental, entre outros. No n\u00edvel do diagn\u00f3stico, sabemos da simplifica\u00e7\u00e3o da cl\u00ednica que o modelo bioqu\u00edmico contempor\u00e2neo do discurso da ci\u00eancia promove. \u00c9 necess\u00e1rio, contudo, operarmos sempre com os cinco n\u00edveis freudianos: as tr\u00eas neuroses e as duas psicoses.<\/p>\n<p>Num \u00faltimo ponto, temos a interlocu\u00e7\u00e3o com as ind\u00fastrias farmac\u00eauticas e as companhias de seguros, os sistemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Afinal, temos a\u00ed um manual do analista combatente? Talvez, mas pensamos que n\u00e3o. Trata-se, na verdade, dos princ\u00edpios \u00e9ticos que determinam nossa posi\u00e7\u00e3o, regram e orientam nossa a\u00e7\u00e3o no campo da sa\u00fade mental, como analistas-cidad\u00e3os em contraposi\u00e7\u00e3o ao analista vazio, marginal, restrito a uma encarna\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina de desidentifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir dessa orienta\u00e7\u00e3o que, em Minas Gerais, fundamos o Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental, a partir de um desejo da Escola, para ser um \u201caguilh\u00e3o da Escola\u201d, referenciado a ela. Nesse sentido, ele poderia se chamar t\u00e3o somente Instituto de Psican\u00e1lise de Minas Gerais. Nota-se que o significante \u201csa\u00fade mental\u201d vem atrelado ao significante \u201cpsican\u00e1lise\u201d j\u00e1 para marcar uma posi\u00e7\u00e3o e sua pr\u00f3pria transmiss\u00e3o. \u00c9ric Laurent, em seu texto \u201cConcepciones de la cura en psicoanalisis\u201d, lembra-nos que<\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o h\u00e1 um \u00e2mbito da extens\u00e3o da cl\u00ednica no qual Lacan n\u00e3o tenha estimulado seus disc\u00edpulos a investigar, mantendo o di\u00e1logo com os praticantes nesses campos, estimulando seus descobrimentos e impulsionando-os a apresentarem os seus resultados de modo sistem\u00e1tico, chegando a mostrar a coer\u00eancia dessa investiga\u00e7\u00e3o de fronteiras com o n\u00facleo mais s\u00f3lido da experi\u00eancia freudiana e os ensaios que dela podem deduzir-se no tocante \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da cura em intens\u00e3o (LAURENT, 1981).<\/p><\/blockquote>\n<p>Por ocasi\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o do Instituto, consideramos que t\u00ednhamos diante de n\u00f3s um campo privilegiado para a psican\u00e1lise em extens\u00e3o, no que tangia \u00e0 cl\u00ednica: o campo da sa\u00fade mental, com a inser\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios psicanalistas e psicanalistas em forma\u00e7\u00e3o vinculados \u00e0 Escola nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, para adultos e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Por outro lado, sabendo da cl\u00ednica desenvolvida nessas institui\u00e7\u00f5es, pensamos que, nesse campo, ter\u00edamos a possibilidade do encontro e da investiga\u00e7\u00e3o dos casos cl\u00ednicos marcados pelos sintomas contempor\u00e2neos, marcados pelo que aprendemos, por meio do ensino de Lacan, a chamar de supl\u00eancias. Ou seja, o encontro e a investiga\u00e7\u00e3o dos casos chamados inclassific\u00e1veis, que comp\u00f5em o cen\u00e1rio do que chamamos \u201csegunda cl\u00ednica de Lacan\u201d.<\/p>\n<p>Acrescentemos a isso a quest\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o mesma do discurso anal\u00edtico n\u00e3o restrito ao consult\u00f3rio dos analistas, n\u00e3o o segregando em rela\u00e7\u00e3o aos outros discursos, mas colocando nesse campo a possibilidade de enfrentamento do discurso da ci\u00eancia nestes tempos de globaliza\u00e7\u00e3o, em que a cl\u00ednica poderia se restringir a um universal que exclui a particularidade do caso-a-caso, do um-a-um.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANTONIO BENETI A sa\u00fade mental tem se constitu\u00eddo em um campo no qual o analista teria que intervir, a partir de sua \u00e9tica, e frequentar, como um imperativo \u00e9tico da orienta\u00e7\u00e3o lacaniana \u2014 sobretudo nestes tempos de globaliza\u00e7\u00e3o e discurso da ci\u00eancia. 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