{"id":542,"date":"2012-08-17T06:51:47","date_gmt":"2012-08-17T09:51:47","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=542"},"modified":"2012-08-17T06:51:47","modified_gmt":"2012-08-17T09:51:47","slug":"fracasso-e-transferencia-entre-a-cura-e-o-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2012\/08\/17\/fracasso-e-transferencia-entre-a-cura-e-o-tratamento\/","title":{"rendered":"Fracasso E Transfer\u00eancia: Entre A Cura E O Tratamento"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><strong>GUSTAVO RODRIGUES BORGES DE ARA\u00daJO<\/strong><\/h6>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p>Observa-se que, atualmente, o tema do fracasso est\u00e1 em voga. Fala-se sobre o fracasso das institui\u00e7\u00f5es, fracasso escolar, do ensino, do pai, etc. Trata-se de uma nomea\u00e7\u00e3o proveniente do Outro para um conjunto de falhas que, sob o nome de fracasso, se alastrou, substantivando tudo aquilo de que n\u00e3o se d\u00e1 conta. A partir disso, encontram-se in\u00fameras demandas de cura \u2014 em seu mais estrito sentido, ou seja, eliminar a causa da enfermidade \u2014 do fracasso, feitas aos mais diversos profissionais. No \u00e2mbito escolar, v\u00ea-se, com frequ\u00eancia, o recurso \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, para curar o aluno de seu fracasso, no caso, com o uso desenfreado da Ritalina, por exemplo. N\u00e3o \u00e9 esse o caso da psican\u00e1lise, pois, com ela, aposta-se na hip\u00f3tese do inconsciente. A suposi\u00e7\u00e3o do inconsciente muda tudo, principalmente pelo fato de que n\u00e3o h\u00e1 cura [Heilung] do inconsciente, n\u00e3o se cura do gozo ou da singularidade, mas se pode arriscar um poss\u00edvel tratamento [Behandlung]. Em se tratando dessa cura, estar\u00edamos j\u00e1 fadados ao fracasso. \u00c9 nesse sentido que fomos instigados a perguntar se o fracasso n\u00e3o \u00e9 uma refer\u00eancia pr\u00f3pria \u00e0 pr\u00e1tica psicanal\u00edtica ou, mais ainda, a condi\u00e7\u00e3o pela qual se d\u00e1 a possibilidade de analisar, uma vez que precede a rela\u00e7\u00e3o transferencial que toma lugar na cl\u00ednica. Sendo assim, n\u00e3o seria o fracasso uma condi\u00e7\u00e3o para a psican\u00e1lise?<\/p>\n<p>Como se sabe, o nascimento da psican\u00e1lise se deu em virtude do fracasso do saber m\u00e9dico. Os sintomas hist\u00e9ricos do s\u00e9culo XIX, os quais demandavam ao saber vigente da medicina uma cura, foram os objetos iniciais de interesse psicanal\u00edtico que possibilitaram a Sigmund Freud desenvolver aquilo que seria seu legado cient\u00edfico (uma pr\u00e1tica, uma t\u00e9cnica e uma teoria), cujo referencial n\u00e3o era um saber profissionalizado (t\u00e9cnico), direcionado \u00e0 simples proscri\u00e7\u00e3o dos sofrimentos dos pacientes, mas o pr\u00f3prio n\u00e3o-saber (imposs\u00edvel de se profissionalizar), que viabiliza a emerg\u00eancia do inconsciente. O comportamento singular dos neur\u00f3ticos, Freud (1911-1913\/2010, p.190) ir\u00e1 dizer, se constitui na vincula\u00e7\u00e3o do saber consciente com o n\u00e3o saber, efeito do inconsciente. Constata-se, ent\u00e3o, que a psican\u00e1lise opera, desde o in\u00edcio do seu desenvolvimento, a partir do fracasso existente em outros campos do saber e aproveitando-se disso para firmar seu discurso em torno do objeto a. A isso se inclui o que bem apontou Jacques Lacan, sobre a \u201cescroqueria psicanal\u00edtica\u201d, em seu Semin\u00e1rio 24: \u201cA psican\u00e1lise \u00e9 talvez uma escroqueria, mas n\u00e3o qualquer uma \u2014 \u00e9 uma escroqueria que incide justamente em rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 o significante, ou seja, alguma coisa bem especial que tem efeitos de sentido\u201d (LACAN, 1977, in\u00e9dito). Acrescenta-se a isso que a especificidade da psican\u00e1lise, em certo sentido, \u00e9, como tamb\u00e9m diz Lacan (1967\/2003), a raz\u00e3o de um fracasso.<\/p>\n<p>O retorno \u00e0s hist\u00e9ricas cl\u00e1ssicas permite constatar que elas instalaram uma inc\u00f3gnita no processo de cura delimitado pelo saber m\u00e9dico. Pela medicina, encontra-se a sintomatologia correlacionada \u00e0 etiologia org\u00e2nica e, consequentemente, uma t\u00e9cnica para eliminar a causa da enfermidade. Percebe-se que todo esse caminho visa \u00e0 cura, que, por sua vez, encontra-se no final desse processo cl\u00ednico. E foi, justamente, nesse final, que o enigma hist\u00e9rico sabotou o saber m\u00e9dico, pois, no meio do caminho, n\u00e3o se encontrou a causa da mol\u00e9stia. Para Freud (1914\/2004, p.106), \u201cprecisamos amar para n\u00e3o adoecer, e iremos adoecer se, em conseq\u00fc\u00eancia de impedimentos, n\u00e3o pudermos amar\u201d, isto \u00e9, a enfermidade se instala no campo do amor. \u00c9 exatamente nesse espa\u00e7o que devemos ser amadores, como diz C\u00e9lio Garcia, \u201cnas coisas do amor, tem-se que ser amador\u2026 \u00e9 o \u00fanico campo onde n\u00e3o se pode ser profissional\u201d (GARCIA, 1982, p.67).<\/p>\n<p>Eis que, na psican\u00e1lise, encontra-se, contudo, a cura desalojada de sua finalidade cl\u00ednica org\u00e2nica e reinserida no in\u00edcio do tratamento [Behandlung] como uma demanda decisiva para a entrada em an\u00e1lise, pois da\u00ed se constitui um desejo de cura. Assinala-se que a diferen\u00e7a entre cura e tratamento \u00e9 um tema central dos Artigos sobre a t\u00e9cnica:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>O primeiro m\u00f3vel da terapia \u00e9 o sofrimento do paciente, e o desejo de cura [Heilungswunsch] da\u00ed resultante. [\u2026] mas a for\u00e7a motriz mesma deve se conservar at\u00e9 o fim do tratamento [Behandlung]; cada melhora produz uma diminui\u00e7\u00e3o dela. Por si s\u00f3, no entanto, ela \u00e9 incapaz de eliminar a doen\u00e7a (FREUD, 1913\/2010, p.191).<\/em><\/p>\n<p>Conclui-se disso n\u00e3o s\u00f3 que a cura se encontra fora do objetivo final de um tratamento psicanal\u00edtico, mas tamb\u00e9m que \u00e9 necess\u00e1rio a presen\u00e7a do desejo de se curar para que haja tratamento. De certa forma, a regress\u00e3o dessa for\u00e7a motriz \u2014 que \u00e9 o desejo de cura \u2014 \u00e9 equivalente a isso que Freud nomeia de Behandlung. O que se tem, ent\u00e3o, em psican\u00e1lise, \u00e9 que a diminui\u00e7\u00e3o do desejo de cura apresenta-se como o pr\u00f3prio processo anal\u00edtico, que, ao inv\u00e9s de promover a cura do inconsciente, apresenta uma forma de trat\u00e1-lo[1].<\/p>\n<p>Freud (1938\/1996) havia, h\u00e1 muito, identificado a cura [Heilung] a algo t\u00e3o imposs\u00edvel quanto educar ou governar. Ele destacou, quanto a isso, que o analista deve estar advertido de que chegar\u00e1 a resultados insatisfat\u00f3rios. Podemos pensar que esses tr\u00eas imposs\u00edveis \u2014 curar, educar e governar \u2014 s\u00e3o designados como tais por se constitu\u00edrem como um ideal de igualdade que procura eclipsar a singularidade, l\u00e1 onde se pode localizar a no\u00e7\u00e3o de fracasso.<\/p>\n<p>O fracasso \u00e9 introduzido, na vida sexual infantil, pelo Outro, que representa a lei. A respeito da sexualidade infantil, mais especificamente, quanto aos amores incestuosos, Freud diz, em \u201cBatem numa crian\u00e7a\u201d algo interessante:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>O mais prov\u00e1vel \u00e9 que desapare\u00e7am [os amores incestuosos] porque seu tempo acabou, porque as crian\u00e7as entram em nova fase de desenvolvimento, na qual s\u00e3o obrigadas a repetir a repress\u00e3o da escolha incestuosa de objeto que houve na hist\u00f3ria da humanidade, como anteriormente haviam sido levadas a empreender tal escolha de objeto (FREUD, 1919\/2010, p.306-307).<\/em><\/p>\n<p>Levando-se em conta o que se sabe sobre o inconsciente, como lugar do saber, do discurso do mestre, e o que atesta Freud nessa afirma\u00e7\u00e3o, pode-se supor que o fracasso da escolha incestuosa esteja diretamente relacionado \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do Outro e do pr\u00f3prio real (que est\u00e1 a\u00ed para todos), que, de diversas maneiras, se faz como uma marca recoberta de significantes insuficientes para o sujeito. Uma ferida narc\u00edsica se inscreve a partir da\u00ed. A perda desse amor infantil, essa perda primordial, ser\u00e1 o ponto-chave para que se desenvolva a rela\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica, pois se abre a possibilidade da pr\u00f3pria transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Para o sujeito que, em virtude de seu sofrimento, busca uma an\u00e1lise, o saber alojado no inconsciente \u00e9 o lugar de onde se fala, e a transfer\u00eancia \u00e9 o meio de acesso a isso. Nessa rela\u00e7\u00e3o, os amores fracassados podem ser revisitados em sua representa\u00e7\u00e3o, a partir da presen\u00e7a do analista. Assim, lembra Michel Silvestre, \u201ca transfer\u00eancia opera o milagre de faz\u00ea-lo crer que se trata de algo novo\u201d (SILVESTRE, 1989, p.16). \u00c9 exatamente essa a aposta da psican\u00e1lise, uma nova repeti\u00e7\u00e3o que exponha o fracasso. Em fun\u00e7\u00e3o de uma suposi\u00e7\u00e3o de saber localizado no analista, o desejo de cura do analisante encontra seu enlace prop\u00edcio ao tratamento. Espera-se que a transfer\u00eancia seja o meio de mudar essa posi\u00e7\u00e3o do analisante, de se curar e de situ\u00e1-lo na vertente do tratamento, que se constitui, em outras palavras, como uma mudan\u00e7a subjetiva de lugar.<\/p>\n<p>Na psican\u00e1lise, o encontro entre o psicanalista e o psicanalisando \u00e9 singular, pois se comp\u00f5e de singularidades. \u00c9 imprescind\u00edvel, para a dire\u00e7\u00e3o de um tratamento, a sugest\u00e3o de Jacques Lacan, introduzida na suposta intersubjetividade da rela\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, de que a transfer\u00eancia \u00e9 constitu\u00edda de uma imparidade, a qual nomeou com uma palavra que ter\u00edamos de buscar na l\u00edngua inglesa, Odd[2]. O termo ainda remete a uma certa estranheza, que poderia ser relacionada ao pr\u00f3prio Unheimlich, o familiar, e ao estranhamento com que se vive o gozo. Mas Lacan caracteriza a psican\u00e1lise dessa maneira para dizer que n\u00e3o \u00e9 na intersubjetividade que o fen\u00f4meno da transfer\u00eancia se inscreve. \u00c9, antes de tudo, na pr\u00f3pria disparidade e estranheza existentes entre os sujeitos em jogo em uma rela\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica, que, de forma sempre inesperada, estar\u00e3o sob o fen\u00f4meno da transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Pensa-se, portanto, como deveria ser a dire\u00e7\u00e3o de um tratamento psicanal\u00edtico. Curar-se dessa singularidade \u00e9 um imperativo de igualdade e constitui um ponto de impossibilidade. Acredita-se que a psican\u00e1lise seja uma possibilidade de que essa singularidade seja escutada e perdure ao longo do tratamento anal\u00edtico, ao final do qual se produz um saber. Sendo assim, seria um tratamento cuja cura n\u00e3o \u00e9 seu centro, mas sim o cont\u00e1gio (sua prolifera\u00e7\u00e3o e continua\u00e7\u00e3o) do fracasso dos amores infantis, da perda de objetos em virtude do real. O efeito do procedimento freudiano da transfer\u00eancia \u00e9 a preval\u00eancia da singularidade que envolve o inconsciente, para o qual n\u00e3o h\u00e1 cura.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao desejo de cura, a psican\u00e1lise fracassa, pois n\u00e3o h\u00e1 como oferecer a essa demanda o objeto capaz de supri-la, que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, seria a Coisa freudiana [Das Ding]. \u201cMais do que ao m\u00e9dico, a cura [Heilung] cabe ao destino, que pode arranjar um substituto para a perdida possibilidade de satisfa\u00e7\u00e3o\u201d (FREUD, 1912\/2010, p.230), j\u00e1 dizia Freud. Estamos, pois, diante do real. A probabilidade mais acess\u00edvel ao analista, para lidar com o real, na cl\u00ednica, \u00e9 pela via da transfer\u00eancia e de seu manejo, pois, nesse procedimento, conduz-se o sujeito ao tratamento capaz de suscitar a repeti\u00e7\u00e3o ante a insist\u00eancia do real. Isso \u00e9 o que Lacan prop\u00f5e ao dizer que:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Por conseguinte, tudo depende de se o real insiste. Para ele, \u00e9 necess\u00e1rio que a psican\u00e1lise fracasse. H\u00e1 que se reconhecer que se v\u00e1 por esse caminho e que, portanto, tenha grandes probabilidades de seguir sendo um sintoma, de crescer e multiplicar-se (LACAN, 1974\/1980, p.169, tradu\u00e7\u00e3o do autor).<\/em><\/p>\n<p>Essa frase parece ecoar o dito de Freud \u2013 citado por Lacan em \u201cA coisa freudiana\u201d \u2013 que declara, ao avistar a costa americana, na viagem que o levaria a proferir as confer\u00eancias, \u201celes n\u00e3o sabem que lhe estamos trazendo a peste\u201d (LACAN, 1955\/1998, p.404). Essa frase deveria ser interpretada, a partir da transfer\u00eancia claramente existente entre os acad\u00eamicos da Universidade Clark e Freud. O intuito deste era, sem d\u00favida, apostar em um outro caminho, para o tratamento das doen\u00e7as nervosas, que n\u00e3o descartasse o fracasso frente ao saber terap\u00eautico da \u00e9poca \u2014 cuja cura se apoiava na elimina\u00e7\u00e3o dos sintomas. Assim, para a psican\u00e1lise, o sintoma deve subsistir ao tratamento.<\/p>\n<p>Se o fracasso j\u00e1 est\u00e1 dado desde a dissipa\u00e7\u00e3o dos amores incestuosos, logo, \u00e9 poss\u00edvel pensar que a transfer\u00eancia seja da ordem da peste, quando correlacionada ao fracasso. Afinal, \u00e9 por meio dela que o inconsciente pode ser escutado, e o sintoma, como diz Lacan, pode \u201ccrescer e multiplicar-se\u201d.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise n\u00e3o existe somente em raz\u00e3o do fracasso de outros saberes, mas tamb\u00e9m do pr\u00f3prio fracasso da vida sexual infantil, que \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para que exista transfer\u00eancia e, portanto, o tratamento anal\u00edtico. Mas, diferentemente da medicina, a psican\u00e1lise n\u00e3o visa a curar o paciente, mas sim a trat\u00e1-lo em sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente. Assim, mesmo ap\u00f3s uma an\u00e1lise, o fracasso continua a existir, e existir\u00e1 enquanto o real insistir. N\u00e3o se encontra, no analista, esse objeto perdido primordialmente, ou, em outras palavras, o analista n\u00e3o \u00e9 a coisa [Das Ding]. Isso constitui o ponto essencial da an\u00e1lise \u2014 fazer perdurar o fracasso e produzir um saber a partir dele. Pergunta-se, finalmente: o fracasso poderia ser tomado como ponto constituinte do aparelho ps\u00edquico?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>[1] Na cl\u00ednica, observa-se, com frequ\u00eancia, que essa mudan\u00e7a de desejo de cura para o tratamento do inconsciente \u00e9 um ponto crucial para os neur\u00f3ticos em an\u00e1lise, pois da\u00ed se apresenta a alternativa de aceitar o saber inconsciente e assim continuar com o tratamento ou de renunciar a este. Muitos \u201coptam\u201d pela \u00faltima e procuram outras maneiras de apaziguar esse desejo, sendo uma delas o uso de medicamentos.<br \/>\n[2] Cf. O Semin\u00e1rio, livro 8 (1960\/1992).<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1914\/2004). \u201c\u00c0 guisa de introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo\u201d, In:. Obras completas de Sigmund Freud. Escritos sobre a psicologia do inconsciente, Rio de Janeiro: Imago, v.1, p.95-132.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1937\/1996). \u201cAn\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel\u201d, In: Obras completas de Sigmund Freud. Mois\u00e9s e o monote\u00edsmo, esbo\u00e7o de psican\u00e1lise e outros trabalhos, Rio de Janeiro: Imago, v.23, p.239-287<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1917-1920\/2010). \u201cBatem numa crian\u00e7a\u201d, In: Hist\u00f3ria de uma neurose infantil: (\u201cO homem dos lobos\u201d): Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer e outros textos, S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, p.293-327<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1912\/2010). \u201cDin\u00e2mica da transfer\u00eancia\u201d, In: Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paran\u00f3ia relatado em autobiografia: (\u201cO caso Schreber\u201d): Artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos (1911-1913), S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, p.133-146<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1911-1913\/2010). \u201cObserva\u00e7\u00f5es sobre o amor de transfer\u00eancia\u201d, In: Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paran\u00f3ia relatado em autobiografia: (\u201cO caso Schreber\u201d): Artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos, S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, p.210-228<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1911-1913\/2010). \u201cO in\u00edcio do tratamento\u201d, In: Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paran\u00f3ia relatado em autobiografia: (\u201cO caso Schreber\u201d): Artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos, S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, p.163-192<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1912\/2010). \u201cTipos de adoecimento neur\u00f3tico\u201d, In: Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paran\u00f3ia relatado em autobiografia: (\u201cO caso Schreber\u201d): Artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos (1911-1913), S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, p.229-239<\/h6>\n<h6>GARCIA, C. Um amor chamado plat\u00f4nico\u2026, In: BIRMAN, Joel et al.,Transfer\u00eancia e interpreta\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Campus, 1982, p.61-76<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1955\/1998). A coisa freudiana, In: Escritos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p.402-437<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1974\/1980). La tercera, In: Actas de La Escuela Freudiana de Par\u00eds, Barcelona: Ediciones Petrel, p.159-186<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1977). O Semin\u00e1rio, livro 24: l\u2019insu que sait de l\u2019une-b\u00e9vue, s\u2019aile \u00e0 mourre. Li\u00e7\u00e3o 6. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1951\/1998). \u201cInterven\u00e7\u00e3o sobre a transfer\u00eancia\u201d, In: Escritos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p.214-228<\/h6>\n<h6>SILVESTRE, M. (1989). \u201cA transfer\u00eancia \u00e9 um amor que se dirige ao saber\u201d, In: MILLER, G. (Org.), Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p.92-101<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6>\u00a0<strong>Gustavo Rodrigues Borges De Ara\u00fajo<\/strong><\/h6>\n<h6>Graduado em Psicologia pela PUC MINAS. E-mail:\u00a0<span id=\"cloak2ae6466bbbe60c3134a96388ae9f4001\"><a href=\"mailto:gustavorba@hotmail.com\">gustavorba@hotmail.com<\/a><\/span>. T\u00edtulo FCE em ingl\u00eas<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GUSTAVO RODRIGUES BORGES DE ARA\u00daJO Observa-se que, atualmente, o tema do fracasso est\u00e1 em voga. 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