{"id":58789,"date":"2026-03-02T08:20:01","date_gmt":"2026-03-02T11:20:01","guid":{"rendered":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/?p=58789"},"modified":"2026-03-12T07:42:48","modified_gmt":"2026-03-12T10:42:48","slug":"o-que-e-um-analista-converas-de-psicanalise-sismos-e-restos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2026\/03\/02\/o-que-e-um-analista-converas-de-psicanalise-sismos-e-restos\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 um analista? Conversas de psican\u00e1lise, sismos e restos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_section css=&#8221;.vc_custom_1772474047959{background-color: #DEC79E !important;}&#8221;][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]Munyke Paulo Rodrigues<\/p>\n<h5>Aluna do Curso de Psican\u00e1lise do IPSM-MG<br \/>\nE-mail: munyke@gmail.com<\/h5>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column el_class=&#8221;.flow-columns { -webkit-column-count: 3; \/* Chrome, Safari, Opera *\/ -moz-column-count: 3; \/* Firefox *\/ column-count: 3; \/* Number of columns *\/ -webkit-column-gap: 40px; -moz-column-gap: 40px; column-gap: 40px; \/* Space between columns *\/ }&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<blockquote><p>Os pensamentos emergem<br \/>\nde s\u00fabito, sem que se saiba de<br \/>\nonde v\u00eam, nem se possa fazer<br \/>\nalgo para afast\u00e1-los.<br \/>\n(FREUD, 1917\/1996)<\/p><\/blockquote>\n<p>No dia 22 de maio de 1960, a cidade de Vald\u00edvia, no Chile, foi sacudida pelo sismo de maior magnitude j\u00e1 registrado. Os sismos se apresentam aos ge\u00f3logos como um enigma, uma cicatriz vibrante que adverte: o planeta continua em forma\u00e7\u00e3o. As palavras de Miller (2023, p. 406) \u2013 \u201cA forma\u00e7\u00e3o se prolonga, se eterniza, n\u00e3o \u00e9 mais uma forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 um modo de vida\u201d \u2013 ressoam sob a forma da pergunta: a forma\u00e7\u00e3o do analista seria compar\u00e1vel \u00e0 uma zona s\u00edsmica?<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #993300;\">Ser judeu em Viena, decifrar os golpes sofridos pelo amor pr\u00f3prio da humanidade, garimpar os restos perdidos nos aluvi\u00f5es onde o garimpeiro, em sua solid\u00e3o, ir\u00e1 batear, recolher entre os seixos vest\u00edgios singulares de uma zona profunda e \u00edntima da terra, restos da fic\u00e7\u00e3o estruturada sob a forma de poeira ou linguagem.<\/span><\/h3>\n<p>Uma frase de Lacan (1953-54\/1986, p. 91) sempre se apresentou enigm\u00e1tica:<\/p>\n<p>Voc\u00eas n\u00e3o imaginam, meus pobres amigos, o que devem \u00e0 geologia. Se n\u00e3o houvesse geologia, como chegar a pensar, que se pudesse passar, no mesmo n\u00edvel, de uma camada recente a uma camada muito anterior? N\u00e3o seria mal, digo de passagem, que todo analista comprasse um livrinho de geologia.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas maneiras de se experimentar a zona de subduc\u00e7\u00e3o, ponto onde duas placas tect\u00f4nicas se chocam e produzem grandes acontecimentos como os terremotos. Ser judeu em Viena, decifrar os golpes sofridos pelo amor pr\u00f3prio da humanidade, garimpar os restos perdidos nos aluvi\u00f5es onde o garimpeiro, em sua solid\u00e3o, ir\u00e1 batear, recolher entre os seixos vest\u00edgios singulares de uma zona profunda e \u00edntima da terra, restos da fic\u00e7\u00e3o estruturada sob a forma de poeira ou linguagem. Sobre esses dejetos, Miller (2025, p. 246) diz que \u201ctrata-se do que \u00e9 recusado, especialmente recusado no t\u00e9rmino de uma opera\u00e7\u00e3o, da qual se ret\u00e9m apenas o ouro, a subst\u00e2ncia preciosa trazida por ela\u201d. A forma\u00e7\u00e3o do analista consistiria na redu\u00e7\u00e3o que se produz ao ser atravessado por essa zona inquieta, vibrante, sempre disjunta, que det\u00e9m \u201cum saber que sabe o que eu n\u00e3o sei, e que ainda sim, rege a minha vida\u201d (DESSAL, 2019, p. 61, tradu\u00e7\u00e3o nossa)?[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;58791&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column el_class=&#8221;.flow-columns { -webkit-column-count: 3; \/* Chrome, Safari, Opera *\/ -moz-column-count: 3; \/* Firefox *\/ column-count: 3; \/* Number of columns *\/ -webkit-column-gap: 40px; -moz-column-gap: 40px; column-gap: 40px; \/* Space between columns *\/ }&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]Como afirma Osvaldo Delgado (2020, p. 59), a instaura\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise na cultura moderna produz uma fissura imposs\u00edvel de suturar no ideal da raz\u00e3o: o inconsciente.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o da terra se iniciou h\u00e1 4.5 bilh\u00f5es de anos sob a forma de um supercontinente que foi rachado em imensas placas, solu\u00e7\u00e3o encontrada para comportar a energia produzida no seu interior. Nos movimentos entre \u201ca ruptura, a fenda, o tra\u00e7o da abertura faz surgir uma aus\u00eancia\u201d (LACAN, 1964\/2008, p. 33), e \u00e9 nesses pontos, as zonas de subduc\u00e7\u00e3o, onde uma placa \u00e9 destru\u00edda, que uma imensa cordilheira se faz surgir, com os restos, os dejetos nas cunhas de acre\u00e7\u00e3o, formando minerais \u00fanicos, raros, \u00edndices de uma energia gritante que se propaga no sil\u00eancio ensurdecedor da vibra\u00e7\u00e3o, caindo, em seguida, no esquecimento. Nas palavras de Miller (2023, p. 417), \u201ca verdadeira forma\u00e7\u00e3o consiste sempre em saber ignorar o que se sabe\u201d.<\/p>\n<p>Freud ocupou-se, durante sua vida, da forma\u00e7\u00e3o do analista. Diante da impossibilidade de se tornar analista somente pelo estudo da bibliografia anal\u00edtica, prop\u00f4s a supervis\u00e3o e uma an\u00e1lise infinita como uma maneira de assegurar a continuidade da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Se a an\u00e1lise \u00e9 finita e infinita e analisar \u201caquela terceira das profiss\u00f5es imposs\u00edveis, em que se tem certeza de antem\u00e3o do resultado insuficiente\u201d (FREUD, 1937\/2017, p. 355), de que fenda poderia advir um analista?<\/p>\n<p>Osvaldo Delgado (2007) afirma que Freud, ao ressaltar a an\u00e1lise como a maneira de se tornar um analista, marca que, al\u00e9m da experi\u00eancia do inconsciente, haveria uma muta\u00e7\u00e3o pulsional, adquirindo uma posi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita para tratar o mal-estar, uma reestrutura\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio desejo. A psican\u00e1lise se apresenta, ent\u00e3o, como uma possibilidade da humanidade passar da salva\u00e7\u00e3o pelos ideais \u00e0 salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos. Da mesma forma, o que salva os psicanalistas da debilidade \u00e9 \u201cterem conseguido fazer de sua posi\u00e7\u00e3o de dejeto o princ\u00edpio de um novo discurso\u201d (MILLER, 2025, p. 249).<\/p>\n<p>Para investigar a pergunta sobre o que \u00e9 um analista, voltemo-nos para dois escritos de Lacan: a \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de Outubro de 1967\u201d e a \u201cNota italiana\u201d. Na \u201cProposi\u00e7\u00e3o\u201d, Lacan (1967\/2003, p. 243) estabelece: \u201cAntes de mais nada, um princ\u00edpio: o psicanalista s\u00f3 se autoriza de si mesmo\u201d. E acrescenta, na \u201cNota italiana\u201d (LACAN, 1973\/2003, p. 308): \u201cPois afirmei, por outro lado, que \u00e9 do n\u00e3o-todo que depende o analista\u201d. Estar\u00edamos diante de uma falta de garantia para responder \u00e0 pergunta: o que \u00e9 um analista?[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #993300;\">Ao avan\u00e7armos nas elabora\u00e7\u00f5es, a pergunta sobre o que \u00e9 um analista se torna mais ressonante; as teorias se tornam incapazes de responder, confirmando que o saber te\u00f3rico n\u00e3o resolve a quest\u00e3o.<\/span><\/h3>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column el_class=&#8221;.flow-columns { -webkit-column-count: 3; \/* Chrome, Safari, Opera *\/ -moz-column-count: 3; \/* Firefox *\/ column-count: 3; \/* Number of columns *\/ -webkit-column-gap: 40px; -moz-column-gap: 40px; column-gap: 40px; \/* Space between columns *\/ }&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]Ao avan\u00e7armos nas elabora\u00e7\u00f5es, a pergunta sobre o que \u00e9 um analista se torna mais ressonante; as teorias se tornam incapazes de responder, confirmando que o saber te\u00f3rico n\u00e3o resolve a quest\u00e3o. Ent\u00e3o, o que se espera obter na an\u00e1lise, para que o analisante passe a analista? Lacan (1967\/2003, p. 254) afirma: \u201cA passagem de psicanalisando a psicanalista tem uma porta cuja dobradi\u00e7a \u00e9 o resto que constitui a divis\u00e3o entre eles, porque essa divis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 outra sen\u00e3o a do sujeito do qual esse resto \u00e9 a causa\u201d.<\/p>\n<p>Sendo o analista o que se decanta da experi\u00eancia de an\u00e1lise, Lacan diz sobre o surgimento de um desejo in\u00e9dito que permitir\u00e1 ao analista ocupar uma posi\u00e7\u00e3o de onde n\u00e3o se demanda nada, de encarnar o lugar de resto, de objeto <em>a<\/em>. Assim, podemos compreender que a ideia da muta\u00e7\u00e3o pulsional proposta por Freud \u00e9 retomada por Lacan sob a forma do desejo do analista. Quanto aos restos sintom\u00e1ticos, eles seriam mais que uma marca, mas o estilo de cada analista.<\/p>\n<p>Sobre o grande terremoto de Vald\u00edvia, muitos habitantes n\u00e3o lembram de detalhes, somente da vibra\u00e7\u00e3o no corpo e do ru\u00eddo ensurdecedor. Tamb\u00e9m \u201cos analistas, uma vez estabelecidos na profiss\u00e3o, n\u00e3o pensam mais sobre os fundamentos que os tornaram analistas. H\u00e1, em geral, um esquecimento do ato do qual s\u00e3o oriundos\u201d (MILLER, 2011, p. 45).<\/p>\n<p>Ressoa a quest\u00e3o: o que ainda persiste no livrinho de geologia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Refer\u00eancias<\/h6>\n<h6>FREUD, S. Uma dificuldade no caminho da psican\u00e1lise. In: <em>Edi\u00e7\u00e3o Standard das Obras Completas de Sigmund Freud<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, Vol. XVII, 1996. (Trabalho original publicado em 1917).<\/h6>\n<h6>FREUD, S. A an\u00e1lise finita e a infinita. In: <em>Obras Incompletas de Sigmund Freud<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017, p. 28-115. (Trabalho original publicado em 1937).<\/h6>\n<h6>DELGADO, O. Adquisici\u00f3n de la aptitud de analista. In: <em>XIV Jornadas de Investigaci\u00f3n y Tercer Encuentro de Investigadores en Psicolog\u00eda del Mercosur<\/em>. Facultad de Psicolog\u00eda &#8211; Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2007.<\/h6>\n<h6>DELGADO, O El pase de Freud. <em>Revista Psicoan\u00e1lisis en la Universidad<\/em>, n. 4, p.57-62, 2020.<\/h6>\n<h6>DESSAL, G. <em>Inconsciente 3.0. Lo que hacemos com las tecnolog\u00edas y lo que las tecnolog\u00edas hacen con nosotros<\/em>. Barcelona: Xoroi Edicions, 2019.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 1<\/em>: Os escritos t\u00e9cnicos de Freud. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Betty Milan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1986. (Trabalho original proferido em 1953-54).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 11<\/em>: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008. (Trabalho original proferido em 1964).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 248-264. (Trabalho original publicado em 1967).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. Nota italiana. In: <em>Outros escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 311-315. (Trabalho original publicado em 1973).<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. <em>Perspectivas dos \u201cEscritos\u201d e \u201cOutros escritos\u201d de Lacan<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Avelar Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2011.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. <em>Como terminam as an\u00e1lises<\/em>: paradoxos do passe. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Avelar Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2023.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.A. A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos. In: <em>A f\u00e1brica de psicanalistas.<\/em> Rio de Janeiro: Contra Capa, 2025.<\/h6>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][\/vc_section]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_section css=&#8221;.vc_custom_1772474047959{background-color: #DEC79E !important;}&#8221;][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]Munyke Paulo Rodrigues Aluna do Curso de Psican\u00e1lise do IPSM-MG E-mail: munyke@gmail.com [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column el_class=&#8221;.flow-columns { -webkit-column-count: 3; \/* Chrome, Safari, Opera *\/ -moz-column-count: 3; \/* Firefox *\/ column-count: 3; \/* Number of columns *\/ -webkit-column-gap: 40px; -moz-column-gap: 40px; column-gap: 40px; \/* Space between columns *\/ }&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] Os pensamentos emergem de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":58790,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[519,37],"tags":[],"class_list":["post-58789","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-36","category-o-que-se-conversou","category-519","category-37","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58789"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58789\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58821,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58789\/revisions\/58821"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58790"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}