{"id":601,"date":"2013-03-17T06:54:41","date_gmt":"2013-03-17T09:54:41","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=601"},"modified":"2025-12-01T17:20:02","modified_gmt":"2025-12-01T20:20:02","slug":"o-objeto-autistico-e-sua-funcao-no-tratamento-psicanalitico-do-autismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2013\/03\/17\/o-objeto-autistico-e-sua-funcao-no-tratamento-psicanalitico-do-autismo\/","title":{"rendered":"O Objeto Aut\u00edstico E Sua Fun\u00e7\u00e3o No Tratamento Psicanal\u00edtico Do Autismo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>PAULA RAMOS PIMENTA<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/number-14-gray-Jackson-Pollock.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"656\" data-large_image_height=\"900\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-592\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/number-14-gray-Jackson-Pollock.jpg\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/number-14-gray-Jackson-Pollock.jpg 656w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/number-14-gray-Jackson-Pollock-219x300.jpg 219w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual o lugar dos objetos para o autista? Por que uma aparentemente banal manipula\u00e7\u00e3o de objetos pode trazer um efeito apaziguador para a crise aut\u00edstica?<\/p>\n<p>Tais quest\u00f5es, essenciais por surgirem da experi\u00eancia, guiam minha busca de formaliza\u00e7\u00e3o nesta tese. O estudo sobre as diferentes concep\u00e7\u00f5es do autismo e suas decorrentes propostas de tratamento, que empreendi no mestrado, promoveu a fagulha inicial deste trabalho ao chegar \u00e0 solu\u00e7\u00e3o encontrada por Temple Grandin por meio de um objeto por ela constru\u00eddo. Grandin, mundialmente conhecida por ser, concomitantemente, autista e Ph. D. em psicologia animal, defende publicamente a import\u00e2ncia que tem sua \u201cm\u00e1quina de apertar\u201d[2] para ajud\u00e1-la a manter-se mais soci\u00e1vel e afastada de intensas crises.<\/p>\n<p>Da manipula\u00e7\u00e3o de objetos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um especial, como recurso protetor contra uma ang\u00fastia aniquiladora, v\u00ea-se que os objetos s\u00e3o al\u00e7ados a um lugar insigne pelo autista. O estudo de seus atributos, bem como de suas fun\u00e7\u00f5es, implica em reconhec\u00ea-los como essenciais para a orienta\u00e7\u00e3o de tratamento dos autistas. A tese aqui defendida segue nesse caminho, acrescendo-o pela concep\u00e7\u00e3o de objeto proposta pela psican\u00e1lise lacaniana. O objeto passa a ter um lugar basilar para a constru\u00e7\u00e3o do corpo, ou para supri-la quando ela n\u00e3o ocorreu, como sucede nos casos de autismo.<\/p>\n<p>Este trabalho conduz-se por um percurso te\u00f3rico que parte da no\u00e7\u00e3o de objeto como promotor do alheamento autista do mundo e encontra a aparente formula\u00e7\u00e3o paradoxal sobre a fun\u00e7\u00e3o essencial desses objetos como apoio para a intera\u00e7\u00e3o social do autista.<\/p>\n<p>A metodologia utilizada \u00e9 o Estudo de Caso, sendo o campo da pesquisa composto pela cl\u00ednica da autora, que atende crian\u00e7as e adolescentes autistas desde 1996, e por casos da literatura psicanal\u00edtica e outras. Uma especificidade que traz riqueza \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica no \u00e2mbito da universidade foi aqui posta em pr\u00e1tica: os casos s\u00e3o convocados para problematizar uma quest\u00e3o, a ser respondida teoricamente. Em poucas passagens da tese eles se prestam a ilustrar uma elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica anteriormente proposta.<\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o suplementar refere-se ao termo \u201ccrian\u00e7a\u201d, preferido como op\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia ao autista. Sabe-se que h\u00e1 autistas adolescentes e adultos, no entanto o termo crian\u00e7a, generaliz\u00e1vel no texto para todos eles, n\u00e3o se mostra inadequado, por se supor que o tratamento \u00e9 iniciado na inf\u00e2ncia, uma vez que as manifesta\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas do autismo surgem at\u00e9 os tr\u00eas anos de idade.<\/p>\n<p>O tema do autismo tem estado atualmente em pauta, no Brasil e no mundo. Associa\u00e7\u00f5es de pais de autistas procuram obter das autoridades envolvidas um retorno cient\u00edfico e pol\u00edtico sobre as dificuldades de seus filhos. Coagem os cientistas a se definirem por tratamentos mais efetivos para o autismo, apoiando-os, por meio de funda\u00e7\u00f5es de pesquisas, a investigarem sobre suas causas. \u00c0s pol\u00edticas p\u00fablicas educativas e de sa\u00fade, requisitam maiores recursos para a escolariza\u00e7\u00e3o e o tratamento dos autistas.<\/p>\n<p>Uma das discuss\u00f5es mais \u00e1ridas promovidas por essa mobiliza\u00e7\u00e3o recaiu sobre o tratamento. A interven\u00e7\u00e3o comportamental, por meio dos programas ABA (Applied Behavior Analysis) e TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children), tomou a cena ao promover a aprendizagem de habilidades sociais e funcionais pelo autista, bem como orientar os pais quanto a suas atitudes frente aos filhos. A despeito da postura mec\u00e2nica adquirida pelas crian\u00e7as, que aprendem mas verdadeiramente n\u00e3o assimilam o fundamento do que lhes foi ensinado, os psiquiatras, no Brasil, s\u00e3o quase un\u00e2nimes em indicar o tratamento comportamental para os autistas.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, chegou-se \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o legal de se interditar os psicanalistas de tratarem autistas, sob a alega\u00e7\u00e3o de se reconhecerem como eficazes apenas as interven\u00e7\u00f5es educativas. Enquanto no Brasil apenas alguns m\u00e9dicos repudiam a proposta de trabalho psicanal\u00edtico com os autistas, na Fran\u00e7a esse desprezo n\u00e3o se mostra suficiente, uma vez que os psicanalistas t\u00eam forte presen\u00e7a nos aparatos p\u00fablicos de tratamento. A responsabilidade social do governo sustenta tais institui\u00e7\u00f5es, encaminhando-lhes as crian\u00e7as, restando aos pais que optarem pelas interven\u00e7\u00f5es educativas seu custeio com recursos pr\u00f3prios. Subentende-se da\u00ed o radicalismo da requisi\u00e7\u00e3o francesa.<\/p>\n<p>Em rea\u00e7\u00e3o, os psicanalistas de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, que trazem vasta bagagem de experi\u00eancia no trabalho com crian\u00e7as autistas e psic\u00f3ticas nessas e outras institui\u00e7\u00f5es confederadas com a Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise[3], abriram-se \u00e0 sociedade para mostrar-lhe como a psican\u00e1lise trata os autistas. Um site foi lan\u00e7ado[4], em fevereiro de 2012, e os psicanalistas foram para a m\u00eddia defender sua pr\u00e1tica, salientando sua disponibilidade ao di\u00e1logo, sobretudo com os pais de autistas.<\/p>\n<p>Como contraponto ao tratamento comportamental, cuja metodologia estabelece programas de ensino com base no refor\u00e7amento das respostas corretas e na extin\u00e7\u00e3o das incorretas, surgiram o m\u00e9todo Floortime e o programa Son-Rise. Ambos trazem a proposta, compartilhada pela psican\u00e1lise, de aceitar o modo particular do autista se apresentar. Respeitam o tempo da crian\u00e7a ao definirem que deve partir dela a disposi\u00e7\u00e3o ao contato. Ao terapeuta cabe promover um ambiente que lhe seja facilitador e aproveitar as dicas dadas pela crian\u00e7a \u00ad\u2014 como um olhar, por exemplo \u2014 para seguir com a intera\u00e7\u00e3o m\u00ednima estabelecida.<\/p>\n<p>O tratamento psicanal\u00edtico apresenta, em termos gerais, conjun\u00e7\u00e3o com essa proposta, ao mesmo tempo que dela se diferencia. Sua leitura original do autismo, com base nos conceitos de Outro, corpo e gozo, encaminham o tratamento por meandros d\u00edspares.<\/p>\n<p>Esta tese surge nesse contexto, posicionando-se contr\u00e1ria ao puro adestramento do autista, que desconsidera seu lugar de sujeito, e se propondo a aclarar a orienta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica de tratamento, o que a faz diferenciar-se, contudo, de suas cong\u00eaneres psicodin\u00e2micas.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o do trabalho edificou-se sobre tr\u00eas eixos de leitura, expostos nos tr\u00eas cap\u00edtulos iniciais. A organiza\u00e7\u00e3o l\u00f3gica dos eixos tomou como estrutura o processo da constru\u00e7\u00e3o lacaniana do Est\u00e1dio do Espelho. Os mesmos pontos dessa progress\u00e3o te\u00f3rica s\u00e3o reproduzidos na problem\u00e1tica autista.<\/p>\n<p>Sendo assim, o tema do objeto introduz diretamente a quest\u00e3o da tese e a interpela. Em sua elabora\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria, Lacan afirma que, no mesmo golpe especular em que o Eu \u00e9 constitu\u00eddo, comp\u00f5em-se tamb\u00e9m os objetos-entidades do mundo externo. Ainda em outros termos, inicialmente, persegue a localiza\u00e7\u00e3o do que veio posteriormente a chamar de objeto a, n\u00e3o \u201cespeculariz\u00e1vel\u201d, que bordeja e recobre o corpo. Este passa a ser, portanto, o tema do cap\u00edtulo seguinte. A constitui\u00e7\u00e3o do corpo decorre da borda institu\u00edda pelo objeto a. No autismo, por n\u00e3o ter havido o arremate definidor do corpo, promovido pela extra\u00e7\u00e3o do objeto, a constitui\u00e7\u00e3o corporal evidencia-se problem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Mais \u00e0 frente em sua teoriza\u00e7\u00e3o, Lacan faz compor com o imagin\u00e1rio o simb\u00f3lico. A dimens\u00e3o da linguagem surge posteriormente em sua elabora\u00e7\u00e3o, mas com uma fun\u00e7\u00e3o original de revestir simbolicamente o corpo, por meio dos significantes-mestres do Outro, fundamentando uma aliena\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que norteia a imagin\u00e1ria. O cap\u00edtulo dedicado \u00e0 linguagem vem demonstrar o embara\u00e7o radical do autista com a posi\u00e7\u00e3o de enuncia\u00e7\u00e3o, que exige a aliena\u00e7\u00e3o do sujeito a esses significantes-mestres.<\/p>\n<p>Por fim, fecha-se o ciclo com o quarto cap\u00edtulo, que estabelece os rumos para o tratamento do autista, remontando novamente aos objetos como seu eixo condutor. Objetos promotores de uma borda posti\u00e7a que delimita precariamente um corpo para o autista.<\/p>\n<p>Desse modo, o cap\u00edtulo 1 se conduz pelas caracter\u00edsticas dos objetos aut\u00edsticos. Define, inicialmente, a categoria nosol\u00f3gica do autismo, identificando a dificuldade de intera\u00e7\u00e3o social como um de seus pilares diagn\u00f3sticos. Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas, demarca a rela\u00e7\u00e3o com os objetos como sendo de especial import\u00e2ncia para essas crian\u00e7as. A \u00faltima se\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo parte da nociva fun\u00e7\u00e3o de alheamento dos objetos aut\u00edsticos e chega \u00e0 proposta de uma teoria da grada\u00e7\u00e3o, que implica a concep\u00e7\u00e3o de uma din\u00e2mica pulsional propiciada por esses objetos.<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo 2 visa ao uso dos objetos aut\u00edsticos para simular a opera\u00e7\u00e3o lacaniana de extra\u00e7\u00e3o do objeto pulsional, da qual decorre uma localiza\u00e7\u00e3o do gozo. Para que se estabele\u00e7a um corpo, \u00e9 preciso que as zonas er\u00f3genas sejam delimitadas. No autismo, as manifesta\u00e7\u00f5es desregradas da puls\u00e3o pressup\u00f5em uma aus\u00eancia da consist\u00eancia corporal. Para examinar tal aspecto, percorre-se o processo da constitui\u00e7\u00e3o do corpo, em Freud e em Lacan. Em seguida, erigem-se os \u00edndices dessa aus\u00eancia no autismo. A desregula\u00e7\u00e3o pulsional do autista \u00e9 demonstrada fenomenologicamente e embasada pela aus\u00eancia de extra\u00e7\u00e3o do objeto.<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo 3 empenha-se no tratamento da linguagem no autismo. Tra\u00e7a, preliminarmente, as indica\u00e7\u00f5es de Lacan, as quais acentuam essa rela\u00e7\u00e3o. A maneira como os autistas usam a linguagem se subdivide, essencialmente, em duas: aquela do privil\u00e9gio dado ao som, \u00e0 materialidade do significante, e uma outra que contempla o sentido, mas de um modo funcional, sem a pros\u00f3dia t\u00edpica da fala. Um terceiro tipo assumido pela linguagem do autista foge a seus costumes: em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, adota uma posi\u00e7\u00e3o de enuncia\u00e7\u00e3o, com o uso correto do pronome \u201ceu\u201d, pronunciando frases de car\u00e1ter imperativo. Essa fala tem o m\u00e9rito de p\u00f4r \u00e0 prova a tese comportamentalista do deficit cognitivo, ao demonstrar a capacidade do autista de elaborar corretamente sua verbaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para instituir a possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o funcional que encerra um sentido, v\u00ea-se a conveni\u00eancia do dispositivo lingu\u00edstico do signo. A se\u00e7\u00e3o consagrada \u00e0 singularidade da linguagem do autista contempla esse prop\u00f3sito, bem como esclarece a sua dificuldade em assumir uma posi\u00e7\u00e3o de enuncia\u00e7\u00e3o. Um cotejamento entre autismo e esquizofrenia arremata esse cap\u00edtulo, em raz\u00e3o de suas semelhan\u00e7as conjugadas com suas particularidades.<\/p>\n<p>O quarto e \u00faltimo cap\u00edtulo retoma a pergunta da tese sobre o lugar dos objetos na cl\u00ednica do autismo, formalizando algumas orienta\u00e7\u00f5es. Com base na identifica\u00e7\u00e3o anterior de um movimento espont\u00e2neo do autista que procura instaurar imaginariamente a perda que n\u00e3o ocorreu no n\u00edvel simb\u00f3lico, ele contempla esse arremedo de extra\u00e7\u00e3o do objeto acentuando as indica\u00e7\u00f5es apoiadas no \u00e2mbito da inst\u00e2ncia da letra. Outrossim, a evidencia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o vital fundamentada pelos objetos aut\u00edsticos complexos salienta o lugar do duplo, ocupado por esses objetos e eventualmente pelo analista. Finalmente, oficializa-se o car\u00e1ter fundamental de borda do corpo que localiza o gozo, resguardado pelos objetos, circunscrevendo sua essencialidade para a cl\u00ednica do autismo.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o retoma o percurso te\u00f3rico da tese e relan\u00e7a perguntas que tocam de perto a pr\u00e1tica cl\u00ednica. A indica\u00e7\u00e3o, para essas crian\u00e7as, de um trabalho institucional, fica premente.<\/p>\n<p>Cabe justificar, desde j\u00e1, o uso do termo \u201csujeito\u201d para essas crian\u00e7as. Por ser falada pelo Outro, mesmo que n\u00e3o lhe responda \u00e0 altura, o termo j\u00e1 se mostra apropriado. Trata-se do sujeito como efeito de remiss\u00e3o de um significante a um outro. O fato de o autista aceder aos significantes do Outro, em momentos pontuais, indica que h\u00e1 um sujeito que pode ser, inclusive, tomado numa enuncia\u00e7\u00e3o. Ademais, a presen\u00e7a moment\u00e2nea de um olhar, habitualmente ausente, leva a se considerar sobre a exist\u00eancia de um efeito-sujeito, sobre o qual recai a aposta do analista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>(1) Tese apresentada \u00e0 Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, em 28 de novembro de 2012. A banca foi formada pelos psicanalistas e profs. Drs. J\u00e9sus Santiago (orientador), Ana Lydia Santiago (coorientadora), Ana Beatriz Freire (UFRJ), Ang\u00e9lica Bastos (UFRJ), Ram Mandil (UFMG) e \u00c2ngela Vorcaro (UFMG).<\/h6>\n<h6>(2) Squeeze machine, no original.<\/h6>\n<h6>(3) O RI3, R\u00e9seau International d\u2019Institutions Infantiles.<\/h6>\n<h6>(4) O site www.autismos.es traz seu conte\u00fado completo em quatro l\u00ednguas \u2014 espanhol, franc\u00eas, ingl\u00eas e italiano \u2014, apresentando-se com uma linguagem clara e desprovida de termos t\u00e9cnicos, com o intuito de se fazer entender pelos leitores n\u00e3o iniciados na psican\u00e1lise, sobretudo os pais de autistas.<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PAULA RAMOS PIMENTA &nbsp; &nbsp; Qual o lugar dos objetos para o autista? Por que uma aparentemente banal manipula\u00e7\u00e3o de objetos pode trazer um efeito apaziguador para a crise aut\u00edstica? 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