{"id":628,"date":"2013-07-17T06:55:07","date_gmt":"2013-07-17T09:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=628"},"modified":"2013-07-17T06:55:07","modified_gmt":"2013-07-17T09:55:07","slug":"incidencias-da-psicanalise-nos-dispositivos-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2013\/07\/17\/incidencias-da-psicanalise-nos-dispositivos-publicos\/","title":{"rendered":"Incid\u00eancias Da Psican\u00e1lise Nos Dispositivos P\u00fablicos"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>GUILLERMO BELAGA<\/strong><\/h6>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Em definitivo, o que fazer com aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio aceitar: que essa fissura, esse vazio, leva muito bem o nome tr\u00e1gico [\u2026] daquilo que n\u00e3o tem resolu\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se paga nem com o castigo nem com o perd\u00e3o. [\u2026]. Aceitar que nossa identidade coletiva tem esse vazio que ningu\u00e9m poder\u00e1 preencher, essa fissura com a qual devemos conviver, \u00e9 algo sem d\u00favida inquietante, mas que n\u00e3o podemos desprezar (ARFUCH, 2004).<\/em><\/p>\n<p>Preferi iniciar este coment\u00e1rio de um caso com as palavras de Leonor Arfuch, dada sua precis\u00e3o para situar um ponto fundamental: o vazio constituinte de todo ser falante, essa fissura, mais claramente, um furo, com o qual temos que nos haver por habitar a linguagem. Vazio que, al\u00e9m de situar-se no trauma inicial, que, na hist\u00f3ria da psican\u00e1lise, se metaforizou como \u201ctrauma do nascimento\u201d, que impossibilita a programa\u00e7\u00e3o sem equ\u00edvoco \u2014 no sentido dos computadores \u2014 do la\u00e7o social, se faz presente tamb\u00e9m no trauma como acontecimento, nas conting\u00eancias de uma vida; quando irrompe nas representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas que sustentavam, at\u00e9 esse momento, um sujeito, provocando-lhe a ang\u00fastia mais generalizada.<\/p>\n<p>Assim, a vinheta cl\u00ednica que Daniel Riquelme[2] apresenta ilustra bem e ensina como a psican\u00e1lise se situa para operar frente a esse vazio subjetivo. Como responde a um trauma individual e social, nesse caso, a trag\u00e9dia da ditatura militar na Argentina, o desaparecimento e assassinato dos pais e a expropria\u00e7\u00e3o dos filhos, rompendo sua identidade social e sua hist\u00f3ria de origem. Dessa maneira, Riquelme segue a orienta\u00e7\u00e3o dada por Jacques Lacan quando definiu que \u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d, conseguindo extra\u00ed-lo de uma esfera solipsista, colocando-o em rela\u00e7\u00e3o com o Outro, com a Cidade, fazendo-o depender da Hist\u00f3ria (BAUDINI, 2004).<\/p>\n<p>Assim, poder-se-ia dizer que o psicanalista se responsabiliza por uma a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria com o desejo das Av\u00f3s, desejo do Outro, que perturba o Mestre, que n\u00e3o consente com as identifica\u00e7\u00f5es que prop\u00f5e, situando-se nesse vetor (do lado do desejo das Av\u00f3s), mediante o ato anal\u00edtico em que subjaz outro desejo, o desejo do analista. Signo diferencial, que possibilitaria ao analisante encarar ent\u00e3o o desejo do Outro (de origem) que se tentou foracluir \u2014 de forma mais ou menos bem-sucedida \u2014 e encontrar, finalmente, sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o particular com esse desejo, encontrar sua pr\u00f3pria narrativa, sua paleta biogr\u00e1fica, e seu modo de vida.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o que foi elaborado sobre o caso, sem d\u00favida, pode evocar diversas linhas de interven\u00e7\u00e3o. Vou-me remeter \u00e0queles pontos que, a princ\u00edpio, mais me interrogaram e ressoaram.<\/p>\n<p><strong>O Problema Da Verdade, Do Trauma E Da Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Em um de seus livros, Jorge Alem\u00e1n (2001) se pergunta sobre o esquecimento, sobre qual \u00e9 o seu estatuto, se o esquecimento \u00e9 uma omiss\u00e3o ou \u00e9 um recha\u00e7o. Recorrendo \u00e0 poesia, para obter as respostas, \u00e9 dela que se desdobram dois tipos de poemas que tratam do tema:<\/p>\n<p>a \u2013 Poemas do retorno: que falam sobre voltar a certo lugar para remediar o esquecimento.<\/p>\n<p>b \u2013 Poemas do atravessamento: como o poema \u201cClown\u201d, de Henri Michaux, paradigm\u00e1tico do atravessamento.<\/p>\n<p>A marionete, cortando os fios que a atavam aos ideais, desprendendo-se da imagem de si mesma e da de seus semelhantes, atravessando a trama de ideias que os demais e ela mesma haviam forjado, por fim encontra o que lhe d\u00e1 consist\u00eancia de ser. Por\u00e9m, nesse exemplo de atravessamento, tamb\u00e9m retorna o que \u00e9 o sentido mais primordial. Desse modo, poder-se-ia concluir que, nas grandes vertentes do trabalho po\u00e9tico, atravessamento e retorno n\u00e3o s\u00e3o mais que um, ou um \u00e9 o inverso do outro. Quest\u00e3o que a experi\u00eancia anal\u00edtica toma como sua, na qual precisamente atravessamento e retorno se encontram.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise que Heidegger faz do poema \u201cRetorno \u00e0 terra natal\u201d, de H\u00f6lderlin, ilustra isso um pouco mais. O que, a princ\u00edpio, parece ser um retorno \u00e0 origem, a uma apropria\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica da terra natal, que ia dar consist\u00eancia a essa fantasia evanescente da tradi\u00e7\u00e3o, transforma-se, nesse ato do retorno, em um atravessamento. Em coordenadas que ressoam no drama do caso cl\u00ednico, Alem\u00e1n assinala que o poema mostra que, na volta \u00e0 terra natal, h\u00e1 algo que se recusa, que, alcan\u00e7ando o solo do familiar, se apresenta o estranho, que, apenas no poema do retorno, \u00e9 que se alcan\u00e7a a terra natal, mas se a alcan\u00e7a em seu car\u00e1ter mais estrangeiro. Assim, para H\u00f6lderlin, o poema conduz ao que se designa como \u201cpassar ao outro lado\u201d.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia tem, em seu seio, o unheimlich, o estranho, a \u201cfalta de lar\u201d constituinte, e sua resolu\u00e7\u00e3o implica cruzar a linha, um salto subjetivo com a consequente inven\u00e7\u00e3o. Assim, ambos os trabalhos, o po\u00e9tico e o anal\u00edtico, t\u00eam como suporte fundamental as opera\u00e7\u00f5es de abertura e de corte, em que se encontra o insuper\u00e1vel do esquecimento, que se contorna, desenha, escreve e, atrav\u00e9s de uma inven\u00e7\u00e3o, se nomeia.<\/p>\n<p>Em sua \u201dResposta a J. Hyppolite\u201d, J. Lacan d\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o sutil do que entende por hist\u00f3ria. Parte da oposi\u00e7\u00e3o entre Verwerfung, expuls\u00e3o, aboli\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica sobre a qual n\u00e3o se pode formular ju\u00edzo de exist\u00eancia, e a Bejahung, afirma\u00e7\u00e3o primordial, emerg\u00eancia do s\u00edmbolo, e pergunta: \u201cO que acontece com o que n\u00e3o \u00e9 deixado ser na Bejahung?\u201d Acrescentando que o Verworfen n\u00e3o voltar\u00e1 a ser encontrado na hist\u00f3ria, se se designa com esse nome o lugar de onde o recalcado vem reaparecer.<\/p>\n<p>Formar-se-iam assim duas vertentes. Uma, a do significante (em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Bejahung), em que o esquecimento contingente, o do recalque mesmo, volta transformando a mem\u00f3ria; \u00e9 o tratamento via retorno do recalcado.<\/p>\n<p>A outra vertente \u00e9 a da letra (do lado do que permanece Verworfen), que situa um esquecimento sob o modo l\u00f3gico do necess\u00e1rio \u2014 exclu\u00eddo do sentido \u2014 relacionado \u00e0 exist\u00eancia, a um resto indiz\u00edvel. Portanto, esse aspecto do tratamento \u00e9 algo n\u00e3o historiz\u00e1vel, \u00e9 um vazio que permanece como um tra\u00e7o inevit\u00e1vel, que Freud chamou de \u201cumbigo do sonho\u201d. Em resumo, no percurso anal\u00edtico, podemos distinguir: em princ\u00edpio, o curativo, encontrar um sentido para o trauma como acontecimento, como irrup\u00e7\u00e3o do real. Pacifica\u00e7\u00e3o que se consegue com uma inscri\u00e7\u00e3o no Outro. Mas tamb\u00e9m entendemos que o tra\u00e7o como marca do expulsado constitui uma fronteira, um limite topol\u00f3gico que une e separa o campo do sentido e um exterior fora de toda a historiza\u00e7\u00e3o. O sujeito, quando descobre que o Outro n\u00e3o \u00e9 o lugar onde se aliena, onde se inscreve, aferra-se \u00e0quilo que resulta ser o ponto de amarra\u00e7\u00e3o, ao que chamamos de objeto a e \u00e0 letra. Essa borda heterog\u00eanea entre saber e gozo \u00e9 o que se torna litoral para o sujeito e, justamente por se situar entre o dizer e o indiz\u00edvel, entre a decis\u00e3o e o indecid\u00edvel, resulta no saldo mais particular do tratamento.<\/p>\n<p><strong>Por Que Uma Institui\u00e7\u00e3o \u00c9 Necess\u00e1ria? De Que Institui\u00e7\u00e3o Necessitamos?<\/strong><\/p>\n<p>A resposta poderia parecer \u00f3bvia, pensando que algu\u00e9m, ao estar afetado pela repress\u00e3o e pelo terrorismo pol\u00edtico, necessita de um alojamento para se identificar frente ao que est\u00e1 fora. Sem d\u00favida, este poderia ser um aspecto possivelmente tranquilizador, mas n\u00e3o o mais determinante, inclusive parcial e at\u00e9 mesmo perigoso, porque deixaria o indiv\u00edduo situado em uma l\u00f3gica de interior\/exterior, em uma l\u00f3gica de asilo e prote\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o mudaria muito as coisas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, pensando que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complexa, poder\u00edamos generalizar e dizer que o sujeito moderno n\u00e3o pode estar sem uma institui\u00e7\u00e3o. Se entendemos que a institui\u00e7\u00e3o tem um duplo percurso sem\u00e2ntico, entre regra e comunidade de vida. Nesse sentido, diariamente, se comprova como as institui\u00e7\u00f5es suprem a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Como reconhece Phillipe Ari\u00e8s, o mundo p\u00f3s-industrial, que se inicia no s\u00e9culo XX, n\u00e3o foi capaz de manter a sociabilidade do s\u00e9culo XIX, nem de substitu\u00ed-la por uma nova, com o que se tenta e se exige da fam\u00edlia que tome esse relevo imposs\u00edvel; uma hipertrofia de suas fun\u00e7\u00f5es que n\u00e3o \u00e9 capaz de assumir. Consequentemente, sua hip\u00f3tese \u00e9 a de que a crise atual n\u00e3o se deve buscar na fam\u00edlia, sen\u00e3o na decad\u00eancia da cidade e da sociabilidade p\u00fablica. Da\u00ed que, por um lado, uma an\u00e1lise da \u00e9poca indica que a fam\u00edlia tem uma miss\u00e3o imposs\u00edvel: suprir o que a cidade n\u00e3o pode oferecer, e, paradoxalmente, ao n\u00e3o poder cumprir essa fun\u00e7\u00e3o, o Estado deve prover o que a fam\u00edlia n\u00e3o pode dar. Tema que se verifica com a inf\u00e2ncia, em que a crian\u00e7a come\u00e7a a interessar ao Estado mais al\u00e9m da escolaridade; um exemplo disso \u00e9 como a autoridade p\u00fablica se ocupa das crian\u00e7as em \u201crisco\u201d.<\/p>\n<p>Desse modo, as institui\u00e7\u00f5es podem tentar suprir a fam\u00edlia ou tomar para si responsabilidades da fam\u00edlia, em que o Estado, na modernidade, considera que ela falha. Mas \u00e9 necess\u00e1rio advertir que uma institui\u00e7\u00e3o que deixe de lado a particularidade do sujeito, colocando em jogo a psicologia das massas, n\u00e3o poder\u00e1 ser uma supl\u00eancia adequada da fam\u00edlia, se consideramos que a fam\u00edlia n\u00e3o pode ser digna e respeit\u00e1vel se n\u00e3o \u00e9 o lugar em que cada um possa encontrar um espa\u00e7o para o que \u00e9 sua particularidade, j\u00e1 que devolver a particularidade ao sujeito \u00e9 o contr\u00e1rio da intoler\u00e2ncia e da segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, nossa pr\u00e1tica ocorre com indiv\u00edduos que se encontram nesse novo regime social que corresponde a um mundo transformado pela ci\u00eancia e a globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, em que o pai moderno \u00e9 um pai que n\u00e3o pode assegurar a distribui\u00e7\u00e3o do gozo de maneira conveniente, em que as fam\u00edlias j\u00e1 n\u00e3o contam com o Outro da Lei de outrora. Em suma, a sociedade atual deixou de viver sob esse mito. \u00c9 o que sustentamos em nossa linguagem: a estrutura do Todo cedeu \u00e0 do n\u00e3o-todo, que implica que n\u00e3o haja nada que constitua uma barreira que esteja na posi\u00e7\u00e3o do proibido. O que faz com que o proibido j\u00e1 n\u00e3o seja dif\u00edcil, que resulta contradit\u00f3rio com o movimento do n\u00e3o-todo. Dessa maneira, algo se d\u00e1 sem encontrar limites, por exemplo, o consumo, mas tamb\u00e9m a precariedade do sujeito, o medo.<\/p>\n<p>Deter-se nas novas organiza\u00e7\u00f5es sociais tem suma import\u00e2ncia, pois, como afirmava Lacan, o inconsciente obedece ao la\u00e7o social, ou, com igual sentido, em uma defini\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea \u00e0 j\u00e1 citada: \u201co inconsciente \u00e9 Baltimore ao amanhecer\u201d.<\/p>\n<p>Transmite-se a ideia de que o conceito de inconsciente se conecta a um lugar, a um lugar estruturado como uma cidade, e, ao mesmo tempo, \u00e9 indissoci\u00e1vel de uma temporalidade. Do que se deduzem coordenadas cl\u00ednicas fundamentais na pr\u00e1tica da \u201curg\u00eancia subjetiva\u201d, da ang\u00fastia, das cat\u00e1strofes, etc., em que se deve contemplar uma estrat\u00e9gia frente ao espa\u00e7o e ao tempo, como passo inevit\u00e1vel para sua resolu\u00e7\u00e3o, dado que a topologia e o tempo se enla\u00e7am ao redor da a-topia do sujeito.<\/p>\n<p><strong>Na Institui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O lugar do analista na institui\u00e7\u00e3o e seus sintomas apresentariam dois aspectos (LAURENT, 2003). Primeiramente, est\u00e1 a institui\u00e7\u00e3o e, em um segundo tempo, coloca-se o sintoma em consequ\u00eancia do funcionamento institucional. Aqui, como se demonstra no caso, a interpreta\u00e7\u00e3o sobre o sintoma \u2014 a pesquisa da hist\u00f3ria nos arquivos, a manobra para mudar o sujeito dessa posi\u00e7\u00e3o \u2014 se realiza seguindo a escrita do matema da \u201cPsicologia das massas\u201d, de Freud, em rela\u00e7\u00e3o ao ideal. Nessa vertente, a psican\u00e1lise da institui\u00e7\u00e3o consiste em indicar, da boa maneira, a falha do Outro: S(A\/).<\/p>\n<p>O segundo aspecto consiste em pensar a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 como um conjunto de regras, mas tamb\u00e9m como uma comunidade de vida. Nesse sentido, J.-A. Miller fala de duas pr\u00e1ticas da interpreta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ideal, destacando que o lugar deste em um grupo \u00e9 um lugar de enuncia\u00e7\u00e3o (MILLER, 2003).<\/p>\n<p>Uma interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 a enunciada desde o lugar do ideal, o que resulta em um discurso massificante que repousa na sugest\u00e3o. A outra \u00e9 interpretar o grupo dissociando-o, remetendo cada um dos membros da comunidade \u00e0 sua solid\u00e3o, \u00e0 solid\u00e3o de sua rela\u00e7\u00e3o com o ideal. Vertente desmassificante, que trata de despertar o sujeito para uma nova responsabilidade, in\u00e9dita, que o enlace mais al\u00e9m de sua adapta\u00e7\u00e3o aos significantes-mestres<\/p>\n<p>.<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Larissa Lara Rezende<\/strong><\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o: M\u00e1rcia Mez\u00eancio e Jorge Pimenta<\/h6>\n<h6>(1) Este trabalho foi apresentado em Noches a la Carta da Escola de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (EOL), \u201cIncid\u00eancias da Psican\u00e1lise nos Dispositivos P\u00fablicos\u201d, em 28 de junho de 2004. Publicado originalmente em: LO GI\u00daDICE, A. (Comp.). Psicoan\u00e1lisis, restituici\u00f3n, apropiaci\u00f3n, filiaci\u00f3n. Buenos Aires: Centro de Atenci\u00f3n por el Derecho a la identidad, Abuelas de Plaza de Mayo, 2005, p.129-135.<br \/>\n(2) Belaga se refere ao artigo: RIQUELME, Daniel. \u201cFiliaci\u00f3n falsificada y estrago\u201d, In: LO GI\u00daDICE, A. (Comp.). Psicoan\u00e1lisis, restituici\u00f3n, apropiaci\u00f3n, filiaci\u00f3n. Buenos Aires: Centro de Atenci\u00f3n por el Derecho a la identidad, Abuelas de Plaza de Mayo, 2005, p.63-69. O caso cl\u00ednico relatado foi atendido pelo autor, psicanalista, membro da EOL-AMP, integrante da \u00c1rea Terap\u00eautica do Centro de Atenci\u00f3n por el Derecho a la Identidad, Abuelas de Plaza de Mayo.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>ALEM\u00c1N, J. El inconsciente: existencia y diferencia sexual. Madrid: S\u00edntesis, 2001, p. 81-107.<\/h6>\n<h6>ARFUCH, L. Identidad: construcci\u00f3n social y subjetiva. Primer Coloquio Interdisciplinario de Abuelas de Plaza de Mayo. Buenos Aires: Abuelas de Plaza de Mayo, 2004, p.65-71.<\/h6>\n<h6>BAUDINI, S. \u201c El inconsciente es la pol\u00edtica o la normalidade mental como el fin del psiquismo\u201d, Mediodicho, n.28, C\u00f3rdoba, 2004, p.39-44.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. \u201cDos aspectos de la torsi\u00f3n entre s\u00edntoma e instituci\u00f3n\u201d, In: Los usos del psicoan\u00e1lis. Primer Encuentro del Campo Freudiano. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2003.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cTeoria de Turim sobre el Sujeto de la Escuela\u201d, In: Qu\u00e9 pol\u00edtica para el psicoan\u00e1lisis? Colecci\u00f3n de la orientaci\u00f3n lacaniana. Buenos Aires, 2003.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Guillermo Belaga<\/strong><\/h6>\n<h6>Chefe do Servi\u00e7o de Sa\u00fade Mental do Hospital Central de San Isidro. Psicanalista, membro da Escuela de la Orientaci\u00f3n Lacaniana (EOL). Membro da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP). E-mail:\u00a0<span id=\"cloak4c032e8b4715e0b0326176ff0eaba74d\"><a href=\"mailto:gbelaga@gmail.com\">gbelaga@gmail.com<\/a><\/span>.<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GUILLERMO BELAGA Em definitivo, o que fazer com aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio aceitar: que essa fissura, esse vazio, leva muito bem o nome tr\u00e1gico [\u2026] daquilo que n\u00e3o tem resolu\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se paga nem com o castigo nem com o perd\u00e3o. [\u2026]. 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