{"id":631,"date":"2013-07-17T06:55:07","date_gmt":"2013-07-17T09:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=631"},"modified":"2013-07-17T06:55:07","modified_gmt":"2013-07-17T09:55:07","slug":"insensatez-do-corpo-e-retalhos-na-carne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2013\/07\/17\/insensatez-do-corpo-e-retalhos-na-carne\/","title":{"rendered":"Insensatez Do Corpo E Retalhos Na Carne"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>CLEYTON ANDRADE<\/strong><\/h6>\n<p>O interesse deste texto \u00e9 apenas o de tecer alguns coment\u00e1rios sobre o lugar do corpo na toxicomania como forma de manter aberto esse debate. Essa quest\u00e3o n\u00e3o vem marcada por nenhum ineditismo ou novidade, visto que, para nos restringirmos ao campo da literatura psicanal\u00edtica, ela remonta \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es freudianas. Evitando um recenseamento detalhado, destaco aquele que talvez seja o mais cl\u00e1ssico extra\u00eddo de Freud a respeito da quest\u00e3o. Refiro-me a \u201cO mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d (1930), em que o uso de drogas \u00e9 uma das tr\u00eas sa\u00eddas para o mal-estar, com a particularidade de ser, dentre as demais, a mais eficaz. O que confere tal efic\u00e1cia e sua consequente condi\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o, segundo Freud, decorre dos efeitos das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas sobre o corpo. Podemos extrair da\u00ed uma f\u00f3rmula freudiana para a toxicomania: droga + corpo. Parece simples e ing\u00eanua, por\u00e9m \u00e9 uma tese que n\u00e3o encontrou at\u00e9 hoje nenhum antagonista \u00e0 altura.<\/p>\n<p>Ela nos sugere que, mesmo havendo uma infinidade de objetos e significantes intoxicantes, tal como os significantes da cadeia e do discurso, al\u00e9m da inequ\u00edvoca toxidade da libido e do gozo, eles n\u00e3o bastam para explicar o fen\u00f4meno da toxicomania. Essas toxidades generalizadas nos tornam todos, de algum modo, toxic\u00f4manos. Por\u00e9m, ao mesmo tempo, reservam um lugar de independ\u00eancia conceitual n\u00e3o assimil\u00e1vel \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o \u201ctodo mundo \u00e9 toxic\u00f4mano\u201d. Bastam significantes, libido e gozo para alguns efeitos t\u00f3xicos, mas eles s\u00e3o insuficientes para sustentar a nomea\u00e7\u00e3o \u201ceu sou toxic\u00f4mano\u201d. Nomea\u00e7\u00e3o esta que n\u00e3o tem como se manter alheia ou independente da f\u00f3rmula freudiana da toxicomania \u2014 droga + corpo.<\/p>\n<p>A droga e o corpo s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para que se possa pensar esse fen\u00f4meno. Qualquer desmembramento eventual poderia resultar em discursos de valor especulativo, sem, contudo, responder \u00e0 experi\u00eancia cl\u00ednica em sentido estrito ou amplo.<\/p>\n<p>Longe de tentar propor uma tipologia cl\u00ednica para a opera\u00e7\u00e3o do uso do corpo na toxicomania, minha tentativa, em poucas palavras, \u00e9 a de pensar que o uso do corpo tal como \u00e9 feito na psicose pode ajudar a pensar a atualidade das duas faces da f\u00f3rmula freudiana. Essa atualidade viria, principalmente, orientada pela composi\u00e7\u00e3o lacaniana do paradigma joyciano para a psicose e para a segunda cl\u00ednica. Penso que \u00e9 por essa via aberta por Lacan que podemos manter vivo todo o vigor da jun\u00e7\u00e3o entre droga e corpo apontada por Freud.<\/p>\n<p>Diversos pacientes n\u00e3o conseguem viver sem drogas e acidentes que deixam expostas facetas da carne viva. Para alguns deles, as drogas e os acidentes comp\u00f5em suas trajet\u00f3rias ao longo da vida. N\u00e3o \u00e9 incomum que tais acidentes antecedam, hist\u00f3rica e logicamente, o uso de drogas, fazendo com que express\u00f5es como \u201dcarne viva\u201d, \u201cdetonar\u201d, \u201cdestruir\u201d, \u201crasgar\u201d, \u201carrancar\u201d apare\u00e7am como enxames torrenciais, sendo dif\u00edcil dizer o que \u00e9 mais presente nessas hist\u00f3rias: a droga ou a carne.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de retalhos na carne, um sujeito[2] se recuperava de um grave acidente que lhe havia rasgado a perna, permanecendo dentro do quarto usando drogas. Um dia, a m\u00e3e entra motivada por um forte odor vindo de l\u00e1. \u00c9 quando v\u00ea o estado da perna do filho: ela estava \u201capodrecendo\u201d, \u201cnecrosando\u201d. Essa falha no narcisismo, na imagem do corpo, quase lhe custara o membro. Algum tempo depois, uma conting\u00eancia levou-o a trabalhar numa cozinha, sendo respons\u00e1vel pelo corte e preparo da carne, o que lhe poupou de cortar, rasgar e destruir a pr\u00f3pria. Foi desse lugar que ele p\u00f4de reenla\u00e7ar o que se encontrava desenla\u00e7ado.<\/p>\n<p>Houve um tempo em que esper\u00e1vamos encontrar um elemento da neurose nos casos de toxicomania, mesmo que ao pre\u00e7o de um a menos de consci\u00eancia implicada nessa empreitada. Era um tempo em que tent\u00e1vamos fazer da neurose um modo de pensar a toxicomania. Isso, al\u00e9m de representar uma resist\u00eancia aos p\u00f3s-freudianos \u2014 que identificavam o toxic\u00f4mano \u00e0 pervers\u00e3o e \u00e0 psicose \u2014 constitu\u00eda uma forma de encontrar um sentido freudiano para o sintoma do uso de drogas. Esse empenho foi francamente contido pelo surgimento da no\u00e7\u00e3o de novas formas de sintoma, fundamental para as investiga\u00e7\u00f5es sobre o tema da toxicomania.<\/p>\n<p>Podemos nos perguntar se o risco que corr\u00edamos \u2014 em alguns momentos \u2014 ao adotarmos essa nova e importante perspectiva dos novos sintomas, n\u00e3o produziu como efeito uma no\u00e7\u00e3o negativa da toxicomania. A partir da leitura de Lacan, evit\u00e1vamos a tenta\u00e7\u00e3o de adotar uma concep\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria e negativa da psicose. Entretanto, o risco passaria a ser o de conceber a toxicomania como algo deficit\u00e1rio e negativo em rela\u00e7\u00e3o ao sintoma, por exemplo. Um breve levantamento de textos de algumas d\u00e9cadas poderia nos acenar com uma percep\u00e7\u00e3o da toxicomania como resultado de algo que n\u00e3o se operou na neurose. Da tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o, passou-se a uma leitura quase pelo avesso.<\/p>\n<p>Certa vez, chamou-me a aten\u00e7\u00e3o uma observa\u00e7\u00e3o sagaz feita por Jacques-Alain Miller, ao comentar um caso de alcoolismo em uma mulher: trata-se, dizia ele, n\u00e3o de uma alc\u00f3olatra, mas de uma hist\u00e9rica que bebe. Essa distin\u00e7\u00e3o me parece, ainda hoje, de uma riqueza cl\u00ednica peculiar. Ela nos permite separar o alcoolismo da histeria, mesmo que o \u00e1lcool seja um objeto em comum.<\/p>\n<p>O uso do corpo na toxicomania n\u00e3o passa pela identifica\u00e7\u00e3o do desejo com poss\u00edveis manifesta\u00e7\u00f5es corporais em que o corpo possa ser confundido com o desejo do Outro, ou com uma oposi\u00e7\u00e3o a ele. \u00c9 em virtude de que o alcoolismo de algumas mulheres pode vir a ser relido em termos de uma hist\u00e9rica que bebe, que n\u00e3o podemos nos autorizar a uma interpreta\u00e7\u00e3o de que o uso do corpo na histeria seja o paradigma para pensar o uso do corpo na toxicomania. Nesse \u00faltimo, o uso n\u00e3o \u00e9 marcado pela castra\u00e7\u00e3o do Outro nem por um endere\u00e7amento. O corpo da hist\u00e9rica que bebe ainda se faz captur\u00e1vel pela leitura de um texto endere\u00e7ado ao Outro, inteiramente assimil\u00e1vel ao que Freud transmitiu acerca do sentido do sintoma \u2014 mesmo que, de fato, a bebida dificulte tal leitura.<\/p>\n<p>Na toxicomania, o corpo deixa de ser um espa\u00e7o de leitura para ser reduzido \u00e0 sua dimens\u00e3o prim\u00e1ria de uso. \u00c9 verdade que o uso do corpo n\u00e3o \u00e9 restrito a esses casos. Muito embora eles restrinjam o corpo \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o ao uso. O que a pr\u00e1tica da droga evidencia \u00e9 menos a pr\u00f3pria subst\u00e2ncia do que o uso que se faz do corpo. Por isso, a crackol\u00e2ndia n\u00e3o \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o de corpos deca\u00eddos e de modos obscenos de gozar pelas ruas das metr\u00f3poles. Eles n\u00e3o est\u00e3o ali para mostrarem nem o uso da droga nem os corpos. A crackol\u00e2ndia \u00e9 o novo fen\u00f4meno da hierarquia do uso do corpo e, consequentemente, do gozo sobre quaisquer outras formas do desejo. Encontrar ali um sentido regido pela norma f\u00e1lica \u00e9, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a expectativa de conferir alguma significa\u00e7\u00e3o a esse real das grandes cidades.<\/p>\n<p>O uso do corpo pelo toxic\u00f4mano n\u00e3o responde ao princ\u00edpio da utilidade regida pelo contrato social regulado, por sua vez, pelo Nome-do-Pai. A assinatura do Pai n\u00e3o \u00e9 reconhecida por aqueles que ali se re\u00fanem. A crackol\u00e2ndia pode ser o exemplo de uma radical inobserv\u00e2ncia de tais princ\u00edpios em prol de um uso espec\u00edfico do corpo. Parece estar em cena uma modalidade de gozo mais pr\u00f3xima da perspectiva do gozo aut\u00edstico de cada um que ali se amontoa, e n\u00e3o de um gozo regulado pelo falo, pela civiliza\u00e7\u00e3o. Esse modo de tratamento do corpo e do gozo nos conduz a pensar a teoria e a cl\u00ednica da psicose em fun\u00e7\u00e3o daquilo que elas nos apresentam como tratamentos poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Recorrendo novamente a outros tempos, \u00e9 poss\u00edvel observar que essa cl\u00ednica se ocupou com o problema do diagn\u00f3stico diferencial entre psicose e toxicomania. Hoje, parece-me mais frut\u00edfera a pergunta sobre os pontos em que pensar a psicose possa convergir para a possibilidade de pensar a toxicomania. Em outras palavras, se uma tradi\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica e tamb\u00e9m psiqui\u00e1trica se valeu do paradigma da pervers\u00e3o para pensar o fen\u00f4meno toxicoman\u00edaco, e boa parte da psiquiatria ainda insiste em confundir toxicomania com manifesta\u00e7\u00f5es de uma psicose schereberiana, a orienta\u00e7\u00e3o lacaniana toma outra dire\u00e7\u00e3o. Esta pode apoiar-se no paradigma da psicose de Joyce.<\/p>\n<p>O caso do pequeno Hans demonstra como um sujeito pode encontrar equivalentes f\u00e1licos apoiando-se no significante e no sentido. Por outro lado, tanto o toxic\u00f4mano quanto o psic\u00f3tico se v\u00eam impedidos de contarem com esse recurso, ao menos na mesma medida. Nesse sentido, o gozo f\u00e1lico n\u00e3o se apresenta como um \u00edndice da normalidade de um modo de gozo. Ao contr\u00e1rio, o que ele aponta \u00e9 a pr\u00f3pria anormalidade da qual padece um sujeito diante da n\u00e3o exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>A inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, condi\u00e7\u00e3o para a disjun\u00e7\u00e3o entre o gozo do corpo pr\u00f3prio e o Outro, imp\u00f5e que o parceiro como sintoma seja o lugar vazio da interse\u00e7\u00e3o entre o simb\u00f3lico e o real. A droga opera uma ruptura com o casamento an\u00f4malo que adv\u00e9m da inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual e ao mesmo tempo sutura o lugar vazio do parceiro-sintoma com a subst\u00e2ncia, e com a insist\u00eancia met\u00f3dica do uso do corpo. Assim, a tentativa \u00e9 de incidir uma nega\u00e7\u00e3o na n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o, como se a positivasse. O parceiro se identificaria com o uso, tanto da droga quanto do corpo.<\/p>\n<p>A interse\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em jogo \u00e9 entre o simb\u00f3lico e o real, excluindo o imagin\u00e1rio. Esse enlace que exclui o imagin\u00e1rio, tal como se apresenta o sintoma na psicose, mostra-se como uma boa refer\u00eancia para pensar o sintoma na toxicomania. A insensatez do corpo em virtude da desvincula\u00e7\u00e3o com o Outro que proveria de sentido e significa\u00e7\u00e3o o sintoma se enla\u00e7a diretamente com os retalhos na carne. Essa opera\u00e7\u00e3o se mostra n\u00e3o interpret\u00e1vel. As diversas denomina\u00e7\u00f5es fornecidas aos acidentes infligidos \u00e0 anatomia n\u00e3o s\u00e3o d\u00f3ceis \u00e0 no\u00e7\u00e3o de significante, sendo refrat\u00e1rios a uma ades\u00e3o pelo discurso e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de cadeias. Carne viva, cortar, destruir, rasgar, etc., funcionam como enxames, como uma tempestade de letras que sulcam o terreno \u00e1rido do real do corpo, da carne. A letra, por n\u00e3o se articular com outras, n\u00e3o demanda decifra\u00e7\u00e3o. No mais, por estarem divorciados do sentido, esses cortes sobre a carne s\u00e3o como a express\u00e3o de um puro gozo da letra.<\/p>\n<p>O corpo pode ser tomado com rela\u00e7\u00e3o a cada um dos tr\u00eas registros. Com o Semin\u00e1rio 23, O Sinthoma, podemos falar que o corpo \u00e9 imagin\u00e1rio. O problema \u00e9 que o sintoma psic\u00f3tico \u2014 e numa das formas poss\u00edveis de pensarmos o sintoma na toxicomania \u2014 o corpo que \u00e9 colocado em cena exclui o imagin\u00e1rio. \u00c9 poss\u00edvel pensar sobre falha da imagem do corpo, sobre a falha do narcisismo, como o lugar em que se instala um enla\u00e7amento do corpo simb\u00f3lico enquanto cad\u00e1ver (MILLER, 2012), com o corpo real de gozo enquanto carne (MILLER, 2012). \u00c9 um modo de pensar que se pretende oportuno para compreender o uso mort\u00edfero que alguns psic\u00f3ticos podem fazer de seus acidentes tal como no epis\u00f3dio da carne morta, apodrecendo, que n\u00e3o gerou nenhuma estranheza por parte do sujeito.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o gira em torno do que o sujeito faz como express\u00e3o do seu esfor\u00e7o para localizar o gozo no corpo. Um neur\u00f3tico pode-se apoderar de um discurso como m\u00e9todo de tratamento do corpo. Enquanto que, fora do discurso, a incumb\u00eancia do psic\u00f3tico transforma-se na busca de um uso para o corpo enquanto carne. E nisso a toxicomania \u00e9 uma oferta que vem a calhar. O uso do corpo se sobressai ao uso da linguagem para inscrever um gozo que n\u00e3o pode ser decifrado. A um sujeito que n\u00e3o tenha o que falar sobre os cortes que lhe retalham a carne talvez seja melhor que trabalhe com carnes.[3] Afinal, os cortes que passariam a ser feitos nos quilos que tem \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o poderiam ter efeitos semelhantes aos de uma escrita. N\u00e3o teriam absolutamente o mesmo estatuto da escrita de Joyce, \u00e9 claro. Mas j\u00e1 seria um enla\u00e7amento, um tratamento que sirva de apoio ao pensamento, o que antes n\u00e3o ocorria.<\/p>\n<p>Com isso, poderia ser poss\u00edvel circunscrever um gozo bordejado pelos tra\u00e7os da l\u00e2mina da faca sobre a carne crua, impedindo que esse gozo transborde para sua pr\u00f3pria carne. Frente \u00e0 desorienta\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia de vida e da deriva da libido, um sujeito pode inventar um m\u00e9todo que vise a dar conta das perturba\u00e7\u00f5es tanto da linguagem quanto do corpo. A possibilidade, mediante o discurso anal\u00edtico, de erguer uma pr\u00e1tica do uso do corpo regulada pelo significante e pela nomea\u00e7\u00e3o talvez possa reinserir uma dimens\u00e3o que antes se encontrava exclu\u00edda.<\/p>\n<h6><strong>(1) Apresentado no N\u00facleo de Pesquisa em Toxicomania e Alcoolismo do IPSM-MG.<\/strong><\/h6>\n<h6><strong>(2) Caso apresentado e conduzido por Rachel Botrel.<\/strong><\/h6>\n<h6><strong>(3) Sa\u00edda encontrada pelo paciente do fragmento de caso apresentado.<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>BATISTA, M.; LAIA, S. (Orgs.). A psicose ordin\u00e1ria: a conven\u00e7\u00e3o de Antibes. Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2012.<\/h6>\n<h6>BATISTA, M.; LAIA, S. (Orgs.). Todo mundo delira. Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2010.<\/h6>\n<h6>HARARI, A. Cl\u00ednica lacaniana da psicose: de Cl\u00e9rambault \u00e0 inconsist\u00eancia do Outro. Rio de janeiro: Contra Capa, 2006.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1966). Escritos. Trad. V. Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1975). O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma. Trad. S. Laia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Cleyton Andrade<\/strong><\/h6>\n<h6>Doutor em Estudos Psicanal\u00edticos pela UFMG, Professor Adjunto da UFAL. E-mail:\u00a0<span id=\"cloakc249522daa5a7ab7cfbd58804913304a\"><a href=\"mailto:cleytons@uol.com.br\">cleytons@uol.com.br<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CLEYTON ANDRADE O interesse deste texto \u00e9 apenas o de tecer alguns coment\u00e1rios sobre o lugar do corpo na toxicomania como forma de manter aberto esse debate. Essa quest\u00e3o n\u00e3o vem marcada por nenhum ineditismo ou novidade, visto que, para nos restringirmos ao campo da literatura psicanal\u00edtica, ela remonta \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es freudianas. 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