{"id":640,"date":"2013-07-17T06:55:07","date_gmt":"2013-07-17T09:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=640"},"modified":"2013-07-17T06:55:07","modified_gmt":"2013-07-17T09:55:07","slug":"criancas-a-deriva-reflexoes-sobre-a-construcao-o-comentario-de-casos-e-a-transmissao-da-psicanalise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2013\/07\/17\/criancas-a-deriva-reflexoes-sobre-a-construcao-o-comentario-de-casos-e-a-transmissao-da-psicanalise\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as \u00c0 Deriva: Reflex\u00f5es Sobre A Constru\u00e7\u00e3o, O Coment\u00e1rio De Casos E A Transmiss\u00e3o Da Psican\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>JEANNINE NARCISO<\/strong><\/h6>\n<p>No livro A viol\u00eancia: sintoma social da \u00e9poca, encontra-se o tema \u201cdesditas da inf\u00e2ncia\u201d. Desventura \u00e9 sin\u00f4nimo da palavra desdita. H\u00e1 crian\u00e7as vivendo desventuras em s\u00e9rie, que \u00e9 inclusive o t\u00edtulo de uma s\u00e9rie de livros infanto juvenis e de um filme.[1] S\u00e3o crian\u00e7as que vivenciam a infelicidade, a afli\u00e7\u00e3o e a falta de sorte. Como comentar casos que trazem esta particularidade?<\/p>\n<p>Miller (2006), no texto A arte do diagn\u00f3stico: o rouxinol de Lacan, aponta o caminho a percorrer entre o ponto de partida, que \u00e9 a leitura do caso, e a busca por autores que j\u00e1 escreveram sobre o que \u00e9 necess\u00e1rio saber para poder escrever um coment\u00e1rio. E vai dizer de duas vertentes do ensino: a investiga\u00e7\u00e3o e a acumula\u00e7\u00e3o. A acumula\u00e7\u00e3o \u00e9 a parte de procurar, nos livros, nos artigos, na internet, o que foi dito pelos que j\u00e1 se referiram ao assunto. E a outra parte \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o, a pesquisa, \u00e9 o buscar, esperar o novo.<\/p>\n<p>A partir do que diz Miller, torna-se importante pensar na pretens\u00e3o que \u00e9 comentar um caso. Tendo por certas as palavras de Lacan ao se referir \u00e0 pr\u00e1tica da psican\u00e1lise, \u201cpretender, no profissional, ter um dom\u00ednio de um real que n\u00e3o se presta a ser dominado\u201d pode ser mesmo um \u201ccerto pecado\u201d (Miller, 2006, p.19).<\/p>\n<p>Na cl\u00ednica psicanal\u00edtica, a constru\u00e7\u00e3o, a apresenta\u00e7\u00e3o e a escrita do caso cl\u00ednico d\u00e3o \u00e0 psican\u00e1lise o estatuto de um saber transmiss\u00edvel. Miller vai dizer que, \u201cna transmiss\u00e3o da cl\u00ednica, devemos dar a primazia ou preval\u00eancia ao singular mais que ao geral e ao universal\u201d (Miller, 2006, p.20). Ao privilegiar o caso de uma crian\u00e7a, interessa o detalhe, o que n\u00e3o pode ser generalizado. N\u00e3o mais acreditar nos sistemas de classifica\u00e7\u00e3o. O que n\u00e3o quer dizer que eles n\u00e3o existam, pelo contr\u00e1rio, est\u00e3o presentes no dia a dia de todos n\u00f3s. Frequentemente, somos convocados a avaliar ou a sermos avaliados.<\/p>\n<p>Na psican\u00e1lise, as regras e as classes s\u00e3o o sujeito analisante quem inventa. Segundo Miller, cada analisante assume seu caso em um universal muito particular. Na \u00e9poca do mais, algumas crian\u00e7as, por j\u00e1 terem passado pelo consult\u00f3rio de v\u00e1rios \u201cpsis\u201d, j\u00e1 chegam dizendo que n\u00e3o querem que o que falam seja contado para os pais e que n\u00e3o querem fazer testes. E cada um, como a crian\u00e7a contempor\u00e2nea que \u00e9, tamb\u00e9m quer dizer: \u201cN\u00e3o, sou apenas eu, n\u00e3o sou um n\u00famero, n\u00e3o sou um exemplar\u201d (Miller, 2006, p.21)<\/p>\n<p>Como elaborar e transmitir a cl\u00ednica no nosso tempo? A indica\u00e7\u00e3o que temos e que acontece no Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais \u00e9 que se trata de pensar o diagn\u00f3stico como uma arte. \u201cComo uma arte de julgar um caso sem regra e sem classe preestabelecida\u201d (Miller, 2006, p.27) Uma experi\u00eancia bem diferente da tend\u00eancia atual estat\u00edstico-classificat\u00f3ria que refere o indiv\u00edduo a uma classe patol\u00f3gica. O discurso do mestre atual promete construir, com grande efici\u00eancia, maneiras tecnol\u00f3gicas de fazer diagn\u00f3stico autom\u00e1tico.<\/p>\n<p>Em psican\u00e1lise, a apresenta\u00e7\u00e3o de ideias gerais sobre um tema cede lugar ao caso particular. A cada caso apresentado, privilegiamos a decis\u00e3o que leva a encontrar os princ\u00edpios que podem orientar a condu\u00e7\u00e3o: \u201co tato que cada caso requer\u201d. A experi\u00eancia permite elaborar o tato. Se, inicialmente, s\u00e3o esperados muitos dados \u201cpara concluir sobre a hipot\u00e9tica orienta\u00e7\u00e3o do tratamento, com o tempo se conclui com menos\u201d (Miller, 2006, p.28)<\/p>\n<p>No N\u00facleo de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental, alguns casos comentados n\u00e3o podem ser rigorosamente qualificados de caso cl\u00ednico. Os casos s\u00e3o discutidos por serem situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia, marcadas pelo excesso, pela viol\u00eancia e que demandam uma aten\u00e7\u00e3o. Segundo Vigan\u00f3 (2012), para possibilitar a constru\u00e7\u00e3o do caso cl\u00ednico a partir do caso social, \u00e9 preciso um grupo de trabalho, o grupo de uma pr\u00e1tica anal\u00edtica na qual v\u00e1rios sustentam um desejo de saber visto como o \u00eaxito de uma experi\u00eancia anal\u00edtica e nomeado de transfer\u00eancia de trabalho.<\/p>\n<p>Nesses casos, Laia (2010) considera que, \u00e0s vezes, por serem situa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 viol\u00eancia, deslocam-se para um campo diferente da \u201cpsican\u00e1lise aplicada \u00e0 terap\u00eautica\u201d, mas tampouco s\u00e3o da \u201cpsican\u00e1lise pura\u201d. S\u00e3o considerados \u201cproblemas sociais\u201d e, portanto, carregam a expectativa de \u201creadapta\u00e7\u00e3o social\u201d. O que exige do analista, presente nas institui\u00e7\u00f5es judici\u00e1rias, assistenciais e educativas, certo tato, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 nesses lugares uma transfer\u00eancia pr\u00e9via \u00e0 psican\u00e1lise, e muitos dos profissionais que ali trabalham n\u00e3o levam em conta a exist\u00eancia do inconsciente. Portanto, h\u00e1 o risco de fixar o sujeito em um discurso determinista.<\/p>\n<p>Atualmente, um significativo n\u00famero de crian\u00e7as \u00e9 encaminhado pelos programas de refer\u00eancia para a viol\u00eancia sexual e dom\u00e9stica, para servi\u00e7os em que trabalham psicanalistas. Muitas vezes, \u00e9 a m\u00e3e quem procura o Outro da nossa \u00e9poca \u2014 o hospital, o poder p\u00fablico, para que traduza para ela o que est\u00e1 acontecendo com o filho. No momento em que \u00e9 escutada, o que conta \u00e9 a hist\u00f3ria da sua vida, da sua fam\u00edlia e da crian\u00e7a. Na hist\u00f3ria de muitas crian\u00e7as, a viol\u00eancia da qual se tornou v\u00edtima foi cometida pelo pai.<\/p>\n<p>O relato de vida feito pela m\u00e3e mostra que os acidentes na vida da crian\u00e7a come\u00e7am cedo. S\u00e3o vidas marcadas pela err\u00e2ncia, pela dificuldade econ\u00f4mica, pela gravidez indesejada e pelo abandono. A crian\u00e7a chega ao mundo sem a garantia de inscri\u00e7\u00e3o no Outro. Segundo Lacad\u00e9e:<\/p>\n<p><em>Para um sujeito que chega ao mundo como um corpo, como um corpo vivo que goza, grita e chora, \u00e9 muito importante encontrar um desejo que se debruce sobre ele e que n\u00e3o seja an\u00f4nimo. Esse desejo s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 an\u00f4nimo, quando a maneira como a m\u00e3e se refere ao corpo de seu filho, a maneira como ela se ocupa de suas necessidades, inclui um mist\u00e9rio que se chama \u2018desejo\u2019 (LACAD\u00c9E, 2006, p.68).<\/em><\/p>\n<p>Quando a crian\u00e7a destina seu discurso a algu\u00e9m que a escuta, logo inventa a sua maneira de fazer uso da l\u00edngua para dizer o que se passa com ela. Assim, pode falar de um pai desajustado, que demonstra aos filhos n\u00e3o saber o que fazer com a vida, que n\u00e3o se apresenta como o agente da interdi\u00e7\u00e3o sexual. \u00c9 um adulto que n\u00e3o coloca obst\u00e1culo para sua pr\u00f3pria satisfa\u00e7\u00e3o, ao seu direito ao gozo. Assim, na aus\u00eancia de um adulto que o oriente em dire\u00e7\u00e3o ao Outro, a crian\u00e7a n\u00e3o \u201cadquire uma certa intui\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 proibida\u201d (LACAN, 1984\/2002, p.42) e n\u00e3o consegue conter sua busca pela satisfa\u00e7\u00e3o pulsional.<\/p>\n<p>Segundo Laurent, a psican\u00e1lise pode-se posicionar e transmitir algum saber sobre o real em jogo nessas situa\u00e7\u00f5es. Como analistas, devemos \u201cdispensar os semblantes propostos \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o\u201d e sustentar que o \u201cdiscurso da parentalidade, cortado da particularidade do desejo que produziu a crian\u00e7a, faz parte destes semblantes que recusamos\u201d (LAURENT, 2007, p.278).<\/p>\n<p>pO que a investiga\u00e7\u00e3o sobre a transfer\u00eancia vai-nos trazer com toda a for\u00e7a \u00e9 o desejo do analista como aquele que vai contra a \u201ccrian\u00e7a generalizada\u201d, vai contra tomar o ser falante como objeto e deix\u00e1-lo sem palavra e sem responsabilidade. Ocupando um lugar no discurso anal\u00edtico, tornamo-nos destinat\u00e1rios do sofrimento da crian\u00e7a, oferecendo-nos como seu complemento a partir do manejo de nosso ato e interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por se opor ao discurso da \u201ccrian\u00e7a generalizada\u201d (LACAN, 1967\/2003, p.367), o analista de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana se oferece como destinat\u00e1rio do sofrimento da crian\u00e7a, como seu complemento, como um parceiro. Ou seja, para Castro (2006), pode o psicanalista, a partir do manejo do ato cl\u00ednico e da interpreta\u00e7\u00e3o, favorecer a inven\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de um saber que possibilite \u00e0 crian\u00e7a n\u00e3o mais se submeter a um imperativo de gozo.<\/p>\n<p>Algumas crian\u00e7as est\u00e3o \u00e0 deriva, o seu sofrimento n\u00e3o para de agitar seus corpos. Elas parecem estar sem um destino. Compreende-se, assim, que \u00e9 na experi\u00eancia anal\u00edtica, no momento do surgimento do significante carregado de gozo, que o analista pode manejar seu ato, para que, como sujeito, a crian\u00e7a se reconduza e se ancore, quando necess\u00e1rio, em um bom porto. E, a partir deste porto, cada uma possa partir para novas aventuras, sustentada por um desejo que n\u00e3o seja an\u00f4nimo (LACAN, 1969\/2003, p.373).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>(1) \u201cDesventuras em s\u00e9rie\u201d nome dado aos 13 livros de aventura pelo autor Lemony Snicket (pseud\u00f4nimo de Daniel Handler). No Brasil, a s\u00e9rie foi publicada pela Editora Companhia das Letras. Em 2004, foi lan\u00e7ada uma adapta\u00e7\u00e3o, para o cinema, de tr\u00eas livros da s\u00e9rie.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>CASTRO, H. \u201cFic\u00e7\u00f5es e fix\u00f5es: ancoragens paternas\u201d, Curinga, Belo Horizonte, Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas, n.23, 2006, p.113-121.<\/h6>\n<h6>LACAD\u00c9E, P. \u201cO uso do nome-do-pai: a ferramenta do pai e a pr\u00e1tica anal\u00edtica\u201d, Curinga, Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas, n.23, 2006, p.34-70.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1967). \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a\u201d, In: ______. Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p.361-368.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1969). \u201cNota sobre a crian\u00e7a\u201d, In: ______. Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p.369-370.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1984). Complexos familiares. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002, p.42.<\/h6>\n<h6>LAIA, S. \u201cConsidera\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre a viol\u00eancia urbana\u201d, Latusa Digital, Rio de Janeiro, ano 7, n.40-41, mar.\/jun. 2010.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. \u201cA crian\u00e7a no avesso das fam\u00edlias\u201d, In: ALVARENGA, E.; FAVRET, E.; C\u00c1RDENAS, M. H., A variedade da pr\u00e1tica: do tipo cl\u00ednico ao caso \u00fanico em psican\u00e1lise. Terceiro Encontro Americano do Campo Freudiano. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2007, p.20.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cA arte do diagn\u00f3stico: O rouxinol de Lacan\u201d, Curinga, Belo Horizonte, Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Se\u00e7\u00e3o Minas, n.23, 2006, p.15-33.<\/h6>\n<h6>TELLES, H. \u201cDesditas da inf\u00e2ncia\u201d, In: MACHADO, O.; DEREZENSKY, E. (Orgs.), A viol\u00eancia: sintoma social da \u00e9poca. Belo Horizonte: Scriptum, 2013, p.272-280.<\/h6>\n<h6>VIGAN\u00d3, C. \u201cServir-se do pai al\u00e9m do \u00c9dipo\u201d, In: ALKIMIM, W. (Org.), Novas confer\u00eancias. Belo Horizonte: Scriptum, 2012, p.175.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Jeannine Narciso<\/strong><\/h6>\n<h6>Psicanalista, respons\u00e1vel pelo N\u00facleo de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental \u2013 Montes Claros e Ipatinga. Psic\u00f3loga pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Sa\u00fade Mental pela Universidade Estadual de Montes Claros. E-mail:\u00a0<span id=\"cloak2dc97fbe44f0ec1cf7292f251d4fa7e5\"><a href=\"mailto:jannarciso31@gmail.com\">jannarciso31@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JEANNINE NARCISO No livro A viol\u00eancia: sintoma social da \u00e9poca, encontra-se o tema \u201cdesditas da inf\u00e2ncia\u201d. Desventura \u00e9 sin\u00f4nimo da palavra desdita. 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