{"id":648,"date":"2013-07-17T06:55:07","date_gmt":"2013-07-17T09:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=648"},"modified":"2025-12-01T17:18:16","modified_gmt":"2025-12-01T20:18:16","slug":"a-linguagem-como-disturbio-do-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2013\/07\/17\/a-linguagem-como-disturbio-do-real\/","title":{"rendered":"A Linguagem Como Dist\u00farbio Do Real"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>MIQUEL BASSOLS<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/union-libre-poem-by-andr-breton-embossed-in-braille-on-a-photograph-2004.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1280\" data-large_image_height=\"963\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-649\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/union-libre-poem-by-andr-breton-embossed-in-braille-on-a-photograph-2004-1024x770.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"770\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/union-libre-poem-by-andr-breton-embossed-in-braille-on-a-photograph-2004-1024x770.jpg 1024w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/union-libre-poem-by-andr-breton-embossed-in-braille-on-a-photograph-2004-300x226.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/union-libre-poem-by-andr-breton-embossed-in-braille-on-a-photograph-2004-768x578.jpg 768w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/union-libre-poem-by-andr-breton-embossed-in-braille-on-a-photograph-2004.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Conhecemos, na orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, a fecundidade dos estudos sobre os dist\u00farbios da linguagem no que concerne \u00e0 cl\u00ednica das psicoses. Fomos formados no estudo preciso desses dist\u00farbios, considerando-os como um crit\u00e9rio diagn\u00f3stico e mesmo como o crit\u00e9rio diagn\u00f3stico por excel\u00eancia, segundo a m\u00e1xima que Jacques Lacan deduziu em seu semin\u00e1rio As psicoses, de 1955-1956. \u00c9 nesse semin\u00e1rio, a prop\u00f3sito de um caso submetido \u00e0 sua considera\u00e7\u00e3o, que ele assinalou:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>\u201cEu me recusei a dar o diagn\u00f3stico de psicose por uma raz\u00e3o decisiva, \u00e9 que n\u00e3o havia nenhuma dessas perturba\u00e7\u00f5es que constituem o objeto de nosso estudo este ano, e que s\u00e3o os dist\u00farbios na ordem da linguagem. Devemos exigir, antes de dar o diagn\u00f3stico de psicose, a presen\u00e7a desses dist\u00farbios. [\u2026] \u00e9 essa, em todo caso, a conven\u00e7\u00e3o que lhes proponho adotar provisoriamente\u201d (LACAN, 1955-1956\/1985, p.109-110).<\/em><\/p>\n<p>Era, com efeito, uma conven\u00e7\u00e3o, que devia ser provis\u00f3ria, mas que teve uma fun\u00e7\u00e3o de b\u00fassola para nossa orienta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 cl\u00ednica e ao tratamento das psicoses.<\/p>\n<p>Podemos fazer a lista desses dist\u00farbios de linguagem nas psicoses, a partir da an\u00e1lise atenta e detalhada dos fen\u00f4menos surgidos na fun\u00e7\u00e3o da palavra e do campo da linguagem. S\u00e3o os dist\u00farbios concernentes ao eixo da significa\u00e7\u00e3o, por efeito da elis\u00e3o do significante que faria escans\u00e3o \u2014 a elis\u00e3o do significante f\u00e1lico. S\u00e3o os dist\u00farbios induzidos por um deslizamento infinito da significa\u00e7\u00e3o, sobre o eixo da meton\u00edmia: a fuga do pensamento, o discurso tangencial, com os fen\u00f4menos de conversa\u00e7\u00e3o interior j\u00e1 isolados por Jules Seglas (1985). S\u00e3o tamb\u00e9m as frases interrompidas, as rupturas da cadeia significante, com os neologismos, os ritornelos ou a erotiza\u00e7\u00e3o do significante. Lacan ordenou esses diferentes fen\u00f4menos em torno de dois eixos (LACAN, 1958\/1998). A partir da retomada da an\u00e1lise da met\u00e1fora e da meton\u00edmia do linguista Roman Jakobson, ele distinguiu os fen\u00f4menos de c\u00f3digo e os fen\u00f4menos de mensagem e isolou seu ponto comum como sendo a irrup\u00e7\u00e3o, \u201ca presen\u00e7a do significante no real\u201d, com todas as novas viragens da significa\u00e7\u00e3o da realidade, engendrada por esse surgimento, para o sujeito. Ele j\u00e1 via a\u00ed uma condi\u00e7\u00e3o da \u201csitua\u00e7\u00e3o do homem moderno\u201d, uma esp\u00e9cie de dist\u00farbio generalizado da linguagem que a ci\u00eancia induz com seus novos objetos.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca Geek,(1) marcada pelos efeitos da t\u00e9cnica sobre o sujeito da ci\u00eancia, pode-se dizer que se passa dos \u201cdist\u00farbios de linguagem\u201d \u00e0 linguagem considerada ela mesma como um dist\u00farbio do qual seria necess\u00e1rio curar a dita humanidade.<\/p>\n<p><strong>O Entrave Da Linguagem<\/strong><\/p>\n<p>Tomemos um exemplo, talvez limite, dessa nova perspectiva na interface das t\u00e9cnicas cibern\u00e9ticas com as neuroci\u00eancias, um campo que se tornou uma refer\u00eancia fundamental para o cognitivismo atual e mesmo uma orienta\u00e7\u00e3o que se pode designar por este neologismo surpreendente: neuropsican\u00e1lise. Nessa interface, Kevin Warwick, professor na Universidade de Reading, nos Estados Unidos, impulsionou o chamado Projeto Cyborg. Uma quest\u00e3o serve de b\u00fassola para sua pesquisa: What happens when a man is merged with a computer? \u2014 \u201cO que acontece quando um homem \u00e9 fusionado com um computador?\u201d Deixaremos de lado os aspectos mais ou menos frankensteinianos dessa pesquisa e de seus resultados e as novas t\u00e9cnicas de implanta\u00e7\u00e3o de chip e outros dispositivos eletr\u00f4nicos no corpo do sujeito. Deixaremos de lado, igualmente, as finalidades consideradas ben\u00e9ficas no tratamento, por esse tipo de meios, de uma s\u00e9rie de les\u00f5es do sistema nervoso. N\u00f3s nos interessamos antes pelo testemunho do sujeito mesmo dessa pesquisa. Esse testemunho visa, com efeito, nos parece, ao horizonte que \u00e9 aquele do sujeito das tecnoci\u00eancias de nosso tempo.<\/p>\n<p>Quando de sua recente passagem por Barcelona, Kevin Warwick testemunhou suas experi\u00eancias. Ele conseguiu, dizia, conectar seu c\u00e9rebro a um computador, situado em New York, e enviar impulsos, atrav\u00e9s da internet, a um bra\u00e7o rob\u00f3tico situado em seu laborat\u00f3rio na Inglaterra. Ele conseguiu mover esse bra\u00e7o, e mesmo \u201csenti-lo\u201d, como se fosse seu pr\u00f3prio bra\u00e7o. Mais ainda, no curso dessa experi\u00eancia \u2014 que implica j\u00e1 um certo grau de despersonaliza\u00e7\u00e3o e de corpo despeda\u00e7ado \u2014 ele conseguiu conectar, sempre pela internet, seu pr\u00f3prio sistema nervoso, sua pr\u00f3pria rede neuronal, \u00e0 de sua mulher. Ele tinha a ideia de poder comunicar-se com ela sem ter necessidade de falar. \u201cNosso corpo \u00e9 apenas um entrave para nosso c\u00e9rebro\u201d (WARWICK, 2012), dizia. O paradoxo l\u00f3gico, suposto por essa afirma\u00e7\u00e3o \u2014 tomar o c\u00e9rebro como uma parte separada e mesmo diferente do pr\u00f3prio corpo \u2014 n\u00e3o constitui ent\u00e3o, aqui, uma barreira \u00e0 tentativa de escrever a rela\u00e7\u00e3o sexual no real. O corpo despeda\u00e7ado do sujeito da ci\u00eancia poder\u00e1 sempre pensar em se recompor no espa\u00e7o virtual com o Outro, na medida em que ele, ou ela, poder\u00e1 encarnar ou fazer semblante de um Outro gozo sempre poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Ainda assim, essas conex\u00f5es n\u00e3o parecem ter resolvido um certo n\u00famero de problemas entre o Sr. Warwick e sua mulher, problemas de identidade sexual e de comunica\u00e7\u00e3o, os quais ele n\u00e3o hesita em testemunhar. Irena, sua mulher, queixava-se de n\u00e3o ser suficientemente escutada por ele. Ele ent\u00e3o conectou seu pr\u00f3prio sistema nervoso \u00e0 m\u00e3o de sua mulher. E, assim, quando ela mexia seu bra\u00e7o, ele recebia os impulsos em seu pr\u00f3prio c\u00e9rebro. Ele sonhava realizar o sonho de Samuel Morse, o inventor do famoso c\u00f3digo Morse: \u201cenviar sinais de um c\u00e9rebro a outro\u201d de maneira direta, prescindindo de outros meios hardware. Mas o Sr. Warwick encontrou um obst\u00e1culo em sua empreitada, que parece ser a causa \u00faltima de seu fracasso. Segundo seus pr\u00f3prios termos, ele encontrou \u201ca barreira\u201d da \u201carcaica linguagem humana\u201d porque, se \u201cos neur\u00f4nios s\u00e3o conectados on-line por impulsos eletroqu\u00edmicos, para chegar de um sujeito a outro, eles devem ainda necessariamente passar pela arcaica linguagem humana\u201d. A linguagem, instrumento que deveria ser um meio de comunica\u00e7\u00e3o, se torna assim a \u00faltima barreira ao estabelecimento poss\u00edvel de uma comunica\u00e7\u00e3o direta, e a causa principal de n\u00e3o comunica\u00e7\u00e3o, de n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia do Sr. Warwick se choca ent\u00e3o com a linguagem, como a um dist\u00farbio do real, e que d\u00e1 conta de um gozo in\u00fatil aos fins da comunica\u00e7\u00e3o. \u201cSe se compara a linguagem com a transmiss\u00e3o instant\u00e2nea e precisa da rede neuronal, ela se apresenta como um c\u00f3digo muito amb\u00edguo e impreciso.\u201d Falar \u00e9 apenas uma maneira \u201clenta e primitiva de emiss\u00e3o e de recep\u00e7\u00e3o de ondas sonoras!\u201d<\/p>\n<p>A linguagem, segundo K. Warwick, \u00e9, ent\u00e3o, finalmente, um entrave, uma esp\u00e9cie de doen\u00e7a, uma doen\u00e7a mesmo um pouco arcaica, um v\u00edrus que faz intrus\u00e3o no corpo, um entrave no real.<\/p>\n<p><strong>Um Novo Real<\/strong><\/p>\n<p>O Sr. Warwick tem raz\u00e3o. Lacan, na \u00faltima parte de seu ensino, notadamente em seu Semin\u00e1rio XXIII, O sinthoma \u2014 20 anos ap\u00f3s seu semin\u00e1rio As psicoses, ao qual nos referimos antes \u2014 era da mesma opini\u00e3o: \u201cA quest\u00e3o \u00e9 antes de saber porque um homem dito normal n\u00e3o percebe que a fala \u00e9 um parasita, que a fala \u00e9 uma excresc\u00eancia, que a fala \u00e9 a forma de c\u00e2ncer pela qual o ser humano \u00e9 afligido\u201d (LACAN, 1975-1976\/2007, p.92). E o sujeito psic\u00f3tico \u00e9 sem d\u00favida o mais indicado para apreend\u00ea-lo, tal como James Joyce p\u00f4de testemunhar. Foi justamente a experi\u00eancia de escrita de James Joyce que mostrou a Lacan que n\u00e3o existem dist\u00farbios de linguagem propriamente ditos, mas que a linguagem ela mesma \u00e9 o dist\u00farbio, um dist\u00farbio do qual se pode, no melhor dos casos, fazer um sinthoma, uma maneira de gozar singular do sujeito.<\/p>\n<p>\u00c9 porque a linguagem, ela mesma, \u00e9 um dist\u00farbio do real, que podemos, ali\u00e1s, sustentar que todo mundo delira. A linguagem, e o equ\u00edvoco significante, introduzindo um abismo no real, uma dimens\u00e3o do ser falante que o faz tamb\u00e9m sujeito de gozo, um gozo t\u00e3o irredut\u00edvel quanto a linguagem mesma. Se uma certa tecnoci\u00eancia anseia ainda por um real que seria curado do dist\u00farbio da linguagem, a psican\u00e1lise mostra o incur\u00e1vel desse dist\u00farbio no ser falante.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca Geek da tecnoci\u00eancia, h\u00e1, ent\u00e3o, ao menos, uma obje\u00e7\u00e3o ao ideal de um apagamento poss\u00edvel do dist\u00farbio da linguagem da superf\u00edcie da Terra. \u00c9 a obje\u00e7\u00e3o do sujeito psic\u00f3tico, que tenta fazer com a linguagem um sinthoma para acreditar nela de modo radical, como o indicava \u00c9ric Laurent (2013) na interven\u00e7\u00e3o que inaugurou a prepara\u00e7\u00e3o deste Congresso.<\/p>\n<p>Em seguimento ao ensino de Lacan, nossa pesquisa concerne precisamente ao abismo introduzido no real pelo fato da linguagem, pelo fato do ser falante. Considerado com os instrumentos da psican\u00e1lise, \u00e0 luz do sinthoma, o abismo implica a exist\u00eancia de um novo real, que n\u00f3s n\u00e3o podemos conceber de maneira objetiva na medida mesma em que n\u00f3s habitamos esse abismo. H\u00e1 uma impossibilidade inerente a esse novo real, o qual a ci\u00eancia n\u00e3o pode levar em conta, na medida em que ela se funda na foraclus\u00e3o, no esquecimento mais absoluto desse abismo.<\/p>\n<p>\u00c9 a esse novo real que somos confrontados na perspectiva do pr\u00f3ximo Congresso da AMP, que tem o t\u00edtulo, t\u00e3o promissor para a psican\u00e1lise, \u201cUm real para o s\u00e9culo XXI\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: M\u00e1rcia Mez\u00eancio<\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o: Jorge Pimenta<\/h6>\n<h6>(1) Diz-se de pessoas \u201cfissuradas\u201d pelas tecnologias modernas dos aparelhos eletr\u00f4nicos. Segundo a Wikip\u00e9dia, os Geeks, ou Nerds, em geral, sofrem de neofilia (atra\u00e7\u00e3o por tudo aquilo que \u00e9 novidade). (Dispon\u00edvel em: http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Geek. Acesso em: mar\u00e7o de 2014).<\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1955-1956). O Semin\u00e1rio, livro 3: as psicoses. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1958). De uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1975-1976). O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma. Rio de janeiro: Zahar, 2007.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. La psychose ou la croyance radicale au sympt\u00f4me. Mental, Bruxelles, n.29, f\u00e9vrier 2013, p.65-74.<\/h6>\n<h6>SEGLAS, J. \u201cPremi\u00e8re le\u00e7on, des hallucinations\u201d, In: Le\u00e7ons cliniques sur les maladies mentales et nerveuses. Paris: Asselin et Houzeau, 1985.<\/h6>\n<h6>WARWICK, K. Entrevista ao jornal La Vanguardia de Barcelona, 19 de novembro de 2012. Project Cyborg. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.kevinwarwick.com. Acesso em: mar\u00e7o de 2014.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Miquel Bassols<\/strong><\/h6>\n<h6>Psicanalista, Membro da ELP &#8211; Escuela Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis, da ECF, NLS e AMP E-mail:\u00a0<span id=\"cloak79be5123bdfd3356435937c5d36adee2\"><a href=\"mailto:m.bassols@ilimit.es\">m.bassols@ilimit.es<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MIQUEL BASSOLS &nbsp; Conhecemos, na orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, a fecundidade dos estudos sobre os dist\u00farbios da linguagem no que concerne \u00e0 cl\u00ednica das psicoses. Fomos formados no estudo preciso desses dist\u00farbios, considerando-os como um crit\u00e9rio diagn\u00f3stico e mesmo como o crit\u00e9rio diagn\u00f3stico por excel\u00eancia, segundo a m\u00e1xima que Jacques Lacan deduziu em seu semin\u00e1rio As psicoses,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":58205,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-648","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-13","category-9","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=648"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/648\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58206,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/648\/revisions\/58206"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}