{"id":669,"date":"2014-03-17T06:53:30","date_gmt":"2014-03-17T09:53:30","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=669"},"modified":"2014-03-17T06:53:30","modified_gmt":"2014-03-17T09:53:30","slug":"almanaque-on-line-entrevista-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2014\/03\/17\/almanaque-on-line-entrevista-6\/","title":{"rendered":"Almanaque On-Line Entrevista"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>COMISS\u00c3O CIENT\u00cdFICA DO XX EBCF<\/strong><\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o n.14 do Almanaque on-line aborda o tema do XX EBCF, \u201cTrauma nos corpos, viol\u00eancia nas cidades\u201d, pelo vi\u00e9s da proposta de trabalho da Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do Instituto para o ano de 2014, formulada como quest\u00e3o: Incid\u00eancias do trauma: o que de real voc\u00ea encontra em sua pr\u00e1tica? Segundo Simone Souto, em argumento divulgado na Agenda EBP-MG e IPSM-MG do segundo semestre de 2014,<\/h6>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>[\u2026] em um primeiro momento, nossa investiga\u00e7\u00e3o se dedicou a encontrar os meios atrav\u00e9s dos quais, em nossa pr\u00e1tica, um real pode ser localizado. A partir da\u00ed, nos deparamos com uma nova quest\u00e3o: que respostas dar a um real que n\u00e3o se deixa tratar pelo sentido? Essa pergunta nos leva, agora, a abordar a inven\u00e7\u00e3o, ou seja, o que cada um inventa como resposta a partir do real. A inven\u00e7\u00e3o diz respeito, certamente, ao sujeito e ao que lhe \u00e9 \u00fanico, mas, tamb\u00e9m, n\u00e3o deixa de concernir o praticante e mesmo as institui\u00e7\u00f5es: o que temos feito para dar lugar \u00e0s inven\u00e7\u00f5es do sujeito frente ao real? O que podemos recolher, da nossa experi\u00eancia cl\u00ednica e institucional, como um \u201csaber fazer com o real\u201d?<\/em><\/p>\n<p>A partir desse argumento, solicitamos aos membros da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica do XX EBCF que nos enviassem uma colabora\u00e7\u00e3o, um flash, um breve depoimento sobre o real que encontram em sua pr\u00e1tica cl\u00ednica, pesquisa te\u00f3rica ou uma indica\u00e7\u00e3o de como esse real pode ser abordado \u2013 uma obra liter\u00e1ria, um filme ou obra de arte \u2013 bem como sobre as inven\u00e7\u00f5es poss\u00edveis diante desse real.<\/p>\n<p>Recebemos os depoimentos abaixo, pelos quais muito agradecemos aos seus autores.<\/p>\n<p><strong>CARLOS AUGUSTO NIC\u00c9AS<\/strong>: \u201cEu sou um deprimido\u201d. Assim Jo\u00e3o se nomeou quando chegou dizendo-se um fracassado em tentar fugir da \u201cdesgra\u00e7a\u201d que aconteceu em sua vida amorosa. E trouxe a marca do seu traumatismo nas pontua\u00e7\u00f5es e nas palavras escolhidas para falar do seu sofrimento. Ele j\u00e1 atravessara quase um ano sob efeitos de antidepressivos receitados por um colega seu, melhor amigo desde a faculdade, e logo me confessou: \u201cEu me entupi de rem\u00e9dio, eu s\u00f3 queria evitar o pior\u201d. Jo\u00e3o \u00e9 ortopedista e, com termos pr\u00f3prios de seu saber particular, me diz por que decidiu vir falar a um analista: \u201cEu cansei meu amigo repetindo o que me aconteceu, foi bom contar com seu ombro para n\u00e3o morrer, mas n\u00e3o fez \u2018calo\u2019, a fratura continua exposta\u201d. E prossegue: \u201cToda minha vida eu cuidei de traumatizados, agora eu preciso cuidar do que se quebrou dentro de mim\u201d. Um abandono, o da mulher, ele o p\u00f5e no lugar de causa do seu \u201ctraumatismo\u201d, acontecimento que, em sua conting\u00eancia, o encontrou \u201ctotalmente despreparado\u201d. Na mesma entrevista, refere-se ao efeito do acontecimento assim:<\/p>\n<p><em>Ela me pegou de surpresa, comunicou brutalmente que estava apaixonada por um colega de escrit\u00f3rio, arquiteto como ela, com quem estava me traindo h\u00e1 um ano e com quem iria morar a partir daquela semana. Tudo isso numa enxurrada s\u00f3, o casamento acabou assim, ela saiu assim da minha vida, e eu fiquei v\u00e1rios dias sem entender o que se passou, andando pela cidade como um \u201czumbi\u201d, completamente siderado. Depois come\u00e7aram os sintomas: depress\u00e3o, ins\u00f4nia, dores no corpo todo. O que me mant\u00e9m de p\u00e9 \u00e9 o antidepressivo, que eu j\u00e1 estou reduzindo desde que decidi vir me tratar aqui.<\/em><\/p>\n<p>Assim, Jo\u00e3o, ortopedista de \u201cacidentados do trabalho\u201d, em um hospital p\u00fablico, decidiu \u201cver o que est\u00e1 quebrado e que ainda d\u00f3i dentro de mim\u201d, porque precisa estar \u201ccurado, para o caso de a vida me dar outras rasteiras\u201d. A psican\u00e1lise n\u00e3o lhe \u00e9 uma \u201cmat\u00e9ria\u201d muito conhecida, diz ele, mas do nome de Freud ele diz se lembrar:<\/p>\n<p><em>Como eu sou um m\u00e9dico que se interessou por osso, essas coisas da alma fogem da minha cultura, mas minha primeira namorada era psic\u00f3loga, e, um dia, ela leu para mim um texto de Freud em que o psicanalista era comparado a um cirurgi\u00e3o da alma. Foi dela que me lembrei quando o amigo psiquiatra que me receitou o antidepressivo me sugeriu vir falar com um analista, procurar voc\u00ea, porque ele n\u00e3o estava vendo muita mudan\u00e7a em mim.<\/em><\/p>\n<p>Nesse momento em que vir falar a um analista parecia j\u00e1 abrir um lugar diferente para Jo\u00e3o, um lugar n\u00e3o somente para \u201cdesabafar\u201d com um amigo ou se \u201centupir\u201d com medicamentos, acreditando assim e at\u00e9 agora lutar contra o real antes que ele se presentificasse, eu suspendi essa primeira entrevista e, antes de oferecer-lhe uma segunda, mantive aberta a porta da psican\u00e1lise, sublinhando simplesmente da escuta das palavras de sua lembran\u00e7a: \u201cDela, mas tamb\u00e9m de Freud\u2026\u201d<\/p>\n<p>Vir falar a um analista pode trazer j\u00e1 embutida, na demanda de psicoterapia, um esbo\u00e7o de mudan\u00e7a subjetiva. Jo\u00e3o, em uma de suas sess\u00f5es preliminares imediatas \u00e0 primeira, me diz: \u201cNo come\u00e7o, eu me perguntava por que a vida me fez isso, mas, agora, eu desconfio de que n\u00e3o era tamb\u00e9m para ficar assim, tanto tempo vagando como um zumbi\u201d. \u00c9, Jo\u00e3o me pareceu ter chegado come\u00e7ando a desfazer uma identifica\u00e7\u00e3o ao significante \u201cv\u00edtima\u201d, ao qual ele se colou para se proteger do efeito traum\u00e1tico do abandono que sofreu do Outro. N\u00e3o querendo somente responsabilizar o Outro para justificar seu sofrimento, eu j\u00e1 o escutava nesses primeiros tempos da transfer\u00eancia esbo\u00e7ando uma implica\u00e7\u00e3o de sujeito, mesmo que isso lhe fosse ainda opaco e enigm\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>MARIA JOS\u00c9 GONTIJO SALUM<\/strong>: Incid\u00eancias do trauma: o que de real voc\u00ea encontra em sua pr\u00e1tica?: quest\u00e3o que orienta o trabalho da Sess\u00e3o Cl\u00ednica do IPSM-MG, rumo ao XX Encontro Brasileiro do Campo Freudiano. As discuss\u00f5es no N\u00facleo de Psican\u00e1lise e Direito t\u00eam nos aproximado do eixo tem\u00e1tico \u201cPsicologia das massas, an\u00e1lise do eu\u2026 e a deriva das puls\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Em \u201cPsicologia das massas e an\u00e1lise do eu\u201d, Freud afirma que a identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma mais antiga de la\u00e7o libidinal. A identifica\u00e7\u00e3o com o ideal permite a coes\u00e3o da massa, ainda que ela, em momentos espec\u00edficos, possa irromper em explos\u00f5es de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica com os adolescentes e jovens, nas institui\u00e7\u00f5es educativas e socioeducativas, vemos como eles, mesmo que circulando lado a lado no mesmo espa\u00e7o, n\u00e3o se agrupam, segundo a l\u00f3gica freudiana da refer\u00eancia ao ideal do eu. Ao contr\u00e1rio, muitas vezes, permanecem na satisfa\u00e7\u00e3o com os objetos, e s\u00e3o frequentes as manifesta\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia e agressividade entre eles e contra os respons\u00e1veis pelo trabalho nas institui\u00e7\u00f5es, impossibilitando ou dificultando o la\u00e7o com o Outro proposto.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel considerar que a mudan\u00e7a no programa de satisfa\u00e7\u00e3o de nossa civiliza\u00e7\u00e3o \u2014 da ren\u00fancia em prol de um ideal, para o imperativo de satisfa\u00e7\u00e3o \u2014 teve como consequ\u00eancia um \u201cmal-estar nas identifica\u00e7\u00f5es\u201d ou mesmo uma \u201cpatologia nas identifica\u00e7\u00f5es\u201d, que chega at\u00e9 n\u00f3s por meio das irrup\u00e7\u00f5es de transgress\u00e3o e viol\u00eancia. As contribui\u00e7\u00f5es da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana sobre as nomea\u00e7\u00f5es t\u00eam nos permitido aproximar e intervir em algumas dessas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos casos que nos chegam, \u00e9 comum a presen\u00e7a de designa\u00e7\u00f5es ou apelidos relacionados \u00e0 viol\u00eancia e transgress\u00e3o. S\u00e3o modos de nomear distintos da opera\u00e7\u00e3o do Nome-do-Pai, cujo poder metaf\u00f3rico pode substituir a satisfa\u00e7\u00e3o direta, promovendo o la\u00e7o com o Outro. Em nossa \u00e9poca, essa nomea\u00e7\u00e3o se encontra em decl\u00ednio. Assim, encontramos, cada vez mais, designa\u00e7\u00f5es em conex\u00e3o direta com o gozo, que acabam por promov\u00ea-lo e incit\u00e1-lo, em uma manifesta\u00e7\u00e3o da vertente superegoica do imperativo de gozo.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 B.O.\u201d, \u201cEle \u00e9 Jack\u201d, \u201cSou 4:20\u201d[1] s\u00e3o exemplos de designa\u00e7\u00f5es que formam um curto-circuito, no qual os adolescentes s\u00e3o vistos e se mostram identificados ao resto da sociedade, sem possibilidade de vacila\u00e7\u00e3o, como em uma ordem de ferro. Nas institui\u00e7\u00f5es, a cada manifesta\u00e7\u00e3o de hostilidade da parte dos adolescentes, nova tentativa de coer\u00e7\u00e3o e interdi\u00e7\u00e3o, produzindo mais agressividade e viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da psican\u00e1lise e sua oferta da palavra t\u00eam permitido uma vacila\u00e7\u00e3o nas designa\u00e7\u00f5es que segregam e promovem o gozo, abrindo um espa\u00e7o para acolher outras possibilidades de surgimento do sujeito. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel demonstrar como a psican\u00e1lise pode funcionar como uma ajuda contra as passagens ao ato e atua\u00e7\u00f5es, como nos indicou Lacan.<\/p>\n<p><strong>MARCELA ANTELO<\/strong>: Detalhar o real<\/p>\n<p>Sacril\u00e9gio do \u201cNoli tangere\u201d, o close up \u00e9 magn\u00edfica prova da penetra\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o \u201cna f\u00e1brica do real\u201d. A literatura nos entregou os divinos detalhes, ensinou Miller lendo Nabokov. O artificio come\u00e7ou com a configura\u00e7\u00e3o exata do coque de Madame Bovary. \u201cDetalhar quer dizer fracionar em peda\u00e7os\u201d [2]. Para o cineasta Jean Epstein assim como para Miller \u00e9 assunto de \u00e9tica.<\/p>\n<p>Um destino poss\u00edvel do detalhe \u00e9 sua diviniza\u00e7\u00e3o, devemos livrar-nos dela, disse Jacques-Alain Miller em 1989, faz\u00ea-lo poderia constituir a dignidade da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>O divino nos oferece o qu\u00ea? Ser\u00e1 que ter uma parte ao alcance nos faz supor um todo onde n\u00e3o existe? A ascens\u00e3o do objeto ao z\u00eanite implica sua diviniza\u00e7\u00e3o. Qualquer objeto que se situe na vertical do observador ser\u00e1 divinizado. Perturbar a diviniza\u00e7\u00e3o dos peda\u00e7os.<\/p>\n<p>O z\u00eanite possui seu oposto, Nadir, que goza de muito menos imprensa. Peda\u00e7os no oposto do z\u00eanite. Perturbar a diviniza\u00e7\u00e3o pode servir-se da leitura do detalhe, j\u00e1 n\u00e3o da sua observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Epstein, no seu artigo \u201cMagnifica\u00e7\u00e3o\u201d[3] afirma que um close-up extra\u00eddo da cadeia, fora do contexto, \u00e9 monstruoso e constitui a alma do cinema. Diviniza um sorriso, abrindo na tela como uma fruta madura ou indica o abismo da boca vazia de Old Boy. Inquietantemente estranho o close d\u00e1 a ver o que vida diurna e suas grandes magnitudes dissimula. Estaria ele animado pelo desejo feminino de tocar o corpo sagrado que lembrava Ram Mandil nos Papers 1? Arrancar um peda\u00e7o do divino e faz\u00ea-lo cair.<\/p>\n<p>Saber que o mais inquietante e perturbador reside no mais pr\u00f3ximo e familiar \u00e9 justamente uma das sabedorias que adquiriu cidadania no amanhecer do s\u00e9culo. O fragmento, a parte, o min\u00fasculo, a pe\u00e7a avulsa, pode constituir-se como um princ\u00edpio epist\u00eamico de aproxima\u00e7\u00e3o ao homem contempor\u00e2neo se a orienta\u00e7\u00e3o vai do Zenith ao Nadir.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia princeps do close-up chama-se fotogenia, algo inarticul\u00e1vel, no limite do simb\u00f3lico, um plus acrescentado ao objeto pelo ato cinematogr\u00e1fico, pela sua a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Identificado por muitos como a alma do cinema, o close up n\u00e3o \u00e9 d\u00f3cil ao conceito nem deixa datar sua cronologia. O close up visa a um mais al\u00e9m de realidade, dar um zoom que ultrapasse o estreito representacional. Eisenstein, compatriota de Holbein, propunha em 1926 um cinema soco que cortasse at\u00e9 a caveira.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, em russo e em franc\u00eas a palavra usada para close-up denota grande escala (gros plan); enquanto que em ingl\u00eas, espanhol e portugu\u00eas \u00e9 a proximidade que est\u00e1 em jogo. Mary Ann Doane[4] sabe extrair todas as consequ\u00eancias desse paradoxo.<\/p>\n<p>Fernand L\u00e9ger, pintor fascinado pelo cinema ensina a objetividade que resulta do corte, o fim do todo, na cacofonia do seu Ballet m\u00e9canique, justaposi\u00e7\u00e3o de peda\u00e7os. L\u00e9ger disse:<\/p>\n<p><em>Eu pr\u00f3prio usei o close-up, que \u00e9 a \u00fanica e real inven\u00e7\u00e3o do cinema. O fragmento do objeto tamb\u00e9m foi \u00fatil para mim; isolando-o o personalizamos. Todo este trabalho me conduziu a olhar o fen\u00f4meno da objetividade como novo e altamente contempor\u00e2neo em si pr\u00f3prio[5].<\/em><\/p>\n<p><em>O cinema concorre com este aspecto da vida. A m\u00e3o \u00e9 um objeto m\u00faltiplo e transform\u00e1vel. Antes de v\u00ea-lo no filme n\u00e3o sabia o que era uma m\u00e3o! O pr\u00f3prio objeto \u00e9 capaz de devir um absoluto, uma coisa tr\u00e1gica e em movimento[6].<\/em><\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de fotografias[7] atrozes, de detalhes que n\u00e3o conduzem ao todo, de peda\u00e7os arrancados do corpo humanamente estendido, pode aproximar demasiadamente, close too close, do real dos campos de concentra\u00e7\u00e3o colocando em cena o gozo de um Outro abismal. Freud falou da lente de aumento da an\u00e1lise e dos infus\u00f3rios microsc\u00f3picos da ci\u00eancia.<\/p>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"640\" data-large_image_height=\"487\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-670\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download.jpg 640w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download-300x228.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"400\" data-large_image_height=\"300\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-671\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_1.jpg 400w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_2.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"432\" data-large_image_height=\"330\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-672\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_2.jpg\" alt=\"\" width=\"432\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_2.jpg 432w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/download_2-300x229.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong>(1) B.O: abrevia\u00e7\u00e3o de Boletim de Ocorr\u00eancia, notifica\u00e7\u00e3o policial de uma contraven\u00e7\u00e3o ou crime. Jack: refer\u00eancia ao que praticou estupro; retirado da hist\u00f3ria de Jack, o estripador. 4:20: refer\u00eancia ao uso de drogas por meio da grafia americana para o dia 20 de abril, considerado o dia internacional da maconha.<\/strong><\/h6>\n<h6>\n<strong>(2) Miller, Jacques-Alain. Los divinos detalles. Ensino proferido no quadro do Departamento de Psican\u00e1lise da Universidade de Paris VIII, li\u00e7\u00e3o de 1\/3\/89.<\/strong><\/h6>\n<h6>\n<strong>(3) Epstein, Jean \u201cMagnification and Other Writings.\u201d Trans. Stuart Liebman. October 3 (1977): 9\u201325.<\/strong><\/h6>\n<h6>\n<strong>(4) Doane, Mary Ann. \u201cThe Close-Up: Scale and Detail in the Cinema\u201d em D i f f e r e n c e s : A Journal of Feminist Cultural Studies, Brown University, 2003.<\/strong><\/h6>\n<h6>\n<strong>(5) L\u00e9ger, Fernand [1927] citado em Fernand L\u00e9ger \u2013 The Later Years \u2013, catalogue edited by Nicolas Serota, published by the Trustees of the Whitechapel Art gallery, London, Prestel Verlag, 1988, pp. 21-22.<\/strong><\/h6>\n<h6>\n<strong>(6) L\u00e9ger, Fernand L\u2019\u00e9sthetique de la Machine \u2013 l\u2019Ordre G\u00e9ometrique et le Vrai -, Propos d\u2019Artistes, 1925.<\/strong><\/h6>\n<h6>\n<strong>(7) &#8220;Atrocities,&#8221; May 7, 1945, LIFE. Fot\u00f3grafo: George Rodger; Quinze anos depois se publicam as fotografias de Margaret Bourke-White, December 26, 1960, special double-issue, \u201c25 Years of LIFE.\u201d<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COMISS\u00c3O CIENT\u00cdFICA DO XX EBCF Esta edi\u00e7\u00e3o n.14 do Almanaque on-line aborda o tema do XX EBCF, \u201cTrauma nos corpos, viol\u00eancia nas cidades\u201d, pelo vi\u00e9s da proposta de trabalho da Se\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica do Instituto para o ano de 2014, formulada como quest\u00e3o: Incid\u00eancias do trauma: o que de real voc\u00ea encontra em sua pr\u00e1tica? Segundo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-669","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque-14","category-10","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=669"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/669\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}