{"id":680,"date":"2014-07-17T06:55:36","date_gmt":"2014-07-17T09:55:36","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=680"},"modified":"2014-07-17T06:55:36","modified_gmt":"2014-07-17T09:55:36","slug":"o-escrito-que-nao-pode-ser-lido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2014\/07\/17\/o-escrito-que-nao-pode-ser-lido\/","title":{"rendered":"O Escrito Que N\u00e3o Pode Ser Lido"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>FAYGA PAIM<\/strong><\/h6>\n<p><em>Agora s\u00f3 espero a despalavra: a palavra nascida<\/em><br \/>\n<em>para o canto \u2013 desde os p\u00e1ssaros.<\/em><br \/>\n<em>A palavra sem pron\u00fancia, \u00e1grafa.<\/em><br \/>\n<em>Quero o som que ainda n\u00e3o deu liga.<\/em><br \/>\n<em>Quero o som gotejante das violas de cocho.<\/em><br \/>\n<em>A palavra que tenha um aroma ainda cego.<\/em><br \/>\n<em>At\u00e9 antes do murm\u00fario.<\/em><br \/>\n<em>Que fosse nem um risco de voz.<\/em><br \/>\n<em>Que s\u00f3 mostrasse a cintil\u00e2ncia dos escuros.<\/em><br \/>\n<em>A palavra incapaz de ocupar o lugar de uma imagem.<\/em><br \/>\n<em>O antesmente verbal: a despalavra mesmo.<\/em><\/p>\n<p><em>Manuel de Barros<\/em><\/p>\n<p>O presente trabalho tem por objetivo discutir a fun\u00e7\u00e3o do escrito ou, mais especificamente, se perguntar se existiria algo que n\u00e3o se pode ler em uma an\u00e1lise, algo que realmente seja ileg\u00edvel. Percorrendo alguns textos de Lacan e de Miller, tentamos bordejar essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>No semin\u00e1rio mais, ainda, especificamente no texto \u201cA fun\u00e7\u00e3o do escrito\u201d, Lacan se pergunta: \u201cComo retornar, sen\u00e3o por um discurso especial, a uma realidade pr\u00e9-discursiva?\u201d (LACAN, 1973, p. 37) Seria poss\u00edvel um discurso que desse conta dessa realidade, desse para\u00edso pr\u00e9-verbal, daquilo que n\u00e3o pode ser articulado ao discurso, daquilo que estaria anterior \u00e0 linguagem ou, como nomeou Lacan, do Real? Ou, ainda, poder\u00edamos nos perguntar sobre a exist\u00eancia de um discurso capaz de abarcar esse inassimil\u00e1vel?<\/p>\n<p>E ele mesmo, Lacan, nos lembra que a\u00ed est\u00e1 o sonho. Que esse seria \u201co sonho fundador de toda ideia de conhecimento\u201d (LACAN, 1973, p. 37), ou seja, entender, compreender, organizar o que se passa no Real.<\/p>\n<p>No fundamento da mitologia crist\u00e3 se encontra uma passagem em que anjos portadores de espadas fulgurantes s\u00e3o postos \u00e0 porta do para\u00edso perdido, impedindo o retorno. \u201cPodes comer de todas as \u00e1rvores do jardim. Mas a \u00e1rvore do conhecimento do bem e do mal n\u00e3o comer\u00e1s, porque no dia em que dela comeres ter\u00e1s que morrer\u201d (B\u00edblia de Jerusal\u00e9m). Essa marcada ruptura entre um antes e um depois deixa claro que algo \u00e9 inalcan\u00e7\u00e1vel. Passagem de cunho ilustrativo, da origem dos tempos, que seria apenas para marcar o que Lacan considera como m\u00edtico. N\u00e3o existiria o antes e o depois do discurso, portanto n\u00e3o est\u00e1 constitu\u00edda nenhuma realidade pr\u00e9-discursiva. Claramente ele nos diz que \u201cCada realidade se funda e se define por um discurso\u201d (LACAN, 1973, p. 37).<\/p>\n<p><em>N\u00e3o h\u00e1 a m\u00ednima realidade pr\u00e9-discursiva, pela simples raz\u00e3o de o que faz coletividade, e de que chamei os homens, as mulheres e as crian\u00e7as, isto n\u00e3o quer dizer nada como realidade pr\u00e9-discursiva. Os homens, as mulheres e as crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o mais do que significantes. (LACAN, 1973, p. 38)<\/em><\/p>\n<p>A partir disso, poder\u00edamos pensar nas limita\u00e7\u00f5es do discurso anal\u00edtico, j\u00e1 que a teoria psicanal\u00edtica se funda no discurso? Se ela se funda no discurso, como seria poss\u00edvel acessar algo que n\u00e3o se inscreve nele, algo que escapa a todo discurso?<\/p>\n<p>Para Lacan, \u00e9 a\u00ed que se coloca uma quest\u00e3o: Como lidar com isso, que faz furo no saber? Lidar com o que se encontra fora do discurso? Trata-se de saber o que, num discurso, se produz por efeito de \u201cescrita\u201d (LACAN, 1973, p. 39). Algo que est\u00e1 posto, mas n\u00e3o \u00e9 decifr\u00e1vel. Que hist\u00f3ria \u00e9 essa? Qual \u00e9 o uso retorcido? E o que justifica a separa\u00e7\u00e3o entre a escritura e a leitura? Miller observa que, entre um significante e um significado, existe uma interpreta\u00e7\u00e3o, uma passagem obrigat\u00f3ria (MILLLER, 1996, p. 96).<\/p>\n<p>Lacan inaugura uma ruptura com o pensamento saussureano e instaura uma fissura, um espa\u00e7o, uma passagem, uma d\u00e9calagei (dist\u00e2ncia) entre o significante e o significado.<\/p>\n<p>O linguista Ferdinand de Saussurre cunha uma no\u00e7\u00e3o de significante da qual Lacan se apropria. Por\u00e9m, para Saussurre, o significante e o significado est\u00e3o unidos arbitrariamente, ou seja, em fun\u00e7\u00e3o do acaso. O significante carregaria uma parcela do signo lingu\u00edstico (o som), enquanto o significado estaria mais ligado ao sentido, ao conceito, a uma ideia. Portanto, significante e significado estariam unidos. Mas Lacan subverte esse conceito saussureano e diz que a linguagem \u00e9 essencialmente constitu\u00edda de significantes e n\u00e3o de signos, e que o significado n\u00e3o tem necessariamente uma rela\u00e7\u00e3o fixa com o significante. Que o significado desliza pela cadeia significante. Talvez o mais importante que Lacan queira nos dizer seja que a rela\u00e7\u00e3o entre significante e significado n\u00e3o \u00e9 fixa, mas vari\u00e1vel. Lacan usa como exemplo o texto joyceano em que o significante aparece como recheio de significado.<\/p>\n<p><em>\u00c9 pelo fato dos significantes se embutirem, se comporem, se engavetarem \u2013 leiam Finnegans Wake \u2013 que se produz algo que, como significado, pode parecer enigm\u00e1tico, mas que \u00e9 mesmo o que h\u00e1 de mais pr\u00f3ximo daquilo que n\u00f3s analistas, gra\u00e7as ao discurso anal\u00edtico, temos de ler \u2013 o Lapso. \u00c9 a t\u00edtulo de lapso que aquilo significa alguma coisa, quer dizer, que aquilo pode ser lido de uma infinidade de maneiras diferentes. Mas \u00e9 precisamente por isso que aquilo se l\u00ea mal, ou que se l\u00ea de trav\u00e9s, ou que n\u00e3o se l\u00ea. (LACAN, 1973, p. 42)<\/em><\/p>\n<p>Portanto, o escrito seria algo que se inscreveria sob novo estatuto? Assim, Lacan atribui ao Escrito um estatuto distinto da rela\u00e7\u00e3o entre significado e significante. O Escrito n\u00e3o se inscreveria sob a \u00e9gide do significado nem do significante. Mas algo que se relacionaria mais com a barra que os separa. Mas n\u00e3o ser\u00e1 um estatuto extremo, j\u00e1 que ele \u201cdescobre antes de mais nada a escritura na pr\u00f3pria palavra\u201d (MILLER, 1996, p. 96).<\/p>\n<p>E ele, Lacan, se pergunta: como lidar com isso, que \u00e9 de quebrar a cara? [bem, eu estou quebrando a minha.] Ou seja, dizer da fun\u00e7\u00e3o do escrito ou daquilo que n\u00e3o se pode ler em uma an\u00e1lise, o ileg\u00edvel. Nesse momento do seu ensino, poder\u00edamos dizer que Lacan afirma a n\u00e3o preponder\u00e2ncia do simb\u00f3lico sobre o real. O simb\u00f3lico claudica, falha. N\u00e3o devemos pensar, como nos adverte Miller (MILLLER, 1995, p. 330), que o sentido escapa por que somos bobos. \u201cO sentido foge como a verdade se esconde. O sentido escapa como l\u00edquido de um tonel\u201d (Miller, 1995, p. 330). Como as Danaides, as personagens mitol\u00f3gicas que foram condenadas a encher ton\u00e9is sem fundo pelo resto da vida, estamos atr\u00e1s de algo que d\u00ea um sentido a tudo, atr\u00e1s de uma verdade inalcan\u00e7\u00e1vel. Assim, completa Miller, a fuga do sentido \u00e9 um real da linguagem (MILLER, 1995, p. 330). A\u00ed onde o simb\u00f3lico falha adv\u00e9m o Real em lampejos, em cintil\u00e2ncias.<\/p>\n<p><em>\u00c9 muito dif\u00edcil o acesso \u00e0 defini\u00e7\u00e3o, proposta por mim, da fuga do sentido como um real. Porque a representa\u00e7\u00e3o que fazemos do real \u00e9 justamente a de uma resist\u00eancia, alguma coisa imposs\u00edvel de mudar, \u00e0 qual associamos a no\u00e7\u00e3o de perman\u00eancia. Em rela\u00e7\u00e3o ao significante, que tem circuitos e se desloca, somos formados para representar o real como o que retorna ao mesmo lugar, e, portanto, com uma imagem de imobilidade. O sentido, visto que ele escapa, op\u00f5e-se \u00e0s representa\u00e7\u00f5es que temos do real. Para acessar o que evoco, precisamos nos dar conta de que o permanente, a fuga do sentido, \u00e9 uma propriedade de estrutura do sentido, o que constitui um real da linguagem.[\u2026]Assim, estamos sempre na conting\u00eancia, o que parece o pr\u00f3prio oposto do que \u00e9 real. (MILLER, 1994-95, p. 330)<\/em><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, poder\u00edamos pensar que o escrito constitui um real da linguagem. Mas n\u00e3o um real fixo, como aquilo que retorna ao mesmo lugar, mas algo que se movimenta. A fuga do sentido, portanto, \u00e9 o movimento que se relaciona com o sentido e n\u00e3o com o real movimento do sentido. Movimento de n\u00e3o completude, de n\u00e3o encaixe, de disson\u00e2ncia. Algo que est\u00e1 sempre a escapar, sempre em desvio, sempre infinito, que nunca atinge seu alvo e n\u00e3o se completa. \u00c9 sempre um encontro com o real, ao qual imediatamente \u00e9 dado um sentido, e deixa de ser real.<\/p>\n<p><em>Nunca chegamos a capturar o sentido, e, quando o capturamos por um enunciado, ele abre sempre uma nova pergunta: Mas ent\u00e3o o que isso quer dizer? O sentido \u00e9 um objeto perdido, como o objeto perdido da linguagem. N\u00e3o chegamos a recuper\u00e1-lo, ele \u00e9 um objeto tal que n\u00e3o podemos p\u00f4r-lhe as m\u00e3os em cima, o objeto-sentido. (MILLER,1995,p. 329)<\/em><\/p>\n<p>A fim de encerrar o sentido, os homens se p\u00f5em a dois na tentativa de negar a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual. Contudo, existe a\u00ed a mulher, que n\u00e3o \u00e9 toda, e, nela, alguma coisa que escapa ao discurso (LACAN, 1973, p. 38), o que atesta e agita essa impossibilidade, esse inc\u00f4modo: \u201cTudo que \u00e9 escrito parte do fato de que ser\u00e1 para sempre imposs\u00edvel escrever como tal a rela\u00e7\u00e3o sexual. \u00c9 da\u00ed que um certo efeito de discurso que se chama escrita\u201d (LACAN, 1972-73, p. 40).<\/p>\n<p>Assim, a escrita proporciona que se perceba a n\u00e3o exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, o que n\u00e3o para de n\u00e3o se escrever.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>[\u2026] o discurso anal\u00edtico, abordou esta quest\u00e3o seriamente e colocou que a condi\u00e7\u00e3o da escrita \u00e9 que ela se sustente por um discurso, que tudo escapa, e que, a rela\u00e7\u00e3o sexual voc\u00eas n\u00e3o poder\u00e3o jamais escrev\u00ea-la \u2013 escrev\u00ea-la com um verdadeiro escrito, enquanto aquele que, da linguagem, se condiciona por um discurso. (LACAN, 1972-73, p. 41)<\/em><\/p>\n<p>S\u00f3 nos resta concluir, fazendo eco da voz de Lacan, que, no seu \u00faltimo texto dos Escritos, j\u00e1 em 1976, apresenta a seguinte frase: \u201cQuando [\u2026] o espa\u00e7o de um lapso j\u00e1 n\u00e3o tem nenhum impacto de sentido (ou interpreta\u00e7\u00e3o), s\u00f3 ent\u00e3o temos certeza de estar no inconsciente\u201d (LACAN, 1976, p. 567). Quando o inconsciente n\u00e3o pode ser lido, \u00e9 a\u00ed que est\u00e1 o inconsciente? Esse seria o inconsciente real? Podemos observar uma tor\u00e7\u00e3o no pensamento Lacaniano que, ainda no Semin\u00e1rio VI, afirmava que \u201co desejo inconsciente \u00e9 a sua interpreta\u00e7\u00e3o\u201d (LACAN, 1959). Segundo Miller, seremos levados a crer que existe uma \u201cdisjun\u00e7\u00e3o entre o inconsciente e a interpreta\u00e7\u00e3o\u201d (MILLER, 2006, p. 4). Portanto, o inconsciente n\u00e3o seria apenas o conte\u00fado interpret\u00e1vel, mas tamb\u00e9m algo que escapa a toda tentativa de um entendimento. E isso figura claramente a import\u00e2ncia do escrito que n\u00e3o pode ser lido em uma an\u00e1lise.<\/p>\n<h6>(1) Termo usado por Ram Mandil, em sua tese de doutorado, para dizer dessa dist\u00e2ncia entre o significante e o significado.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1972) \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do Semin\u00e1rio XI\u201d, In: Outros escritos, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2003, p. 567.<br \/>\n______. (1973) O Semin\u00e1rio. Livro XX: mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.<\/h6>\n<h6>MANDIL, R. (2003) Os efeitos da letra: Lacan leitor de Joyce. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria Ed., 2003. (131-145)<\/h6>\n<h6>MILLER, J. (1994-95) Silet. Os paradoxos da puls\u00e3o de Freud a Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.<\/h6>\n<h6>______. (1996) \u201cO Escrito na Palavra\u201d, sexta li\u00e7\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, ensino proferido no quadro do departamento de Psican\u00e1lise de Paris VIII, editado por Catherine Bonningue. Traduzido por Angelina Harari. (94-102)<\/h6>\n<h6>______. (2006-07) O Inconsciente real, Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on line, Dispon\u00edvel em http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/n4\/pdf\/artigos\/JAMIncons.pdf. Acesso em: 1 out. 2014.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Fayga Paim<\/strong><\/h6>\n<h6>Fayga Paim Sim\u00f5es \u2013 Psicanalista, aluna do curso de psican\u00e1lise do IPSM-MG, m\u00f3dulo III. E-mail:\u00a0<span id=\"cloak4aa53e096270e10c48bc6085b60c3a4e\"><a href=\"mailto:faygapaim@gmail.com\">faygapaim@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FAYGA PAIM Agora s\u00f3 espero a despalavra: a palavra nascida para o canto \u2013 desde os p\u00e1ssaros. A palavra sem pron\u00fancia, \u00e1grafa. Quero o som que ainda n\u00e3o deu liga. Quero o som gotejante das violas de cocho. A palavra que tenha um aroma ainda cego. At\u00e9 antes do murm\u00fario. 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