{"id":692,"date":"2014-07-17T06:55:36","date_gmt":"2014-07-17T09:55:36","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=692"},"modified":"2025-12-01T17:08:33","modified_gmt":"2025-12-01T20:08:33","slug":"sindrome-de-asperger-e-psicose-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2014\/07\/17\/sindrome-de-asperger-e-psicose-infantil\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome De Asperger E Psicose Infantil"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>PAULA PIMENTA<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/15-1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"889\" data-large_image_height=\"649\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-693\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/15-1.jpg\" alt=\"\" width=\"889\" height=\"649\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/15-1.jpg 889w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/15-1-300x219.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/15-1-768x561.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 889px) 100vw, 889px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p>O caso de Ciroi, menino de cinco anos que nos foi apresentado pela equipe de sa\u00fade mental de um servi\u00e7o p\u00fablico da cidade de Belo Horizonte, trouxe uma pergunta diagn\u00f3stica que levou a este trabalho. Ao encaminh\u00e1-lo ao referido servi\u00e7o, a neurologia elaborou a hip\u00f3tese diagn\u00f3stica de s\u00edndrome de Asperger. Em sua posi\u00e7\u00e3o diante do Outro, demonstrada no dispositivo da Apresenta\u00e7\u00e3o de Pacientes, Ciro nos fez considerar o diagn\u00f3stico de psicose e n\u00e3o de s\u00edndrome de Asperger. Mas qual a diferen\u00e7a entre eles?<\/p>\n<p><strong>A S\u00edndrome De Asperger E O Campo Do Autismo<\/strong><\/p>\n<p>Foi em 1944 que o pediatra austr\u00edaco Hans Asperger descreveu uma condi\u00e7\u00e3o que denominou psicopatia aut\u00edstica[2]. Essa publica\u00e7\u00e3o, editada ao final da Segunda Guerra Mundial por um autor germ\u00e2nico, ficou restrita \u00e0 l\u00edngua alem\u00e3 at\u00e9 1971, quando foi discutida, em ingl\u00eas, por Van Krevelen[3], que a comparou com a descri\u00e7\u00e3o feita um ano antes, em 1943, por Leo Kanner, do autismo precoce infantil. Mas foi somente em 1981 que o estudo de Asperger se estendeu \u00e0 comunidade cient\u00edfica, atrav\u00e9s da psiquiatra brit\u00e2nica Lorna Wing, que se tornou a grande divulgadora de suas ideias ao escrever seu trabalho Asperger\u2019s syndrome: a clinical account.[4]<\/p>\n<p>Acredita-se que Asperger desconhecia o trabalho de Kanner e que se utilizou do adjetivo \u201cautista\u201d de maneira diferente de seu colega austro-americano. Ele nomeava de psicopatia aut\u00edstica uma s\u00edndrome infantil que apresentava desvios importantes nas \u00e1reas de intera\u00e7\u00e3o social e comunica\u00e7\u00e3o e nos jogos simb\u00f3licos, tal como ocorre no autismo de Kanner. Essas crian\u00e7as, no entanto, apresentavam, de acordo com suas palavras, intelig\u00eancia normal, boa criatividade e capacidade imaginativa. A fala tamb\u00e9m n\u00e3o se encontrava ausente, apesar da possibilidade de sua flu\u00eancia se estabelecer mais tardiamente, por volta dos tr\u00eas ou quatro anos de idade. N\u00e3o era incomum o aprendizado da leitura se dar espontaneamente, induzindo sua inscri\u00e7\u00e3o no rol dos superdotados.<\/p>\n<p>A s\u00edndrome de Asperger apresenta dificuldades motoras, com n\u00edtido desajeitamento no andar, o que n\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstico do autismo de Kanner (SCHWARTZMAN, 1991). A comunica\u00e7\u00e3o verbal daqueles pacientes demonstra-se por um extenso vocabul\u00e1rio, com uso de palavras incomuns para a idade da crian\u00e7a e constru\u00e7\u00e3o de frases rebuscadas, configurando o que caracterizaria uma fala pedante. O bom desempenho da comunica\u00e7\u00e3o verbal \u00e9, no entanto, apenas aparente, pois as palavras e frases s\u00e3o utilizadas de maneira repetitiva e estereotipada, acompanhadas de altera\u00e7\u00f5es no ritmo, na entona\u00e7\u00e3o, na altura e no timbre da fala. A compreens\u00e3o da linguagem tamb\u00e9m se encontra atingida, havendo um entendimento literal do que lhes \u00e9 dito. Em paralelo, apresentam m\u00edmica facial reduzida e gestos pobres. H\u00e1 a presen\u00e7a de contato visual, mas n\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o visual; n\u00e3o consideram ou mesmo percebem as express\u00f5es faciais de seus interlocutores. H\u00e1 uma delimita\u00e7\u00e3o de um campo peculiar de interesse, o qual se at\u00e9m, entretanto, a assuntos muito espec\u00edficos e n\u00e3o usuais em sua faixa et\u00e1ria, como l\u00ednguas mortas, tabelas num\u00e9ricas, m\u00e1quinas, meteorologia, calend\u00e1rios, entre outros. V\u00ea-se uma superestima da intelig\u00eancia dessas crian\u00e7as por seu vocabul\u00e1rio rebuscado e interesses proeminentes.<\/p>\n<p>Asperger enfatizava a intelig\u00eancia preservada dessas crian\u00e7as, sua excelente mem\u00f3ria, e lhes concebia um bom progn\u00f3stico. Ao tomar conhecimento dos trabalhos de Kanner sobre o autismo infantil, insistiu que os casos que descrevera diferiam muito daqueles. A despeito da opini\u00e3o de seu fundador, a maioria dos autores considera a s\u00edndrome de Asperger uma forma atenuada do autismo infantil, similar em suas manifesta\u00e7\u00f5es, por\u00e9m com sinais e sintomas mais sutis (SCHWARTZMAN, 1994).<\/p>\n<p>Foi em fun\u00e7\u00e3o dessa similaridade que o DSM-Vv decidiu inserir a categoria da s\u00edndrome de Asperger no conjunto maior do autismo infantil. Essa inclus\u00e3o se ampara no continuum patol\u00f3gico proposto por Lorna Wing (1993) \u2014 por ela chamado espectro das desordens aut\u00edsticas e hoje consolidado como espectro aut\u00edstico \u2014, em que a s\u00edndrome de Asperger seria o extremo mais desenvolvido do autismo infantil de Kanner.<\/p>\n<p>Dentro dessa concep\u00e7\u00e3o de um espectro, que abrange um polo com o la\u00e7o social um pouco mais estabelecido, e outro com um la\u00e7o social frouxo ou ausente, cabe a tentativa de correla\u00e7\u00e3o entre a s\u00edndrome de Asperger e os autistas de alto-funcionamento, tamb\u00e9m denominados autistas-s\u00e1bios ou autistas-eruditos (autistes savants).<\/p>\n<p>Alguns cl\u00ednicos insistem em diagnosticar diferencialmente a s\u00edndrome de Asperger do autismo, inclusive do autismo de alto-funcionamento, objetando que, al\u00e9m do Q.I. preservado e da aus\u00eancia de todos os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos de autismo \u2014 que seriam tamb\u00e9m observados no autismo de alto-funcionamento \u2014, na s\u00edndrome de Asperger n\u00e3o se sobressairiam o atraso de linguagem e as anormalidades na comunica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 outros autores justificam a falta de empatia e de sentimento por outras pessoas, os estilos desviantes de comunica\u00e7\u00e3o, os interesses intelectuais incomuns e constritivos e os apegos idiossincr\u00e1ticos a objetos, apresentados pelos pacientes Asperger como sendo \u201cuma varia\u00e7\u00e3o mais benigna do autismo\u201d (RUTTER, 1993, p. 75).<\/p>\n<p><strong>S\u00edndrome De Asperger E Autismo De Alto-Funcionamento Para O Campo Freudiano<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre a apropria\u00e7\u00e3o das nomenclaturas diagn\u00f3sticas n\u00e3o passou ao largo da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. \u00c9ric Laurent e Jean-Claude Maleval foram dois autores que se interessaram pela diferencia\u00e7\u00e3o entre elas, cada um a seu modo.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 transfer\u00eancia no autismo, Laurent (2012) se mostra um tanto criterioso para afirm\u00e1-la, pois o autista, aparentemente, n\u00e3o se dirige ao Outro. E a transfer\u00eancia \u00e9 um la\u00e7o com o Outro. Indica que \u00e9 preciso que o analista, no tratamento, trabalhe orientado pelas condi\u00e7\u00f5es que possibilitem um la\u00e7o com o autista, que seriam aquelas relativas aos dispositivos de tratamento da inst\u00e2ncia da letra[6].<\/p>\n<p>Para Maleval (2009a), um canal para o estabelecimento da transfer\u00eancia seria dado pelo duplo. Uma de suas elabora\u00e7\u00f5es \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do Outro de s\u00edntese. Este se configura sob duas modalidades: fechada e aberta. Fechada ao la\u00e7o social, mas como recurso orientador para o autista, ou aberta ao mundo e \u00e0 intera\u00e7\u00e3o. Um enquadramento do gozo s\u00f3 se faz poss\u00edvel pela aquisi\u00e7\u00e3o de algum dos dois modos.<\/p>\n<p>Na proposta de Maleval (2009b), o Outro de s\u00edntese fechado \u00e9 caracter\u00edstico dos autistas eruditos (autistes savant), e o Outro de s\u00edntese aberto caracteriza a defesa dos autistas de alto n\u00edvel[7] (haut niveau), que Laurent (2012) faz coincidir com os portadores da s\u00edndrome de Asperger. Por possu\u00edrem a mesma fun\u00e7\u00e3o de fazer vincular o autista ao mundo, as duas modalidades do Outro de s\u00edntese possibilitam que uma passagem entre elas possa ocorrer de maneira gradual. No entanto, \u00e9 bastante incomum alcan\u00e7ar o modo aberto do Outro de s\u00edntese. Essa transi\u00e7\u00e3o pode ser constatada pelas narrativas dos autistas de alto funcionamento, quando descrevem suas ilhas de compet\u00eancia da inf\u00e2ncia ou seus gostos por brincadeiras com a linguagem, que caracterizam o Outro de s\u00edntese fechado, pr\u00e9vio ao Outro de s\u00edntese aberto elaborado por eles posteriormente.<\/p>\n<p>O Outro de s\u00edntese fechado se comp\u00f5e de \u201cum saber fechado e congelado, que lhe permite se orientar em um mundo rotineiro, limitado e sem surpresa\u201d (MALEVAL, 2009b, p. 194), ordenando um mundo solit\u00e1rio e bastante circunscrito. A ele se relacionam os recursos \u00e0 l\u00edngua privada, idiossincr\u00e1sica e com neologismos, apartada do Outro e envolvida pelo gozo do sujeito. Por outro lado, o Outro de s\u00edntese aberto \u00e9 evolutivo, adquirindo determinada capacidade din\u00e2mica que permite ao sujeito, \u201cainda que n\u00e3o sem esfor\u00e7os\u201d (MALEVAL, 2009b, p. 194), se adaptar a novas situa\u00e7\u00f5es e demonstrar uma criatividade. \u00c9 o que ocorre com Temple Grandin, ao cunhar uma express\u00e3o criativa para designar-se como um \u201cantrop\u00f3logo em Marte\u201d (SACKS, 1997). Por sua capacidade de rela\u00e7\u00e3o, o Outro de s\u00edntese aberto se serve da l\u00edngua do Outro, ainda que reduzida aos signos talhados do gozo, o que Maleval identificou como sendo uma l\u00edngua funcional, afastada dos afetos.<\/p>\n<p>Se, tradicionalmente, o centro de uma an\u00e1lise promove a interpreta\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o objeto de seu gozo, considera-se que, com as crian\u00e7as autistas, \u00e9 necess\u00e1ria uma \u201ccontra-an\u00e1lise\u201d. Nesses casos, o gozo n\u00e3o deve ser interpretado, mas, na proposta de Maleval, domesticado. Essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do Outro de s\u00edntese: localizar o gozo do sujeito.<\/p>\n<p><strong>O Caso Ciro: S\u00edndrome De Asperger Ou Psicose?<\/strong><\/p>\n<p>Ciro \u00e9 uma crian\u00e7a \u201cestranha\u201d em seu modo de apresenta\u00e7\u00e3o, mas que se utiliza da fala. At\u00e9 mesmo consegue ler, com um uso bem singular dessa habilidade, adquirida aos quatro anos.<\/p>\n<p>Ser estranho no trato com as coisas do mundo, mas conseguir interagir de algum modo pelo uso da linguagem e por interesses delimitados pode ter sido o que levou a neurologia a considerar o diagn\u00f3stico de s\u00edndrome de Asperger para essa crian\u00e7a. Viu-se que diagnosticar como Asperger, nos dias de hoje, \u00e9 pensar em um autismo com intelig\u00eancia preservada, uso da linguagem e capacidade de se relacionar com o mundo, mesmo que de maneira at\u00edpica e estranha.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a psican\u00e1lise se utiliza de outro crit\u00e9rio para realizar o diagn\u00f3stico: a posi\u00e7\u00e3o do sujeito diante do Outro e sua rela\u00e7\u00e3o com o saber e com o gozo.<\/p>\n<p>Diferentemente de um autista, Ciro faz um la\u00e7o com o Outro, se interessando por seus objetos (sua casa, suas fotos do celular, sua netinha[8], sua bolsa\u2026)[9]. Mesmo os autistas com s\u00edndrome de Asperger demonstram certo corte nesse la\u00e7o com o Outro, apesar de terem recursos mais elaborados promovidos pelo Outro de s\u00edntese aberto, de acordo com a teoriza\u00e7\u00e3o de Maleval.<\/p>\n<p>O retorno do gozo, em Ciro, vem no corpo, promovendo a agita\u00e7\u00e3o corporal que o caracteriza e que nos remete \u00e0 descri\u00e7\u00e3o que Ziraldo d\u00e1 de seu Menino Maluquinho, que tinha \u201cvento nos p\u00e9s\u201d, n\u00e3o mais se encontrando no lugar de onde se expressara segundos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Tanto para o autismo quanto para a psicose na crian\u00e7a, o trabalho do sujeito com os objetos pulsionais ser\u00e1 privilegiado. O olhar, a voz, os alimentos, os excrementos t\u00eam um estatuto pr\u00f3prio e nos indicam o modo como a crian\u00e7a \u00e9 afetada por eles. No caso de Ciro, v\u00ea-se como a crian\u00e7a se mostra sens\u00edvel \u00e0 voz do Outro e como parece ser, por essa via, sua tentativa de se orientar no mundo.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/strong><\/p>\n<p>Este breve trabalho, escrito para a discuss\u00e3o cl\u00ednica do N\u00facleo de Pesquisa em Psican\u00e1lise com Crian\u00e7as, adverte que alguns casos de psicose infantil podem estar sendo classificados \u201ccientificamente\u201d como s\u00edndrome de Asperger. Uma vez que a categoria de psicose na crian\u00e7a foi banida das classifica\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas atuais, ela acaba por se ver incorporada, desavisadamente, por alguma outra que lhe seja assemelhada.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise, atualmente, tende a n\u00e3o confundi-las, mas n\u00e3o deixa de indicar suas semelhan\u00e7as e as sutilezas que as diferenciam.x O que importa, entretanto, para o psicanalista, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do caso com base na posi\u00e7\u00e3o do sujeito, nas solu\u00e7\u00f5es que ele encontra para lidar com o mundo e seus objetos e em seu trabalho de apropria\u00e7\u00e3o de um corpo que lhe \u00e9, sempre, estranho.<\/p>\n<h6>(1)\u0002 Nome fict\u00edcio.<\/h6>\n<h6>(2) ASPERGER, H. Psicopatias Aut\u00edsticas na Inf\u00e2ncia. Arch. Psychiatr. Nervnk., 1944. 117:76-136. (t\u00edtulo traduzido do alem\u00e3o, para melhor entendimento).<\/h6>\n<h6>(3) VAN KREVELEN, D.A. Early Infantile Autism and autistic psychopathy. J. Autism Childhood Schizophrenia, 1971. 1(1):82-86.<\/h6>\n<h6>(4) WING, L. Asperger\u2019s syndrome: a clinical account. Psychol. Med. 1981. 11:115-129.<\/h6>\n<h6>(5) O DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria, \u00e9 um dos tratados diagn\u00f3sticos mais utilizados pela psiquiatria no mundo, ao lado do CID (Classifica\u00e7\u00e3o Internacional das Doen\u00e7as), estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/h6>\n<h6>(6) Como exemplo tem-se a escrita, o c\u00e1lculo, o desenho, dentre outros.<\/h6>\n<h6>(7) Ou de \u201calto funcionamento\u201d, na express\u00e3o mais corrente em portugu\u00eas.<\/h6>\n<h6>(8)\u0002 Ciro perguntava com frequ\u00eancia \u00e0 entrevistadora sobre seus objetos, inclusive sobre &#8220;sua netinha&#8221; (sic), que ele supunha que ela tinha.<\/h6>\n<h6>(9) Esses foram elementos presentes na Apresenta\u00e7\u00e3o de Pacientes realizada com a crian\u00e7a, a qual, no entanto, n\u00e3o ser\u00e1 detalhada aqui.<\/h6>\n<h6>(10) Sobre esse assunto, o leitor pode consultar o texto de PIMENTA, P. &amp; DRUMMOND, C. \u201cPode o autismo ser diferenciado da esquizofrenia?\u201d, publicado no Almanaque Online no 5, de jul\/dez 2009.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. (2012). \u201cO que nos ensinam os autistas\u201d. In: A. Murta, A. Calmon &amp; M. Rosa (Orgs.). Autismo(s) e atualidade: uma leitura lacaniana. Belo Horizonte: Scriptum Livros; Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, p. 17-44.<\/h6>\n<h6>MALEVAL, J.-C. (2009a). \u201cLes objets autistiques complexes sont-ils nocifs?\u201d In: J.-C. Maleval (dir.). L\u2019autiste, son double et ses objets. Rennes, FR: Presses Universitaires de Rennes, p. 161-189. (Clinique Psychanalytique et Psychopathologie).<\/h6>\n<h6>MALEVAL, J.-C. (2009b). L\u2019autiste et sa voix. Paris: Seuil.<\/h6>\n<h6>PIMENTA, P. (2003). Autismo: d\u00e9ficit cognitivo ou posi\u00e7\u00e3o do sujeito? Um estudo psicanal\u00edtico sobre o tratamento do autismo. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil. Dispon\u00edvel digitalmente em: http:\/\/ebp.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Paula_Pimenta_Autismo_deficit_cognitivo_ou_posicao_do_sujeito1.pdf<\/h6>\n<h6>RUTTER, M. (1993). \u201cAutismo Infantil\u201d. In: GAUDERER, E. C. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento. Uma atualiza\u00e7\u00e3o para os que atuam na \u00e1rea: do especialista aos pais. Bras\u00edlia: CORDE, p. 60-82.<\/h6>\n<h6>SACKS, O. (1997). \u201cUm antrop\u00f3logo em Marte\u201d. In: Um antrop\u00f3logo em Marte. Sete hist\u00f3rias paradoxais. 3.ed. Trad.: Bernardo Carvalho. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, p. 253-301.<\/h6>\n<h6>SCHWARTZMAN, J. S. (1991). S\u00edndrome de Asperger. Temas sobre Desenvolvimento, 2:19-21.<\/h6>\n<h6>SCHWARTZMAN, J. S. (1994). Autismo infantil. Bras\u00edlia: CORDE.<\/h6>\n<h6>WING, L. (1993). \u201cO cont\u00ednuo das caracter\u00edsticas autistas\u201d. In: GAUDERER, E. C. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento. Uma atualiza\u00e7\u00e3o para os que atuam na \u00e1rea: do especialista aos pais. Bras\u00edlia: CORDE, p. 90-98.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Paula Pimenta<\/strong><\/h6>\n<h6>Psic\u00f3loga. Psicanalista membro da EBP\/AMP. Professora Adjunta da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas de Minas Gerais.<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PAULA PIMENTA O caso de Ciroi, menino de cinco anos que nos foi apresentado pela equipe de sa\u00fade mental de um servi\u00e7o p\u00fablico da cidade de Belo Horizonte, trouxe uma pergunta diagn\u00f3stica que levou a este trabalho. Ao encaminh\u00e1-lo ao referido servi\u00e7o, a neurologia elaborou a hip\u00f3tese diagn\u00f3stica de s\u00edndrome de Asperger. 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