{"id":715,"date":"2014-07-17T06:55:36","date_gmt":"2014-07-17T09:55:36","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=715"},"modified":"2014-07-17T06:55:36","modified_gmt":"2014-07-17T09:55:36","slug":"do-antissemitismo-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2014\/07\/17\/do-antissemitismo-hoje\/","title":{"rendered":"Do Antissemitismo Hoje"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>AGN\u00c8S AFLALO<\/strong><\/h6>\n<h6><strong style=\"font-size: 14px;\">O Antissemitismo Com A Shoah<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p>\u00c0 tradi\u00e7\u00e3o francesa do intelectual engajado, em geral, e daquele que se posicionou contra o antissemitismo, em particular, n\u00e3o faltam nomes de prest\u00edgio como os de Victor Hugoi e Zolaii, para citar somente os primeiros. Mas isso fora antes da Shoah. N\u00e3o faltaram intelectuais s\u00e9rios que tentassem pensar a Shoah. Entretanto, ela permanece ainda impens\u00e1vel. Aspectos da Shoah n\u00e3o se deixam capturar por nenhuma escrita e n\u00e3o cessam, dessa maneira, de secretar seu pr\u00f3prio desconhecimento, seu pr\u00f3prio recalque.<\/p>\n<p>Negacionismo e revisionismo n\u00e3o s\u00e3o resultados de uma minoria isol\u00e1vel, irrespons\u00e1vel e limitada no tempo. O triplo atentado contra os jornalistas do Charlie, os clientes do Hyper Casher e os policiais de Paris e de Montrouge, que precedeu em poucos dias a data de anivers\u00e1rio da descoberta do campo de Auschwitz, indica outra perspectiva: a rejei\u00e7\u00e3o inconsciente da Shoah mostra-se constante desde o seu primeiro dia at\u00e9 o momento atual. Tal rejei\u00e7\u00e3o apenas assumiu diferentes formas desde a descoberta oficial do genoc\u00eddio em 1945 at\u00e9 a forma mais comum do antissemitismo que conhecemos hoje na Fran\u00e7a, na Europa, e alhures.<\/p>\n<p>Sabemos que os pa\u00edses em guerra, ainda que informados acerca da exist\u00eancia dos campos durante a Segunda Guerra, n\u00e3o eram capazes de acreditar naquela realidade. Outro detalhe d\u00e1 uma ideia da rejei\u00e7\u00e3o imediata da qual a Shoah foi alvo: durante a abertura do campo de Auschwitz, no momento de nomear aqueles que haviam sido deportados para a\u00ed serem exterminados, o nome dado \u00e0s v\u00edtimas do supl\u00edcio fora aquele referente \u00e0 sua nacionalidade e n\u00e3o o nome que indicava seu pertencimento \u00e0 religi\u00e3o judaica, nome esse que os levara \u00e0 condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte. Como reconhecer a singularidade da Solu\u00e7\u00e3o final se ela \u00e9 mal nomeada?<\/p>\n<p>O nome comum n\u00e3o \u00e9 suficiente para designar o acontecimento. Somente o nome pr\u00f3prio ocupa um lugar no real inomin\u00e1vel. Churchill, que foi uma exce\u00e7\u00e3o no que diz respeito \u00e0s inten\u00e7\u00f5es de Hitler, antecipara precocemente um crime sem nomeiii. O nome pr\u00f3prio Shoah n\u00e3o designa somente um crime de massa ou um genoc\u00eddio. Designa uma cria\u00e7\u00e3o in\u00e9dita na hist\u00f3ria da humanidade: a produ\u00e7\u00e3o industrial da morte perpetrada pelos homens. Essa alian\u00e7a entre a t\u00e9cnica e a economia \u00e9 impens\u00e1vel se n\u00e3o levarmos em conta as ra\u00edzes inconscientes da puls\u00e3o de morte que habita cada ser falante, tomado no discurso dominante. Ora, esse discurso dominante, que \u00e9 o discurso capitalista, \u00e9 tamb\u00e9m o discurso do inconsciente.<\/p>\n<p>Isso significa dizer que o Iluminismo \u00e9 indissoci\u00e1vel dessa tend\u00eancia \u00e0 crueldade mais ou menos recalcada ou sublimada. Desde Lacan l\u00ea-se Kant com Sade. O detalhe pode parecer insignificante, no entanto possui consequ\u00eancias importantes, como a concentra\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de pessoas reduzidas ao estado de mercadorias para que se pudesse delas extrair uma mais-valia exorbitante a fim de colmatar a ruptura que habita cada um. Ora, se a mais-valia se desloca de uma mercadoria a outra, \u00e9 tamb\u00e9m insepar\u00e1vel do corpo mercantilizado. Dois conceitos permitem apreender essa l\u00f3gica: o conceito da mais-valia de Marx e aquele de extimidade formulado por Lacaniv. Al\u00e9m disso, no discurso dominante, a mais-valia \u00e9 padronizada enquanto que, no inconsciente, cada um sofre, \u00e0 revelia de sua vontade, de um gozo singular, conhecido tamb\u00e9m como \u201cmais-de-gozar\u201d. Nessas condi\u00e7\u00f5es, torna-se imposs\u00edvel reconciliar a oferta do mercado e a demanda inconsciente do sujeito. Qualquer coloca\u00e7\u00e3o fora do jogo do desejo acentuar\u00e1, sobretudo, o sentimento de fissura, causador de ang\u00fastia e de \u00f3dio, que pode se deslocar at\u00e9 a cis\u00e3o e desnudar o vazio no cora\u00e7\u00e3o do ser com seu cortejo de desesperan\u00e7a e revolta.<\/p>\n<p>O antissemitismo existente nos dias atuais n\u00e3o est\u00e1 apenas fundamentado na \u00fanica ignor\u00e2ncia que a escola da Rep\u00fablica poderia reparar. Est\u00e1 tamb\u00e9m fundamentado na recusa de se crer na Shoah. H\u00e1 pouco, um jovem aluno advindo de bairros considerados \u201cvulner\u00e1veis\u201d respondia a seu professor de hist\u00f3ria que lhe ensinava sobre a Segunda Guerra Mundial: \u201cchega de falarmos de judeus, n\u00e3o foram somente eles os mortos durante a guerra!\u201d. Mais uma vez \u2013 e esse exemplo \u00e9 apenas mais um entre muitos outros da mesma natureza \u2013 o nome das nacionalidades dos mortos da Segunda Guerra tende a recalcar o nome da Shoah e, assim, a aprofundar a vala comum do antissemitismo ordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Setenta anos depois, restam poucos sobreviventes e testemunhas do Holocausto. \u00c9 por isso, sem d\u00favida, que o antissemitismo ordin\u00e1rio ganhou terreno. Em janeiro de 2014, uma manifesta\u00e7\u00e3o ocupava as ruas de Paris aos gritos de \u201cfora judeus, morte aos judeus!\u201d. N\u00e3o escapava, ent\u00e3o, a Robert Badinter, que se tratava de uma premi\u00e8re desde a Ocupa\u00e7\u00e3o. Quanto mais a s\u00e9rie de assassinatos de judeus se multiplica e se banaliza na Fran\u00e7a, na Europa e no mundo, mais a concentra\u00e7\u00e3o do \u00f3dio antissemita tende a fazer endossar aos judeus o traje do bode expiat\u00f3rio. Ora, no discurso do inconsciente, n\u00e3o h\u00e1 bode expiat\u00f3rio sem homem providencial.<\/p>\n<p><strong>O Homem Providencial E O Bode Expiat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>O princ\u00edpio do homem providencial e do bode expiat\u00f3rio, bastante conhecido dos monote\u00edsmos, pode ser reduzido \u00e0 estrutura l\u00f3gica do Universal e do particular, formalizada por Arist\u00f3teles, e a partir da qual Lacan exp\u00f4s as bases inconscientes. Essa l\u00f3gica demonstra que a exce\u00e7\u00e3o confirma a regra.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas monote\u00edsmos \u2013 judeu, cat\u00f3lico e mu\u00e7ulmano \u2013 possuem aspectos em comum e tamb\u00e9m diferen\u00e7as. Detenhamo-nos aqui sobre dois pontos concernentes \u00e0s suas diferen\u00e7as: o clero e o proselitismo. A religi\u00e3o judaica n\u00e3o concede espa\u00e7o a nenhum dos dois. Converter-se ao juda\u00edsmo \u00e9 um percurso do combatente. Dentre os tr\u00eas monote\u00edsmos, o juda\u00edsmo \u00e9 o \u00fanico que n\u00e3o tem a pretens\u00e3o universal. Em compensa\u00e7\u00e3o, os proselitismos crist\u00e3o e mu\u00e7ulmano s\u00e3o bem conhecidos. A hist\u00f3ria das guerras religiosas de uma parte do nosso mundo \u00e9 testemunha disso. E sabe-se que, na Fran\u00e7a, a estrat\u00e9gia da espada e do aspers\u00f3riov conheceu uma conten\u00e7\u00e3o importante no momento da Revolu\u00e7\u00e3o, quando o rei perdeu a cabe\u00e7a e, ao mesmo tempo, seu direito divino.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o dos doutores da Igreja constituindo o clero \u00e9, sem d\u00favida, o segredo da estabilidade do catolicismo h\u00e1 mais de 2.000 anos. Por isso, pode-se argumentar que o isl\u00e3 \u00e9 mais aberto \u00e0 instabilidade experimentada pelas diferentes correntes que se afrontam, pela falta de um clero que estabilizaria a ortodoxia dominante. Essa instabilidade se propaga simultaneamente \u00e0 sua pretens\u00e3o universal. Algumas correntes religiosas s\u00e3o ainda mais nefastas e decidem priorizar as injun\u00e7\u00f5es, ou seja, uma aplica\u00e7\u00e3o do Cor\u00e3o ao p\u00e9 da letra e sem as interpreta\u00e7\u00f5es dos doutores do clero que as humanizariam. Ou, ao contr\u00e1rio, privilegiam as interpreta\u00e7\u00f5es do Cor\u00e3o elaboradas h\u00e1 muitas centenas de anos (Hadith) sem interrog\u00e1-las nem coloc\u00e1-las em discuss\u00e3ovi. E essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual a cria\u00e7\u00e3o de um isl\u00e3 na Fran\u00e7a, se fosse criado, poderia a\u00ed remediar.<\/p>\n<p>O juda\u00edsmo, por sua vez, por n\u00e3o possuir a qualidade do proselitismo, n\u00e3o se inscreve na mesma l\u00f3gica do universal e do particular. O povo do Antigo Testamento pretende de fato ocupar o lugar do elemento particular, isto \u00e9, da exce\u00e7\u00e3o que confirma a regra, do universal. Desse ponto de vista, o povo eleito \u00e9 indissoci\u00e1vel de seu outro lado \u2013 povo p\u00e1ria e martirizado ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise ensina que o apelo ao pai conduz sempre ao pior. A hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX o demonstra de maneira suficiente. O \u00f3dio \u00e9 um afeto ordin\u00e1rio e comum, mas divinizar o mal \u00e9 uma tend\u00eancia t\u00e3o velha quanto a humanidade e tanto mais intensa quanto os ideais de democracia s\u00e3o impotentes para tratar o mal-estar econ\u00f4mico e social. A vida em sociedade permite sublimar e assegura assim a estabilidade do la\u00e7o social. No entanto, durante uma situa\u00e7\u00e3o excepcional de crise econ\u00f4mica de grande amplitude, o la\u00e7o social tende a se desfazer, a sublima\u00e7\u00e3o enfraquece e a satisfa\u00e7\u00e3o inebriante do \u00f3dio retoma o que expusemos acima.<\/p>\n<p>No \u00faltimo s\u00e9culo, a crise econ\u00f4mica que se abateu sobre a Europa e o novo mundo favoreceu a expans\u00e3o do nazismo e do antissemitismo. A expans\u00e3o econ\u00f4mica ap\u00f3s a Segunda Guerra \u2013 conhecida como Les Trente Glorieuses, ou, em tradu\u00e7\u00e3o literal, \u201cOs trinta gloriosos\u201d, fazendo men\u00e7\u00e3o aos trinta anos de desenvolvimento, de 1945 a 1975 \u2013 favoreceu a integra\u00e7\u00e3o de imigrantes, de maneira geral, e de judeus, em particular. Entretanto, a crise econ\u00f4mica que se alastrou na Europa e alhures desde o primeiro choque do petr\u00f3leo retardou a integra\u00e7\u00e3o de emigra\u00e7\u00f5es tardias. Hoje os grupos criminosos do Estado Isl\u00e2mico fazem ressoar um \u00f3dio levado t\u00e3o mais adiante que ressuscita o homem providencial sob a categoria do Califa. Sua propaganda faz crer numa justi\u00e7a divina distributiva e sua pol\u00edtica do terror d\u00e1 corpo ao bode expiat\u00f3rio que a ela n\u00e3o se submete. Os \u00faltimos atentados que acabam de ocorrer em Copenhague, na Dinamarca, d\u00e3o uma ideia da determina\u00e7\u00e3o dessa ideologia totalit\u00e1ria propagada via internet por uma gangue de criminosos.<\/p>\n<p>O la\u00e7o que cada um estabelece com sua parte sombria e col\u00e9rica faz sintoma. Isso quer dizer que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se libertar sem decifrar o inconsciente do qual se \u00e9 sujeito. Com efeito, a cren\u00e7a no homem providencial for\u00e7a a uma escolha imposta entre o \u00f3dio de si e aquele dirigido ao outro que faz o leito do comunitarismo, sempre religioso. A submiss\u00e3o devastadora por meio da qual algu\u00e9m se deixa tratar como um objeto de \u00f3dio e a revolta contra essa deprecia\u00e7\u00e3o para quem prefere o \u00f3dio do outro s\u00e3o dois impasses.<\/p>\n<p>O \u00f3dio n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica resposta poss\u00edvel. H\u00e1 a resposta pr\u00f3pria \u00e0 \u00e9tica de cada um. H\u00e1 tamb\u00e9m aquela da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. Ela pode abrir outra via para quem decide contornar um gozo sem nome. \u00c9 tamb\u00e9m poss\u00edvel renunciar \u00e0s sirenes do homem providencial e a seu corol\u00e1rio de bode expiat\u00f3rio para fazer parte de uma fraternidade de discurso. A intranquilidade \u00e9 assegurada, mas n\u00e3o sem a alegria de viver.<\/p>\n<h6><\/h6>\n<h6>(1)\u0002 O assassinato de Alexandre II em 1881 desencadeia violentos massacres de judeus. Pouco depois, em 1882, Victor Hugo publica um manifesto em favor dos judeus perseguidos da R\u00fassia nos jornais parisienses L\u2019\u00c9venement, Le Temps et Le Rappel.<\/h6>\n<h6>(2)\u0002 A carta aberta \u201cJ\u2019accuse\u2026!\u201d de Zola, escrita durante o Caso Dreyfus, \u00e9 publicada no jornal L\u2019Aurore em janeiro de 1898.<\/h6>\n<h6>(3) Em seu discurso \u00e0 Na\u00e7\u00e3o, no dia 24 de agosto de 1941, Winston Churchill lan\u00e7a uma advert\u00eancia aos nazistas: \u201cDesde as invas\u00f5es mong\u00f3is do s\u00e9culo XII, jamais assistimos na Europa a pr\u00e1ticas de assassinato met\u00f3dico e sem piedade em escala semelhante. Estamos na presen\u00e7a de um crime sem nome\u201d.<\/h6>\n<h6>(4) Devemos a J.-A. Miller o fato da eleva\u00e7\u00e3o do termo extimidade \u00e0 categoria de conceito durante seu Curso de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana \u201cExtimit\u00e9\u201d, 1985-86, in\u00e9dito em franc\u00eas.<\/h6>\n<h6>(5) NT. Existe uma express\u00e3o em franc\u00eas (expression familier) que diz \u00ab le sabre et le goupillon \u00bb e quer dizer justamente \u00ab l\u2019arm\u00e9e et l\u2019\u00c9glise \u00bb, ou seja, o ex\u00e9rcito e a Igreja. Aqui Aflalo parece referir-se a essa express\u00e3o.<\/h6>\n<h6>(6)\u0002 \u201cEu percebo que o discurso religioso, em todo mundo isl\u00e2mico, fez com que o Isl\u00e3 perdesse sua humanidade\u201d. Entrevista concedida por Abd el Fath el Sissi, ent\u00e3o candidato \u00e0 presid\u00eancia do Egito, realizada em 6 de maio de 2014 pela CBC e ON TV, duas redes eg\u00edpcias de televis\u00e3o.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria das Gra\u00e7as Sena<\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o: Clarissa Vieira \u2013 TEXTECER<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Agn\u00e8s Aflalo<\/strong><\/h6>\n<h6>Psicanalista, Membro da \u00c9cole de la Cause Freudienne e da AMP. E-mail:\u00a0<span id=\"cloak04fa4ffecec92025d405150e15614d0e\"><a href=\"mailto:agnes.aflalo@wanadoo.fr\">agnes.aflalo@wanadoo.fr<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AGN\u00c8S AFLALO O Antissemitismo Com A Shoah \u00c0 tradi\u00e7\u00e3o francesa do intelectual engajado, em geral, e daquele que se posicionou contra o antissemitismo, em particular, n\u00e3o faltam nomes de prest\u00edgio como os de Victor Hugoi e Zolaii, para citar somente os primeiros. Mas isso fora antes da Shoah. 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